Notas iniciais
Bem, neste capítulo trouxe um pouquinho de shounen-ai para começar a aquecer hahaha! Decidi postá-lo bem depois do 2º porque queria começar a ter mais acompanhamento e comentários, para assim poder melhor um pouco. Por favor perdoem qualquer diferença de características ou outro tipo de coisa, pois ainda tenho que anotar no word isso tudo!! Mas bem, espero que gostem.

– Len! Nem sabes! Eu e o Akihiko vamos casar!

Por um momento congelei. Havia algo naquelas palavras que me fizeram hesitar por uns breves momentos. Seria porque não imaginava a minha irmã a viver feliz num casamento? Ou por causa daquele olhar triste, aquele olhar doutro mundo, com que o Kurogami-san me observara?

– C-Casar? E-Então parabéns Alice! Bem, considera isto o presente de noivado. (Eu entreguei-lhe a carta de demissão).

– O que é? (Ela abre, observa-a por uns momentos…) Tens a certeza sobre isto? Logo quando estava tão feliz por trabalhares aqui. Sei que tens a universidade, mas por favor pensa melhor sobre isto, sabes que ao saíres deste cargo irás pôr muita gente em uma situação difícil…

– Eu sei. A minha decisão final provavelmente será essa, mas enquanto também lês melhor, posso pensar um pouco. Então, com licença, eu vou indo (olhei para o Kurogami-san), e parabéns novamente.

– Len…

Depois desta conversa saí logo da empresa. Não queria encarar o pessoal, senti que não tinha esse direito. Mas bem, é melhor apressar-me, combinei com o Ryuki hoje à noite e não quero fazê-lo esperar.

Apanhei um táxi para chegar mais depressa a casa e quando cheguei encontrei o Ryuki a sair do seu apartamento! Foi mesmo sorte. Jogámos um pouco e bebemos um pouco também, apesar de que o Ryuki bebeu um pouco de mais…

– Len, quando te vi pela primeira vez, percebi logo que nos íamos dar bem… (Ele falava de uma maneira tão estranha. Deu logo para notar que não costumava beber…)

– Eu também. Fiquei contente por encontrar alguém da minha idade. Na verdade, quando te vi pela primeira vez achei-te um pouco estranho mas essa impressão mudou logo! Estou realmente contente!

– Sabes…? És muito gentil, provavelmente deves ter muitas fãs e até mesmo fãs… Além disso tens um rosto muito belo, pareces uma rapariga (ele começou a aproximar-se e de forma muito leve, passou a sua mão no meu rosto), eu podia até mesmo ser teu fã.

– Ryuki? Estás completamente vermelho, não devíamos mesmo ter bebido, eu assumo a responsabilidade. Como amanhã é sábado podes passar aqui a noite, é melhor ires descansar no meu quarto.

– O que estás a dizer? Eu estou perfeitamente normal (ele agarrou na minha mão), e que tal irmos os dois descansar…?

Nisto ele de repente cai… Estava completamente desgastado. Eu carreguei-o até o meu quarto e deitei-o na minha cama. Tive de dormir no sofá mas ao menos ele poderá descansar em condições, afinal de contas isto foi tudo por minha culpa. E se ele não se lembrar de nada, eu definitivamente não lhe vou contar!

Acordei bastante cedo. Primeiro, porque queria tomar um bom banho. E segundo, queria-me certificar de que acordava primeiro que o Ryuki para lhe explicar o que se passara (claro que apenas irei dizer que ele bebeu um pouco demais e desmaiou…).

– Bom dia, Ryuki (toquei-lhe suavemente no ombro, ele dormia tão profundamente que custou bastante acordá-lo).

– Len? Onde estou?

– Bem, ontem bebes-te um pouco demais e acabas-te por desmaiar, então carreguei-te até aqui. Espero que não te tenhas importado…

– A-A sério? Desculpa o meu comportamento… E não tem problema, afinal de contas, vivo sozinho como tu. Mas já te causei muitos problemas e tenho alguns assuntos para tratar, não sei como te agradecer!

– Não tens de quê! Eu acompanho-te, também tenho de sair.

Como era sábado provavelmente pouca gente estaria na empresa, ou seja, uma boa altura para conversar melhor com a minha irmã. Mas quando íamos a sair do meu apartamento, uma pessoa passa rapidamente por nós, parecia muito apressada mas o ouvir falar olhou imediatamente para trás. Pude logo reconhecê-la… Era o Kurogami-san. Era impossível não reconhecer a longa gabardine preta que ele costumava usar e o seu longo cabelo preto que caia sobre os seus olhos cinzentos.

– Len… (Ele olhou-me e desviou o seu olhar para o Ryuki) Tu…

– Kurogami-san…

De repente, o Yuki-san aparece com um grande sorriso no rosto, e como sempre, energético, afastou o Ryuki e debruçou-se sobre mim.

–Vejo que já se conheceram! Len, este é o meu irmão, Akihiko Kurogami.

–Na verdade nós já… (O Kurogami-san tinha uma expressão incrivelmente fria no rosto. Pareceu-me que ele disse algo, mas não deu para perceber porque virou costas e continuou o seu caminho...)

– Irmão? Len, o que se passa?

