Full Moon
35 Minha
Notas iniciais

“I would have been happy to lie here forever, to never disturb this moment”
Bella, Breaking Down
“Por que tenho o pressentimento de que está me cheirando?!”
“Porque estou. Você não imagina há quanto tempo sonho em ter o meu cheiro misturado com o seu, desta forma.” Jacob murmurou, sem qualquer vergonha.
“Seu cheiro está em mim?”
“Por toda parte. É a mistura perfeita.” Ele riu. “Quando você chegou, cheirava a sanguessugas — provavelmente por ter estado na casa deles por tanto tempo -. Mas, agora, está livre. Consegui apagar todo resquício de vampiros. Não há nada além de você, e eu.”
Ele sorriu, orgulhoso, deitando sobre meu ombro, e depositando ali um beijo suave.
Sua menção ao cheiro de vampiro me fez lembrar de tudo que aconteceu em frente à minha casa, e de toda a conversa com Leah, mais cedo.
Fiquei tão enfeitiçada pelo momento, que apenas naquele momento notei que não havia mencionado o beijo roubado por Edward. Sendo sincera, aquele era o último assunto do qual queria falar, principalmente naquele momento tão perfeito; Era como se, mesmo estando sozinhos, algo estivesse tentando estourar nossa bolha de felicidade.
Havíamos acabado de ter nossa primeira vez juntos. Senti coisas novas, mágicas, e indescritíveis, e nossos corpos ainda estavam tão próximos um do outro que eu podia facilmente ouvir ambos corações batendo, quase em sincronismo.
Odiei perceber que seria eu quem iria destruir a atmosfera perfeita que havíamos criado.
“Por que está mordendo o lábio como se estivesse nervosa?” Seu dedo pressionou meu lábio inferior, fazendo com que eu o soltasse de meus dentes. Senti meu rosto esquentar, sabendo que ele podia me ler fácil até demais.
“Tenho algo pra te contar, mas… meio que não queria?!” Fui honesta, me virando de lado em seus braços, para poder acariciar seus cabelos curtos com minha mão livre. “Estar assim com você é tão mágico; não quero estragar o momento.”
Uma de suas sobrancelhas se levantou rapidamente, e eu soube que eu não havia o enganado com o meu tom relaxado.
“Aconteceu alguma coisa?”
Mordi o lábio mais uma vez, encarando seus olhos preocupados, e me sentindo chateada por ter roubado a doçura que havia neles, momentos atrás. Por um segundo, considerei apenas deixar o assunto para outra hora, querendo acreditar que talvez não fosse necessário que ele ficasse sabendo naquele exato momento, mas a expressão acusatória no rosto de Leah apareceu na minha mente.
Se eu não contasse, ela o faria; e iria aproveitar para distorcer toda a história, também.
Soltei um grande suspiro, me preparando para o que viria a seguir.
“O que está acontecendo, Bella?” Perguntou, impaciente. Notei, pelo tom de sua voz, que minha hesitação estava, apenas deixando-o mais preocupado.
“Bom… Uma coisa aconteceu, antes de eu vir aqui te ver, hoje.” Comecei, tentando juntar alguma coragem para continuar. “Inclusive, Leah viu tudo acontecer, então, se tiver alguma dúvida, poderia ver nas memórias dela, eu acho… Na verdade, eu preferia que você não visse nada daquilo, porque só vai te deixar mais bravo, e não quero que perca a cabeça por minha causa.”
Com cada palavra que saia de minha boca, eu podia sentir os músculos de Jacob enrijecendo contra meu corpo, deixando-o mais tenso a cada minuto que passava.
“Bella, que merda aconteceu?” Dessa vez, sua pergunta soou mais como uma demanda.
Engoli em seco, subitamente me sentindo muito menos corajosa do que pensei ser.
“Sabe quando, hm… Lembra que te contei que passei um tempo na casa dos Cullen?” Ele assentiu curtamente. “Então… Edward foi quem me levou pra casa.”
