Férias Mundiais

10 Final, as lágrimas escondidas do polonês? - Parte 1


Notas iniciais
Oiii hetalianos, como estão? ah só esclarecendo uma coisa: o "Final" no título nã significa que a fic esta acabando, apenas a "gincana".

Aquele tinha sido um dia divertido para o polonês. Tudo bem, tinha perdido uma batalha importante, mas havia dado umas boas risadas no final, apesar de ter esquecido qual o motivo naquele momento.

"Bem tanto faz, agora é só voltar pra casa e tirar essas roupas sujas e nojentas de suor." O loiro de olhos verdes pensou, deixando a derrota de lado e começando a planejar o que faria no dia seguinte. Poderia pintar sua casa de um novo tom de rosa, ou comprar alguma decoração pra combinar com sua cama nova....

"Liet, seja educado e vá preparar um banho pra mim? Eu estou totalmente exausto." Feliks falou logo que abriu a porta da casa, mas só obteve silêncio como resposta. "Liet pare com essa brincadeira, ela é tipo muito sem graça." As palavras foram repetidas pelo eco, porém por ele apenas. Demoraram alguns minutos para que o rapaz lembrasse o motivo daquilo.

"Você parece forte, então vou deixar que trabalhe pra mim." Aquele cara, Rússia era o nome dele certo? Ele tinha falado algo parecido com isso. E depois....

Ele tinha levado Lituânia. A cara de assustado que ele fez foi impagável, mas não mudava o fato que o moreno não estava mais lá.

"Liet...." Polônia pronunciou o nome do amigo, e logo depois começou a rir, rir até faltar oxigênio. Lituânia era tão bobo. Provavelmente estaria tremendo até agora.

"Ah, parece que vou ter que preparar meu próprio banho. Que ótimo, pelo menos ele vai ficar completamente perfeito. E onde deixei aqueles catálogos de móveis mesmo?" Ele disse pra si mesmo, andando aleatoriamente pela casa. Não ia deixar aquele assunto o abalar. Porém, mesmo com aquela decisão, algumas lágrimas insistiam em manchar seu sorriso, pesadelos frequentavam suas noites de sono.

–------------------------------------------x-------------------------------------

"Então, seu maldito bebedor de vinhos, o que temos de fazer para recuperar aquela maldita gravação?" Romano perguntou, encarando o loiro com uma expressão claramente irritada. Eles continuavam no palco da fase anterior, com os quatro competidores restantes encostados em seus respectivos balcões.

"Muito simples meu caro. Vocês, os guerreiros escolhidos que conseguiram ultrapassar todos os desafios propostos pelo Onii-san aqui...."

"Dá pra cortar a enrolação e ir direto ao assunto França? Já passam das uma da manhã e o Itália está quase caindo de tanto sono." Queixou-se Alemanha, apontando para o italiano que usava seus braços como um travesseiro, seu rosto sonolento e olhos fechados iluminados pela luz neon verde que saia do balcão. "Além do mais, eu tenho que acordar para treinar em 5 horas e 20 minutos, mas para isso preciso dormir primeiro."

"Como esperado do Alemanha-san, seu senso de dever é tão impressionante que continua sua rotina de exercícios até numa viagem de férias." Comentou Japão, com sua expressão facial ficando levemente surpresa antes que ele entregasse algumas folhas de papel a Francis. "França-san, creio que os preparativos já foram terminados, podemos começar a fase final do evento."

"Muito bem, a tarefa de vocês é muito simples. Em algum ponto dessa floresta existem duas árvores, cada uma com duas taças de vidro e uma garrafa de vinho escondidos no topo. A única coisa que vocês tem que fazer é encontrá-los e trazê-los para cá sem quebrar nada. Esses mapas-" França fez uma pausa em sua explicação para entregar a cada dupla uma das folhas que Kiku tinha lhe dado anteriormente. "-vão lhes dar as direções necessárias."

"Entrar numa floresta fechada a essa hora? Isso não está indo um pouco longe demais?" Disse Ludwig.

"É, eu não quero fazer isso maldição." Completou Romano, muito mais irritado que antes.

"Obviamente, o primeiro time a realizar a missão terá seu pedido atendido." Francis replicou, com um sorriso sarcástico, o que foi suficiente para fazer o alemão e o italiano saírem correndo no meio das árvores, tentando espiar o mapa ao mesmo tempo que mantinham alguma vantagem sobre o outro.

"Ita-chan, acho que nós dois precisamos ir também." Espanha falou, tentando acordar Feliciano.

"~Ve? Mas eu não quero entrar na floresta de noite, é assustador!"

