Fullmetal Alchemist: After All
15 #14 - Aquilo que nós podemos chamar de Amor.
- Ah! Que cena mais linda! – Riu-se Kray ainda sem identificar seu rosto. – Pai e filho se reconciliando! Pena que não vai durar muito... Não é mesmo Aurora?
Aurora nada disse... Apenas materializou a sua foice, colocando-a por trás das costas, segurando com uma mão só.
- Guerreiros de Freiya... – Murmurou para Edward, Hohenheim.
- Esses caras se parecem com aquele homem que interceptou Ciel em Amestris. – Edward se posicionou devido a hostilidade de Aurora.
- Viemos aqui a mando de minha senhora! – Contou Kray ainda sem fazer nenhum movimento. – Viemos para tirar a vida de vocês.
Hohenheim ficou em silêncio, preocupado. Edward assumiu um olhar hostil e deu um passo a frente.
- Então volte até a sua senhora e diga que não entregaremos nossas vidas tão fácil.
Edward se posicionou para lutar. Sabia que não tinha vantagens numa pedra estreita como aquela, mas daria um jeito. Transmutou uma ponte que passava por cima dos dois inimigos, puxou o pai pelo braço e pisou na areia da praia de novo.
- O que faremos? Eles não parecem ser fracos. – Dizia preocupado o pai.
- Vamos enfrentá-los mesmo assim! – Respondeu.
Aurora apareceu na frente de Edward e tentou golpeá-lo com sua foice, mas o ataque foi esquivado. Edward rolou para o lado, enquanto seu pai rolou para o outro.
O alquimista de aço levantou rapidamente e esquivou dos outros ataques que Aurora desferia. Ela parecia não ter expressão alguma, simplesmente atacava com ataques rápidos e precisos; difíceis de esquivar, mas a partir do momento em que começou a se tornar repetitivo, Edward conseguiu parar a foice e com a sua força conseguiu tirar a arma das mãos da guerreira. Transmutou a arma em uma espada de lâmina larga e pesada com empunhadura para duas mãos. Ameaçou-a, visando vantagem por estar desarmada, mas a mesma estendeu as mãos para frente e duas foices pequenas apareceram. Rapidamente ela avançou para o ataque, dessa vez muito mais rápida e com ataques muito mais variados.
Edward era obrigado a recuar e defender, estava difícil manter o ritmo. Ela parecia não perder o fôlego e nem a expressão fria de seus olhos.
Hohenheim corria da pontaria perfeita de Kray, que usava um arco negro e longo com flechas com círculos alquímicos de explosão em suas pontas.
- Droga! Se eu for pego por essas flechas eu to perdido! – Dizia o homem, se escondendo atrás de montes de areia transmutados por ele mesmo.
- Se acha que vai escapar tão fácil assim, caro Hohenheim, é melhor parar de se iludir. – Dizia Kray mirando as flechas em direção do homem que era tão ágil quanto sua pontaria. – Meus olhos são tão bons quanto as suas pernas.
Hohenheim chegou na beira da praia e olhou para Kray, um tanto distante.
- Então você se considera um bom arqueiro? – Perguntou ironicamente. – Eu me considero um exímio alquimista!
Um enorme dragão de água cresceu atrás do homem. Não era muito visível na escuridão da noite, mas podia-se notar que o mesmo tinha em média uns vinte metros de comprimento. Ao movimento feito pelo braço de Hohenheim, o dragão avançou diretamente em Kray e uma barreira de areia protegeu o alquimista.
Aurora distraiu-se com o estrondo gigantesco e o baque oco e grave. Edward teve tempo de golpeá-la com a espada, cortando seus dois punhos, fazendo-a voltar toda atenção no alquimista.
- Acho que você não tem outra escolha... – Disse Edward se posicionando para atacar caso houvesse insistência.
Ela pela primeira vez naquele momento abriu um sorriso maldoso e começou a rir. Nisso um brilho surtiu de seus braços, e as mãos recriaram-se.
- Mas... – Gaguejou o loiro tentando compreender.
- Acho que você se enganou. – Sua voz era agressiva, porém ainda assim feminina.
Um vulto passou por cima de Edward e apareceu na frente de Aurora, de costas para o rapaz. Seus olhos eram frios por trás do turbante, segurava duas cimitarras dessa vez, uma em cada mão.
- Karsh! – espantou-se.
