Futatsu no Sekai - Saki

3 Capítulo 3 - A curiosidade de um rei.


Tom foi levado até uma grande viagem para o leste asiático, ele estava em um grande navio, seus serviços eram prestador por Ao Kuang.

— Oh, jovem Tom... Então, qual seria seu motivo para esta viagem? – Indagou Ao Kuang. – Espero que não seja relacionada a aqueles oito...

Então ele sabe?! Se é assim... Eu não acho que sairei daqui tão fácil. Tom estava desesperado, se o homem fosse tentar acabar com sua viagem seus planos acabariam falhando, teria de resolver de alguma forma.

— Então você já sabia sobre? – Perguntou Tom.

— Eu sempre sei das coisas antes delas acontecerem, eu sou o Rei Dragão dos Mares Orientais.

Ao Kuang tomou sua forma reptiliana e demonstrou seu poder a Tom, ele não era um humano, não era qualquer um.

— Eu venho daquele mundo que você devem temer, eu sou aquele que vocês devem temer, TEMAM! – Exclamou o Rei.

— E se eu não temer? – Quando surgiu aquela pergunta um clima tenso dominou todo o local, em seguida a resposta do dragão gigante.

— Então eu........

— Não acha injusto você usar todos os seus poderes para com alguém que não pode se defender quanto a eles? Que triste, não imaginei que você não fosse alguém que não é honesto. – Tom cruzou os braços e fechou os olhos demonstrando estar decepcionado.

Sentindo-se culpado por alguma coisa, retornou a sua forma humana, Ao Kuang achou que deveria ser um homem honesto como sempre foi. – Não seja precipitado, eu aceito qualquer desafio que esteja ao meu e ao seu alcance de puder realizado, basta dizer qual.

— Que tal um jogo de dama?

— Dama? – Disse inocentemente.

— É um jogo simples, podemos usar a mesa mesmo para jogar, tem uma caneta?

— Oh, sim, sim – Havia uma caneta com ele, Ao então deu-a a Tom e o homem começou a rabiscar a mesa?

— Você sabe que isso é caro né?

— Não tem problema, será em prol de Damas! – Declarou Tom, uma pena, estava perdendo tempo, mas era também a forma mais simples.

— Tudo bem, mas você irá pagar, esteja ciente.

Tom ignorou os comentários do homem até terminar.

— Pronto, agora precisamos de... Peças! Hum... O que podemos usar?... – Até que Tom se lembrou de moedas, haviam várias com ele. – Moedas! – Ele tirou várias delas de seu bolso e as jogou na mesa.

Tom começou a colocar cada peça no lugar certo, enfileirando-as de forma correta até terminar.

— Agora irei se ensinar como elas funcionam, ok? – Ele deu um longo suspiro e então começou. – A cada turno você pode andar uma casa com uma de suas peças e seu objetivo é comer todas as minhas peças, e como fará isso? Sempre que uma peça minha der de cara com a sua, frente a frente, a sua poderá comer a minha caso esteja na diagonal dela, e também se não tiver nenhuma atrás. Até ai entendeu, certo?

— Huum, jogo interessante, realmente... Prossiga.

— Agora podemos jogar, não há muito mais para explicar, ah, uma coisa, quando você puder comer uma peça minha, você será obrigado a isso.

— Oh, interessante, Mr. Tom, podemos começar então?

— Com certeza...

A partida de damas se desenrolou, Ao Kuang demonstrou grande perícia no jogo logo de começo e sua estratégia se demonstrou inteligente, ele ia comendo as peças de Tom enquanto segurava as dele cada vez mais, mas no final da partida Tom demonstrou que ainda era mais capaz, o jogo era dele.

Resultado: Ao Kuang – DERROTADO.

— O quê? Mas a minha peça....

— Não me diga que você é o tipo de perdedor que não aceita a derrota, que chato. – Tom cruzou os braços e fechou os olhos balançando a cabeça de um lado para o outro demonstrando estar decepcionado.

— Ok, me diga o que quer como prêmio pelo menos, eu posso realizar qualquer desejo deste mundo.

— Sendo assim, vai me contar sobre os Oito Imortais e aonde eles estão.

— Os Oito Imortais?...

— Comece. – O jovem deu inicio a uma conversa, e Ao Kuang explicou que os Oito Imortais eram são um grupo de lendários Xian na mitologia chinesa.

Após um tempo conversando, chegaram aos últimos passos para o inicio da ilha de destino que Tom procura.

— Certo... – Tom diz se levantando e ficando de costas para Ao Kuang.

— Eu ainda não terminei.

— Quantas pessoas estão atrás do que procuro? – Perguntou Tom distraído.

