Notas iniciais
1. História cronologicamente não linear! 2. Mais uma fic que se passa durante o namoro de Félix e Niko. 3. Seguindo uma sugestão de Lúthien. 4. O título parece comédia, mas a história tem desencontros, desconfiança e ciúme... Mas, é levinho! 5. Ao estilo "Você decide", peço que vocês, meus queridos leitores e queridas leitoras, e amigas, que passem sugestões pelos comentários e mensagens sobre qual seria a SURPRESA!!! preparada por Niko para Félix... Bom, vocês vão entender... Vou postar as partes 1 e 2 e a última parte, vocês decidem!

Félix falava de modo estressado e nervoso, mas baixo, para não acordar os filhos de Niko.

– É carneirinho, eu estava aqui, na sua casa, na sua cama... Eu cuidei dos seus filhos a noite toda... E o senhor?! Posso saber em que cama o senhor dormiu?!

– Eu dormi na cama do homem mais maravilhoso que eu já conheci... O homem que eu amo!

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Mais um dia começava...

Félix acordou e se espreguiçou ainda deitado. Deu um sorriso ao perceber que seus dedos esticados tocavam macios cachos dourados. Se debruçou mais perto do homem ao seu lado e, sem tirar os dedos dos seus cabelos, lhe fez um cafuné carinhoso até que o outro começou a acordar.

– Bom dia, meu amado carneirinho!

– Hum... Bom dia, meu querido Félix!

Mais um dia começara bem para Félix. Ele acordara feliz na cama do seu carneirinho. Após tomarem o café da manhã juntos, se despediram com um beijo. Félix tinha que buscar alguns exames de César e depois voltar para casa para ajudar a cuidar do pai. Niko, como sempre, tinha um dia cheio no restaurante.

Algum tempo depois que Félix tinha ido embora, Niko voltou ao seu quarto para trocar de roupa e viu que seu namorado tinha esquecido a carteira lá.

– Deve ter caído do bolso da calça e ele nem percebeu! – Pensou.

Como estava aberta, Niko não viu problema algum em ver o que tinha dentro. A carteira de Félix em outros tempos já havia sido mais farta. Agora, entre poucas notas e documentos, Niko viu a identidade dele e descobriu algo que lhe deu muitas ideias.

– O aniversário do Félix é amanhã!

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Félix foi para a casa de Niko em busca de explicações, mas ele não estava lá. Só estavam Adriana e os meninos, e ela estava muito nervosa e com pressa. Jayminho foi abrir a porta. Adriana desligando o telefone começou a falar:

– Ah, seu Félix, ainda bem que o senhor chegou...

– Cadê o Niko, hein, criatura?!

– O seu Niko saiu, ele me mandou ficar essa noite com os meninos...

– O carneirinho vai passar a noite fora?! – Perguntou Félix desconsolado.

Adriana mal o ouviu de tão nervosa que estava.

– Ah seu Félix, é que acabaram de ligar pra mim, meu tio sofreu um acidente na estrada, na marginal... – Ela começou a chorar. – Disseram que ele tá muito mal, vai passar por cirurgia e... O senhor não podia ficar aqui com o Jayminho e o Fabrício só um pouquinho pra eu poder ir lá ver meu tio? É rapidinho, eu volto...

– Claro, claro que fico! Mas, foi muito grave mesmo esse acidente?

Ela chorava descontroladamente. – Eu não sei bem, seu Félix, não sei como foi, mas ele foi levado pra um hospital público lá na zona leste e parece que ele corre risco de morte...

– Se é assim... Quer saber, vai, vai lá, fica o tempo que precisar e eu fico aqui cuidando do Jayminho e do Fabrício!

– M-mas tem certeza, seu Félix... Eu volto...

– Não, não precisa! Você vai voltar de madrugada, por acaso?! Eu vejo noticiário, sei que o atendimento em hospitais públicos é demorado... Não, já é tarde, pode ir que os meninos vão ficar bem!

– Então obrigada, seu Félix! Muito obrigada! – Adriana correu para pegar sua bolsa e foi saindo. – Mas, o senhor avisa ao seu Niko pra ele voltar, né?!

– É... Aviso! Pode deixar...