- Como se isso fosse resolver! – Aurora após desferir a frase desdenhosa, avançou primeiramente contra o guerreiro recém-chegado. Conjurou uma foice de lâmina longa e desferiu o primeiro golpe.
Mais rápido que a guerreira de foice, Karsh movimentou-se acrobaticamente por cima da mulher e ainda no ar contra-atacou atingindo-a nos ombros. A foice caiu no chão graças à ferida profunda nos tendões.
Era a hora oportuna para Edward. Levantou sua espada e correu contra Aurora. Jogou impulso com seu ombro, derrubando-a, e assim cravou a espada em seu estômago, fazendo-a gritar. Mas desse grito de dor, veio uma gemida de prazer.
- Como se isso fosse funcionar comigo, alquimista do aço! – Vociferou ainda extasiada pela dor que sentia.
Edward sem mudar a feição agressiva, prendeu os braços de Aurora com os pés e transmutou um círculo de transmutação na lâmina da espada ainda cravada no estômago da mulher.
- Isso não é humano! – disse pra si mesmo e afastou-se rapidamente.
A espada explodiu, erguendo uma enorme cortina de poeira. Karsh veio até ele tentando visualizar através da areia.
- Parece que acabou aqui. – disse o guerreiro para o alquimista. – Falta o outro.
Kray estava intacto após receber o ataque estrondoso de Hohenheim. Ele sorria e seus olhos brilhavam por trás dos pequenos óculos. Aurora estava de costas para ele, com uma foice em suas mãos. Havia escapado do último ataque de Edward.
- Mas como? – Karsh questionou admirado. – Aquele golpe teria causado um dano extremamente crítico!
- Eles são piores que os homúnculos! – O loiro rosnou, mostrando uma feição de raiva e desprezo.
- Diferente daquilo que vocês enfrentaram antigamente, nós não somos feitos de almas humanas, a partir da pedra filosofal. – Contou o arqueiro, conjurando outro arco. – Somos feito de energia negativa de Genesis, um poder infinito! Isso significa que somos imortais no sentido literário da palavra. Lady Freiya conseguiu sintetizar em cada um de nós fragmentos de cada emanação da Árvore da Vida!
- Resumindo... Somos seres feitos de material divino. – Aurora sorriu desdenhosamente.
- Se querem mesmo insistir e lutar, ótimo! Nós também somos incansáveis!
E ao terminar de falar, um circulo de transmutação apareceu em volta dos cinco indivíduos presentes ali.
- Mas que circulo é esse? – Perguntou Hohenheim. Notou que não vinha dos dois inimigos.
- Existe sim uma solução. – A voz veio de fora do circulo, era Flamel.
- Nicholas! – O homem ficou surpreso com a aparição do amigo.
- Vou mandá-los para a outra dimensão! – Anunciou. – Esses seres só podem ser destruídos lá!
Um enorme olho apareceu no meio do circulo onde se situavam os dois guerreiros de Freiya. E outras duas portas transmutaram-se na frente de Edward e Hohenheim.
- É seguro entrar? – Perguntou Edward sendo açoitado por rajadas de vento.
- Não se preocupem! Vocês já tem créditos com “Deus”. Vão!
Edward hesitou, reflexivo, mas só por alguns segundos. Foi o primeiro a entrar pela porta de pedra. Hohenheim olhou para o amigo e sorriu.
- Obrigado Nicholas.
- Nos veremos novamente, Hohenheim. Nos confins da Verdade, voltaremos ao um. – Disse sorrindo.
Hohenheim entrou para o outro lado e finalmente a porta se fechou. O círculo de transmutação continuou ali. Outro olho se abriu de frente para Nicholas Flamel.
- Acho que você quer algo de mim não é? – Perguntou o homem. – Então por favor, leve-me com você. Esse velho homem já viveu de mais... A troca equivalente desta vez, valerá tudo que tenho.
- Nicholas! – gritou Karsh. – Está ficando louco?!
- Karsh... Cuide bem deste lugar! Seus pais ficaram orgulhosos. Este velho já viveu muito... Hora de retornar ao meu devido lugar.
- NICHOLAS!
E antes que Karsh pudesse fazer algo, o corpo de Flamel se transformou em pura energia rubra e adentrou na pupila dos olhos da verdade.
