Notas iniciais
Esse cap é só uma apresentação de todo esse pessoal, por favor leiam e se lerem, comentem. '.'Boa leitura, pessoal!

A gente tinha alugado a primeira classe do avião. Em direção à praia em uma ilha seleta, onde eu acho que o pai do Rômulo é dono de quase tudo.

– Que merda é essa? – Eu perguntei abrindo os olhos com dificuldade ao acabar de acordar, quase bebendo uma garrafinha-de-lixo que me deram. Olhei para aquele negócio açúcarado na minha mão, finalmente conseguindo ver melhor quando minha visão voltou a ter foco e o taquei com raiva pelo chão quando percebi o que era.

– Eu não já falei que não bebo essas porcarias?! – Eu gritei irritado, péssimo jeito de acordar alguém. – Qual é o problema de vocês? Tem um limite para burrice...

Então eu levantei meu rosto em direção a pessoa que tinha me oferecido e vi uma comissária em um uniforme apertado se desculpando aflita em meio aos meus gritos.

Ela se curvou em algumas reverências que fazia durante seus pedidos de desculpa, o que deixou aqueles peitos enormes que quase fugiam do seu casaquinho, direto na minha cara.

Eu tive certeza que ela estava fazendo aquilo de propósito, mas quem era eu para me importar.

Me levantei e fiquei de frente para ela, que mantinha suas mãos apertadas na frente do corpo. Não me contive de toca-la, minha mão subiu pela pele macia de seu rosto, puxando seu cabelo para trás da orelha e tentando acalmá-la.

Não me entendam mal, eu ainda estava puto com eles pela extrema displicência, eu estava pagando, e não era pouco, para estar aqui; mas independente da garota provavelmente ser uma imbecil para achar que eu beberia uma coisa como essa e não ter se dado ao menor trabalho de consultar minhas preferências antes de vir aqui me atender, ela era gostosa pra caramba, então foda-se o resto.

Minha mão passou pela cintura dela e eu a encarava no rosto vendo seus lábios pararem de se mexer enquanto seu cérebro parecia tentar sob muito esforço pensar. Eu sorri da confusão que eu vi brilhar nos seus olhos, antes de ela conseguir entender no que a situação se converteu.

Então aí ela finalmente, depois de seu longo momento de lerdeza me provando que realmente inteligencia não seria algo que eu deveria esperar dela (e eu não esperava mesmo na realidade), ela sorriu também e eu só a empurrei, prensando sua cintura com a minha, contra o braço de um acento.

Inclinei minha cabeça para a baixo, me aproximando um pouco ao encarar seus lábios imaginando o momento em que eu iria tê-los entre os meus dentes a ouvindo gemer para mim...

– Anda. – Alguém me empurrou, me mandando andar pelo corredor que eu e aquela comissária estávamos interrompendo parte da passagem.

Eu a soltei e comecei a andar quando eu olhei para o lado e vi Emilly me empurrando ao sair provavelmente de um banheiro de uma porta lá de trás do avião.

Ela nem olhava para mim, só me empurrava, ainda assim sorri para ela. Emilly não era uma pessoa, era uma deusa na Terra. É sério, nunca a vi como um ser tocável ou humano, apesar de eu a conhecer há muito tempo e a desejar a distancia desde de sempre. Ela era simplesmente perfeita de todas as formas. Corpo, rosto, mente, ela sempre sabia o que te dizer e TE deixar sem palavras.

Me empurrou em um sofá e se sentou no outro na minha frente, escorando a cabeça na janela.

Pelo menos era tudo isso que eu pensava dela, até ela começar a namorar o meu melhor amigo! E de ser supremo inalcançável, eu passei a até começar a ficar amigo dela também.

Por mais que eu ainda zoasse o Rômulo por ele ter aceitado a coleira e estar disperdiçando seus melhores dias... A verdade é que até eu aceitaria ficar sério se tivesse uma garota como ela.

– Qual é Emilly! – Falei então quando ela parecia simplesmente relaxada olhando pela janela. – Eu não posso fazer nada quanto ao encoleirado aí. – Apontei para o Rômulo sentado ao lado dela, lendo algo no seu Ipad. – Mas eu e o Chace estamos indo à caça por essa ilha, não é não Brother?

Cara, eles pareciam todos mortos. Chace era um cara loiro na ponta oposta do meu sofá, ele estava com a cabeça escorada, parecendo apagado, mas eu sabia que ele não estava porque eu tinha acabado de ver Isadora dar uma bala na boca dele e ele comeu.

Porém minha resposta veio tão morta quanto ele parecia estar, ele só fez um sinal de positivo com sua mão na minha direção, sem sequer mover os braços ou abrir os olhos. Por mais que a empolgação da resposta não realmente importa, se você quer saber.

A pequenininha da Isadora socou o ombro dele quando viu seu sinal, mas ele só permaneceu domindo como se não ligasse.

– Isa, eu também quero. – Abri a boca na direção da garota entre eu e o Chace. Eu não como esse tipo de coisa, era só para irritar.

– O quê? Um soco? – Ela me perguntou como um pequeno felino que acha que é perigoso. Por mais que no caso dela, às vezes pode até ser verdade.

– Não seja má, Isa. Por que esse tratamento especial com o Chace? – Me fiz de desentendido, me controlando para não rir de seu rosto que se avermelhou imediatamente.

– Ele está com a mão quebrada. – Ela inventou indicando as bandagens que ele usava nas mãos.

Não, ele não estava. Eu também usava essas bandagens, porque a gente pratica *Jump Contact e minha mão ficava estragada servindo de apoio em saltos ou escalando obstáculos.

Eu não estava indo deixa-la se safar tão facilmente assim. Me controlando para não rir, eu só decidi então levantar minhas mãos para ela, a olhando nos olhos enquanto as fitas ao redor das minhas mãos ficavam em frente ao seu rosto e ela percebia que aquela foi uma péssima desculpa para inventar.

Abri a boca de novo e ela então colocou uma balinha do seu saco à evidente contragosto na minha boca.

– Na próxima diz que é porque ele é loiro ou algo assim. – Eu sussurei.

– Eu te odeio. – Ela sussurou de volta para mim lançando um olhar discreto por cima do ombro para ver se Chace mostrava qualquer reação de que ouvia a nossa conversa.

Era óbvio que ele ouvia, mas era engraçado ver a baixinha se iludindo, só ri e escorei no encosto para tentar dormir de novo.

Notas finais
* Jump Contact: é um esporte que mistura Parkour e alguns golpes de luta, junto com um tanto de regras que o deixa inclusive válido para ser um esporte Olímpico. Nesse mundo de Brasil futurista deles ;x