Furto de Essência.
1 Prelúdio - Onde tudo começou.
Notas iniciais
Muita coisa aconteceu antes de eu entrar na liga, até mesmo esse meu "problema" se deve ao que aconteceu antes. Bom, agora apresentações; sou Sona Buvelle, nascida em Iônia e criada em Demacia. Fiquei parte da minha infância em um orfanato em Iônia, até Lestara me adotar.
Eu nem sempre fui “silenciosa”, pode parecer incrível, mas também pode parecer inacreditável; eu realmente sempre fui uma criança muito quieta, nunca me senti livre para poder falar ou brincar com outras crianças, exceto uma pessoa em especial, eu gostava muito de brincar com Lucchiel, ele tinha cabelos loiros e seus olhos eram azuis esverdeados, e ele era o único do orfanato com quem eu interagia, ele era realmente um ótimo amigo, me sentia feliz; nós conversávamos bastante.
Nós estávamos em baixo de uma cerejeira; ela era de uns três metros de altura, e estava coberta de flores, acho que devíamos estar na primavera, nós olhávamos as nuvens através dos galhos da enorme árvore; tinha algumas com formatos de bichinhos e outras com formato de frutas.
— “Hey ouviu isso?” — exclamou Lucchi levantando-se rapidamente.
— “E-eu não ouvi nada Lucchi.” — respondi-lhe.
— “Serio, vem cá, vamos descobrir o que é!” – empolgou-se.
— “Não acho que seja uma boa ide...” – não tive tempo de terminar, ele segurou meu braço e me arrasto com ele para ver.
Realmente, tinha um barulho vindo de algum lugar, o mais estranho é que ao mesmo tempo que estava perto estava longe; andamos em círculos perto da cerejeira antes de localizar o som; o som vinha de uma estranha fenda no muro que ficava atrás da árvore; poderíamos jurar de pés juntos que não tinha nada lá há alguns minutos atrás; porém lá estava, fazendo o estranho barulho de ossos sendo esmagados talvez; e de pássaros? Não creio que possa ser, estava distorcido demais, porém não seria provável que fosse qualquer outro animal, então aquilo seria o som de estranhos pássaros com ossos sendo esmagados?!
Lucchiel me puxou junto com ele para dentro da estranha fenda, mesmo sabendo que deveria, não resisti, afinal, ele era meu único amigo; assim que entramos, a fenda fechou nos deixando em um tipo de dimensão ou até mesmo uma data diferente, não teria como voltar; não pelo mesmo caminho, então seguimos de mãos dadas para não nos perdermos um do outro. O caminho era cheio de árvores que pareciam ser firmes como um muro, parecia que mesmo que quiséssemos passar por elas, não conseguiríamos adentrar mais na floresta; mas tinha um caminho pequeno na qual conseguiríamos proceder até encontrarmos algo ou alguém que pudesse nos mostrar o caminho de volta para casa.
Depois de horas de caminhada, encontramos o que parecia ser um antigo campo de batalha; bom, era o que dava para perceber pelo menos, em seus lados direito e esquerdo haviam estruturas destruídas, porem de um lado era roxo e de outro era azul. Parecia que o projeto das estruturas, campo de batalha, ou seja lá o que for, tinha sido abandonado; porém passava um rio no meio, o que foi ótimo para Lucchi e eu, aproveitamos e paramos para descansar um pouco.
Os estranhos ruídos que vinha da fenda tinham desaparecido assim que entramos neste campo, no entanto, algum tipo de música, talvez, começou a tocar, muito suave parecendo até ser produzida pelo próprio local, parecia que a pequena melodia queria nos contar a história desse lugar apenas com suas doces melodias.
Assim que ficamos recuperados da primeira caminhada começamos a caminhar para valer, não iriamos parar até que nossos pés estivessem implorando para pararmos; o cenário começou a mudar, deixou de ser aquele campo colorido com suas torres em ruinas, que agora era lar de vários animaizinhos para virar um local onde a área era mais sombria, lembrava um pouco o local na qual passamos em poucas horas atrás, porem uma versão “simplificada” mas com algo diferente, medonha e visivelmente diferente...
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