Jacob continuou a me olhar, sabendo que aquele não era o fim, e esperando que eu terminasse. Formulei, em minha mente, as palavras que queria dizer, enquanto continuava a observá-lo, cuidadosamente. Senti meu coração começar a bater forte em meu peito, e, subitamente, desejei colocar alguma distância entre nós, me sentindo envergonhada do que ele estava prestes a descobrir.
Minha boca estava tão seca, que as palavras acabaram presas em minha garganta, e eu hesitei, sem conseguir fazer com que saíssem.
“Ele te fez alguma coisa.” Jacob adivinhou, me surpreendendo. “Vi seus olhos inchados assim que saiu da caminhonete, e devia ter imaginado que algo aconteceu. O que foi que ele fez, dessa vez?"
Suas narinas se dilataram quando começou a respirar forte. Eu sabia que não demoraria muito mais para que seu corpo começasse a tremer, como um terremoto, então precisava dizer tudo de uma só vez.
“E-Ele meio que… me beijou.”
Nada poderia ter me preparado para a expressão que cruzou seu rosto. Foi como se eu o tivesse acertado no estômago, deixando-o sem ar, e fazendo com que toda a cor sumisse de seu rosto.
“É-É claro que eu não retribuí! Nós só estávamos conversando, e quando eu estava prestes a abrir a porta do carro-” Seu corpo inteiro começou a tremer, e pensei ser melhor não me aprofundar nos detalhes do ocorrido. “Mas não significou nada para mim! De verdade! O único motivo de estar te contando isso é que prometi ser honesta com você, porque, para mim, o beijo foi horrível! Não mudou em nada — nem por um milésimo de segundo — como me sinto por você.”
“Eu vou estragar tanto a cara do sanguessuga, que ele irá se arrepender de algum dia ter encostado um dedo em você.” He rosnou, se levantando de uma vez da cama, me pegando desprevenida.
Me levantei rapidamente, agarrando o seu braço em uma falha tentativa de impedi-lo. “Jake, por favor! Não faça nada que precipitado, eu-”
“Precipitado?!” He zombou, de costas para mim. “Ele se atreve a tocar em você, mesmo depois de todos os avisos que eu dei, e de você ter dito que não queria mais nada com ele! Não é como se não soubesse o que estava fazendo!”
“Pode até ser, mas se você começar uma briga… Se você atacá-lo, você sabe que os demais não vão ficar parados.”
Ele riu pelo nariz.
“E quem disse que isso é uma coisa ruim? Já faz um tempo que os meninos estão querendo alguma ação.”
Agarrei seu braço com ainda mais força. “Jake! Por favor! Eu… Eu me odiaria se soubesse que anos de paz foram destruídos por minha causa. Sei que você está bravo, mas não pode fazer isso!”
Apesar de não tentar sair do quarto, ele não se virou para mim. Seus ombros largos ainda estavam tensos, mas seu corpo já não tremia tanto quanto antes. Notei que ele parecia estar realmente tentando se acalmar.
“Se tem alguém com quem deveria estar bravo, sou eu, por não ter te ouvido. Dei a ele a oportunidade, mesmo sem querer. A culpa é minha por ter me colocado naquela situação.”
“Culpa sua? Não seja idiota, Bella. Ele provavelmente sabia muito bem o que estava fazendo.” Ele resmungou, se virando para mim. “Eu não ficaria nada surpreso se tivesse feito de propósito, tentando fazer com que eu perdesse a cabeça e estragasse tudo. Não seria a primeira vez, se lembra?”
“Se for isso, ele não poderia estar mais enganado. Aquele beijo só me fez perceber — ainda mais — que é você quem quero.” Declarei, passando meus braços ao redor de sua cintura, abraçando-o contra mim.
Enterrei o rosto em seu peito nú, aspirando seu cheiro amadeirado. Logo, seus braços também estavam ao meu redor, e o senti beijar o topo da minha cabeça.
Distraída com a discussão anterior, acabei ignorando que ambos estávamos sem algumas peças de roupa durante todo aquele tempo. Agora, porém, com seus braços musculosos me envolvendo daquela forma, não pude deixar de notar a forma — meio indecente — como nossos corpos se uniam.
