Férias Mundiais

17 Bar, a conversa de dois amigos-inimigos?


Notas iniciais
Olá hetaliaaanos! Aproveitando o renascimento do fandom com Hetalia World Stars? desculpem a falta de capítulo semana passada, eu acabei ficando ocupada com umas coisas da escola

Sentados em banquinhos acolchoados num bar de hotel, um francês e um britânico remexiam seu copo de uísque e sua taça de vinho sem realmente beber o conteúdo. Inglaterra porque queria estar sóbrio caso o outro precisasse de algum conselho, e França porque inacreditavelmente, estava sem a mínima vontade de beber.

"Tenho que dar o braço a torcer bloody frog, esse hotel até que não ficou tão ruim. Mas conhecendo seu histórico, deve ter demorado séculos para ficar pronto no meio das greves diárias." Arthur falou ironicamente, tentando quebrar a estranheza da situação. Normalmente França era sempre o mais falante, porém naquela ocasião estava tão quieto que se não estivesse respirando o inglês diria que aquela era apenas uma foto gigante do outro.

"Acho que eu cometi um deslize digno de algo que você faria Inglaterra... Logo eu, o país do amor, acabei cometendo um crime desses, uma estupidez que quase me compara a um nível de conhecimento de relacionamentos de algum velho inglês viciado em chá." Francis finalmente falou, começando num tom sério, mas sua voz e expressão facial logo assumiram uma pose mais dramática.

"Oy seu maldito, eu estou tentando te ajudar aqui, não me faça ficar arrependido disso." Kirkland murmurou, uma veia pulsando em sua testa enquanto apertava o copo de uísque até quase rachá-lo. " Enfim, o que o graaaaande especialista em amor e essas coisas fez pra ficar num estado tão deplorável?"

"Você sabia que o Canadá está apaixonado?" O loiro de olhos arroxeados questionou.

"Canadá? Sério? Eu nunca achei que ele fosse o tipo de pessoa que se envolvia em relacionamentos, na verdade no tempo que eu cuidei dele e do América, nenhum dos dois parecia meramente interessado em saber coisas do tipo, como os bebês são feitos ou algo assim."

"Claro, dois pobres garotinhos sendo criados por alguém perturbado como você e sendo submetidos aquela tortura que você chama de refeições, não é a toa que ficaram perturbados o suficiente pra um deles até se apaixonar por você depois de alguns anos." O francês provocou, o que fez ele e Inglaterra trocarem insultos por alguns minutos até finalmente voltarem a seus lugares e a foco da conversa.

"Afinal, o que o Canadá estar apaixonado por alguém tem a ver com você estar agindo estranho? Quer dar a ele as indicações adequadas sobre vida sexual e não sabe como? Porque eu tenho uns filmes do meu país que podem ajudar."

"Um filme de educação sexual do seu país? Eu fico com a cópia, mas pra ensinar o Canadá sobre essas coisas seria melhor algo mais leve, tipo algum pornô de tentáculos da casa do Japão. E espera, a questão não é essa, seu idiota."

"E qual é então? diga de uma vez antes que eu canse da sua cara e vá embora."

"Bem, eu acho que acabei pressionando ele demais com esse assunto, provavelmente o deixei desconfortável. "

"Você se metendo nos problemas amorosos de alguém e deixando essa pessoa desconfortável? Oh, Deus, não posso creditar em algo assim." Arthur falou, revirando os olhos.

"Mas é realmente estranho, normalmente eu insisto simplesmente por ser divertido ajudar os outros com seus coraçõezinhos machucados, mas dessa vez eu estava genuinamente curioso para saber. Afinal que tipo de pessoa pode ter roubado o coração do Canadá? E como ele não percebeu o quão maravilhoso e especial aquele garoto é?" O francês falou com certo tom de raiva no final, o que fez Inglaterra ficar ligeiramente surpreso.

"Tudo que eu digo é que as pessoas muitas vezes tem dificuldade para ver seus próprios problemas por mais que sejam experts quando se trata de outras pessoas."

"O que quer dizer com isso?"

"Tanto faz, meu tempo para perder com inúteis grevistas bebedores de vinho acabou, já estou indo embora." O britânico falou, largando seu copo e saindo do lugar.

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Pelos corredores do hotel, um albino com pequenas nuvens de fumaça saindo de sua cabeça andava falando sozinho.

"Como esses malditos ousam ignorar desse jeito o grande Ore-sama? O Espanha se trancou no quarto, o West sumiu com o Itália-chan, e até o França está bebendo com o Inglaterra ao invés de aproveitar minha maravilhosa presença. Qual o problema deles?" Prússia murmurou para si mesmo, até que avistou uma garota parada numa pequena sacada. "Ehh? O que a Hungria está fazendo ali sozinha? Será que pirou de vez kesesesese." Movido por sua curiosidade, Gilbert andou até perto da entrada do lugar onde a garota estava, não exatamente parada, e sim falando ao telefone. Prússia já estava quase considerando aquilo entediante e indo procurar algo mais interessante para fazer quando ouviu uma risadinha musicada vindo de Elizabeta, seguida de um nome.

"Que bom que está tudo bem por ai Áustria-san."

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Abrindo a porta com cuidado, Inglaterra entrou no quarto, logo percebendo que América estava sozinho lendo uma revista em quadrinhos de super-herói.

"Onde está seu irmão?" O britânico perguntou, tirando o casaco e se sentando perto do americano, que o puxou pro próprio colo sem tirar os olhos da revista.

"Quem? Ah, claro, o Canadá hahahaha! Depois da centésima partida de videogame ele foi embora, provavelmente estava com medo de perder de novo pro hero aqui! Mas porque a pergunta Iggy?"

"Só posso te dizer que aproveite o tempo que resta antes dele ser corrompido pelo pior tipo de demônio existente no universo: um sapo."

"Eh? Ah entendi, entendi... Você bebeu de novo, não foi Iggy? Hahahahaha, não é a toa que está falando essas besteiras!"

"É, claro claro..."

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Enquanto isso, num outro quarto, um moreno lia tranquilamente um livro antigo quando um loiro de olhos verdes entrou no quarto, como sempre fazendo mais barulho que o necessário.

"Liet, pra que tirar férias se você fica tipo, o dia todo trancado no quarto?" Polônia questionou, tirando os óculos escuros que usava.

"Estou terminando esse livro aqui, é bastante interessante. Se divertiu com o Itália?"

"Totalmente, uma pena que o Alemanha chegou e interrompeu nossa conversa. Ah Liet, uma perguntinha."

"O que?" Lituânia questionou, marcando a página que estava e encarando Feliks.

"Quando você vai me pedir?"

"Eh? Te pedir o que?"

"Em namoro, o que mais seria?"

Notas finais
Até a proxima!