Fuzzy Paws
1 [ONESHOT] Fuzzy Paws
Notas iniciais
[Callie]
Nepeta estava entediada. Não existia palavra melhor para descrever o que a felina garotinha estava sentindo. Mesmo estando na casa de seu moirall, parecia que o tempo estava passando bem mais devagar que o normal. Ele estava se exercitando em outro cômodo, deixando a menina sozinha, rolando pelo chão com algumas cabeças de Aradia sobressalentes que havia encontrado dentro de uma caixa. Dificilmente ele brigava sobre a bagunça que ela fazia, afinal não resistia a sua natural fofura.
- Equiuuuuuus!! – Ela gritou- Vem brincar comigo! – Nepeta rolou pelo chão ronronando – Estou sozinha!!
- Espere um pouco... Nepeta. – Equius respondeu baixo – 501...502...
A jovem suspirou e ficou com o rosto no chão, bufando baixo. Já estava cansada de esperar. Se dependesse de Equius, 500 era igual a 5. Ergueu-se do chão e foi em direção à porta, abrindo-a rapidamente e vendo o rapaz musculoso de costas, levantando um peso pequeno com um dos braços (Isso não quer dizer que o peso seja levinho). Ela agachou e começou a andar sorrateiramente pelo chão, passo por passo, como um feroz felino atrás de sua presa. O troll não havia notado sua presença, ainda estava a contar seus levantamentos, sem distração. Nepeta sorriu maliciosamente e sacudiu sua cauda de um lado para o outro, rindo bem baixinho ao imaginar a surpresa que ele teria ao vê-la.
- 3...2...1... – Ela fez um chiado estridente e saltou em cima em suas costas, dando-lhe um susto enorme, fazendo com que ele agisse sem pensar e a derrubasse no chão de qualquer maneira.
- AH! EQUIUS! – Nepeta gritou.
- NEPETA O QUE DEU EM VOCÊ? EU PODERIA TER LHE MACHUCADO! – Equius berrou, fazendo eco no quarto.
- DISCULPA! DISCULPA! – Ela ao tentar se apoiar nas mãos para se levantar, sentiu uma dor terrível na mão esquerda, soltando um guincho de dor, mas o ignorou e saiu correndo. Equius passou a mão na cabeça assim que a menina saiu do quarto, ficando preocupado.
- Jegus... O que eu fiz... – Ele pôs a mão na cabeça – Preciso de uma toalha... – Ele puxa uma toalha que estava em cima da cadeira e passa no rosto, logo correndo em direção à menina.
Nepeta se escondeu em um amontoado de peças e ali ficou, gemendo baixo de medo. Equius abriu a porta “delicadamente” e a chamou, pedindo-lhe desculpas, implorando para que ela aparecesse novamente. A menina havia se assustado, principalmente por ter machucado a mão. Em sua opinião, havia aberto o pulso, nada muito grave, mas que doía demais.
O rapaz escutou seu gemido e foi até a pilha de peças, retirando parte delas até encontrar o que queria.
- Nepeta... – Ele ajoelhou na frente dela – Nepeta, eu sinto muito... Devo sugerir algo para te acalmar... Algo que coloque um sorriso em seu rosto... E-eu não fiz isso por mal... P-por favor, não me odeie...
- Não te odeio Equius... – Ela não queria o encarar nos olhos – Eu que fui teimosa... – Ela respirou fundo e lambeu a mão machucada, atraindo a atenção do rapaz.
- Sua mão... Quero dizer, sua pata... E-eu te machuquei?
- Não Equius, não foi nada de mais – Ele pegou a sua mão, mas ela acabou gritando.
- Está ferida, eu tenho a obrigação de cuidar de você – O troll retirou todas as peças de cima dela e logo a pegou no colo, levando para o seu quarto.
Quando chegaram lá, Equius a colocou sentada numa cadeira e foi pegar suas bandagens extras, para resolver o problema no pulso. Ao retornar, enroscou com o máximo de delicadeza que ele conseguia, quase algo sobrenatural em sua opinião. Nepeta ficou prestando bastante atenção, rindo baixo ao vê-lo meio enrolado.
- Não se preocupe Equius! Não está doendo! – Nepeta disse rindo — Continue assim!
Ganhando um pouco mais de confiança, Equius cortou a bandagem e a deixou bem presa, para que a travessa menina não consiga retirar.
- P-Pronto... Acho que está confortável... Não está Nepeta?
A gata salta no colo dele, rindo atoa.
- SIM! Está sim! – Ela responde rindo.
O rapaz cora e começa a suar frio.
- Gostaria de uma toalha, Equiuus? – Nepeta pergunta rindo atoa.
- S-sim... Porfavor... –Ele diz sorrindo meio forçado.
A gata beija o rosto dele, e vai saltitando atrás de suas toalhas.
O rapaz volta a ficar sozinho no quarto, perguntando-se o que havia acabado de acontecer. Uma mistura de sentimentos vermelhos corria por suas veias, deixando uma sensação confortável e ao mesmo tempo desesperadora. Ele tirou os óculos e tentou limpá-los na camiseta, trincando-os mais um pouco. Nem fez questão de reclamar. Sentou-se no chão e ficou olhando para as próprias mãos, recordando-se do que havia feito com ela. Ele era muito forte, poderia ter a machucado gravemente, ou pior, poderia ter a matado. Isso era pessimista de sua parte, mas tinha que encarar os fatos. Ele era um monstro em comparação a ela.
O que ele poderia dizer quando ela voltasse? Na sua cabeça estava quicando a possibilidade de dizer que “Não queria mais que ela fosse a sua casa” ou que “Seria mais seguro se eles não se vissem mais”. Questionamentos e mais questionamentos vinham em sua musculosa mente. Sua camiseta parecia que tinha sido mergulhada em um balde de tanto suor que ele estava transpirando.
Nepeta abriu a porta com o pé, carregando mais de 20 toalhas empilhadas. O que levou essa doida a trazer tantas toalhas? Uma já era o suficiente!
- EQUIIUUUS! Eu não sabia qual pegar! Então trouxe todas as que vi pela frente! – Ela vem correndo e tropeça, derrubando todas as toalhas em cima dele.
- NEPETA! – Ele gritou.
- DESCULPA!! EU NÃO QUERIA...
Vendo que a situação poderia se repetir, pensou 30 vezes antes de reagir, resultando em uma gargalhada amigável, que trouxe um sorriso ao rosto da menina.
Mas que rosto angelical, que sorriso doce e viciante, era algo que ele queria ver pelo resto de sua vida. Equius pegou uma das toalhas e tacou nela, dizendo que agora era uma guerra.
Nepeta não hesitou e saiu correndo com algumas toalhas na mão, tomando distancia para logo atirar tudo de uma vez. Equius fingiu que não conseguia desviar e acabou coberto por todas as toalhas. A gata saltou em cima dele e tirou as toalhas do rosto dele, logo dando um beijo em seu rosto.
- Você é o melhor Moirall do mundo! – Ela disse rindo alto.
- “Obrigado Nepeta... Obrigado por ainda querer ficar com alguém como eu...”.
Notas finais
E então? O que acharam?
Espero que tenham gostado!
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