Futatsu no Sekai - Saki
12 Capítulo 12 - Chandra Mahal.
Parte 1.
Distante da cidade destruída, Tom e seus amigos caminhavam rumo a um aeroporto, já estavam todos exaustos.
Tom com as mãos no joelho enquanto abaixado e olhou para traz. – Porque diabos nenhum de vocês que são deidades possuem poder para voar?!
— Apenas continue caminhando – Exigiu Lu.
E ele empurrou Tom com o cabo de sua espada.
— Oh! Aquilo é um carro?! – Grita e aponta para um fusca, He.
— Não seja idiota, aquilo não caberá todos nós – Disse Lan.
O fusca era pequeno e cabiam até cinco pessoas dentro dependendo do porte.
Até que Cao fez uma breve pergunta chamando a atenção de todos a volta.
— Pensando bem... o que tem nessa sua maleta Tom...? Você sempre andou por ai com ela, mas...
— Dinheiro... – Tom abriu a mala e continuou a falar. – Acho...
Haviam cerca de 200 dólares na maleta enquanto o resto dela estava vazio. Eles todos se entreolharam chocados ao ver até que Zhongli tomou a compostura.
Com seu leque Zhongli passou por cima de algumas pedras jogadas ao chão e logo elas se tornaram em nada mais nada menos do que ouro. Era essa uma das grandes habilidades do imortal. Com seu leque ele possuía a habilidade de trazer os mortos a vida e transformar pedras em diversas coisas, sendo ouro uma delas.
— Woah...! Eu juro que não sabia dessa – Declarou Lan. Ele arqueou o corpo com o pequeno susto e demonstrou um olhar assustado para Zhongli.
— Em todo o tempo que passamos juntos há muitos anos atrás você nunca percebeu isso?
— Hum... Não...?
Lan respondeu com um sorriso amarelo e apenas tornou a ficar quieto.
— Bem, o que fazemos com isso? O mais fácil deve ser converter, mas nós não acabaríamos tendo problemas fazendo isso? Um grupo suspeito levando ouro ao banco ou coisa do tipo...
— Não tem problema, podemos disfarçar um pouco, e vocês são incríveis nisso – Disse Tom com um sorriso no rosto.
Os apenas franziram a testa em resposta e continuaram a caminhar. Não importava como, eles teriam de fazer isso de qualquer jeito agora. Por mais estranho que fosse.
...
Retornando com o dinheiro em mãos eles pegaram um taxi e foram para o aeroporto indo rumo até a Índia.
Logo depois de retirarem o dinheiro do banco Tom, Alice, Rukasu e os imortais se juntaram para ir até o outro mundo. Eles teriam que ir para a Índia onde se dirigiriam ao Chandra Mahal, um grande palácio agora liderado por Taishakuten e seus servos.
Seus passaportes foram pegos facilmente com a grande quantidade de dinheiro que possuíam e pouco tempo já estavam dentro, levaria cerca de quinze horas até chegarem e agora tinham um bom tempo para descansar e rever a situação.
E...
Com todos acomodados dentro do avião Tom olhava as nuvens pela janela e arrastava seus olhos para frente observando o assento em sua frente. Tudo começou com um simples atropelo, e minha vida mudou desde esse momento... Sun Wukong, não terei compaixão.
Em uma sala escura, com cinco membros sentados em uma mesa, todos de ternos pretos, cada um com o jornal em cima da mesa, olhavam as noticias que era transmitida na TV no alto da sala.
— As noticias se espalharam pelo mundo inteiro, como a segurança de New York pôde ser tão frágil? – Um homem de pele branca, ajeita seu paletó demonstrando decepção.
— Certifiquem-se de que quero um relatório de onde nosso dinheiro investido foi parar. – Homem negro mexia no cavanhaque demonstrando desdenho nas palavras.
— Tom Faith?... – Um homem de óculos escuros olhou bem para a foto de Tom no jornal.
— Esse moleque carrega alguns dos Oito Imortais com ele, é bom sabemos para onde ele vai nesse momento – Um homem com dread demonstra afronta.
