Fé E Pecado

22 Capítulo 21 - O feitiço vira contra o feiticeiro


Notas iniciais
Obrigada meus amores pelos reviews!
Aqui está mais um cap... Ah, e não me odeiem pelo que eu fiz, mas será preciso para dar um rumo diferente a história.

No decorrer da conversa entre Tanya e Edward, ela contou que o pai dela era um diplomata extremamente rígido e que, caso soubessem do que estavam fazendo, ela estaria frita com cebola. Depois de muito vinho, ela falou que ele era um cara muito ocupado e que não dava a mínima para ela, mas se ficasse sabendo, além de levar uma boa surra – na qual seria bem merecida -, ela estaria na rua.

-Você está indo muito bem, Ed. – Murmurei sem vontade.

Ele levantou a taça de vinho e me saudou discretamente. Acho que nem a lerda da Tanya percebeu...

Eu não estava aguentando assistir toda aquela babaquice, mas eu sabia que era necessário. Na verdade, eu queria levantar e esfregar naquela cara falsa da Putanya que ela estava ferrada nas nossas mãos e que aquilo tudo não passava de fingimento barato, mas me contive. Alice segurou minha mão em apoio quando ela praticamente agarrou Edward bem na minha frente que, diga-se passagem, estava dando sinais de embriaguez.

-Edward, meu amor, você está um pouco tonto, não? – Tanya se levantou com um sorrisinho de vitória nos lábios e ofereceu a mão para ele. – Que tal irmos para o quarto agora?

-Você está preparado para isso? – Perguntei preocupada com seu atual estado, talvez fosse a hora de acabar com a brincadeira.

-Sim, é claro. – Respondeu – tecnicamente para nós duas — e pegou com firmeza a mão da cachorra.

Ela o levou para um elevador que dava no andar em que tinha luxuosos quartos. Provavelmente, queria consumar o “encontro”. Droga! Doía tanto que eu quase implorei pra Edward parar, mas com muita força de vontade, continuei a encarar a pequena tela do tablet. Agora eu sentia a mesma coisa que Edward sentiu quando me viu com Jake naquele vídeo e, acredite, dói pra caramba!

-Falando sério, se você quiser, a gente não precisa assistir. – Alice falou prevendo também o que aconteceria entre eles. – Vamos desligar e comer alguma coisa... – Disse ameaçando a desligar o aparelho.

-Não! – Exclamei a impedindo. –Eu preciso ver, Ally. – Disse-lhe categórica, porém uma lágrima caiu dos meus olhos. – Eu realmente preciso ver o que vai acontecer...

E foi assim que eu entendi o ponto de vista de Edward. Não era ciúme, mas era um sentimento de posse que martelava meu peito quando o via com outra, deve ter sido igualmente doloroso quando ele me viu com outro.

Edward’s POV

O quarto era muito bonito, era bem decorado com tons branco e dourado e a cama era bastante macia e confortável. Tanya foi para o banheiro e, pelo que parecia, ia demorar. Bom, pelo menos, ela me deu tempo para me preparar para o que vinha a seguir. Eu sentia que o vinho estava começando a fazer efeito e eu sentia minha mente um pouco deturpada, mas não me preocupei, pois logo eu melhoraria.

-Tem certeza de que preciso fazer isso? – Perguntei num sussurro a Bella, bem baixinho para que Tanya não escutasse.

-Sim, pois só assim teremos provas concretas de que vocês estiveram juntos. – Bella falou numa voz rouca e também, alguns decibéis abaixo do seu normal. – É melhor você colocar seu terno num lugar onde tenha uma visão ampla, para que a câmera capte tudo. Talvez naquela mesa, onde está o balde de champanhe. – Sugeriu e assim eu fiz. – Tá bom aí, ficou ótimo! Agora pode tirar o fone auricular, pois de agora em diante você estará por sua conta. Boa sorte! – E o treco no meu ouvido ficou mudo completamente. Guardei-o no bolso do terno e voltei para cama à espera de Tanya.

Eu estava um pouco temoroso por estar sozinho, de verdade, com Tanya. Eu contava com a voz de Bella me dando instruções do que eu deveria ou não fazer, durante todo o processo, mas ela me abandonou nessa cilada, na qual eu não tinha certeza se daria conta. Ainda mais, quando minha mente não estava cem por cento por causa d e todo aquele vinho...

Ouvi o ranger da porta e logo a imagem de Tanya apareceu. Sem hipocrisias e falsos moralismos, ela estava realmente deslumbrante e com certeza, bastante atraente. Seu corpo era belo, mesmo que algumas partes estivessem escondidas pelas rendas do lingerie – não que houvesse muito que imaginar -, mas enfim... Seu cabelo vermelho feito sangue estava solto e descia em cascatas pelas suas costas até a cintura.

Eu tentava ao máximo me lembrar de que eu a odiava, que estava ali só por causa de sua chantagem, na qual Bella queria reverter. Bella. Eu tentei me lembrar dela, do seu rosto e de como a amava, mas minha mente parecia estar anuviada demais para lembrar de que ela existia. Tudo que eu conseguia focar era Tanya, ali, bem na minha frente. Seu cheiro, seu toque sedoso na minha pele foi me divagando ainda mais... Até que o meu instinto masculino falasse mais alto que minha consciência e assim, eu sucumbisse ao desejo.