Como Félix não fazia ideia de onde Niko poderia estar, nem com quem, ele preferiu dizer que avisaria só para tranquilizar Adriana, mas não o fez.

Pensou: — Se o Niko quiser, ele que ligue!

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Do restaurante, Niko ligou para Félix.

– Oi querido! É que eu estou com sua carteira que você esqueceu lá em casa! Como já estava ficando tarde eu a trouxe para o restaurante! Você pode vir buscar?

– Ah carneirinho, eu quase entrei em pânico agora a pouco quando dei pela falta da carteira! Ela já não anda muito cheia e se eu tivesse perdido o pouco que ando economizando e ainda os documentos junto, eu teria um infarto! Seria o apocalipse!

– Ah seria mesmo... Porque se você enfartasse, eu não aguentaria Félix, eu não sei mais viver sem você!

– Eu que não sei mais viver sem você, carneirinho... Vou só pegar os exames do papi e vou aí, ok?!

– Tá, tô te esperando!

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– Ele chegou?! – Perguntou Niko dando um pulo da poltrona.

– Não... Meu pai ainda não chegou Niko! – Respondeu Jonathan. Pilar vinha logo atrás.

Niko levou as mãos à cabeça, preocupado.

– Ai, onde será que ele se meteu?! – Se perguntava, embora sua imaginação lhe desse pistas de onde Félix estava. Porém, ele não queria acreditar.

– Niko, já está ficando tarde... Por que você não descansa por aqui mesmo enquanto espera o Félix voltar?

Inconformado, ele respondeu:

– Acho melhor não... É melhor eu voltar pra casa... Se o Félix aparecer, vocês dizem que eu esperei... Que eu queria muito fazer uma surpresa para ele...

Bernarda ia entrando na hora e o aconselhou.

– Não, Niko, fique! Sair por essas ruas violentas a essa hora da noite é perigoso! Deite-se, espere por ele... Você preparou uma surpresa tão linda!

– De que adianta se ele não vai ver, dona Bernarda?! Eu estou com a impressão de que o Félix não volta hoje...

– Ora, não desista! Se houve algum desencontro ou mal entendido entre vocês, persista! Vocês se gostam muito para não resolverem isso!

Niko suspirou. – Então... Eu fico! Eu vou só ligar para a Adriana para saber se os meus filhos estão bem...

Todos saíram do quarto dando boa noite a Niko. Ele ligou para Adriana que lhe disse que estava tudo bem. Ele ficou tranquilo, mas ainda ansioso pela demora de Félix.

Ao deitar-se na cama coberta pelas pétalas de rosas, tudo que ele pensava, antes de pegar no sono, era:

– Félix... Por que está fazendo isso comigo?... Onde você está, meu amor?... Félix...

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Enquanto esperava por Félix no restaurante, Niko pensava no que faria para seu amado pelo aniversário dele. Ao mesmo tempo, pensava porque Félix não havia comentado nada sobre a data.

Na casa de Pilar...

– Dona Pilar, telefone para a senhora! – Disse o mordomo entregando-lhe o telefone.

– Alô? Ah, oi Niko!

– Oi, Pilar, tudo bem?!

– Tudo! E você e o Félix, como estão?

– Ah, tudo ótimo, Pilar... Foi justamente por causa dele que eu liguei!

– Ele não está aí com você?

– Não... Estava, mas agora eu já estou no restaurante e o Félix disse que ia pegar uns exames do seu César que já estavam prontos no laboratório, depois ele vai pra casa... Bom, ele vai ter que passar aqui antes porque eu estou com a carteira dele que ele esqueceu lá em casa!

– Não me diga! Antes o Félix jamais esqueceria logo a carteira! Você está mesmo mudando meu filho completamente, hein Niko?!

– Ah Pilar, imagina... Olha, na verdade, eu liguei por que só hoje eu descobri que amanhã é o aniversário do Félix! Ele não comentou nada...

– Ele não comentou?! Nossa, antes o Félix nos lembrava do aniversário dele um mês antes... Mas, sabe Niko, ele também não fez nenhum comentário sobre isso aqui em casa!

– Será que ele não lembra?

– O Félix?! Duvido... Ele não esqueceria... Bom, talvez esteja aprendendo a ser mais discreto!

