Notas iniciais
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Três anos depois.

Bella POV.

Mesmo tendo se passado três anos, eu mal conseguia conter o sorriso enquanto observava tudo o que tinha na caixa diante de mim.

Eram tantas lembranças! Por mais que eu já as tenha visto mil vezes, eu continuava, todos os dias, pegando e admirando tudo o que tinha ali: os cartões que Edward me mandara, uma cópia do e-mail, fotos nossas do casamento, fotos de nossa lua de mel, nossa vida de casados, minha primeira gravidez, o nascimento do Anthony. Tinha, também, o primeiro sapatinho de nosso filho, branquinho, porque na época não sabíamos o sexo...

Limpei as lágrimas de felicidade que escorriam de meus olhos.

Deitada na minha cama e na de Edward, em nossa casa, eu sorria bobamente a todo o momento.

Eu gostava de ter esses momentos. Eu estava grávida novamente, de nove meses – nossa menina poderia nascer a qualquer momento –, e de licença médica. Então, como Edward não me deixava fazer nada, eu ficava a maior parte do tempo na cama.

Sorri imensamente ao ver uma foto minha, instantes antes de entrar na igreja, segurando o buquê com as diversas flores. Todas que Edward havia me mandado. Eu me lembrava de olhar diversos buquês, mas nenhum parecia perfeito para aquele momento. Então, quando tive a ideia de unir todas as flores... Sorri. O buquê era das mais variadas cores e dos mais variados tipos de flores. No meio dele, uma única tulipa vermelha.

E, às vezes, fico imaginando o que seria de minha vida se eu tivesse me casado com Clark. Eu nem tivera mais notícias dele, assim como Edward não tivera mais notícias de Jully.

Respirei fundo, recusando-me a pensar em Jully e Clark.

Passei para a próxima foto, rindo ao ver Alice segurando meu buquê. Ela o tinha pegado quando joguei, e eu tive a certeza, mais do que nunca, que minha melhor amiga seria feliz. Ela merecia isso.

Despertei-me de meus devaneios ao ouvir passos na sala de nossa casa. Calmamente, coloquei tudo na cama, e me levantei – com um pouco de dificuldade por causa da barriga. Saí do quarto e desci as escadas, sem conseguir conter o sorriso ao ver meu Anthony, completamente sujo, contando animadamente algumas coisas para Emmett.

- Ei, Emm – ri. – Ei, filho.

Tentei me abaixar o máximo que pude e abracei meu pequeno filho de três anos. Anthony tinha os cabelos e olhos castanhos. O resto, nariz, formato da boca... Ele era completamente parecido com o pai.

- Mamãe! Eu fiz tlês gols. – Mostrou-me os dedinhos, animados.

Eu me sentei no sofá, puxando-o comigo, enquanto ele me contava como tinha sido o dia na escolinha de futebol. Eu ainda achava muito cedo, mas Emmett, meu pai, meu sogro e Edward, acabaram por me convencer. Então, Emmett, como também tinha que levar o Thomas, que já se encontravam com quase cinco anos.

- Onde está o Thomas? – indaguei a Emmett.

- Ele está um pouco gripado – disse. – Rose achou melhor que ele não fosse a escolinha de futebol hoje.

- Ah, sim. Não precisava ter ido buscar o Anthony. Eu poderia ter ido.

- Aham, sei – revirou os olhos. – Você está grávida, Bella. Não sei como conseguir convencer ao Edward de ficar aqui sozinha.

Ri. Fora difícil, mas eu prometi a ele que atenderia ao telefone toda vez que tocasse. Se, eu não atendesse no terceiro toque, Edward viria correndo para casa.

- Obrigada, Emmett – disse. – Eu até levantaria e lhe daria um abraço, mas a situação aqui está meio que complicada.

Ele riu.

- Não se preocupe. Enfim, quer que eu fique com você até Edward chegar?

- Não precisa, sério – revirei os olhos. – Prometo que irei ficar quietinha, com esse meninão aqui.