“Jake… Eu não te contei isso para arrumar uma briga. Contei porque quero que confie em mim, e saiba as coisas pela minha boca, e não pelos outros. Esses últimos dias, em que ficamos longe um do outro, só me fizeram ter ainda mais certeza do que eu quero para a minha vida.” Eu apoiei o meu queixo em seu peito, olhando para o seu rosto. “Me desculpa por ter hesitado.”
Sua mão passou por meu rosto, removendo alguns fios de cabelos que caiam em meus olhos, e então parou na lateral do meu queixo. Não pude deixar de aninhar meu rosto em sua palma.
“Você não tem que se desculpar.” garantiu, soltando um longo suspiro. “Ele pode tentar o que quiser, mas nunca vou deixar alguém te tirar de perto de mim.”
Eu sorri, feliz por ver o olhar doce de volta em seu rosto… Mesmo não estando tão doce, assim.
“Eu vou te fazer tão minha, que nem ele, nem ninguém, irá poder sequer pensar em te tocar.” Prometeu, mordiscando o lóbulo da minha orelha, e fazendo arrepios correrem por todo o meu corpo.
De todas as promessas que Jacob havia feito, aquela era a minha favorita.
***
Cheguei em casa pouco antes das dez da noite, e não precisei fingir que estava cansada demais para uma conversa com Charlie. Caí no sono e, durante todo o caminho de volta para Forks, dormi nos braços do meu lobo, enquanto ele dirigia até a minha casa. Dizer que ele havia acabado com a minha energia era pouco.
“Como foi com Jacob?” Perguntou Charlie, visivelmente curioso. Tentei manter uma expressão neutra em meu rosto.
“Deu tudo certo. Desculpa por chegar tão tarde.” Respondi, enquanto caminhava lentamente até as escadas. “A conversa foi mais longa do que eu esperava.”
“Se vocês se acertaram, é isso que importa.” Ele deu de ombros, cruzando os braços sobre o peito.
“Obrigada por tudo pai.” Disse, parando em frente a escada para observá-lo. Notei as olheiras que tinha sob os olhos. “Não sei o que eu faria sem você.”
“É o meu trabalho, Bella.”
Imaginei que aquela era a sua versão de “Eu te amo”, então sorri, antes de me virar e subir as escadas em um passo moroso, sentindo que, no dia seguinte, os músculos de meu corpo, provavelmente, estariam doloridos. Minhas bochechas coraram quando pensei no motivo de toda a exaustão, e ainda mais quando lembrei de todo o “exercício” que fizemos naquela noite.
Eu me sentia estranhamente envergonhada ao pensar sobre tudo que havia acontecido, mas, ao mesmo tempo, toda vez que me lembrava, não podia deixar de sentir uma sensação quente me tomando por dentro. É assim com todo mundo? Questionei internamente. Mesmo depois de todo aquele tempo juntos, eu ainda não conseguia parar de pensar em Jacob.
Entrei no banheiro, tirando as minhas roupas rapidamente, ansiando por um banho quente. No reflexo do espelho, pude ver as marcas vermelhas que Jacob havia deixado em minhas coxas, quando apertou-as um pouco mais forte. Engoli em seco, lembrando — novamente — da sensação de ter suas mãos grandes me apertando, de maneira tão íntima.
Acabei abrindo a água do chuveiro no frio, tentando esfriar meu corpo, que parecia ter voltado a ferver, quase como se estivesse prestes a entrar em combustão instantânea.
Enquanto me ensaboava, não pude deixar de notar que ainda havia um pouco do líquido de Jacob entre as minhas pernas, apesar de ter me limpado brevemente em sua casa, antes de ir embora. Subitamente, me senti grata por minha mãe ter insistido que fosse ao médico, algumas semanas antes, e que tivesse começado a tomar a injeção anticoncepcional.
Com a sorte que eu tinha, não me surpreenderia se acabasse grávida logo na minha primeira vez. Somente pensar em ter um bebê aos dezoito anos me fez ter arrepios. E não! Não digo isso no bom sentido.