– É, talvez... Bom, Pilar, seja como for, sabe o que é?! É que eu queria comemorar, sei lá, fazer alguma surpresa especial, já que é o primeiro aniversário que ele passa comigo, assim, nós dois juntos... Eu estava com algumas ideias...

– O que você tem em mente, Niko?

– Então... Primeiro eu pensei numa festa surpresa lá em casa, mas tem os meninos, e eu queria... Algo mais romântico, de repente um jantar, mas nós já jantamos tantas vezes juntos... Aí, eu tive a ideia de preparar uma surpresinha para o Félix aí na sua casa!

– Aqui? Sabe Niko, acho que uma festa aqui para o Félix não seria muito conveniente... Você sabe, tem o César, e não acho que a Paloma viria...

– Eu sei Pilar! Mas, não pensei numa festa, eu poderia levar um bolo para cantarmos parabéns para ele, assim só entre eu, você, seu marido, o Jonathan, a dona Bernarda...

– Você sempre pensa em todo mundo, não é Niko?!

– Ai Pilar, não fala assim que eu fico envergonhado! Bem, e depois do bolo, claro, eu pensei em fazer uma coisa especial para o Félix, tipo, no quarto dele... Só para nós dois...

– No quarto dele? Sei... Tudo bem Niko, você está certo, é o primeiro aniversário do meu filho ao seu lado e vocês têm mesmo muito a comemorar!

– Pois é... – Nesse momento Félix entrou no restaurante. – Ele acabou de chegar, eu vou desligar... – Niko disfarçou, mas Félix foi chegando perto. – Posso te ligar depois para combinar isso?

– Claro Niko, pode ligar quando quiser, viu! – Respondeu Pilar do outro lado da linha.

– Ah, obrigado! – Niko desligou o telefone e virou, mas Félix já estava lá encostado ao balcão.

– Oi, carneirinho! Com quem você falava?

– Eu?! Não, ninguém, não era nada importante... – Ele pegou a carteira de Félix do bolso e o entregou. – Toma aqui sua carteira, amor!

Félix pegou a carteira, guardou e o encarou.

– Carneirinho, quantas vezes eu tenho que dizer para que você se convença?

– De quê?!

– De que você não sabe mentir! Vai, me conta, com quem você estava falando?

– Ai Félix, já disse que não era nada, ora, não seja desconfiado! – Niko saiu de detrás do balcão e pôs as mãos nos ombros de Félix. – Não faz essa carinha de ciúme, seu bobo! Eu só quero você!

Niko se aproximou para dar-lhe um beijo, mas Félix desviou.

– Não me convenceu, carneirinho! Nem venha com esse seu charme, que não dá certo! Você estava combinando alguma coisa com alguém sim, que eu ouvi... – Félix tirou as mãos de Niko de seus ombros. – Se não quer me dizer nada, ótimo! Você não me deve satisfações da sua vida, não somos casados nem nada... Embora eu tenha que te lembrar de que sou seu namorado, mas... Enfim... – Félix foi se afastando. – Também não vai rolar beijinho não, tá!

Félix foi até a porta e deu um tchauzinho e mandou um beijo, mas saiu claramente chateado. Niko também ficou chateado com isso, mas estava escondendo seus planos por uma boa causa, o próprio Félix.

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Após pegar sua carteira e sair do restaurante, Félix saiu andando pelo shopping, resmungando.

– É o cúmulo... Eu devo ter vendido joias falsas para a coroa de Cleópatra para o carneirinho estar me escondendo coisas!

– Félix! – Ele ouviu uma voz conhecida chamá-lo.

– Edith!

– Não vai me perguntar como estou?

– Não ia... Mas, já que insiste... Como está?

– Bem! Você que não parece muito bem...

– Engano seu, estou ótimo! Não poderia estar melhor!

– Sério?! Te vi andando falando sozinho... Que foi?! Aquele seu namoradinho do restaurante japonês te deu um fora?! – Ela mantinha a expressão cínica de sempre.

– Não! Já sabe que o Niko é o dono do restaurante daqui do shopping, é, criatura?!

– Claro... Naquele jantar na casa da Pilar eu tentei me lembrar de onde eu já tinha visto o seu namoradinho... Mas, eu estava tão tensa que nem lembrei...

