Fé E Pecado
30 Capítulo 29 - Atitudes extremas, não dão resultado
Notas iniciais
Alice é maluca, sério mesmo... Como é que ela me faz dirigir no meio da noite para aquela espelunca? Eu quase não ia, mas como ela tem me ajudado tanto que, recusar seu pedido, seria até ingratidão da minha parte. Eu ainda estava meio nervosa sobre o assunto das alucinações, porém tentei me acalmar respirando fundo.
O recepcionista não queria me deixar subir para o quarto dela, mas depois de eu ter telefonado pra ela, ela liberou a passagem. Então lá fui eu, para o quarto 203, como ela me disse. Deus! Aqui realmente parecia ser um muquifo. Argh, que nojo... Alice realmente achava que minha casa era pior que isso?
Bati em sua porta algumas vezes, só que ela demorou a atender pra burro. Eu já estava ficando impaciente, quando ela finalmente resolveu atender a porcaria da porta. Nem olhei em sua direção, enquanto reclamava fazendo careta para o corredor medonho:
-O que é tão urgente pra você me fazer vir até aqui à noite? – Perguntei irritada. – E que lugarzinho nojento, viu?
-A culpa não é minha se você mora num lugar, onde nem o hotel presta. – Uma voz masculina comentou e eu -igual ao exorcista – virei minha cabeça e encarei seu dono.
Ele estava usando apenas uma calça de moletom gasta e seus cabelos estavam desgrenhados. Seus olhos esmeraldas estavam profundos e com olheiras gigantescas. Ele parecia completamente exausto e triste, mas ainda assim, continuava sendo o cara mais lindo da face da Terra.
-Oh Meu Deus... EDWARD! – Dei um passo para trás, ainda o encarando e, sem querer, me choquei numa porta atrás de mim. – N-Não é possível... –Murmurei pondo a mão na boca.
Do nada, a porta atrás de mim se abre e eu quase caio. Ainda bem que Alice me segurou a tempo, assim eu não cai estatelada no chão. Com certeza, não era desse modo que tinha imaginado confrontar Edward depois de tanto tempo.
-Ah, Bella, que bom que já chegou! – Falou sorrindo, ainda me segurando.
Eu me levantei abruptamente e a encarei e depois o homem a minha frente. Fiz isso umas três vezes para finalmente me expressar:
-Foi por isso que... Você me chamou? – Perguntei engasgada.
-Ah, me desculpe... Mas situações desesperadas exigem medidas extremas! E eu já estou me estressando com vocês dois! – Exclamou exasperada, empurrando-me para dentro do quarto de Edward.
-Ãh? – Perguntei confusa. – O que você está pretendendo, Ally?
-Pergunto o mesmo. – Edward falou, concordando comigo.
- Ou vocês se acertam de uma vez, eu não me chamo Alice! – Disse categórica, fechando a porta. Ainda pude ouvi-la girar as chaves, trancando a porta pelo lado de fora.
-Alice! – Gritei a chamando, eu batia na porta que nem louca. – Você pirou?!
-Alice, eu não estou achando graça nenhuma! – Edward comentou bastante sério, sua voz era imponente. –É melhor abrir logo essa porta! – Mandou autoritário.
-Ãh? –Ela perguntou irônica. – Fora da escola, você não manda em mim, baby. Eu só vou soltar vocês, quando se entenderem! – Avisou-nos. – Nem adianta pedir...
-Argh! – Esbravejei, jogando-me na cama que estremeceu e ameaçou a cair.
-Vamos ligar para alguém! – Edward deu a ideia. – Cadê meu celular... Ah, é! Tá quebrado...
-Seu celular está quebrado? –Perguntei tentando me fazer de indiferente.
-Aham, por que, cadê o seu? Podemos ligar para a policia e ela nos tirará daqui...
-Ou seja, meu pai nos tirará daqui. – Observei desanimada.
-Então... Nada de policia. – Falou suspirando, sentando-se ao meu lado.
Esse foi o ultimo diálogo que tivemos por aproximadamente vinte minutos. Eu não sabia o que dizer... Não sabia se o xingava, se o acusava ou apenas, ou apenas... O beijava. Eu estava com tanta saudade dele e senti-lo tão perto de mim, fazia com que eu me arrepiasse toda.