A força em minhas pernas era tão escassa, que o banho acabou não durando tanto tempo quanto eu esperava. Me enrolei na toalha, espiando o corredor para ter certeza que Charlie não estava por perto, antes de correr para o meu quarto.
Encontrei Jacob deitado em minha cama, com as mãos apoiadas atrás da cabeça e os olhos fechados. O pequeno sorriso em seus lábios deixava claro que o mal estar de antes, havia desaparecido.
Pesquei meu pijama na cômoda, e — aproveitando que seus olhos ainda estavam fechados — me troquei rapidamente.
“Você está dormindo?” Perguntei, sussurrando.
“Nop, estava apenas esperando por você.” Disse, abrindo os olhos no exato momento em que terminei de vestir o shorts. Um sorriso safado tomou conta de seu rosto, e eu fingi que não o vi.
Ele abriu os braços, me convidando para me deitar ao seu lado, e eu fui de bom grado. Depois de tantas noites juntos em meu quarto, havíamos encontrado um jeito perfeito de deitarmos juntos na cama pequena, de modo que ambos ficassem confortáveis. Se desconsiderarmos o fato de Jacob ainda ficar com parte do corpo para fora da cama, e de eu ter quase caído no chão algumas vezes, enquanto dormia.
“Jacob, eu estava pensando…” Comecei, me ajeitando em seus braços, sentindo seu aroma delicioso me envolver. “Você acha que Charlie vai me colocar na cadeia se souber o que nós fizemos?”
“Cadeia? Nós fizemos amor, Bella. Não assaltamos um banco.”
Eu tive que segurar a risada. “Mas você não tem dezesseis anos? Eu acho que quebrei a lei ou algo do tipo, influenciando um menor de idade e tudo mais.”
Dessa vez foi impossível segurar a gargalhada ao ver o olhar de desgosto em seu rosto. Abafei o riso com o travesseiro o melhor que eu pude.
“Primeiramente, engraçadinha, você — melhor do que ninguém — deve saber que a idade de consentimento para esse tipo de coisa, no estado de Washington, é dezesseis.” Acusou, não parecendo nada feliz com a minha brincadeira. “E além do mais, posso ter dezesseis no papel, mas ninguém que olhasse para mim acreditaria nisso.”
Ele apontou com a mão livre para seu corpo, indicando todos os seus dois metros de músculos. Ele era tão grande, que os seus pés sempre ficavam para fora e, sem dúvidas, não tinha mais nenhum traço de garoto em seu rosto, tendo a mandíbula tão marcada daquela maneira.
Jacob sabia que era gostoso.
Eu pigarrei.
“Só porque parece ter, o que? Vinte anos? Ainda não significa nada, se na certidão só tem dezesseis.”
“Na verdade, vinte e três.” Ele me corrigiu, e eu o encarei, sem entender. “Meu corpo é de vinte e três anos. Essa é a idade que nossos corpos aparentam, quando param de crescer.”
Aquilo me fez parar por um minuto, tentando absorver o que ele havia acabado de dizer. Me sentei na cama, me afastando dele e me sentindo, subitamente, claustrofóbica.
“P-param de crescer? Tipo imortais?” perguntei, minha voz soando um pouco mais histérica do que eu gostaria. “Está me dizendo que vai ficar assim, gostoso, para todo o sempre, enquanto eu me torno — a cada dia que passa — uma uva passa?”
Foi a vez de Jacob de enterrar o rosto no travesseiro, tentando abafar suas gargalhadas. Para mim, é claro, não havia a menor graça. Como o mundo poderia ser tão injusto?!
“Então foi isso que você quis dizer sobre Quil esperar pela Claire? Ele nunca vai envelhecer…” Murmurei, mais para mim mesma do que para ele, chocada com a conclusão daquela linha de pensamentos. Claire teria uma vida perfeita, com Quil sempre ao seu lado, desde a infância…
“Espera, você só percebeu isso agora? Eu já te falei sobre isso, antes. Você é muito inocente, sabia?” Perguntou, zombando do modo como aquilo me pegou de surpresa. Cruzei os braços sobre o meu peito, decidindo, naquele momento, que o faria pagar por aquilo.