– Tinha que estar, no mínimo, tensa né?! Foi, finalmente, revelar que o Jonathan é mesmo meu filho... Pelo menos, fez algo que preste!

– Ah Félix... E você também fez uma coisa bem legal por mim! Me aconselhou a não me casar com o Herbert, e eu não casei! Eu também estou curtindo um namoro... Mas, me diz, você que se deu bem hein?! Ele, dono de restaurante...

– Olha aqui, criatura, ao contrário de você que nunca gostou de ninguém, só de dinheiro, eu gosto de verdade do Niko, e ele gosta de mim, e não há interesse algum envolvido!

– Félix, pro seu governo, eu gostei sim muito de alguém, e você sabe que esse alguém foi você! Mas... Enfim, agora, eu estou com um cara muito bom, e que é hétero pra variar...

– Ah ah... Vai Edith, me parou só pra dizer isso?! Por favor... Que dizer que você se decidiu por não dar o golpe no doutor Herbert, mas arrumou outro... O quê? Mais rico? – Agora Félix que estava sendo sarcástico.

– Não, Félix, ele não é rico! Muito pelo contrário, é um homem trabalhador! Além de que é honesto e me ama... Pelo menos, eu tinha que encontrar alguém assim um dia né?!

– Ah ah ah engraçadinha... Estou morrendo de rir com sua ênfase nas palavras “honesto” e “ama”! É, você estava mesmo precisando encontrar alguém que te amasse, ou ia ficar tão amarga quanto sua mãe...

– Não fala da minha mãe, Félix... – Ela suspirou e voltou com o sorriso cínico. – Você não tá curioso pra saber quem eu estou namorando?!

– Fala logo quem é esse seu bofe, criatura! Tá me fazendo perder tempo...

– Sabe que eu desisti de casar não foi só porque você me aconselhou não, foi porque esse homem já me fez feliz em vários momentos... Inclusive, quando eu te traí!

Félix se surpreendeu. – Quer dizer que... Seu atual namorado é seu antigo amante?! Edith, você é realmente uma caixinha de Pandora! Sabe, a Caixa de Pandora da mitologia, em que cada vez que se abria, saía alguma surpresinha, assim, imprevisível?!

– Sei... E seu humor continua o de sempre...

– E você me interrompeu pra dizer isso? Que você está tendo um caso sério com o cara com quem você já teve um caso extraconjugal?...

– Não, não foi pra isso... Foi porque te vi aqui, e como, provavelmente, não vou mais te ver, quis logo te dar os parabéns por amanhã!

– Parabéns?!

– Félix! Não me diga que você esqueceu seu próprio aniversário?!

– Ah... É isso? Bom, tem acontecido tanta coisa, tenho tanto o que pensar que... É, acho que, dessa vez, acabei me esquecendo de mim...

– O egocêntrico Félix esquecendo si próprio?! Não te reconheço!

– O egocêntrico Félix morreu, Edith! Eu sou outro homem e, ultimamente, tenho pensado mais nos outros que em mim mesmo!

– Incrível... – Ela o olhava com um misto de surpresa e ceticismo. – E essa mudança toda se deve àquele loirinho bonito?!

Félix lançou um olhar de desagrado. – Se deve sim! Boa parte! O Niko tem feito maravilhas em mim! A outra parte se deve às provas de bondade e generosidade humana que presenciei...

– Enfim, Félix, eu não quero ouvir a história da sua redenção... Só queria te desejar parabéns pelo seu aniversário!

– Já desejou... Obrigado! – Félix ia virando para sair, mas ela agarrou seu braço.

– Posso te dar um abraço, pelo menos?!

Ele não estava com muita vontade, mas acabou aceitando.

– Ok! Um abraço rápido!

Eles se abraçaram rapidamente, mas Edith não perdeu a chance de dar um beijo no rosto de Félix. Eles se despediram, porém, não suspeitavam que Niko estivesse vendo essa cena.

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Notas finais
continua... Lembrem-se que a história não é linear no tempo, por isso vai e volta, vai e volta... Parece complicado, mas depois começa a ficar mais linear até chegar a ter um só tempo, no final da segunda parte já vão notar que o tempo é o mesmo para nossos dois queridos personagens. Na terceira parte... Será a critério de vocês!