Fumetsu no Ai

15 Pétalas da Primavera ~ Haru no hanabira


Notas iniciais
É o ultimo capitulo pessoal, agradeço a todos que acompanharam, que perdoaram meus erros de pontuação...Bem essa fic foi baseada em tres PV's de Vocaloid:Synchronicity, Servant of Evil e Iroha Song.Muito obrigado a todos.

Finalmente aquele inverno tenebroso havia passado.

As flores começavam a dar sinais de que iam desabrochar em breve.

Meu coração finalmente podia respirar aliviado, embora houvessem dores e feridas que só o tempo iria curar.

Talvez estejam se perguntando como Gakupo escapou vivo depois de ter levado um golpe que o mataria... A resposta é simples... Ruko o havia salvado.

Ela era um ninja que fazia parte dos Sakura no Kaze, por amor a Teto acabou aderindo a causa de Luka no passado, mas no final daquelas batalhas Gakupo não ceifou sua vida e deu a ela um novo propósito: se redimir de seu mal. Desde então ela esteve vivendo no exílio, longe de seus antigos amigos e com vergonha de seus atos.

Quando soube que Luka havia voltado, tratou de vigiá-la de perto. Viu a batalha contra ela e meu marido e por isso conseguiu salva-lo quando ele caiu no rio.

E assim, ele voltou para mim no momento em que eu mais precisava.

Agora estávamos em paz. A casa onde moramos foi demolida e demos o terreno para a construção de um hospital.

Nos mudamos para o outro lado do bosque das cerejeiras, para uma casa mais alegre.

O bebe de Teto nasceu bem neste começo de primavera... Uma linda menina, tinha olhos vermelhinhos e cabelos vermelhos como os pais... Embora eu ainda ache que ela seja mais a cara do Ted.

Ruko recebu o convite para morar com eles... Não aceitou pelas coisas do passado, mas também não foi embora... Neru e Haku a fizeram ir morar com elas... O resto deixo ao cargo de vocês imaginarem... Bebedeira era o top dos acontecimentos naquela casa...

Hahahaha

Bem... A cidade se reconstruía, Miku-san e Kaito-san finalmente haviam se casado. Formavam um casal bonito... Depois do casamento um sossego absoluto tomou conta da minha vida e da do meu marido.

Mas faltava algo... E com toda aquela ausência algo de novo em mim havia aflorado...

Numa manhã sai para fazer compras com Teto e sua filhinha, Rika.

Depois de escolhermos e vermos muitas coisas, nós nos sentamos próximas a um lago.

-Ela esta tão bonitinha Teto-san...

-Sim, Ted e eu estamos muito felizes que ela tenha nascido bem e com saúde... Mas... Rin-san... Agora que o Kamui-san esta de volta... Quando é que vão nos agraciar com seus filhos?

Enrubesci... De fato, já fazia algum tempo desde a derrota de Luka, e eu e Gakupo não havíamos feito nada... Me encolhi.

-Gomen, Rin-san não quis deixá-la constrangida.

-Não tudo bem, Teto-san... A verdade é que eu não sei. – escondia meu rosto completamente vermelho.

Ela riu... Talvez compreendesse o que se passava entre nós dois, mas preferiu ficar calada. Passamos o dia todo em função das compras... Eram kimonos, acessórios, objetos, coisas para a neném... Só posso dizer que foi um dia muito bom para mim. Quando cheguei em casa, Gakupo ainda não havia chego. Ele estava ajudando a reestruturar a cidade e geralmente trabalhava até tarde.

O jantar foi servido só para mim, isso estava começando a ficar rotineiro. Já não o via muito por causa do trabalho, por um lado isso me irritava profundamente, mas o que eu podia fazer? Afinal, por outro eu compreendia que era necessária a ajuda dele.

Jantei e fui dormir. Era uma noite clara e gostosa de primavera, as sakuras já haviam começado a desabrochar. Deixei a porta, que dava do quarto para o jardim, aberta e assim adormeci olhando a lua cheia.

Já era tarde quando meu marido finalmente chegou. Deu-me um beijo nos lábios, mas com cuidado para que eu não acordasse e foi tomar um banho.

Voltou pouco tempo depois, sentando-se perto da porta, ficando a fitar a lua. Meiko-san apareceu. O barulho dela acabou me acordando... Ela estava um pouco desajeitada.

-Perdoe-me com acordá-la, Rin-sama.

-Não há problema algum, mas o que há com você, Meiko-san, eu nunca a ouvi chegando antes...

-Não é bem um problema, meu amor... é quem...