Fiz cócegas em Anthony, deliciando-me por escutar suas risadas. Emmett se despediu de nós dois e saiu de casa.

- Vamos subir, filho? – perguntei.

Subi com Anthony, bem devagar, e segui até o seu quarto. Separei uma roupa para ele, e assim que terminei, mordi o lábio inferior.

- Se eu te der banho, seu pai me mata – suspirei. Eu teria que me abaixar, fazer força, e Edward iria brigar comigo, tenho certeza disso. – Então, vou deixar você jogar um pouco de videogame, ok?

Liguei para a babá e pedi que ela fosse até lá para me ajudar. Ela chegou em questão de minutos. Bree era uma boa moça.

- Pode dar banho nele, Bree? – perguntei. – Eu até faria isso, mas já estou com nove meses, e...

- Tudo bem – riu. – Eu vou dar banho nele, preparar algo para ele comer e colocá-lo para dormir.

- Obrigada – sorri. – Sei que hoje é seu dia de folga, mas...

- Não se preocupe – insistiu. – Mesmo.

Edward ligou alguns minutos depois, dizendo que iria se atrasar um pouco. Ele ficou bem mais aliviado quando eu lhe disse que Bree já tinha dado banho no Anthony e agora estava dando algo para ele comer.

- Vou chegar daqui a meia hora, mais ou menos, amor – disse-me. – Vá se deitar, ok? Não quero você se esforçando. E nada de ficar subindo e descendo as escadas toda hora.

- Claro, papai – ri.

Conversamos por mais alguns minutos e logo Edward desligou. Anthony dormiu pouco depois das oito da noite, e eu dei um beijo na testa de meu filho, antes de seguir para o meu quarto.

Separei uma camisola larga, assim como roupas íntimas, e segui para o banheiro. Tomei um banho longo e relaxante, e, depois me vesti.

Estava prestes a deitar, quando senti vontade de comer mamão com açúcar.

Segui até a cozinha, e enquanto comia, lembrei-me de quando contei a Edward que estava grávida pela segunda vez...

Flashback

Eu já estava desconfiada. Os enjoos, as tonturas, o sono... Mas mesmo assim fiz o exame. E, quando vi o resultado, sorri.

Tinha certeza de que Edward ficaria imensamente feliz ao descobrir que seríamos pais de novo. Ele vivia me dizendo que queria muito uma menininha.

Então, naquela noite, Anthony foi dormir na casa de Rosalie e Emmett.

Preparei um jantar, e pedi a Edward que chegasse mais cedo. Sorri.

- Oi, amor – deu-me um selinho. – Algum problema?

- Hmmm... – ri. – Fiz um jantar para nós dois.

Ele sorriu lindamente. Comemos enquanto conversávamos, ríamos, contávamos como nosso dia fora. Ele pareceu estranhar quando eu lhe disse que o Anthony estava dormindo na casa de Emmett e Rose, mas não disse nada.

- Então, tenho algo para te contar – disse, assim que terminamos.

- O que? – perguntou, acariciando meu rosto.

Sorri ainda mais, fechando os olhos. Era incrível. Incrivelmente incrível. Mesmo depois de tudo o que passamos, mesmo depois de já casados, eu me sentia cada vez mais apaixonada por Edward.

E tinha certeza de que esse amor, essa paixão, só aumentaria com o tempo.

- Eu estou grávida – sorri, abrindo os olhos.

Vi seus olhos brilhando, e o sorriso em seu rosto aumentar. Ele contornou a mesa e me abraçou forte.

- Obrigado, Bella – murmurou. Seus lábios vagaram para meu pescoço e pararam em meu ventre.

- Eu te amo – sussurrei.

- Eu também, meu amor – sorriu. – Amo muito.

Fim do Flashback.

Senti mãos em minha volumosa barriga e sorri.

- Boa noite – disse, apenas.

- Boa noite, meu bem. – Ele parecia extremamente cansado. – Mamão, Bella?

- Desejos, ok? – ri. – Fale com sua filha. A culpa é dela.