O círculo desapareceu, e então os dois portões tornaram-se cinzas. Karsh suspirou, tirou a túnica que cobria o seu rosto, mostrando uma face jovial combinado ao seu olhar de tristeza. Deixou a brisa noturna acariciar o seu rosto e seguiu até a cidade, onde todos observavam de longe.
- Você foi um bom alquimista... E acima de tudo, um bom pai adotivo.
...
A imensidão branca era familiar aos dois alquimistas. Eles pareciam sozinhos ali por um momento.
- Eu achei que nunca mais iria pisar aqui de novo. – Dizia Edward observando aquele imenso “nada”.
- Flamel se sacrificou para que pudéssemos entrar sem a troca equivalente. – Contou Hohenheim.
- Faz sentido. – Comentou. – O que ele havia dito para mim não tinha sentido. Se voltássemos aqui da forma convencional, retornaríamos para o outro mundo com algo faltando em nossos corpos.
Dois vultos negros deram origem aos dois corpos de Kray e Aurora.
- Edward.
-…
- Não morra!
- Digo o mesmo pra você!
…
Ciel estava sentada na cama de seu quarto, abraçada ao seu travesseiro encostada à cabeceira. Seus pensamentos agora estavam em Edward e Hohenheim. Estava preocupada, já que existia uma grande probabilidade de intercepção de Freiya na missão deles.
Ela levantou de onde estava e foi até a janela da sala. Observou a cidade por um tempo. Estava silenciosa e calma, como costumava a ser durante a noite.
- Aqui tudo parece tão tranquilo... – Disse baixinho para si mesma.
- Ciel? – Maria apareceu coçando um dos olhos após um bocejo.
- Ah... Eu te acordei? – Perguntou envergonhada.
- Não. – A oficial sorriu se aproximando da garota. – Acordei com sede, ia até a cozinha pegar um copo d’água. O que faz acordada?
- Eu não consigo dormir. – Disse apreensiva. – Estou preocupada com os dois. Faz pouco tempo que eles saíram em missão, mas algo me diz que não está nada bem.
- Não se preocupe tanto, Ciel-chan. – Disse desviando-se para a cidade que dormia. – Esses dois são desordeiros... Mas sempre voltam pra casa. Lembro-me bem de tudo que aconteceu há quatro anos.
Ciel lembrou da cativo de Hohenheim, e da auto-confiança de Edward. Lembrou que ambos eram muito fortes de espírito e experientes com aquele tipo de assunto. Pouco a pouco, ela foi acalmando-se.
- Tem razão. – Disse por fim. – Eu tenho que confiar nos dois!
- Sim! Todos nós estamos aguardando.
Hohenheim... Volte vivo!
...
A luta árdua entre os quatro, mesmo agora de igual pra igual, cansava os dois humanos envolvidos.
Hohenheim não conseguia ficar próximo de Kray. Além de rápido em mirar e atirar, ele possuía uma agilidade muito grande.
- E então Teophrastus Bombastus Von Hohenheim? Consegue manter o ritmo? – Perguntou Kray enquanto continuava a lançar suas flechas.
- Da mesma forma que você conseguiu descorar meu nome completo!
Hohenheim transmutou uma mão gigante de pedra no meio do nada e esta seguiu Kray, que se esquivava perfeitamente. O arqueiro escalou a mão e deslizou pelo braço, saltando para o mais alto possível, lançando três flechas em direção de Hohenheim. Este usou o material que fora conjurado do nada para criar uma barreira.
- Ás vezes é bom ser uma pedra filosofal ambulante. – Comentou divertidamente enquanto preparava uma emboscada.
Edward, ao contrário de Hohenheim, tentava manter o máximo de distância sobre Aurora. Lutar desarmado contra uma ceifadora de agilidade sobre-humana era um trabalho difícil. Ao pensar nisso, tomou pela última vez distância da mulher. Quando ela se aproximou novamente, uniu suas palmas e segurou a arma. Uma carga elétrica chocou-se contra a mulher e esta foi arremessada longe. Edward transmutou a foice em uma lança e correu em direção da ceifadora, na intenção de não dar chances.
Mas antes que ele pudesse desferir qualquer ataque, ela já estava de pé, foi mais rápida, e antes que ele pudesse reagir, Aurora apareceu de costas para ele.
- Humilhe-se com a dor do passado. – Disse voltando a sua expressão séria.
