Notas iniciais
Holaa amigoss

Simon estava nervoso. Eram quase 9:00 horas e a reunião estava prestes a se iniciar. Os alunos já começavam a chegar em grupos ao auditório, ocupando os lugares em suas seções designadas. Logo ele teria de tomar o seu também, ao lado do palco, junto aos outros membros da patrulha. Ele gostaria de ter pego o posto perto das portas, onde poderia vigiar e ficar de olho sem levantar suspeitas, mas ainda não tinha experiência suficiente para ter preferência de posto.

De longe, avistou Jefferson Crowley entrando, liderando o grupo de alunos integrantes do Conselho. Simon começou a se sentir agoniado. Corria os olhos ansioso por cada grupo que passava, mas os cabelos coloridos e rebeldes não estavam em lugar algum. Quase soltou uma palavra proibida quando ouviu o chefe da Guarda ordenar que tomassem seus postos em seu ponto eletrônico.

"Mas que porcaria, Hood", pensou, caminhando o mais devagar possível, não desistindo de vasculhar a multidão.

– Mas hey! Se não é o mais novo membro da Guarda, o pequeno Simon Dale!- o garoto ouviu a voz do líder estudantil do Conselho atrás de si, fazendo-o estremecer. Virou-se lentamente para o moreno alto de olhos claros e duros, forçando um sorriso nervoso.

– E-eu sou apenas um novato da patrulha por enquanto, senhor Crowley. Não é nada demais- abaixou a cabeça, tentando esconder sua face corada.

– É um cargo muito importante, imprescindível para a paz e o bom funcionamento deste instituto rapaz, não o subestime. Meus sinceros parabéns pela conquista- Jefferson aperta a mão de Simon com força talvez um porco exagerada, e um sorriso duvidoso. O menor engole seco, se esforçando para manter-se estável.

– A-agradeço, senhor. É uma ho-honra receber elogios do senhor.

– Está tudo bem, Dale? Parece inquieto- o moreno inclina a cabeça, franzindo as sobrancelhas grossas e Simon se pune mentalmente por gaguejar- Bom, eu espero que não seja nada. Aliás, eu não vi sei amiguinho Bastardo por aqui ainda- sorriu- Ele não pretende faltar a uma reunião novamente, pretende? Você sabe, assuntos importantes são tratados aqui, até para um Bastardo como ele. Tenho certeza que você o transmitiu nosso aviso, e que Hood está bem ciente das exigências- olhou com atenção o semblante agitado do garoto e os olhos inquietos, estreitando os seus em desconfiança- É ele que você está procurando, Dale?

– E-eu... Na verdade, ele...

– Falando de mim?- uma voz rouca sussura no ouvido de Jefferson, fazendo-o saltar. O garoto de cabelos cor de anil ri abertamente- Bom dia, Jeff! E bom dia, meu amor- passou os braços ao redor do pescoço de Simon, depositando um beijo estalado em sua bochecha.

O menor quase não pode conter um suspiro de alívio, enquanto o outro parecia meio irritado e transtornado com a aparição repentina do colorido. Parecia levemente desapontado. Ajeitou seu terno branco com a insígnia do Conselho presa à lapela e, se empertigando, disse:

– Bom dia, senhor Hood. Fico feliz de termos sua presença nesse evento importante.

O garoto fez uma careta, franzindo o nariz.

– Senhor Hood era meu pai. Já disse que deve me chamar de Charlie, Jeffzinho.

– Desculpe, mas a formalidade está descrita nos termos obrigatórios de etiqueta e conduta da escola e...

– Blá, blá, blá, etiqueta, regras- bufa- Quem liga?

– O senhor devia ligar, senhor Hood, já que...

– É, mas eu não ligo.

Jefferson fechou a cara por ter sido interrompido novamente. No palco, um senhor alto e magro, com cabelos e barba rala já grisalhos, parou na frente do microfone, observando o auditório com olhos sem vida. Simon se desvencilhou com pressa e desajeitadamente dos braços do amigo e tomou o rumo de seu posto, murmurando um fraco "com licença".

