Futuro, Volume I - Futuro Esquecido
3 Extermínio - Jeanine
Notas iniciais
Estou aqui a caminho passando pelo corredor bem iluminado a caminho da área dos laboratórios tentando não ser vista. Muita confusão por aqui, vários cientistas e médicos por aqui, acho que eles deveriam fazer menos barulho já que esta área esta escondida do resto da cidade. Foi dado um anúncio hoje de manhã que a chuva destruiu a área dos laboratórios, mas claro, que foi tudo uma manipulação da mídia para ninguém saber o que fazemos aqui.
—Olá David – digo
– Olá Jeanine – disse David, ele é um dos cientistas do Aeroporto do lado de fora da cerca, perdeu a memória, assim como todos acham que eu perdi.
Passo por uma porta de vidro onde ao lado tem uma placa escrito Laboratório 2. Nessa área trabalhamos com os genes, danificados ou não. Ao meu lado esquerdo há muitas bancadas com microscópios e utensílios, ao meu lado direito tem muitos computadores onde analisamos as amostras, em um deles está Patrick, um cientista muito dedicado.
– E ai? Descobriu alguma coisa nova? – pergunto.
– Nada ainda. – responde Patrick – Esse experimentos com os genes está dando muito mais trabalho do que pensávamos.
– Pelo menos é por uma boa causa. Podemos aniquilar eles de uma vez por todas. E dessa vez fazer direito.
Saio pelo corredor por onde vim para dar uma checada no Laboratório 1, nesse criamos os mecanismos para as armas, usadas na cidade. O laboratório tem o mesmo tamanho que o número 2 Não vejo ninguém, já deve ser bem tarde, melhor eu ir para o dormitório antes que levante suspeita.
* * *
Vou para o banheiro tomar um banho e me bato de cara com Tris. Dou um sorriso pra ela e entro no chuveiro.
Vou para o meu quarto e tranco a porta. Meu quarto deve ter uns cinco metros por cinco metros e tem uma janela no lado oposto a porta, totalmente branco, chega ser agoniante. Levanto o meu colchão e retiro a revista pra ler a matéria de hoje:
Chuvas e ventos destroem parte da sede da Erudição e alagam plantações da Amizade, mas sem risco de ficarmos sem suprimentos nos próximos dias, voos de cargas foram cancelados por causa da tempestade, a pista de pouso havia sido fechada mas volta a funcionar normalmente.
Depois de ler essa matéria penso um pouco no que Patrick falou sobre a pesquisa está bem difícil e caio no sono.
Levanto, olho pro relógio na minha cabeceira e já são nove e meia da manhã, mais meia hora e iria perder o café da manhã. Corro pro banheiro e tomo um banho super-rápido correndo pro refeitório. Abrindo as duas portas encontro Tris, Caleb e Eric na mesma mesa, tenho que dar uma disfarçada, mudo o meu jeito de andar e dou um tchau para eles. Vou para o buffet, hoje tem muitas opções, aproveito e pego alguns bolos, torradas e um copo de suco. Volto para a mesa em que estão eles.
– Ei, olá. – diz Tris
– Olá para todos – respondo
No mesmo instante em que coloco a bandeja e sento, Patrick passa pela as duas portas e me encara. Finjo que não o conheço.
– Estranho – diz Caleb
– O QUE??? — respondo com um ar de desespero, acho que eles perceberam porque todos olham pra mim nesse exato momento.
– Nada... só ia dizer que nunca tinha visto ele aqui. – diz Caleb
– É, você tem razão. – diz Eric – devem ter sido as pessoas que eles trouxeram do Eixo. As condições lá estavam depredáveis.
Começo a comer a minha comida e fico pensando no que Patrick veio fazer aqui já que eles tem os refeitórios e os dormitórios deles na própria Área Dos Laboratórios. Vou agir e procurar saber o que está acontecendo.