-Como assim? – olhei para Gakupo e depois para Meiko sem compreender nada. Meiko ficou um pouco corada, isso me deixou mais confusa ainda.

-Conte para ela Meiko... Ela merece saber.

Aquilo estava me deixando muito curiosa e ao mesmo tempo apreensiva.

-Bem... Sei que foi muito doloroso perder o Len-san... Mas quero que saiba Rin-sama, que uma parte dele vive dentro de mim agora.

Eu fiquei pasma... Ela levou as mãos ao ventre e eu finalmente pude concluir tudo... Ela e meu irmão haviam tido uma noite juntos... Aquilo me deixou feliz, ao mesmo tempo triste e ao mesmo tempo com inveja dele.

Fiquei feliz por saber que meu irmão havia deixado algo para nós, fiquei triste porque ele não estaria aqui para ver seu filho ou filha nascer, e com inveja porque até nisso ele havia me superado.

Dei um sorriso meio forçado para Meiko.

-Ele te amava, então... Desculpe-me por tirá-lo de você Meiko-san.

Abaixei minha cabeça. Sentia as lágrimas me vindo aos olhos.

-Ele desejava que você vivesse Rin-san... Ele sentia que você deveria viver... Não me deve desculpas e sim eu que lhe devo um imenso agradecimento por ter me dado a oportunidade de poder ter esse bebe...

Ela fez um gesto de honradez e se foi. Fiquei encolhida, sentada na cama.

-Ela não contou isso para você se sentir mal, Rin...

-Ele morreu por minha culpa...

-Baka.

Gakupo me abraçou forte.

-Ele escolheu esse caminho porque amava você, Rin, e queria te dar a chance de viver porque sabia que não havia chegado há sua hora... Contra a Luka você podia fazer muito mais do que ele e, além disso, Len era sue irmão, quis te proteger a todo custo. Não torne o ato honrado dele algo digno de pena.

Fiquei quieta, como quem repetia mentalmente cada palavra que ele me dizia.

Soltei um longo suspiro. Olhei para a lua, ela estava tão cheia quanto na noite que Gakupo voltará para mim... Fiquei vermelha em lembrar-se de como ele estava naquela noite.

-O que foi? Porque esta corada?

-... N-nada. – tentei disfarçar inutilmente.

-Rin...

É havia algo, e ele sabia.

-N-nada eu... Eu só lembrei aquela noite em que você voltou... Você estava tão diferente...

-Você também... Parecia até uma boneca... Uma boneca de gelo. Mas agora aqui esta, a minha bela flor amarela de volta.

Sorri. Realmente El sabia aquietar meu coração e me fazer esquecer dos sentimentos de dor.

Só de estar em seus braços eu conseguia me perder completamente.

Eu fitei seu rosto. Seus lábios pareciam chamar os meus, que foram ao encontro dos dele sem hesitar.

Talvez eu tivesse perdido a minha vergonha, mas meus lábios realmente não queriam desgrudar dos dele, fazendo um beijo longo e duradouro. Eu fiquei meio sem jeito, quando olhei para a face dele novamente.

-Viu? Eu não disse que você iria florescer naturalmente?

Ele sorriu para mim e eu entendi que estava realmente pronta.

Gentilmente, Gakupo me colocou na nossa cama, me fitou antes de abrir meu kimono. Seus olhos azuis me acalmavam. Suas cariciais começaram a me aquecer de um modo único.

Entre beijos, carinhos e abraços, consumamos nossa primeira vez.

Perante aquela sua cheia, eu finalmente me entreguei a quem eu amava.

Essa é a história que marcou a minha vida e a de muitas pessoas.

Esta nas ultimas frases e por isso é chegada a hora de contar o que aconteceu com todos os personagens:

Ted e Teto tiveram mais dois filhos, dessa vez, gêmeos, mas quando a Rika-chan já tinha quase 6 anos e estava muito lindinha.

Haku e Neru acabaram abrindo um restaurante, mas não largaram o sake – que as vezes faltava pros clientes. –

Ruko continuou a viver com suas duas companheiras, mas seu ramo de trabalho foi treinar militares japoneses.

Luka ficou na prisão ate o fim de seus dias, como punição por seus crime.

Meiko deu a luz a um menino de cabelos castanhos e olhos azuis, a quem deu o nome de Lyon.

E, para acabar... Eu e Gakupo tivemos um filho, Kyoutaro, ele tinha cabelos loiros e olhos azuis... e 6 anos depois eu dei a luz a nossa filha, Sayuri, de cabelos violeta como os do pai.

Muito obrigado por terem ouvido meu relato e por desejarem saber da minha vida.

Domo Arigatou.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!