Férias Do Instituto Gore

8 [Especial] Enquanto dure...


Notas iniciais
Esse cap eu escrevi agora, nao sei se vou manter ele, mãaas...

Depois do casamento, eles trocaram de roupa e saíram.

POV Annabel.

Eu estava mais feliz do que nunca me senti. Nada poderia me deixar mais feliz do que passar mais um pequeno momento que fosse ao lado dele.

Ele era tudo, tudo que podia alguma vez querer e aquilo sem dúvida me assustava. Eu estava me permitindo sonhar e sorrir de novo e eu não nego ter medo disso, mas também não ousaria me arrepender. Nunca.

Eu já não tenho tempo então eu aceitei, porque se eu ficar enrolando ou esperando para quando isso for certo... Esperando para quando eu estiver me sentindo bem, isso será nunca. Eu nunca estou me sentindo bem.

Só quando eu estou dormindo, mas eu sempre inevitavelmente tenho que acordar na manhã seguinte.

Esses últimos dias da minha vida têm parecido que eu estive dormindo todo o tempo. Começou como um pesadelo e agora tem uma espécie de anjo envolvido no meio.

Vi duas meninas sentadas na sorveteria ao lado de onde estávamos, sorrindo para ele. Não era à toa, um metro e oitenta de um corpo atlético e incrivelmente sexy, olhos verdes, cabelos escuros...

Eu sinto que eu poderia me intimidar de estar perto dele, mas desde o início sempre foi somente natural.

Não sei de onde ele veio.

Ele me viu chorar. Ele ficou do meu lado. Tão naturalmente...

Apertei os lábios e me coloquei na sua frente.

– Vejo que meu marido chama muita atenção. — Indiquei discretamente as meninas atrás que não tiravam os olhos dele. Ele se virou na direção que eu indiquei, meio perdido. Ele não tinha reparado? — Deve ter sido difícil manter um namoro com ele por tanto tempo... Quer dizer, eu sou mesmo uma menina de garra!

Eu ri para ele.

– Com certeza é. Mas não foi difícil, só existe você para os meus olhos.

Ainda naquela noite fomos participar de um concurso de casais em uma loja de maquiagem ali da feirinha da cidade.

Meu namorado faz a minha maquiagem.

Você começa com a base, foi a única instrução que disseram para dar. Eu já não conseguia parar de rir ao ver o Alexander, todo confuso e perdido ao ter que escolher com qual pincel passar ela.

– Eu acho que vou começar com esse maior aqui...

– Tá bom. — Eu disse e depois sussurrei com um mão na frente pra ninguém ouvir. — Esse é o de blush.

– Hmmm, qual a diferença? Agora vai ser pra base... — Deu de ombros antes de pegar o outro que eu lhe entreguei na mão e analisou os dois. — Ok, acho que esse outro vai dar também.

Depois que ele acabou entreguei para ele a sombra:

– Agora é esse. Aqui sobre os olhos. — Indiquei.

– Ah, sei. — Ele falou como se tivesse um vislumbre e riu. — Da clara para a mais escura?

– Quem disse?

– Esse negócio aqui. — Me indicou o kit de sombras para fazer olhos esfumaçados que eu tinha lhe entregado. — É a ordem que as cores estão colocadas...

Aquilo foi muito esperto! Eu não esperava... Então ele começou a passar.

Seu rosto estava tão perto do meu enquanto ele se concentrava naquilo.

– Uuh você tá muito concentrado. Queria saber o que está passando na sua cabeça fazendo isso...

– O que está passando na minha cabeça...? — Ele hesitou. — Além do fato de que você é... Perfeita? — Ele sorriu.

Bati em seu ombro e disse:

– Pare! — Revirei os olhos em um constrangimento exagerado, logo depois nos dois rimos. — Me referia ao fato de que a sombra preta deve tá caindo toda pelo meu rosto e você vai me transformar num panda!

– Eu adoro pandas. — Ele disse sério voltando a olhar as maquiagens disponíveis e descobrir o que deveria fazer agora.

– Ah, ok, então pode continuar. – Disse imediatamente e dei na mão dele o pincel da sombra de volta.

No fim eu me olhei no espelho e o negócio estava feio. Muito.