— Precisamos pensar em como vamos lidar com a população primeiro, acho melhor matamos se houver sobreviventes ainda no meio daquela destruição, e inventamos uma história para cobrir a ideia dos Oito Imortais existirem – Outro homem, esse dessa vez, careca tenta elaborar um plano antes de agirem.
Os J.A.C.K.S. estavam decidindo o futuro do mundo, eles eram os [Smokings Pretos], os cinco homens que davam ordens para o governo, os cinco homens mais ricos do mundo. O grupo é constituído por James, Aaron, Chrystan, Karif, e Sheppard.
Parte 2.
No avião novamente, ao lado de Tom, He estava pensando sobre como seria a vida de Tom no outro mundo, reconhecendo que as condições de lá poderia ser difícil, muito pior do que na Terra, ela olhou para o rosto dele dormindo, e ele abriu os olhos lentamente.
— A- Ah! Não é nada disso! – Se afastou um pouco de Tom, os seus rostos estavam muito próximos.
— O quê? – Ele perguntou e arriou o corpo, deitando a cabeça no colo dela.
— Err... – He estava vermelha como uma maçã, ninguém nunca tinha feito algo do tipo. – N-Nada, como eu disse antes...!
— Está incomodada com isso? – Ele perguntou com um sorriso no rosto.
— N-Não! Você entendeu errado... – Ela franziu o rosto e desviou o olhar.
— Você é um tanto que engraçada sabe?
— Que rude! – Ela franziu os lábios.
— Bem, não se incomode com isso, acho que com esse longo tempo que acabamos por passar juntos você percebeu, não foi...?
— Humm... Se eu dissesse que não seria mentira certo? Então, sim!
Tom se surpreendeu com a resposta da mulher e respondeu com uma gargalhada.
Ela riu junto dele e eles se olharam.
— Hahahha... Você me impressiona com esse seu jeito, eu vivi tanto tempo e nunca conheci ninguém como você – Declarou He.
— Então eu sou um caso especial?
— Acho que sim...? – Indagou. – De qualquer forma, você não é qualquer um, com todo o tempo que passamos juntos eu fui capaz de perceber como você realmente é. Gentil..., bondoso... E uma honra incrível como homem, não é?
— Com você falando assim acho que eu não posso negar... Bem! É o mínimo não é mesmo?
— Suas definições são um tanto que estranhas, mas eu gosto disso em você, o jeito que você realmente é, você é adorável... sabe?
Tom desviou o olhar por alguns segundos e virou para a mulher novamente, ele estava um pouco nervoso com a situação. Por mais que ele tivesse passado por tudo aquilo com esta mulher ele deveria mesmo pensar nela como algo mais?
— Você me impressiona, Tom. A forma como você é, diferente... Eu te reconheço como a pessoa que é, eu sinto tudo o que você passou. Eu vejo você...
He abaixou as mãos e encostou a direita no cabelo de Tom. Desde um tempo atrás ele havia crescido consideravelmente. Sua mão esquerda foi até seu bolso e ela pegou um pequeno amarrador de cabelo e o envolveu pelo grande cabelo de Tom. Ela o amarrou e o prendeu.
Ele é fofo... Ela pensou e no mesmo instante corou. Tais pensamentos sobre um homem era impróprio, era um humano que possivelmente a tratava apenas como um objeto assim como Kitetsu no passado, por mais que fosse algo que preferia esquecer. Até que...
— Sabe... Eu não me importo sobre sua situação, o que você é não me importa, me importa como você é, você sente, você luta por algo, então... Estou feliz que esteja aqui comigo. – Ele abriu um sorriso no rosto e olhou dentro dos olhos de He.
Ela respondeu com um breve sorriso e uma pequena lágrima caiu de seus olhos. Ela escorregou por seu rosto e caiu sobre o de Tom. Ele se mantinha firme enquanto pouco a pouco ela ia mostrando como realmente era.
— O-Obrigada... Tom... – Ela levantou o punho esquerdo e o apertou determinada e olhou para Tom com tom de deboche. – Mas saiba que eu não sou fácil!