Edward caiu ao chão por falta de equilíbrio, ainda sem perceber o que havia acontecido. Viu-se numa poça gigante de sangue e logo percebeu que não havia movimento de seu braço direito e de sua perna esquerda. E isso se dava por ele não ter mais nenhum dos dois ligados ao seu corpo. O corpo esfriou e ele sentiu a dor crucial invadir todo o seu metabolismo. Um urro de dor foi ouvido.
- Edward! – Hohenheim desviou-se de sua luta para olhar o filho e, ao vê-lo naquele estado sua reação, correu até lá.
- Volte aqui! – vociferou Kray. – Você estava lutando comigo!
O arqueiro lançou outra flecha, mas esta foi bloqueada por outra barreira. Aurora estava para dar o golpe final com sua foice. A adrenalina de Hohenheim subiu, ele não poderia deixar que Edward se fosse justo naquele momento.
- FIQUE LONGE DO MEU FILHO! – gritou o homem e nessa hora algo atravessou o pescoço de Aurora. Uma estaca de pedra transpassou sua traquéia de dentro pra fora. Ela ergueu-se um pouco com a boca aberta por onde um filete de sangue passou.
A estaca estava transpassada no meio de Aurora e a pendurava alguns centímetros do chão. Hohenheim havia empalado-a sem querer devido a sua fúria. Logo a estaca dentro da mulher se transformou em um pilar cheio de espinhos, destroçando-a. Sem dar atenção a isso, Hohenheim abaixou-se para ajudar Edward. Estancou e cicatrizou as feridas feitas. A essa altura o rapaz já estava inconsciente.
- Desculpe filho... Eu não posso lhe dar outra perna e outro braço. Preciso do pouco que tenho para um sacrifício maior.
- AURORA! – urrou Kray ao ver os pedaços da companheira jogados ao chão. – Hohenheim! EU VOU TE MATAR!
Kray preparou a flecha novamente, mas antes que pudesse lançá-la, Hohenheim foi mais rápido lançando dois projeteis de rocha nos olhos do Arqueiro. Atravessaram a lente dos óculos e atingiram os globos oculares. Nesse momento Kray apenas soltou um gemido de dor e abaixou o arco. Sangue escorreu de seus olhos feridos, e tudo ficou escuro.
- O que é um arqueiro sem seus olhos? – Perguntou Hohenheim sério.
Kray ajoelhou-se no chão e sorriu, e então começou a rir do nada e esse riso se tornou uma gargalhada.
- Hohenheim... Você é cruel. – Disse por fim.
E isso deixou o homem curioso, até o momento, eles estavam tentando tirar a sua vida e a de seu filho.
- Cruel?
O arqueiro conjurou uma ultima flecha e pegou o arco novamente. Mirou em Hohenheim, rastreando-o pelo som. Acertou a mira, mas não atirou a flecha.
- Não importa... Sabemos que você vai conseguir refletir sobre isso, um dia. No entanto... Não existe castigo pior do que um sonho não realizado... Apesar de ter o meu destruído a partir do momento em que você me cegou, agora que sei que não posso voltar mais atrás, não vou desejar o mesmo para você.
- O que quer dizer com isso?
- Nós... A elite de Freiya, vendemos nossas almas por um sonho. – Disse o rapaz. – O meu, pouco importa a você, mas saiba que nós já fomos humanos um dia. Todavia, nossa ambição falou mais alto. Agora que não tenho mais nada a fazer, da mesma forma que você não tinha nada a ver com os meus objetivos, eu também não tenho nada haver com os seus. Adeus!
Kray puxou forte a flecha e mirou para cima, lançando-a pra longe.
- Desculpe Treason, eu sei que vai me menosprezar pela minha inutilidade.
A flecha voltou ao seu dono, cravando-se no topo de sua cabeça, e assim Kray caiu morto no chão.
Hohenheim refletiu um pouco sobre aqueles guerreiros... Embora agora fosse muito tarde para compreendê-los, chegou à conclusão final de que realmente nunca existiu bem e mal, apenas motivos que levam as pessoas a praticarem aquilo que elas acham certo ou errado. Certo e errado, no entanto, são coisas abstratas e subjetivas.
- Enfim... – Disse olhando para o filho. – Acho que dessa vez você vai poder voltar... Alphonse.
Atrás do homem, a figura de cabelos tão longos quanto os de Edward, e os olhos ambarinos, que apesar de assemelharem aos do pai, lembrava a serenidade e a calma de sua mãe. O corpo estava nu, as unhas estavam compridas, e o corpo estava desnutrido e fraco.