Coloquei minha melhor expressão séria no rosto.
“E o que vai fazer quando tivermos nosso bebê? Vai deixá-lo ver a mãe envelhecer, enquanto o pai fica todo lindão? Como isso vai afetar o psicológico dele?!”
“Não é como se precisássemos nos preocupar com isso por, pelo menos, alguns anos.” Respondeu, dando de ombros. “Além disso, quando aprender a me controlar melhor, posso parar de me transformar e voltar a envelhecer.”
Eu não deixei o alívio que senti transparecer em meu rosto, decidida a fazê-lo sofrer um pouco, pois, apesar de tudo, ele ainda havia zombado de mim.
“O que você quer dizer com alguns anos?” Perguntei, inocentemente. Deliberadamente, coloquei a mão sobre a minha barriga, acariciando-a. “Depois de tudo que fizemos hoje, tenho certeza que teremos uma surpresa em algumas semanas.”
Jacob se sentou tão rápido na cama, que eu quase caí para trás. Se ele não tivesse me segurado, no último segundo, eu teria, definitivamente, me esborrachado no chão.
“Bella, você não pode estar falando sério!” Ele exclamou, assustado, sem nem tentar conter o tom de sua voz. “Nós só fizemos duas vezes, não é possível que você já esteja grávida.”
“Devia ter pensado nisso antes de não usar proteção alguma.” Empinei o nariz. “Não importa se foi uma ou duas vezes, quando está feito, está feito.”
O silêncio que se seguiu foi tão grave que tive que me esforçar muito para continuar o teatrinho. Eu nunca havia visto Jacob tão em pânico, antes.
“Bella…” Ele pegou minha mão, me virando para ele. Seus olhos, subitamente, se tornaram muito sérios. “Você está falando sério mesmo? Você acha que está…”
Sua voz começou a morrer, sem terminar a frase, e eu dei de ombros. “Por que não estaria? Você sabe — muito bem, devo dizer — como os bebês são feitos.”
Ele passou a mão pelos cabelos, levantando da cama devagar. Eu o assisti andar de um lado para o outro em meu quarto, em completo silêncio, enquanto eu tentava segurar a risada.
“Eu… Eu preciso arrumar um emprego. Tenho certeza que se eu falar com o Larry, ele me deixa ajudar na oficina dele…” O ouvi murmurar para si mesmo. “Billy não vai se importar, mas Charlie provavelmente vai ser um problema; isso se não decidir me prender. Até juntar dinheiro, você teria que mudar para o meu quarto, mas onde o bebê poderia ficar? Eu teria que juntar o suficiente antes do nascimento…”
Naquele momento, vendo o quão sério ele estava levando tudo aquilo, decidi que havíamos atingido o limite. Parei em frente a ele, tomando seu rosto entre as minhas mãos.
“Eu estou brincando! Não estou grávida; estou tomando anticoncepcional há algum tempo.” Eu ri. “Mas é bom saber que você levaria tudo a sério, se fosse verdade.”
Jacob me encarou desacreditado por um longo momento, antes de se desvencilhar de minhas mãos, e se jogar de costas na cama, frustrado, apoiando um braço sobre o rosto.
“Você não pode fazer esse tipo de coisa, Bella.” grunhiu. “Eu não tenho o coração bom o suficiente pra esse tipo de stress.”
Sentindo pena de seu sofrimento, subi na cama e passei uma perna sobre ele, sentando em seus quadris, e tirei seu braço de cima do rosto.
“Me desculpa, Jake.” insisti, fazendo um biquinho. “Você ficou tirando sarro de mim. Eu vi a oportunidade, e não pude deixar de lado.”
Ele passou o braço ao meu redor, me aninhando em seu peito, porém, ainda com uma carranca em seu rosto.
“Quem te ensinou a ser assim? Não me lembro da minha Bella sendo assim, tão vingativa.”
Eu ri. “Um certo lobo esquentadinho.”
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