- Hmmm... – murmurou, passeando seus lábios pelo meu pescoço. – Como vão as mulheres de minha vida?

- Cansadas – bocejei. – Nossa filha me chutou o dia inteiro. Não vejo a hora de ela nascer, sério.

- E cadê o nosso rapazinho?

- Dormindo. Quer que eu prepare algo para você comer?

- Não, Bella, não precisa.

Ele comeu alguma coisa, recusando-se a deixar que eu preparasse algo. Depois, ajudou-me a subir as escadas.

- Vou tomar um banho rápido, meu bem – disse. – Já volto.

Assenti, sorrindo. Senti uma pontada forte nas costas e respirei fundo, sentando-me. Edward logo voltou, e eu tentei dormir, mas eu comecei a sentir as pontadas. Elas pioravam cada vez mais.

- Ai... – murmurei.

Edward, imediatamente, acordou.

- Bella?

- Edward... – sussurrei em meio a dor. – Acho que está na hora.

Edward POV.

Mais uma vez no hospital.

Anthony ficara na casa de Rosalie e Emmett, com Thomas e Carrie – a filha de Jasper e Alice – e as babás deles, claro. Todos os parentes já estava aqui também, esperando pelo nascimento da nova Cullen.

Eu estava com Bella, enquanto ela apertava minhas mãos com força, quando vinha uma contração. Nossos pais, irmãos e cunhados estavam na sala de espera.

Anna logo apareceu, dizendo que Bella já estava com dilatação o suficiente. Pediu que ela fizesse força, e eu fiquei ali, somente deixando que ela esmagasse minha mão.

A emoção tomou conta de mim completamente quando ouvi o choro de minha filha. Cortei seu cordão umbilical e levei-a até a Bella, sorrindo imensamente.

- Nossa menina – murmurei, minha voz embargada.

- Sim – sussurrou. – Qual o nome daremos a ela?

- Gosto de Brenda – ri. – E ela tem cara de Brenda.

- Brenda... – murmurou. Nossa filha abriu os olhos, verdes, iguais aos meus. – Parece que ela gostou.

- Brenda – concordei.

Logo a enfermeira veio pegar nossa garotinha. Mais uma vez, sorri para Bella, beijei-a, e pedi que ela descansasse.

- Eu te amo – dissemos juntos.

Agora minha família estava completa.

-xx-

Um ano depois.

Bella POV.

Estávamos todos felizes, comemorando o aniversário de um ano da Brenda. Ela tentava correr, acompanhando os primos, mas ainda era muito nova, então nós não deixávamos que ela ficasse muito longe.

Brenda era a cópia de Edward. Herdara somente alguns traços meus, mas os olhos, cabelos, personalidade, nariz... Era de Edward.

Na hora de cortar o bolo, foi uma bagunça total. Ela levou a mão ao bolo e lambuzou o meu rosto e o do pai também. Todos os presentes riram de nós. Alice, grávida de um casal de gêmeos, tirou fotos.

Mais tarde, eu estava deitada na cama, Brenda ao meu lado, enquanto Edward tomava banho. Tentava fazê-la dormir, mas ela ainda estava bem agitada. Anthony, que correra o dia inteiro, tinha dormido praticamente assim que Edward o colocou na cama.

- Dorme, anjinho – murmurei, bocejando.

Edward logo saiu do banheiro, vestindo apenas uma calça de moletom. Sorri para ele.

- Ela ainda não dormiu? – indagou-me.

- Não – revirei os olhos. – Ela é bem teimosa. Não sei quem puxou.

- Tem certeza? – ergueu uma sobrancelha. – Tal mãe, tal filha.

Ri.

- Esperem aí um minuto – disse.

Edward saiu do quarto por um minuto e logo voltou, carregando um buquê de tulipas vermelhas nas mãos.

- Para as mulheres de minha vida – sussurrou. Beijou-me delicadamente e beijou a testa de nossa filha, que já fechava os olhos, bocejando.

- Obrigada – sorri.

- Vou colocá-la no quarto dela e já volto, ok?