-Eu não estou ouvindo a vozes de vocês! – Alice gritou de lá de fora.
-Cala a boca, Alice! – Eu e Edward gritamos em uníssono de volta.
Ficamos calados por mais alguns segundos, até que ele quebrou o silêncio, dizendo:
-Você vai se casar, hum? – Falou como se estivesse falando do tempo. – Com o Jacob...
Eu assenti.
-Legal. – Murmurou. – E o bebê é pra quando?
Eu aspirei o ar, em surpresa.
-E-Eu não sei ainda... – Gaguejei pondo a mão na barriga, num ato de reflexo. – Como sabe...
-Que você está grávida? – Perguntou ácido me interrompendo. – Tanya me contou.
-Hum, Tanya... – Sibilei, me segurando para não espumar de raiva. É lógico que tinha o dedo da cobra nessa história, eles estão juntos! – Como vai ela? – Esperei que meu tom irônico estivesse bem evidente.
-Acho que bem. – Deu de ombros. – Eu não mantenho contato com ela desde que fui embora...
-Que esquisito! Eu pensei que estivesse muito a fim de ficar pondo sua língua na garganta dela, assim que eu fosse embora! – Exclamei o acusando daquilo que estava entalado na minha garganta até agora. Eu estava muito irritada para ficar sentada, levantei e fiquei andando de um lado para o outro do quarto.
-Bell, eu posso explicar! – Falou se levantando também. – Eu não estava sendo eu mesmo naquela noite, você sabe que eu nunca faria isso com você!
Eu bufei, cruzando os braços em total descrédito às suas palavras.
-E quem é você para me acusar de alguma coisa, Isabella? – Perguntou sarcástico. – Fico longe por dois meses e te encontro nos braços de outro. Eu pensei que casar era algo que lhe era repulsivo, mas já vi que o problema era me ter como noivo!
-Não sei se você notou, mas... Eu tô grávida! – Gritei a ultima parte. – Você queria que meu filho nascesse sem pai?
-Eu? Não... Mas gostaria que você escolhesse alguém melhor do que aquele irresponsável do Black. – Grunhiu. – Alguém como...
-Você? –Perguntei sarcástica. – Alguém que é capaz de agarrar uma vagabunda qualquer, assim que tem chance, não é muito melhor do que um cara que...
-Bate em você? – Completou, me interrompendo. –Acho que sim, viu? –Seus olhos estavam nublados de ódio.
-Você não sabe do que está dizendo... – Falei desviando o olhar.
-Ah, não? – Perguntou. – Eu vi a maldita fita! Mas o que eu não entendo é como você o aceitou como marido, mesmo ele te mandando para um hospital. E não me perdoa somente por que eu te traí, sob o efeito de drogas! — Segurou meus braços com força.
-E quem te garante que ele também não estava? –Perguntei petulante e ele arregalou os olhos e suas narinas se inflavam de raiva. Ele me largou como se minha pele desse choque.
-Eu desisto, Bella! – Gritou derrotado. – Se você quiser casar com aquele ser desprezível, tudo bem... Não é da minha conta mais. Eu achei que poderíamos ficar juntos, mesmo você tendo filho de outro. Eu até o criaria como se fosse meu... Mas agora, eu vejo que você não está se casando por causa da gravidez e sim por que, na verdade, o ama!
Eu senti a dor transparecer em seus olhos e eu quase neguei sua afirmação, mas eu não consegui. Não por que não queria, mas porque minhas pernas fraquejaram e também, por que... Como um interruptor, eu apaguei de vez.
Notas finais
Se vcs quiserem saber como foi esse cap pelo Edward's POV, eu lhes mostro respondendo seus reviews desse de hoje. Ou seja, cada pessoa terá um trecho do capitulo, contado pelo ED, que será escrita por mim na hora, como resposta ao seu review. Depois é só juntar tds as respostas e o terá inteiro.
Bom, quanto mais gente mandar reviews, maior será o capitulo e mais coisa será revelada... Estou esperando por vcs.
Beijos!
P.S: Esse capitulo pelos olhos de Edward n será incluído à história, mas ficará na pagina de reviews, como um capitulo secreto ou extra.
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