"Vamos, não seja assim, o Alemanha e o Romano com certeza precisarão da nossa ajuda. E depois que eles dois puderem esquecer essa competição, podemos comer uns churros." O espanhol disse alegremente, e ele e o rapaz foram tranquilamente na mesma direção que suas respectivas duplas haviam seguido.

"E as câmeras, como estão agora Japão?" França perguntou à nação mais velha, logo que teve certeza que nenhum participante estava a vista.

"Os técnicos terminaram de reparar os últimos detalhes, agora a sala de segurança tem imagens do hotel inteiro, assim como suas dependências e a maior parte da floresta ao redor. Pelo menos assim é mais seguro deixar Alemanha-san e os outros andarem pelo lugar."

"AH JAPÃO EU SABIA QUE ERA UMA BOA IDEIA TE CHAMAR PARA AJUDAR!" Gritou o amante de vinhos completamente animado, abraçando o japonês e o girando no ar.

"F-F-F-França-san, s-s-se a-a-acalme por favor." Gaguejou Kiku, extremamente embaraçado com a situação. Definitivamente nunca entenderia os europeus e seu excesso de amor pelo contato físico.

"Ah, tudo está indo perfeitamente como eu planejei. Num futuro próximo eles até vão me chamar de França-nii-san, o cupido do século XXI! Agora vamos Japão, eu quero inaugurar as tais câmeras dando uma espiadinha no que mon ami Angleterre está aprontando." Francis falou com um sorriso pervertido, arrastando Japão pela mão em direção ao hotel.

Normalmente Kiku não concordaria com uma situação daquelas, para ele a privacidade era algo importantíssimo. Mas aquela ocasião era uma exceção. Afinal de contas, um fundashi como ele não perderia uma rara oportunidade daquelas.

–--------------------------------------x---------------------------------

Naquela ocasião, a noite russa parecia muito mais fria que o normal. Lituânia se remexeu durante o sono, sentindo que alguma coisa estava errada, mas sem saber o que era. O rapaz de cabelos castanhos abraçou o corpo mais próximo ao dele, e por algum motivo a pessoa tremeu. Isso fez Toris sair de seu estado meio-dormindo-meio-acordado.

"Polônia? O que houve, você teve um pesadelo?" O lituano perguntou, tocando nos cabelos de seu "colega de cama" só para lembrar da situação que estava.

Cheio de curativos.

Dividindo um quarto com os dois outros países bálticos.

Sem nenhum loiro de olhos verdes reclamando que ele era muito espaçoso, apesar de o próprio estar usando sozinho o cobertor da cama.

"Lituânia-san, você está bem?" Letônia questionou, ainda um pouco assustado por ter seu sono interrompido por alguém se aproximando mais do que devia. Era inevitável ficar extremamente paranoico vivendo sob o mesmo teto que Rússia.

"Ah Letônia, desculpe por isso, não queria te assustar." Lituânia falou, sorrindo atrapalhadamente e soltando o menor dos bálticos.

"Aconteceu alguma coisa?" O garoto de olhos azuis continuou suas perguntas, ainda mais preocupado com o outro. Naquele dia Rússia tinha aparecido com um jogo chamado "corrida do cano mágico", onde basicamente quem chegasse por último tinha de enfrentar uma punição envolvendo a arma citada no título. Depois de 20 rodadas Lituânia conseguiu perder 10 vezes, então seria lógico o país estar meio alterado.

"Só um sonho estranho. Não vou mais te incomodar, volte a dormir, Rússia-san ficará bravo se você estiver cansado amanhã." Toris foi o mais breve possível em sua explicação, virando-se para o lado contrário e fingindo dormir, enquanto sua mente involuntariamente voltava pra certo polonês. Feliks era mandão, mimado, egoísta, tinha gostos no mínimo peculiares, mas por algum motivo sentia mais a falta dele do que teria imaginado quando os dois foram separados.

–------------------------------------x-------------------------------------------

"Onde será que o Polônia se meteu?" Lituânia pensou, enxugando o suor da testa com a manga enquanto corria pela ilha. Já tinha olhado em todos os quartos (menos o de Inglaterra e América, que estava trancado), no SPA, no restaurante..... Enfim, praticamente cada centímetro quadrado da luxuosa construção.

"Será que ele entrou na floresta?" A possibilidade deu calafrios em Toris. Aquele emaranhado de árvores parecia bastante perigoso, especialmente à noite. Por sorte, sua preocupação durou pouco: finalmente ele avistou Polônia, deitado numa cadeira na beira de uma das piscinas, descansando seus cabelos loiros e lisos numa toalha cor de rosa felpuda. Devia ir lá e acordá-lo para pedir desculpas? Ou era melhor esperar as

coisas se acalmarem um pouco? Lituânia andou cautelosamente até perto de Feliks enquanto ainda tomava essa decisão.

Notas finais
Até a proxima!