O Ryuki e o Yuki, ambos olharam-me confusos. Fiquei parado por uns segundos, mas logo comecei a correr. Pela minha cabeça passaram-me várias situações que o Kurogami-san poderia ter imaginado ao ver-me sair com o Ryuki do meu apartamento e por alguma razão, eu não queria que ele interpretasse mal esta situação… Por causa da minha hesitação, quando saí do edifício, já foi difícil de encontrar o Kurogami-san mas consegui observá-lo ao fim da rua. Senti-me mal por deixar assim o meu amigo e o Yuki mas…

– KUROGAMI-SAN! Espere por favor!

Ele olhou para trás, mas pareceu não estar interessado no que eu lhe tinha para dizer. Mesmo assim, ao fim de alguns segundos consegui alcança-lo.

–Kurogami-san, por favor, ouça o que eu tenho para dizer. Não interprete mal o que viu no apartamento, o Ryuki apenas foi a minha casa e-

– Len,… porque me estás a contar isso? Não é da minha conta. (A sua expressão era incompreensível. Não sei dizer se ele está triste, furioso, distante… Isso de facto não me agrada nada…)

– Eu… Eu não quero mal entendidos!

– Tu traíste-me. Depois de te pedir para não saíres do teu cargo, ainda tiveste coragem para entregar uma carta de demissão no dia em que propus a tua irmã.

– Eu traí-o?! Não me faça rir. Você é que me traiu. Eu tenho todos os seus livros, ainda me lembro do primeiro livro que você escreveu, ‘’Futari to Himitsu’’, foi a partir daí que me tornei seu fã. Eu sonhava com o dia em que ia conhecer a famosa romancista Kurogami Akihiko, e no final, não passava de um mero escritor estranho que esconde quem realmente é! Além disso, ainda pediu em casamento a minha irmã depois de fazer coisas estranhas com ela na empresa aos olhos de todos e de me despedaçar o coração! Você não passa de mais um simples escritor, Kurogami-san.

– Ehhhhhhh… Então é assim que te sentias (ele mostrou um sorriso sádico de satisfação…) Coitadinho, tenho pena de ti. Gatinhos nervosos são mesmo fáceis de fazer explodir. Qual seria o verdadeiro motivo para me estares a contar tu isso? Se eu não passasse de uma simples e estranho escritor, justificarias-te?

– Não fique cheio de si. Não quero que o homem com quem a minha irmã se vai casar fique com ideias erradas! Apenas isso.

– Será mesmo só isso? (Ele encostou-me contra um muro, e puxou bruscamente a minha mão).

– Que pensa que está a fazer?! Largue-me!

– Len… (Ele aproximou-se do meu ouvido) Não abandones este cargo. Tu sabes que não o queres fazer, pois na verdade tu –

– CALE-SE! Não tem o direito de me prender, deixe-me ir.

– Não até dizeres que te vais manter neste cargo. A minha carreira depende disso!

– Largue-me já (eu puxei o meu braço com bastante força e consegui soltar-me).

– LEN, ESPERA!

Eu comecei a correr desesperadamente. O meu coração batia a mil e quase que chorava. Naquele momento decidi falar com a minha irmã seriamente e deixar esta cidade. Cheguei à empresa num abrir e fechar de olhos, mas claro, estava completamente esgotado e enervado com tudo o que aquele homem me tinha dito. Mal me encontrei no pátio sentei-me logo. Estava mesmo sem forças. Estive uns minutos parado a olhar para o céu e para as flores de cerejeira. Aquele perfume era realmente inacreditável. Estar ali faz-me perder o controlo e a consciência sobre mim num instante e o facto de ter bebido ontem não ajudou nada. Não tardou a que a minha cabeça caísse. Mas sei que não adormeci. Ainda ouvia e sentia o que se passava à minha volta. Consegui ouvir os passos de alguém a aproximar-se. Olhei para cima, e essa pessoa estava já próxima… Era ele. De uma forma gentil ele ajoelhou-se e sussurrou ao meu ouvido (já percebi que ele tem esse hábito).

– Len, tu não queres abandonar este cargo, porque tu sentes-te atraído por mim (ele pegou no meu rosto) não é verdade?

– (Já com lágrimas a escorrer ainda tive forças para responder àquela provocação) Eu não me sinto atraído por você, Kurogami-san, e sim pela romancista Akihiko Kurogami-san.

– (Ele sorriu) Então, para manteres viva essa romancista, mantem-te no cargo…

– Para a manter viva? Ficar no cargo…?

– Isso mesmo, Len. Agora, diz. Diz que vais ficar.

– E-Eu vou ficar… Eu vou ficar no cargo. (Os meus olhos já estavam quase fechados, sei que estava a uns segundos de desmaiar, e provavelmente, já não estava a responder com cabeça…)

– Lindo menino…

Nisto ele começou a aproximar-se do meu rosto lentamente, e a fechar os olhos à medida que avançava. Cheguei a sentir a sua respiração perto dos meus lábios.

– Kuro-san… (Nisto fechei completamente os meus olhos) O que você está a faz-

– Akiiiiiii?!! Estás aqui?!! Onde estás querido?!!

Era a voz da minha irmã. Isto é tudo o que me lembro até acordar num quarto que não conhecia… Sinto que as coisas a partir daqui irão ficar um pouco complicadas…

Notas finais
Como perceberam esse final foi meio aberto e um pouco sugestivo. Deixei a vosso critério decidir ou não se ocorreu um primeiro beijo. Eu pessoalmente, ainda não queria para já, mas também queria um pouco de romance então prontos! Fiz isto! (Sim porque o Kurogami-san está noivo e tals...) Mas, se gostaram, por favor comentem, recomendem, acompanhem, façam o que quiserem!!! Um grande kiss e abraço para vocês amores, nyah ~~