— Hahaha... – Ele respondeu com um sorriso amarelo e franziu a sobrancelha direita.
Ela esfregava os cabelos negros de Tom um sorriso no rosto. A relação dos dois começava a tomar um rumo ainda maior do que antes e apenas a consideração de um pelo outro transformava tudo em algo maior.
— Você é... interessante...!
— Obrigado... Mas..., eu não poderia não dizer o mesmo de você, não é? Não é?
Enquanto estavam no meio de tal conversa Tom se levantou e olhou nos olhos dela, ele aparentava estar determinado e fixava seus olhos nos de He. Ela corou e desviou o olhar e ele guiou levemente suas mãos para a bochecha da mulher. Cada palma de sua mão foi a um lado e ele as esfregou suavemente. He segurou suas mãos por trás da cintura de Tom e seus lábios se encontraram com o dele.
Seus bocas se juntaram e Tom mordeu levemente o lábio inferior de He, suas línguas trespassaram e se entrelaçaram entre si. Tom a empurrou para a parede do avião e continuou. Eles se separaram e se olharam com leves sorrisos no rosto.
— Você é...
Ele se empurrou sobre ela e investigou seu rosto. Seus cabelos loiros e seus olhos carmesim o fascinavam, assim como suas bochechas rosadas e seus suaves lábios.
— Meu...?
Seus lábios se encontraram novamente e eles continuaram com o que esperavam a dias. O encanto que um possuía pelo outro era maior do que qualquer um que já sentiram.
— Acho que eu não posso negar isso...
...
No dia seguinte.
A viagem para a Índia fora tranquila e tempos depois estavam acomodados ao local. Desde que Tom começara sua pequena aventura ele estava a vagar por todo o mundo em busca de concluir suas coisas, e agora ele chegaria a um novo patamar.
Um novo mundo.
O local onde haviam pousado era uma das instalações afiliadas ao grupo que regia o Chandra Mahal e a mesma empresa que os levou de avião os levaria pelo resto do caminho.
O taxi os deixou perto da entrada do local e voltou.
— Então é aqui...
O Chandra Mahal era uma colossal estrutura. Era como um castelo a moda dos indianos, ele possuía uma cor que variava entre branco e amarelo. Grande parte do local era rodeado por janelas e colunas se erguiam sobre o local.
Eles continuaram andando pelo palácio até que foram parados por uma mulher. Seus cabelos eram brancos e ela possuía uma pele de cor parda. Vestia roupas sociais pretas e se aproximou do grupo com um sincero sorriso no rosto.
— Ora ora, se não são os membros dos Oito Imortais e o famoso Tom Faith. Permitam-me que eu me apresente – Ela pôs a mão direcionada a si mesma. – Sou a secretaria de Taishakuten e a responsável por cuidar do portal que leva para o outro mundo.
A declaração assustou aqueles no grande salão. A mulher possuía uma grande impotência em suas palavras e modo de agir. E Zhongli a questionou sobre.
— Você... É uma Deva...? O que um de vocês está fazendo por aqui?
A mulher ignorou a pergunta de Zhongli e Tom seguiu com outra pergunta.
— Eu entendo que eu deveria saber um pouco mais dessas cosias por andar com vocês, mas sinto dizer que eu sou um pouco desinformado... – Ele limpou a garganta e continuou. – O que é um “deva”...?
— Realmente, acho que você devia se informar um pouco mais. Sr. Tom. – Ele suspirou. – Devas são divindades que governam a natureza unidos e eles estão todos juntos de alguns “deuses”...
— Exatamente, eu sou um dos Devas a serviço do Senhor Taishakuten, o lorde dos devas.
— Interessante... Então provavelmente o encontraremos lá, não? – Indagou Lan.
— Acho que você vai poder confirmar isso por si próprio Lan, afinal, vocês vão ter bastante tempo... — Ela então deu uma breve pausa e continuou. – O que vocês querem é ir ao outro mundo não é?
— Sim, e o mais rápido possível. Devo dizer que tenho alguns assuntos a tratar lá com um “certo alguém”.