— Era justamente sobre isso que eu iria lhe falar. Ouvi falar de algumas pessoas realmente poderosas atrás dessas armas, e um deles é um mafioso chamado Ziggy, esse homem confrontou diversas vezes o FBI de frente, de acordo com informações ele tem quase a maior força militar do mundo. Outro homem que a pouco tempo fugiu da cadeia é Torch, esse indivíduo já roubou e queimou 100, 000, 000 do Atlanta World Bank, algumas pessoas pensam que ele é contra a circulação de dinheiro no mundo, e o governo costuma o acusar de louco. – Disse Ao Guang sério observando a expressão de Tom.

— O que? Então Torch está vivo e bem...

— Sim, porém esse não é o que mais está dando o que falar ainda. O ex presidiário, conhecido como “aquele que não morre” está solto, e trabalhando para a CIA. Quando caminhou pelos corredores todos gritaram dando lhe apoio, já que ele tinha 25 anos inteiros para passar preso, ninguém sabe ao certo, mas vazou que ele citou o nome “Ziggy”. Existe uma hipótese de que ele é um clone também. – Ao Kuang termina de falar aparentando estar decepcionado.

— Entendo. O que fica claro de que as possibilidades de eu conseguir uma dessas armas será realmente difícil. – Tom fala virando-se em direção ao dragão gigante.

— E precisa se apressar também, três dessas armas já foram pegas por um grupo chamado [Frosted Leaf], eles conseguiram a Lǚ Dòngbīn, Hé Xiān Gū e Zhōnglí Quán pelo que ouvi nos boatos.

— Somente mais uma única pergunta.

— Qual é?

— Aonde estão os Oito Imortais?

— Boa pergunta. Eles estão localizados no leste asiático, posso te levar até próximo de lá, lembrando que ultimamente tem estado muito tumultuado por causa de pessoas a procura dos Oito Imortais, essas pessoas são bandidos e procurados, bandidos e procurados chamam caçadores de recompensa, e caçadores de recompensa chamam o governo, você consegue entender?

— Perfeitamente. Colocando os planos em prática, o Torch está bem, então não devo me preocupar com ele agora, somente com meu verdadeiro motivo... Aquele que me atropelou.

— Uh?

Em um avião particular e de luxo, Tristão conversa com o xerife sobre seu estado atual, o xerife estava bastante ferido, porém Tristão estava intacto, aparentemente tinha acabado de acordar, sentou-se de frente para o xerife e começou a explicar.

— Eu tenho dormido de domingo a domingo, porque esses problemas, eles me perseguem, agora não podemos mais dizer que é aquela droga, eu vejo desastres, eu vejo monstros. Eu tenho medo de dormir e sonhar de novo. Nenhum dos remédios funcionam mais em mim, eu estou sem dormir, eu não vou mais fechar os olhos. – Tristão demonstrava preocupação com a mão na cabeça.

— Acalme-se senhor Tristão. – Um dos médicos veio correndo e logo atrás alguém que aparentava alta patente.

— Sinto muito senhor xerife, hoje ele acordou quebrando o efeito do sonífero, nenhum dos exames pôde identificar a causa, acreditamos que os sonhos dele podem ter sido pelo tempo preso, a mente não deve ter suportado. – O homem de alta patente aparentava bastante conhecimento de psicologia e medicina.

Aquele homem de quase 2 metros de altura se levantou ficando de frente ao oficial que deu a noticia.

— Está me chamando de louco, seu filho da puta?! Você deve se confiar muito por falar assim de mim tão perto. – Ao fechar as mãos, estralou os dedos.

— Estou dizendo que, você teve uma infância muito violenta, isso pode ter destruído um pouco da sua sanidade... – O oficial não quis demonstrar fraqueza.

— Tristão por favor, mantenha a calma. – O médico fica assustado, aparentemente é alguém que não gosta de violência.

— Você já levou um tiro de 12, bebê? – Perguntou Tristão.

— Senhor Tristão, por favor, não pegue a calibre.

— Tristão... – A voz do xerife não deixou Tristão nem sequer triscar na arma. – E quanto ao resultado da terapia de Tristão como foi? – O médico deu um papel ao xerife. – Aqui diz que você mentiu em todas as perguntas, Tristão.

— Sabe xerife, parece que todos os caminhos que escolho tem um mal resultado. Já estou quase acreditando que estou ficando louco, todos nessa equipe diz isso, eu sinto saudade do meu trio, eles não me criticavam, eles não me chamavam de louco.

— Você é especial Tristão, e junto a aquelas pessoas, você terminaria morto, eles são procurados mundialmente agora.

— Quando eu cansar, vou chamar Ziggy. – Afirmou Tristão caminhando de volta ao seu quarto, e deixando o xerife suando frio.

— Espere um segundo, por favor, senhor Tristão! – Corre o médico atrás dele.