Futatsu no Sekai - Saki

7 Capítulo 7 - Verdadeiros Amigos.


Raios iluminavam o céu, era noite, e homens de terno em formação estava caminhando por dentro da mansão, ventos fortes percorria os cantos da mansão da máfia, assistindo uma televisão, estava deitados em uma cama rodeados de mulheres, Zay e Joe.

— Ziggy vai ficar revoltado de novo, como devemos contar para ele, hein? – Pergunta Zay a Joe.

— É realmente preocupante, somos pessoas que trabalha para ele, como o braço direito e esquerdo, mas como encará-lo quando está nervoso? As vezes é perturbador... – Joe vira o rosto para o lado e fecha os olhos.

Os dois oficiais de Ziggy conversavam enquanto assistiam na TV que a ilha do leste em que Tom estava havia explodido com uma bomba no final da tarde.

FLASHBACK

Em uma cela solitário, o homem gordo de 2 metros e 10 centímetros estava preso, seus olhos fechados, após ter passado um ano preso, já não possuía esperança de que um dia fosse sair, um barulho fez o abrir os olhos, e um carcereiro então lhe avisou.

— Santa Davi, você está finalmente livre. – O carcereiro saiu da passagem para ele passar.

O homem se levantou e os federais estavam prontos para atirar nele caso algo de errado ele tentasse, caminhou, e soltaram seus braços das algemas, de certa forma, Davi transmitia medo em que o olhava, o motivo mais forte para ele ser preso foi ter arrastado o rosto de uma mulher no chão até o mesmo ser desfigurado. Do lado de fora, Tristão estava a sua espera, junto com certo grupo de amigos, Tristão ainda era o único que não tinha medo dele, e não acreditava que era um doente mental.

No passado, Tristão era também amigo de Tom e Torch, porém ele sempre...

— Ei Tristão, vamos no parque comigo e o Tom? – Disse Torch sorrindo.

— Foi mal, eu vou sair com outros amigos. Nós vamos ganhar dinheiro...E poder. – Disse Tristão enquanto corria.

...Recusava. Papeis de procurado foram se espalhando, e Tristão estava completamente afastado de Tom e Torch, mas como se reaproximar? Ele era um procurado agora, e o terceiro oficial de Santa Davi, ou melhor, Ziggy. Em um beco escuro, Torch, Tom e Tristão conversavam, de um lado, Tom e Torch, do outro, Tristão.

— Idiota, você se tornou um procurado! Agora não podemos mais... – Torch queria espancar Tristão nesse momento.

— Não podemos o quê? Eu nunca saí com vocês, éramos apenas colegas de sala, e vocês me consideravam tanto, nunca considerem alguém um amigo tão facilmente. – Tristão ria de decepção de si mesmo.

— Cale a boca, você nunca mais ouse falar que não foi nosso amigo, seu... TRAIDOR! – Torch mantinha um tom bastante grosso de voz.

— Talvez não tivemos nada em comum. – Tristão tenta se expressar.

— Nisso eu acho que você tem razão, você não é como nós. – Torch deu um passo a frente.

— Não tenho culpa se você conhece um bando de bandidos, “peixe pequeno”. – Tristão tenta zombar de Torch.

— Que se dane! Se me provocar de novo vou dar em sua cara, você não tem o direito de falar assim da minha gente. – Torch deu mais um passo a frente.

— Não importa, a partir de hoje, nós não temos nada a tratar, como nunca tivemos, eu possuo o poder da premonição, vou saber sempre como me prevenir de tudo nesse mundo a quem roubarei até o fim dos tempos. – Tristão caminhou dando as costas, entretanto parou com a voz de Tom.

— Tristão – Foi Tom chamando seu nome – Você é... Cruel.

Não houve uma resposta, só os passos dele enquanto saia daquele beco um tanto escuro, a chuva fria que começou a cair do céu apagou os passos de Tristão que desapareceu. Tristão poderia ser confundido com a personificação de “roubo”, ele era um verdadeiro ladrão, dinheiro não era tudo, ele queria roubar a felicidade, a tristeza, a riqueza, a pobreza e tudo que existia no mundo.

FIM DO FLASHBACK

— Aquele maldito, fingiu que estava doente, e que não sabia como controlar suas premonições e enganou o governo. – Dizia Joe coçando a cabeça.

Na Espanha, Tom ainda lamentava a morte de seu... Seu... Amigo.

— Uma vez ele me disse “Eu sou capaz de roubar a morte para ver a vida de meus comparsas”. Eu queria puder encontra-lo para puder socar aquele maldito rosto, nunca quis tanto. De todos eu era o único que não era envolvido com roubo ou uso de drogas, eu era o certinho do grupo, e mesmo assim... Aquele idiota me disse “Eu recomendo você nunca a roubar, nunca a fumar, e nunca, jamais a matar, mate se for necessário, não brigue por motivos bobos”.

— Eu compreendo o que sente. – He balançava a cabeça em afirmativa.

— Ele me falava muito sobre quando saí da escola. – Tom se lembra da conversa de telefone que eles tiveram.

— Acredite, você foi para outra escola, e Torch parou de frequentar, estou acostumado a não ter ninguém, a ficar em um canto sem ninguém, era assim na outra escola. – Tristão tentava se expressar ao máximo como se tivesse sentimentos.

— Como está aí? Estou com saudades apesar de ter feito novas amizades. – Dizia Tom contente ao ouvir a voz de Tristão.

— Mal. Lembra do Slim D? Ele foi embora com os manos. Sabe as “cobras”? Elas foram expulsas da escola. Esse ano não é como antes, eu não me sinto como se estivesse em uma... – Ouviu a ligação cair – família.

No fim, Tristão era um pássaro sem asas, que não possuía um sonho, que tenta voar, quando só podia pular, do chão ele não saía.