Charlie olhou divertido para o adolescente mais velho a sua frente, depois para seu grupo de integrantes do Conselho, que os observava com faces desconfiadas.

– Seus cães parecem raivosos, Jeff. Acho melhor ir lá acalma-los, antes que me ataquem às mordidas.

Sem responder, o terceiranista deu as costas e se dirigiu ao seu lugar determinado na fileira da frente, atrás de mesas de mogno brilhantes. O colorido riu sem humor, pondo as mãos nos bolsos, e caminhou lentamente até o último bloco de poltronas da esquerda, no fundo do salão, onde ficava o grupo dos Indeterminados- conhecidos popularmente por Bastardos. O grupo era sem dúvidas o mais barulhento de todos, ninguém estava nos ascentos designados e alguns nem compareceram.

Mas quando o homem grisalho no palco começou a falar, o líder do Conselho, o auditório inteiro- até mesmo os Indeterminados- se calou. Ele era o professor mais antigo do instituto, neto do fundador, Marcos McMillan. Não havia quem não o respeitasse. Charlie ria da reverência cega que todos tinham por aquele homem, ele nunca o vira levantar o um dedo nem para coçar o nariz. Parecia uma múmia velha superestimada de terno.

Recostou-se ao acento enquanto a mesma introdução era feita pela voz monótona, rouca e arrastada de McMillan, fechando os olhos e lembrando-se da noite passada. Ele não pode ter nem 5 segundos de sono ao retornar- na verdade, teve que pular a janela do corredor perto do salão e distrair três integrantes da Guarda para não chegar atrasado na estúpida reunião- mas em compensação, conseguiu chegar até o muro. Era a primeira vez em seis meses que chegava tão longe. Sempre era pego por algum guardião no caminho, ou se perdia no jardim das rosas. Mas a espera e o esforço com certeza valeram a pena.

O instituto era enorme, maior do qualquer um ali tinha sequer noção. Quer dizer, as medidas estavam todas descritas nos livros, mas você jamais imaginária o quão imenso é se não visse por si mesmo. Charlie foi sem dúvida o aluno a se arriscar mais longe, nos limites proibidos da propriedade. Ele já alcançou duas vezes os muros da parte leste, e quase fugiu da primeira vez. Teria o feito, se não fossem os guardiões o capturarem. Porém noite passada, ninguém o encontrou. Por que não fugiu? Charlie sorri consigo mesmo.

Instituto McMillan, grande em ensino, disciplina e poder. A melhor escola, exclusiva apenas para os descendentes das pessoas mais influentes do mundo- com as taxas mais altas do mundo. Um lugar como esse, tão famoso e prestigioso, que pregava a perfeição como uma obrigação, não uma bênção... Não podia ser apenas o que os livros diziam. Havia muito mais encoberto. Aquelas paredes guardavam segredos. Havia algo por trás do sistema sem falhas, Charlie sabia disso.

Abriu seus olhos cinzentos e observou McMillan no palco. Seus olhos se cruzaram por um instante e o menino acenou com desdém para o mais velho, que fingiu não ter visto. Soltou uma risada abafada.

– Eu só quero ver a sua cara, esqueleto mumificado- sussurrou sob sua respiração-, quando você e toda a sua corja for desmascarada pela linhagem de Eleanor Marie Trennant. Os dias estão contados. Você vai conseguir parar a revolução?

Notas finais
~Leiam tudo aqui pessoas, é importante~ Primeiramente, a respeito das fichas. Quem quiser enviar uma ficha e participar, entre em contato comigo por MP que eu mandarei ela e todas as informações necessárias para preenche-la o/ No final de semana não vai ter atualização porque eu não sei se vou estar com internet, então vou fazer de tudo para postar o próximo até sexta, tudo bem? Se eu não conseguir não fiquei bravos comigo, segunda sem falta tem. Eu quero saber o que vocês acharaaamm!! Então, o nosso personagem misterioso se revelou. O que acharam dele? Estão gostando da história? Comentem! Quero agradecer também a todo mundo que comentou no cap passado, vocês moram no meu kokoro s2 Me avisem qualquer erro de gramática ou formatação. Beijo de arco-íris para vocês, pandas galáticos! Gengibre.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.