Férias Sobrenaturais
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Quando acordei estava em um lugar esquesito. Só havia uma janela e uma porta. Em frente a única porta haviam dois homens, pareciam ser seguranças. Quando olhei para eles, eles me encararam, e aqueles olhos deles mudaram de olhos normais para olhos totalmente pretos. Voltei meu olho para a janela, em que um homem estava de costas. Mesmo virado eu o reconheci. Ele era o homem do meu pesadelho, o homem que me sequestrou.
Eu queria gritar, mas não podia, tinha um fita em minha boca. Eu tentei, mas depois percebi que era idiotice. Quem iria me escutar? De repente aquele homem se virou para mim.
–Oi menina. — Ele disse, sorrindo e retirando a fita da minha boca — Me chamo Crowley, sou o rei do Inferno. — O sorriso dele aumentou mais ainda quando ele disse isso.
Eu não aguentei. Como assim rei do Inferno? Dei uma pequena risada do convencimento dele.
–Do que você está rindo? — Ele agora estava sério.
–Rei do Inferno? Jura? — Perguntei, ainda com um sorriso no rosto.
–Sim. Só quero dizer pra você me obedecer ou as coisas vão ficar sérias aqui. — Ele disse, se virou para os homens que estava na porta e fez um sinal com a cabeça — Eles foram buscar uma água para você. Agora fique quieta um segundo, vou ligar para um amigo seu.
Ele andou de volta para a janela, pegou um celular no bolso e discou um número.
–Oi Dean! — Ele disse, feliz. — Ta, ta, ta. Vamos deixar a parte da ameça pra depois. É o seguinte, você vai me trazer a palavra de Deus e eu te devolvo a garota. Mas ouça bem, ela pode voltar danificada dependendo da demora. Era só isso, vocês têm até amanhã, se vocês não vierem, ela vai pagar por vocês. Até amanhã Winchesters.
Ele desligou o celular, voltou seu olhar para mim e sorriu. Um dos homens que havia ido pegar a comida voltou com uma bandeja em que tinha somente duas maçãs e água. Ele colocou em cima da mesa e olhou para Crowley.
–Pode soltar ela. Sei que ela não será burra o suficiente pra tentar fugir. Ela sabe que não tem saida. — Ele disse, olhando para mim.
O homem veio até mim e soltou a corta que prendia minha mão atrás da cadeira, me deixando imóvel.
Eu passei a mão em meus pulsos, sentindo um alívio por estar sem aquela corda machucando meus pulsos. Andei até a mesa e rapidamente comi a a primeira maçã e bebi metade de uma água.
Enquanto eu estava concentrada naquele meu pequeno lanche reparei que Crowley havia recebido uma mensagem, ele sorriu ao ler ela. Fechou o celular, guardou ele no bolso e veio até mim.
–Chega de comer. — Ele disse, e me puxou de volta para a cadeira — Sorria para a foto. — Ele pegou uma câmera de um dos homens que ficavam na porta e começou a tirar fotos minhas.
Eu não sorria, nem nada, estava tentando entender o porquê das fotos. Depois de várias fotos, me sentia cega, aquele flash da foto era mesmo forte.
–Essa aqui... Você está linda nessa. — Ele disse, olhando para uma das fotos que tinha na sua câmera — Imprima essa foto e envie para os Winchesters. — Disse ele, falando com um dos homens da porta.
Eu continuei ali, sentada. Até que percebi o porquê das fotos. Ele iria mandar um foto para provar para os garotos que eu estava viva.
Me levantei e voltei até a bandeja.
–Não, não, não. — Crowley começou a falar — Você já comeu o suficiente, volte para a cadeira.
Eu voltei para a candeira, com calma e me sentei. Ele puxou minha mão para trás e voltou a me amarrar. Eu estava cansada por isso às vezes meus olhos se fechavam e eu cochilava por dois minutos, mas logo acordava pois dormir amarrada em uma cadeira não era muito confortável.
Quando abri os olhos, depois de ter cochilado mais uma vez, percebi que estava sozinha na sala. Nenhum dos homens estavam ali. Nem o tal Crowley, nem os homens da porta. Eu pensei que agora, eu talvez conseguisse sair dali. Eles disseram que eu não conseguiria porque haviam três homens bloqueando as saidas. Mas e agora? Eu talvez conseguisse, só precisava conseguir soltar a minha mão.
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