– Com licença – me levanto e me dirijo a Patrick
Passo por ele esbarrando meu ombro no seu mas sem falar nada, lanço um olhar pra fazer com que ele me siga e me segue até a cozinha. A cozinha é meio apertada, mas esta vazia, todas as pessoas que aqui trabalham estão ocupadas servindo e organizando o buffet. Estava me controlando para não poder dar um soco nele
– O que você está fazendo aqui? Você pirou de vez – me irrito
– Calma, só queria falar com você, mas n sabia que aqui estaria tão cheio assim.
– Ta, tá, tá… Vamos direto ao assunto.
Ele olha pra mim e começa a sorrir.
Já sei o que significa.
– Não acredito! – exclamo
– Exatamente – ele fala com um sorriso – Descobrimos uma maneira de dizimar os Divergente
Dou pulos de alegria e pulo nele entrelaçando-o com minhas pernas. Ficamos cara a cara, e beijo-o, ele faz o mesmo. Ele me joga em cima de uma bancada e fico de frente pra ele. Continuamos a nos beijar e começo a acariciar as suas costas fazendo-o tirar a blusa. Estava começando a ficar calor aqui na cozinha, mas não estávamos nos importando
– Vamos, tira a sua também – pede ele
– Não aqui. – olho para o lado e vejo o armário de vassouras.
Saio de cima da bancada, vou em direção ao aposento puxando-o pela calça embaixo do seu umbigo, ele me segue.
Trancamos a porta e tiro a minha blusa. Continuamos a nos beijar, ele era um homem bonito ao meu ver, cabelos loiros, olhos verdes e uma pele branca, era bastante musculoso, o que me fez acariciar mais seus braços e sua barriga definida. Ele tira a calça, ficando só de roupa íntima. Nunca tínhamos chegado aquele ponto, não dava pra conversar muito com ele, só quando eu ia de fininho ao laboratório e dava uns amassos. A coisa estava começando a ficar mais quente. Comecei a acariciar o que ele tinha dentro da cueca. Tirei meu sutiã e ele começou a lamber meus seios, foi uma sensação muito boa até que:
– Jeanine ? – Era a voz de Tris – Cadê você ? Deixou todo o seu café da manhã.
Não estava mais com fome mesmo. Tentamos não fazer barulho.
– Deve ter saído pelos fundos – disse Caleb – de tão doida que tá.
Eles que pensam. Saíram da cozinha. Ouvi a porta batendo.
Continuamos com a nossa relação. Pego na sua bunda e ele pega na minha. Abaixo sua cueca e tomo um susto com a potência. Fico de joelhos e coloco-o na minha boca. Olho para ele e ele esta de olhos fechados com cara de prazer. Faço mais rápido até que sinto minha boca ficar quente. Acabou por hoje.
* * *
No outro dia vou para o laboratório de número 2 para ver o que Patrick tinha descoberto. Encontro-o e lhe dou um beijo tímido. Ele me mostra tudo o que eu queria saber: como acabar com os divergentes.
E me entrega um tubo de ensaio fechado com um líquido aparentemente incolor.
– Jamais, cheire esse líquido. – disse ele – Mantenha-o bem fechado, pois seu cheiro espalha pelo ar e com uma simples cheirada, se for divergente, cairá no chão que nem uma porta.
Exatamente o que eu queria.
Saio do laboratório e vou correndo pelos corredores até chegar na Ala Dos Dormitórios. Sinto que está vindo muitas pessoas para o lado em qual estou e ninguém pode me ver com aquele frasco na mão. O líquido estava começando a ficar esverdeado e seria muito estranho alguém me ver com aquilo. Então entro em uma porta qualquer e percebo que foi um quarto. Pelos objetos me toco de quem é o quarto. Escolho esse momento para fazer o primeiro teste desse líquido. Fui para atrás da cama e abri o tubo de ensaio, e saí do quarto deixando-o lá fazendo o que o líquido tinha que fazer.
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