Assenti levemente. Edward a pegou no colo e saiu.

Levantei-me mais uma vez e segui até a caixa de recordações. Peguei uma foto de nós quatro, em um parquinho, e sorri.

Minha família.

Meus amores.

Não demorou muito e logo senti as mãos de Edward em minha cintura, puxando-me para ele.

- Vendo essa caixinha de recordações de novo, Bella? – riu em meu pescoço.

- Eu gosto – dei de ombros. – É incrível como passamos por tanta coisa, não é?

- Sim. – Seus lábios passeavam pelo meu pescoço, provocando arrepios. – E é incrível como eu me apaixono a cada dia mais por você.

Virei para ele e o abracei.

- Eu te amo tanto – sussurrei. – Não consigo imaginar minha vida sem você.

- Eu também, meu amor – disse. – Eu também.

Amamo-nos intensamente. E, depois, enquanto estávamos abraçados, curtindo o calor de nossos corpos, as respirações ofegantes, pensei em tudo o que tinha acontecido em minha vida.

Foi um círculo. Conheci Edward e ele me magoou muito. E, depois, provou que mudara, que amadurecera, e que era apaixonado por mim. Mas eu acho que, no fundo, eu sempre soube. Sempre soube que ficaríamos juntos.

Tantas coisas aconteceram. Tantas voltas, reviravoltas, lágrimas... E, depois, o círculo se completou. Não existe Bella sem Edward, assim como não existe Edward sem Bella.

Nós nos completamos. Nós nos encaixamos perfeitamente.

Sempre teríamos nossas desavenças, nossos problemas, mas eu sei que nosso amor – que foi capaz de superar tanta coisa – vai conseguir vencer tudo.

Somos um círculo. Somente com nós dois, o círculo consegue ser completo.

Onde o início, meio e fim, somos nós dois.

Nós dois e nossa família.

THE END.

Notas finais
n/a: É. Fim. Fim mesmo. Nem sei por onde começar, nem o que dizer... É inacreditável. Depois de tantas reviravoltas, tantos capítulos, tanto sofrimento... Fim. É. Ai, Gosh D:. Palavras são insuficientes para expressar como me sinto. Não sou capaz de agradecer a vocês, mesmo, por tudo. Por ter permitido que a Full Circle chegasse aqui, que ela chegasse a ter tantos reviews, tantos leitores... É graças a vocês, amores. Sim. E quero agradecer por tudo, tudo mesmo. Cada xingo, cada ameaça de morte, cada um que recomendou, cada usuário notificado, cada review, cada um de vocês. Mas gostaria de, especialmente, agradecer a beta. Friida Cullen. Sem ela, provavelmente eu não estaria aqui. Ela me ajudou muito, mesmo, e eu não sei como agradecê-la por ter sido essa beta maravilhosa, como ela sempre é. Por isso, decidi que a filha desse casal, nessa fanfic tão especial, teria o nome dela. Brenda. E, decidi também, terminar a Full Circle no dia do aniversário dela, dando esse epílogo a vocês e a ela, como forma de presente. Eu amei, muito, escrever essa história. E, espero de coração, que vocês tenham gostado dela. Eu amo vocês, queridos. Vemo-nos por aí, com mais histórias. Queria falar mais, mas estou tão emocionada que acho que sou incapaz de dizer qualquer coisa no momento. Só... obrigada. Por tudo. Kisses, Deh C. / FELIZ ANIVERSÁRIO, FRIDA! n/b: [AAAAAAAA] Ok, vamos por partes. Primeiro: eu não acredito que FC acabou. Segundo: quero agradecer a cada um que comentou. Terceiro: obrigada, Deh, por me chamar por ser beta e pelo maravilhoso presente de aniversário. E quarto: eu estou chorando. Gente, estou tão em choque... que não sei o que falar. Sinceramente. Então, obrigada, de verdade. Mil beijos :* Frida Cullen Postei uma one-shot nova, amores: http://fanfiction.nyah.com.br/historia/102640/Tudo_Por_Acaso

Espero vocês lá!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!