– Ahn... – Olhei para ele como se eu perguntasse se ele achava que eu podia sair assim.

– Eu não sirvo para isso. Eu acho que está um pouco exagerado nos olhos... Nas suas bochechas... Na boca. Resumindo, tudo. – Então ele soltou uma gargalhada que ele estava segurando a tempos.

– Não! Tá tudo bem. Só que falta uma coisinha. Aqui. – Peguei um batom vermelho e pintei a ponta do meu nariz, ainda me olhando no espelho.

Ele o pegou da minha mão e começou a querer me pintar com aquilo. Eu me fingi de ofendida e lutei com ele um pouco não querendo deixar, mas eu fiquei meio que sem saída quando ele se colocou atrás de mim e segurou minhas mãos, agora ria fazendo um xis nas minhas bochechas com aquilo.

Peguei de volta o batom da sua mão quando ele acabou. Era minha vez, ia fazer o mesmo nele!

– Não, não mesmo. – Ele disse sério se afastando. Mas eu sabia que ele não estava sério de verdade, então nem liguei.

– Sim! Olha... – Deixei a ameaça no ar enquanto o fuzilava com os olhos, aparentemente irritada e ele então voltou a se aproximar.

– Tá bom. Ok. Vai lá.

Eu podia rir muito nesse momento em que ele deixou eu pintar ele com o batom vermelho.

Desenhei um graande coração ainda com o batom no espelho na nossa frente e me aproximei dele para ficar nos dois na imagem dentro do coração.

– Vamos ver se cabe nós dois no meu coração...

– Que metafórico isso. – Ele riu.

Ele se aproximou atrás de mim e eu tirei uma foto. Quando eu disparei a câmera porém, ele se virou e me beijou demoradamente sobre a bochecha.

Minha boca se abriu de susto. Permaneci parada, tentando não me sobressaltar com aquilo, até ele se afastar.

Normalmente ele parecia só um amigo, querendo me ajudar mesmo sem ter qualquer motivo para isso. Não imaginava que um cara como ele algum dia pudesse querer algo comigo, então quando fazia coisas assim eu simplesmente perdia o ar e mal conseguia me conter.

Ele ia tirando minha maquiagem com um algodão tão cuidadosamente que eu fiquei emocionada, enquanto eu colocava mais corações no espelho e nossas iniciais. Apreciei minha arte no espelho e decidi que ficou ótimo, mas devíamos correr dali.

Então rapidamente tirei os riscos de batom dele também e comecei a empurra-lo para a gente sair dali discretamente antes do concurso terminar. Na verdade, a gente acabou saindo correndo como se estivéssemos roubando algo. A gente ria e ele me puxou para perto dele quando chegamos lá fora.

Olhei para ele. Tocava uma música lenta ao vivo na praça.

– Dança comigo? — Ele me perguntou.

Inclinei a cabeça pensativa, sorrindo para ele. Eu odiava dançar. Mas não era louca para perder uma oportunidade como aquela. Então rapidamente passei os braços pelo seus ombros.

Sabia que ele não era daqui, não era normal, provavelmente de outro planeta. Não é todo dia que a gente tem uma oportunidade como essa, né?

A gente se olhou por um tempo, bem de perto de novo, mas agora nossos olhos estavam grudados um no outro. Ele parecia estar concentrado em pensamentos tão profundos, eu me pegava a todo momento imaginando no que ele estaria pensando. Até que ele sorriu para mim.

Sorri de volta sem entender só aprovando aquele nosso momento. Me aproximei mais e encostei a cabeça sobre seu peito. Eu amei perceber como seus batimentos dobraram com aquele meu gesto. Ou pelo menos eu iria imaginar que foi por isso.

Ele me abraçava com sua mãos grandes na minha costa e cintura. Então seu rosto se abaixou e senti sua respiração próxima ao meu ouvido, levando arrepios até a minha barriga.

– Annabel. – Ele soltou o ar pesadamente como se não conseguisse respirar direito, meu coração disparou. – Me promete que você nunca vai me deixar?

Lágrimas se manifestaram nos meus olhos, mas não as deixei sair.

Aquelas memórias... Eram memórias para uma vida realmente. Pareciam a forma da vida me dizer que eu devia ficar pronta. Eu estava pronta agora, pronta para o destino que me foi fadado.