Férias Mundiais
29 O baile Parte I
Notas iniciais
Depois de uma confusa noite de verdade ou desafio regada a pessoas sem suas devidas roupas (ou sem nenhuma roupa), perguntas embaraçosas, armários sendo usados pra pegação e muito álcool, já pela hora do almoço, um francês que parecia mais vivo que o próprio sol andava pelos cantos do hotel, guiando os funcionários na arrumação para a festa.
"France-san, o que está acontecendo?" Kiku questionou, largando seu celular.
"Ora, como assim? Eu mencionei que teríamos um baile!"
"Sim, mas você disse que seria daqui há algumas semanas."
"Pois é... Os funcionários do hotel disseram que semana que vem vão entrar em greve, então precisamos ir embora nesse final de semana para eu pegar minha roupa de Magical Strike!" Francis explicou, dando uma piscadinha.
"E é por isso que não se deve confiar em franceses." Inglaterra comentou com um saco de gelo na cabeça e uma cara de poucos amigos.
"Angleterre não seja tão crueel~ Além do mais você aproveitou e muito sua estada por aqui, non? Até se entendeu com seu amado americano e agora irá viver feliz para sempre!" O loiro de olhos azuis provocou, cutucando o outro.
"Não me toque, bloody frog." Arthur o socou. "E falando nele, vocês viram o América?"
"Ele estava tomando café na varanda." Disse Japão.
"Ah, obrigado." O inglês saiu em direção ao local.
"Será que vai rolar algum momento romanticamente fofo de bom dia?"
".........Tenho um compromisso." O japonês tirou uma câmera Deus-sabe-de-onde e seguiu cautelosamente Inglaterra.
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América olhava a paisagem tranquilamente, com um café e seu notebook aberto em uma página específica. Ia sentir saudades daquele lugar, tinha que admitir. Amava sua terrinha, sua casa, de norte a sul, mas ali não tinham negócios, pessoas reclamando, guerras... Porque por incrível que parecesse, nem ele gostava muito delas. Podia ser o hero que salva todo mundo? Sim, isso era verdade, porém se pedissem para escolher entre ver pobres pessoas morrendo das maneiras mais horríveis e ficar o dia inteiro se divertindo com seus amigos e com Inglaterra ao seu lado, era uma escolha mais do que óbvia.
"Pensando no céu dos hambúrgueres?" O próprio loiro que estava em seus pensamentos o tirou deles.
"Na verdade pensando em comprar esse lugar do France. Daria um ótimo resort da Disney!" O americano voltou a seu humor de sempre, servindo para si e para Arthur mais café.
"Sabe que não gosto desse troço, mas ah tanto faz." O ex-pirata cedeu, colocando creme e açúcar na xícara para tirar o gosto amargo da bebida.
"Hey Iggy, você usa Skype?"
"Eh? Ah aquele programa de computador? Algumas vezes, quando preciso fazer uma reunião urgente e não tenho tempo para ir até o lugar, ordens do Primeiro-Ministro. Porque a pergunta?"
"Eu preciso do seu, pode ir passando." Alfred estendeu a mão como se o nome da conta fosse algo palpável.
"Eu tenho anotado, depois olho."
"Certo, mas não esqueça ok? Estamos indo embora esses tempos e cada um vai pra sua casa, então preciso ter um jeito de falar com você todos os dias para ouvir cada palavra dos atos incríveis que realizei!" Inglaterra corou com o jeito dele de dizer que ia sentir saudades e pôs a mão em cima da do mais novo.
"Se não tem jeito eu vou te dar." Ele falou fazendo uma cara convencida.
"Okay e ai até podemos fazer sexo virtual quando estivermos com saudade!!" O loiro de óculos deu o sorriso mais fofo e inocente do mundo.
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"VÁ PRO INFERNO BLOODY GIT!!" O grito do inglês foi ouvido até do primeiro andar.
"Parece que eles estão animados como sempre!" O italiano sorriu, se jogando na cama.
"Está mais para barulhentos como sempre." O alemão corrigiu. "Já começou a arrumar suas malas?"
"Ehhhh? Ainda temos muito tempo pra fazer isso." Feliciano rolou de um lado pro outro no colchão.
"Hoje é quinta, partiremos sábado. Considerando que à noite haverá um evento, provavelmente amanhã estaremos cansados demais para fazer isso, e a manhã de sábado será a pré-partida, então estamos mais do que atrasados." Ludwig explicou, já fechando a sua própria mala.
"Alemanha sempre tão certinho~" O moreno deu uma risadinha.
"Ludwig."
"Eh?"
"S-Se estamos em um relacionamento pessoal agora, o m-mais correto seria me chamar pelo meu nome ao invés do nome de nação, n-não?" O loiro falou, extremamente corado. Aquele tipo de assunto definitivamente não era sua especialidade.
"Si, mas só se você me chamar de Feliciano ok? Luddy!!"
"É Ludwig."
"Mas Luddy é um apelido fofo!" Veneziano pulou nele, dando um beijo apaixonado.
"Então vamos fazer um acordo. Você pode me chamar assim mas vai arrumar suas malas agora mesmo."
"Certo Capitão Luddy!!" Mesmo que Alemanha soubesse que provavelmente teria que refazer as malas dele depois por estarem uma bagunça, sentiu-se feliz. Realmente amava demais aquele homem.
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No local onde os aviões pousavam, France segurava um cartaz de boas vindas junto com um grupo de funcionários com drinks servidos em abacaxis e cordões de flores para os convidados que saíam de seu transporte.
"Wohow France, esse lugar é maneiro demais! Que pena que estávamos ocupados para vir desde o ínicio!" Dinamarca exclamou, correndo de um lado pro outro.
"Eu sempre me impressiono em quanto coisas tropicais e o sol forte são bonitos!" Finlândia comentou, tirando fotos de tudo.
"Muito obrigado pelo convite." Suécia murmurou, segurando a mão do finlandês.
"Ice, solte esse chinês e vá vestir algo mais fresco ou vai acabar passando mal com o calor." Noruega comentou, estendendo um calção para o irmão mais novo.
"N-Não vou vestir algo tão indecente. O que isso é, uma praia de nudismo?" Islândia corou, segurando mais em Hong Kong para impedir seu irmão de lhe arrastar para se trocar.
"As flores do calção vai te deixar uma total gracinha Ice." O moreno comentou, soltando o namorado de si mesmo.
"Ainda não entendo como o Hong Kong foi se envolver com alguém tão problemático. Sinceramente, tudo culpa daquele ladrão de ópio maldito." China suspirou, pegando uma das bebidas.
"Vamos, vamos não fique assim China-kun. E obrigado por nos convidar France-kun! Mal posso esperar pra ver todos!" Rússia cumprimentou com seu sorriso de sempre.
"Partiu viver como ricaço com os europeus hoje, porque eu mereço depois de tanto problema lá em casa. Tô ficando velho pra essas coisas." Brasil falou, alongando os braços.
"Então desiste de uma vez e me dá teu território. Mas pode ficar com a seleção e levar pro túmulo, porque não quero levar um 7 a 1 igual você boludo." Argentina rebateu.
"Fico muito feliz em ver todos para a festa de hoje! Venham, irei lhes acompanhar até o paraíso!" O francês deu uma piscadinha, mostrando o caminho para os novos visitantes.
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