A mulher analisou a situação e logo se pôs em um melhor estado voltando a falar.
— Primeiramente, as moedas de lá são diferentes das moedas deste mundo. – Ela abriu a mão com uma nota em papel e uma moeda dourada, ambos tinham um símbolo desconhecido para os presentes. – Esse símbolo é da união dos 12 deuses no outro mundo. Cada moeda dessas possui um preço único. Sendo precisa, uma moeda de ouro dessas vale até 100 dólares nesse mundo, assim como as notas. Então, trocamos dinheiro deste mundo por moedas do outro mundo.
— Bem... acho que dinheiro não é um problema para nós. – Zhongli caminha até o lado de Tom e abre a mala que estava em sua mão. – Aqui, isso é tudo o que temos.
O dinheiro era novo e a mala estava completamente cheia.
— Waah! Isso é mesmo muito dinheiro... Então, vamos fazer tudo como em um passe de mágica! – Ela passou a mão pela mala e as notas se tornaram diferentes assim como as do outro mundo. – Acho que é isso, não é?
— Certo... Então, que tal acabarmos com essa enrolação e irmos logo ao outro mundo? Acho que á estou ficando com falta da minha terra natal... – Zhongli arqueou o corpo e olhou de volta para a mulher.
— Okaay... Acho que agora é hora de pagar a viagem... – Ela ainda estava indecisa, aparentemente era a primeira vez que fazia aquilo.
— O quê?
— Zhongli, eu troquei o dinheiro de vocês, não descontei nada desse dinheiro – A mulher estava sem graça.
— ... Que seja, quanto vai ficar então...? – Pergunta Zhongli impaciente.
— Vocês estão em um grupo de oito pessoas e a passagem é de 1000 por pessoa, sendo assim, dez notas por pessoa.
Eles separaram a grande quantidade de dinheiro e viram que o que haviam retirado era realmente muito pouco comparado ao que haviam ganhado.
— Aqui... – Zhongli estava a ficar impaciente.
— Okaay, podem vir então, não é muito longe.
Ela os levou a passar pelo grande salão onde estavam. Eles passavam por um grande corredor com candelabros acesos enquanto estavam todos expostos a luz do céu. Em resposta a luz batendo em seu rosto Tom tampou os olhos e quando foi capaz de perceber...
Havia uma no chão uma piscina que parecia se estender até o horizonte. A água era azul cristalina e debaixo dela subiram grandes pilastras japonesas. Elas estavam cobertas com água, e em frente a piscina estava a Deva.
— Sejam bem vindos ao portal para o outro mundo! Eu sou a pessoa responsável por enviar vocês até lá, meu nome é Yasmine. – Ela abriu os braços mostrando a longa piscina que parecia um mar atrás dela. – Trata-se da ida para um mundo completamente diferente, com anjos, demônios, dragões, e todas as raças existentes e que podem no futuro existir, sendo assim, se vocês estão prontos basta caminharem até o portal.
Yasmine abriu caminhou e deixou que todos caminhassem, Tom ficou meio assustado, porém deu seus primeiros passos para a piscina, a água era... Como explicar o inexplicável? Todos passaram pelo meio das pilastras e desapareceram, quando Tom atravessou, sentiu sua sombra ser separada em duas com agressivamente, mãos separaram a Existência de Tom da Vida dele, Tom ainda continuaria vivo, mas sua existência estava agora sobe posse de alguém desconhecido, que poderia destruí-la a qualquer momento e fazer Tom sumir da história. Em uma visão que se passava em sua mente, Tom via um homem trilhando o caminho do fim do mundo. Quando estava no outro mundo uma carta caiu no céu em suas mãos, escrito [Herói do Destino].
Todos estavam olhando para Tom, que estava assustado olhando para o chão, com pequenos artefatos dourados presos em pedras, debaixo da água, Tom estava pisando em águas cristalinas, limpas, o artefato dourados brilhavam debaixo da água.
O que... Aconteceu?! Perguntava Tom a si mesmo em sua mente.
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