Alice’s POV

-Você é maluca por um acaso?! –Perguntei abismada. – Como é que você manda um cordeiro para um covil de lobos, ou melhor, de uma loba?

-Que outra escolha eu tinha, Ally? – Seu tom de voz era melancólico. – Eu não posso fazer nada! – Grunhiu irritada, dando um chute no pé da mesa.

-Se você diz... – Murmurei. dando de ombros e me juntei a ela na vigia daqueles dois.

Coitada de Bella, sério mesmo. Lágrimas e mais lágrimas caíam de seus olhos enquanto assistíamos àquelas deprimentes e agoniantes imagem de Tanya e Edward juntos. Eu queria desligar o tablet à nossa frente, mas ela me impedia todas as vezes que eu tentava.

-Bella, pare de se martirizar! – Pedi também sentindo a tristeza que emanava dela, mesmo que em proporções mil vezes menores.

Eu jamais, de jeito nenhum, nunquinha mesmo deixaria que meu Jasper fosse numa missão suicida desse tipo... Em minha opinião, Bella só poderia estar muito desesperada para derrotar Tanya que não vê a consequência desse plano maluco! E o pior, depois dessa noite, o relacionamento deles estava fadado ao fracasso!

Como, até o garçom que estava servindo a gente percebeu, Bella não era tão forte quanto se dizia ser. Ela não era tão imune assim a dor, como gostava de aparentar... Dava para ver a dor trasbordar de seus olhos junto com suas lágrimas de pura tristeza a cada cena, a cada carícia trocada por Edward e Tanya.

E o que eu estava me perguntando era: O que diabos ele estava pensando ao agarrar Tanya daquele jeito sabendo que nós estávamos assistindo?!

Sim, pois estava claro e evidente que ele estava mais do que gostando de tudo que estava rolando. Ele estava correspondendo de muita boa vontade a cada toque da Putanya. Ninguém fingiria tão bem assim... Ah, se ele anda tivesse com o ponto de comunicação no ouvido... Ele ia ouvir tanto, que ia se arrepender de ter nascido! Eu, sinceramente, não esperava que ele fosse tão otário...!

Eles ficaram um bom tempo se agarrando e Bella ainda chorava, mas tinha cruzado firmemente seus braços no peito e seu maxilar parecia estar trincado com bastante força. Eu se fosse ela, já teria ido embora há muito tempo... Só que já tinha sido comprovado que ela era mais dura na que do que eu. Se as lágrimas não a denunciassem, ninguém diria que ela estava sofrendo tanto. Somente eu sabia que, se ela estava chorando, era por que a dor era insuportável demais para esconder por debaixo da sua pose de fodona.

Como eu não ia embora e deixa-la aqui sozinha de jeito nenhum, voltei minha atenção às imagem que estavam sendo gravadas ao vivo num dos quartos deste imenso Plaza. Eu estava impressionada com a falta de limite de desrespeito de Edward à Bella, que por sua vez, tinha um limite extraordinário de tolerância.

Por que vamos combinar que a coisa estava ficando um tanto... Picante, queaté eu estava ficando incomodada de assistir aquilo tudo. Eu juro como senti meu estômago se embrulhar, quando Edward começou a fazer uma oral em Tanya.

-Nojento. – Comentei.

Bella assentiu vagarosamente, com os olhos fixos nas imagens. Sua expressão se tornava a cada instante mais dura e inexpressiva, como se aos poucos ela conseguisse recompor sua máscara de garota forte novamente.

Eu estava me segurando para não me levantar e dar o fora dali – os dois logo, logo chegariam aos finalmente e pra ser sincera e honesta, eu não estava nem um tiquinho a fim de assistir –, quando Bella aperta um botão no tablet e a tela se apaga.

-Eu quero ir embora. — Bella disse seca, como se estivesse se contendo para não explodir. – Agora mesmo. – Levantou-se abruptamente.

-Graças a Deus. – Suspirei aliviada. – Vou pedir ao manobrista para pegar o carro para a gente voltar ao colégio.

-Sim... Chegando lá, eu ligo para meu pai e acerto tudo. – Disse meio pensativa.

-Ãh? – Perguntei não entendendo nada.

-Ãh o quê, Alice? – Perguntou também confusa.

-Pra que você vai ligar para o seu pai e acertar o quê, minha filha? Seja clara! – Pedi.

-Eu já não disse que vou embora? –Perguntou com testa franzida, eu assenti e ela completou: — Como é que você quer que eu vá embora, sem ter passagem e sem meu pai autorizar?

-Você quer dizer... Ir embora de vez de Londres?! – Perguntei engasgada.

-Aham, até amanhã no máximo! – E saiu porta afora.

Notas finais
E aí, o que acharam?
Não odeiem Ed ainda, pois v6 vão ver que ele tem uma boa explicação para td, mas será que Bella vai querer ouvir?
Beijos e comentem, please!