- Acha que com essa forma eu sobreviveria, pai? – Perguntou Alphonse para Hohenheim.
- Eu vou te doar metade do meu metabolismo, talvez seja o suficiente. – Disse Hohenheim virando-se para o filho.
O rapaz parecia preocupado, mas podia ver firmeza e decisão vinda de seu pai.
- Tem certeza de quer realmente fazer isso? Não gostaria de viver conosco? Você foi um pai bastante ausente... Agora que voltou poderíamos viver em paz! – Sugeriu.
- Não... O mundo está em completo caos, Al. Este velho corpo não vai suportar muito depois que toda a pedra filosofal acabar dentro dele. – Explicou. – Um dos motivos de estar me sacrificando. Apesar de ser pai de dois grandes alquimistas, e querer vê-los evoluindo cada vez mais, é obrigação minha proteger o Todo.
- Pai...
- Mas eu fico feliz, Al. – Ele sorriu como raramente sorria. – Eu consegui demonstrar, uma vez na vida, o meu amor pelo um e minha proteção pelo todo. Eu posso ser considerado humano novamente.
Entre eles, a representação de “Deus” apareceu.
- O tempo corre no seu mundo, Hohenheim. – Advertiu.
- Sim... Eu já estou pronto. – Desviou-se novamente para Alphonse. – Vá até Xing, estude o Rentanjutsu. Talvez ele mostre algum resultado contra o que estamos lutando. – Desviou-se agora para Edward. – Foi bom lutar ao seu lado mais uma vez.
Um círculo vermelho apareceu entre a representação de “Deus” e o alquimista.
- Eu te ofereço todas as almas que estão dentro de mim, inclusive a minha. Mas tenho um favor a pedir.
- Não costumo atender favores, mas a sua oferta já é o suficiente, diga-me o que quer.
- Deixe que o meu corpo volte para o meu mundo, gostaria de ser enterrado como um humano.
Alphonse desviou o olhar, se segurando para não chorar na frente do pai depois de proferir tais palavras.
- Certo! Irei considerar e conceder ao seu pedido!
Com um movimento de mão, As almas de dentro de Hohenheim foram saindo e indo em direção de Genesis, que ficava ao longe de lá. Uma certa energia cobriu o corpo de Alphonse, que foi tomado por um calor confortante, como se fosse um abraço. Hohenheim caiu de joelhos e por fim, a última alma – a própria. – saiu.
Alphonse! Cuide bem de Edward...
O corpo de Hohenheim, antes de cair no chão, fora segurado pelos braços do rapaz. O corpo de Alphonse agora estava em bom estado devido à energia vital que Hohenheim lhe entregou. Deitou o corpo do pai com cuidado no chão, e caminhou até Edward.
- Nii-san...
Lembrou-se daquela vez em que teve que carregar o corpo de seu irmão todo ensangüentado até a casa de Pinako no começo de toda a história. Agora ele estava ali, prestes a voltar para o mundo em que tanto desejou estar novamente, carregando seu irmão debilitado pela segunda vez.
Como parte do sacrifício de Hohenheim um portão se abriu de frente para os dois e para o que restou do alquimista.
- Os levarei de volta pra casa... – Foi a ultima frase daquilo que todos chamavam de “Deus”.
Um brilho muito forte tomou os olhos de Alphonse e assim os três corpos e as duas almas, sumiram de lá.
- Humanos... – Dizia Deus. – Não existe explicação para tais ações... Então chamamos esses atos de: Amor.
...
Estou chegando... Trisha.
Notas finais
Então, o site ficou um tempo de manutenção e eu aproveitei pra escrever um pouco mais devagar, e agora devido a minha preguiça só postei o capitulo hoje.
Enfim, tenho algumas coisas a dizer ( Novidade né? Pois então.).
Esse é o penúltimo capitulo da fic, a continuação dela virá logo após em Fullmetal Alchemist: The Journey Continues. Resolvi dividir a fic em duas pois muitas mudanças ocorrerão após o décimo quinto capítulo.
Por favor galera @_@ qualquer semelhança no fim do capítulo com o fim do epi 63 é mera coincidência. Vi o 63 depois de escrever e notei algumas coisas parecidinhas.
Bom acho que é só... Até o epilogo de Fullmetal Alchemist: After All!
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