Fumetsu no Ai
13 O sangue inocente que escorre
Notas iniciais
Desculpem eventuais erros, e espeor que gostem do capitulo, apesar da demora, eu fiquei sem pc e tive algunas problemas, mas finalmente este ai.
Então, em meu cárcere eu finalmente volto aos meus relatos. Devo dizer que esta parte é um tanto difícil de colocar no papel, contar o que eu vi e o que desejavam fazer comigo é algo que não desejaria para ninguém. Afinal eu ainda estava me recuperando da minha perda maior... Meu Gakupo-san...
Mas bem...
Neru era minha guardiã, como disse no capitulo anterior, e disso partiremos para o relato em si.
Luka não confiava inteiramente em Neru, por isso deixava seus capangas em alerta, claro que minha amiga loirinha era esperta e ágil, por isso não se deixou ser pega nas trocas de informação com nossos companheiros.
Eu ficava a maior parte do tempo sozinha, trancada no quarto que fora meu e de meu marido. Aquela casa parecia mais tenebrosa do que eu já tinha visto antes. Era como se um fantasma tivesse tomado conta de tudo... Um espírito maligno que desejava vingança e sangue. Meu coração apertava... Mas minhas lágrimas nunca caíram enquanto permaneci naquele cárcere.
Passaram, pelo menos, três meses desde que eu e Neru tínhamos vindo para aquele lugar.
Neste tempo, Luka dominou toda a vila e prendeu todas as famílias importantes. Ao menos, descobri que Miku-san e Kaito-san ainda estavam vivos, junto com os demais prisioneiros em uma mansão na cidade. Os políticos e outras figuras importantes foram mantidos em outros locais.
Neru, aos poucos e sem chamar a atenção, levantou todas as informações. Onde e como estavam essas pessoas, como estavam suas famílias e alguns planos de ataque.
Em nossa base agora no coração da cidade, todos os remanescentes executavam o seu trabalho de maneira fenomenal... Meu irmãozinho... Len, se tornou um ótimo espadachim graças a Meiko-san... Eles se aproximaram muito também, embora eu não soubesse o quanto ainda... Mas logo eu ficaria ciente.
Estávamos entrando quase no quarto mês de meu cárcere. Os capangas de Luka transformaram a cidade em um verdadeiro inferno. Pilhavam, maltratavam faziam o que desejavam e como desejavam.
Eu fui maltratada, mas eles não ousaram me tocar de modo algum. As marcas em meu corpo foram causadas por outra pessoa... Luka, sim... Ela me submeteu a uma tortura na frente de todos, ás feridas em meu corpo... Eu ainda tenho suas cicatrizes.
Quantas vezes, Neru fitou friamente eu sento chicoteada e surrada, sem poder fazer nada. Eu sabia que ela queria me ajudar, mas que ela não o fazia para não por em risco nossos companheiros e nosso plano de nos livramos daquela megera.
Por mais que doesse, eu nunca chorei. Havia decido que ela não seria capaz de arrancar mais nenhuma lagrima minha... Não daria este prazer a ela.
Numa noite de chuva, eu estava sentada olhando para a luz da vela, agora pequena... Logo ela iria apagar. Luka adentrou em meu cárcere, eu a fitei e ela me fitou. Nossos olhos se cruzaram e assim permaneceram por longos minutos. Nenhuma palavra, mas eu sentia que algo ruim estava por vir. Neru estava atrás dela.
-Amanhã fedelha... Amanhã sua cabeça vai sujar o chão deste quarto, amanhã eu matarei você aqui.
Neu engoliu seco, se segurando. Eu abaixei a face, minhas forças haviam sumido naquele momento. Toda a coragem que eu tinha havia escapado com o vento produzido por aquelas gélidas palavras. Eu morreria então? Ela me mataria e assim acabaria tudo?
Eu finalmente estaria derrotada?
Tantas dúvidas, mas somente uma certeza, eu morreria.
Neru contatou nossos companheiros ainda naquela noite. Ninguém acreditava.
Haku: bem já era de se esperar depois do que havia acontecido... Ela matou Kamui-san... matar a Rin-san era questão de tempo.
Meiko: Não podemos deixá-la morrer, mas como agir?
Len: não a minha irmã não vai morrer...
Ted: Calma Len... Vamos dar um jeito... Se ao menos a Teto pudesse estar aqui... Ela era boa com estratégias e riscos.
Meiko: Mas ele não esta, não se preocupe Ted, nós...
Len: Eu vou ficar no lugar dela.
Haku: Como assim?
Len: simples, a Luka não sabe que nós somos gêmeos não é? Então, nós invadimos o quartel general e eu troco de lugar com a Rin onee-san.
Meiko: ficou louco como você...
Len tocou a face de Meiko e ela contemplou o amor em seus olhos.
Len: ela é a minha irmã que eu jurei aquele homem que iria proteger. Ela deve viver para acabar com esse pesadelo Meiko, e você deve viver com ela... Por isso me ajude, é o último favor que eu te peço.
Não preciso dizer que entre lágrimas, ela foi beijada pelo meu irmão.
O plano era esse e não havia mais tempo para pensar. Eles conheciam todas as entradas e saídas do quartel general de Luka, além de conhecer o modo das patrulhas graças às informações de Neru.
E assim, num dia de chuva, lá pelas 4 horas da tarde o plano foi posto em pratica. Minha execução seria ao anoitecer, o que acontecia às 6 horas da tarde.
Uma verdadeira corrida contra o tempo, mas não havia escolha.
A mim, só restava me preparar para o pior, nem Neru sabia do plano louco deles, talvez realmente tenha sido melhor assim...
As horas iam passando e meu coração apertando. Ouvia passos no corredor ao mesmo tempo que os trovoes reluziam lá fora. A porta lateral, que dava para o jardim foi aberta, vi Len e sorri.
Len: tire suas roupas Rin.
RIn: por que? Como assim?
Antes que pudesse receber uma resposta ele tirou meu kimono. Não entendia nada. Então, me jogou suas roupas.
-Vista onee-chan, Meiko-san esta esperando do lado de fora. Vá rápido senão podemos ser descobertos.
-Len, não... você vai...
As lagrimas iam romper na minha face. Ele me abraçou.
-Viva... você merece um futuro e só você pode derrota-la.
Meiko entrou e me arrancou dos braços do meu irmão. Ela me levou no colo para arvore próxima. Foi o máximo que conseguimos ir sem chamar a atenção. Luka entrou no quarto com uma katana, e sorrindo disse.
-Hora de morrer, fedelha... Morra como aquele que você amou.
Ela desferiu o golpe...
Fechei meus olhos.
Meiko colocou a mão em minha boca para que ninguém me ouvisse soluçando e assim que a patrulha sumiu de vista, ela me levou para longe.
Mais uma pessoa foi tirada de mim.
O sangue escorreu novamente pelas mãos daquela mulher.
Ela pagaria.
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