Férias Mundiais

15 O último pendrive, o segredo de décadas do italiano?


Notas iniciais
E finalmente eu tomei vergonha na cara e escrevi o Spamano pra voces. Espero que tenha ficado bom.

Antes que França e Canadá pudessem entrar no quarto, Romano subiu as escadas com a velocidade que italianos apenas costumavam usar para fugir, parando assim que viu a dupla lhe encarando com curiosidade.

"Oy, seu maldito do vinho, você viu o Espanha? Ele passou por aqui?" Lovino perguntou, com tanta raiva que nem ao menos parecia cansado pela correria.

"Acho que ele..." Antes que Canadá terminasse, o moreno lhe olhou com surpresa.

"Você estava ai antes? E afinal, quem diabos é você, seu maldito?"

"Eu sou o Canadá." Matthew respondeu, claramente deprimido em ser esquecido mais uma vez.

"Tanto faz, nunca ouvi falar. Enfim França, você viu ou não o desgraçado do Espanha?"

"Ah sim, ele acabou de passar por aqui, disse que ia se esconder perto das piscinas." Logo que o francês terminou suas palavras, Romano voltou a correr, fazendo o caminho inverso do que estava cursando antes.

"Mas França-san, o Espanha-san não passou aqui." O canadense apontou, sendo puxado delicadamente para dentro do quarto assim que Francis conseguiu finalmente abrir a porta.

"Ah não?" Um sorriso divertido brincava nos lábios do amante de vinhos. "Então só uma vingancinha por ele ter sido tão mal educado com você mon cher."

"N-Não precisava, e-eu meio que já me acostumei." O loiro de óculos falou, meio embaraçado por ser tratado com tanta gentileza, enquanto o mais velho checava o celular, que, pelo pequeno bipe, tinha recebido uma mensagem. Assim que leu o texto, França deu uma pequena gargalhada, devolvendo o aparelho ao bolso e redirecionando sua atenção ao rapaz.

"Então, se é adorável o suficiente para não aceitar isso como uma vingança, pense na minha atitude como uma pequena ajuda no relacionamento deles."

"Do que está falando França-san?"

"Nada, deixe pra lá. Agora, porque não paramos de discutir os problemas dos outros e nos concentramos em nós?"

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Depois de verificar cada milímetro de chão perto da piscina (e até dentro dela), Romano estava encharcado, tremendo de frio e mais furioso do que jamais tinha ficado em toda sua vida. Nem quando Feliciano tinha levado a pizza especial que ele tinha passado horas fazendo para comer com o bastardo das batatas ele tinha sentido tal fúria assassina.

Decidindo vestir algo seco antes de continuar sua procura para não acabar pegando uma gripe, o italiano mais velho voltou para o quarto, ironicamente encontrando a pessoa que tinha perseguido naquela última hora. Ele parecia extremamente confuso, mas tentou normalizar a expressão facial quando viu que Lovino tinha chegado.

"Romano, porque está assim? Tire logo isso e pegue uma toalha ou v-..." Espanha se interrompeu e balançou a cabeça, como se estivesse se repreendendo mentalmente por suas palavras.

Algo estava errado. Antonio nunca se arrependia de dar alguma lição de moral, e Romano sabia disso. Ele sempre fazia questão de cuidar do mais novo como um garotinho, e aquilo...

Realização tomou conta do italiano, enquanto ele tentava conter o desespero causado por ter certeza de uma coisa: Já era tarde demais.

"Você viu, não foi?" O menor perguntou, sem nenhuma emoção na voz, sem obter nenhuma resposta de Espanha, que parecia bastante culpado por seja lá o que tivesse feito. Os olhos de Romano foram para a mesa de canto, onde um computador ainda ligado exibia seu rosto num frame congelado de um vídeo, o texto "assistir novamente?" brilhando em letras brancas.

Romano não era de ficar bêbado facilmente. Mas as 2 da madrugada, depois que Inglaterra já tinha despencado abraçando uma garrafa de uísque e falando o nome de América enquanto dormia, e praticamente todos que tinham ido aquele bar estavam completamente pirados graças a bebida, até mesmo ele estava meio embriagado.

"Ai aquele maldito do Espanha insiste em mais uma vez me tratar feito criança! Isso não é justo, droga! Se ele continuar assim, como eu vou conseguir chegar no mesmo nível que ele praquele idiota finalmente me enxergar e ver o que eu sinto..." Romano choramingou pra sua garrafa vazia de vinho, sem perceber que do outro lado do balcão, um francês de cabelos loiros e olhos arroxeados gravava cada palavra.

"Romano eu..." Tudo que o mais novo ouviu foi o começo da frase do espanhol. Seus olhos já estavam embaçados por causa das lágrimas, graças a uma droga de vídeo seus sentimentos estavam todos jogados na mesa, e já estava se preparando pra ouvir a desculpa que tinha temido por várias décadas.

"Romano, eu só amo você como se fosse um filho, ou um irmãozinho mais novo."

Mas ao invés disso, Romano sentiu Espanha segurar os dois lados de seu rosto e lhe dar um beijo. Os lábios de Antonio eram quentes e macios, parecendo necessitados enquanto se pressionavam cada vez mais nos de Romano. Quando a língua do maior pediu passagem, percorrendo cada centímetro de sua boca, o italiano perdeu as forças, sentindo suas pernas cederem e seu corpo encostar na cama.

"E-Espanha?" Romano falou, respirando com dificuldade enquanto o outro deixava seus lábios e seguia para o seu pescoço, passando a língua por toda a extensão dele e desabotoando a camisa do mais novo, que se resumia a morder o lábio inferior para tentar evitar que aqueles gemidos que se formavam em sua garganta fossem pronunciados.

"Desculpe Romano." Disse Espanha, sorrindo de seu jeito de sempre, mas logo o sorriso adquiriu uma forma pervertida, especialmente quando suas mãos desceram para a calça de Romano e mexeram no zíper, apesar de logo depois uma delas ter subido até os cabelos castanho-escuros do italiano, fazendo um leve carinho antes de continuar o que

tinha começado a falar. "Eu realmente sinto muito estar sendo tão apressado, mas agora que sei de tudo simplesmente não consigo mais parar." E depois disso os lábios dos dois estavam unidos novamente, num beijo tão intenso que deixou um fio de saliva conectando a boca do espanhol e do italiano, que no meio ao êxtase da situação acabou sussurrando algo que provavelmente negaria depois.

"Eu te amo, Espanha..." A voz escapou dos lábios partidos do mais novo, que não conseguia mais segurar os gemidos enquanto o outro beijava seu corpo.

"Você é realmente uma gracinha não é Romano? E eu também te amo."

Notas finais
Até a proxima!