Notas iniciais
Desculpa pela demora, tava procurando uma adaga que se assemelha-se a da minha imaginação... pelo visto terei de desenha-la... bom vou por uma semelhante a que eu imaginei ser a adaga da Aravis. bom, essa e simples e a que eu imaginei ( se bem que eu não a descrevi na fic) era simples com umas inscrições desconhecidas para qualquer menos para a Aravis, bainha de couro, com detalhes azuis... bom boa leitura *w*

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Depois da noite agitada, Will deixou a moça em um dos quartos e o outro para Halt descansar, ficou na sala e quando o dia raiou preparou café da manhã. Na mesa tinha pães frescos, geleia, frutas, mel, leite, carne assada e café (este não poderia faltar). Quando terminou de preparar o café Halt apareceu.

-- E a garota? – Halt perguntou, enchendo uma caneca com café e acrescentando em seguida mel.

-- No quarto. Deixei lá um café da manhã, me parecia exausta.

Com vistas embaçadas, Aravis não conseguiu destingir onde estava. Depois de alguns momentos olhando para uma bandeja, na cornija da lareira, lembrou- se dos acontecimentos da noite anterior. Ficou surpreendida pela perspicácia do jovem arqueiro, não sabia se confiava na figura jovem, mas o amigo, mais velho, apesar de carrancudo, inspirava segurança e tinha o respeito do jovem.

Depois de provar as especiarias da bandeja, observo a cabana simples que parecia ser do jovem, estranhou, pois um jovem como ele ou era casado é já possuía esposa ou poderia ter pais comerciantes, o que explicaria a ausência deles. Não era comum, rapazes morarem sozinhos, deveras em lugar como aquele, desabitado por vários km.

Na sala viu que os dois conversavam, não queria atrapalhar ou bisbilhotar, não lhe interessava muito oque os dois tratavam se fosse dela ou não.

-- O que e isso?—a garota chegou de forma silenciosa mais não surpreendeu os arqueiros de ouvidos apurados.

-- Café, nunca provou?—disse Horace que acabava de entrar e se espantara com a bela moça que estava dentro da cabana do amigo arqueiro.

-- Horace!—exclamou Will, que já percebera a chegada de alguém pelo aviso que os cavalos emitiam.

-- Festinha particular Will e você nem me convida?—disse Horace com tom de graça, enquanto dava um grande abraço de urso no pequeno arqueiro-- Pensei que já estaria em Araluen Halt.

-- Imprevistos!— Halt disse entre o intervalo de uma golada de café e outra.

-- E ela?—indagou Horace.

-- Laura. –disse a garota quase que de imediato.

-- Laura você e o que de Will?

-- Hóspede, eu a encontrei desmaiada não muito longe daqui—esclareceu logo Will, ele teve a leve impressão de que Horace se interessou pela bela moça. A garota era bonita, tinha um rosto de determinação o que a fazia ser atraente, de certa forma, era magra mais tinha suas curvas, poderia ter sido uma garota mais forte do que agora e que perdera muito do seu peso para um tempo de descuido para consigo mesma (dava para se perceber que a garota tinha modos à mesa, tinha porte fino, poderia ser uma moça dotada, em disfarce, o algo do tipo) isso ele ainda iria descobrir.

-- Horace conte as novas a Will—Halt disse antes que Horace fizesse mais perguntas, que ele e Will não poderiam explicar.

Os dois perceberam que Halt queria ficar a sós com Laura. Depois da saída dos dois para os estábulos, Halt esperou que Laura terminasse de experimentar o café. Desconfiava que a moça não confiasse ainda neles, ainda mais com a chegada inesperada do guerreiro que a fez ficar ainda mais na defensiva, tinha certeza que a jovem não se chamava Laura.

-- O que achou?

-- A que se refere, ao café?

-- Sim Laura— respondeu Halt dando uma leve entonação no suposto nome da moça, não queria recuá-la e sim da a ela a oportunidade de contar a verdade, assim também mostrar que ele não seria enganado facilmente.

Entendendo o pequeno recado, deu uma ultima golada demorada, “Laura” olhou para Halt a espera da pergunta que o experiente homem iria fazer. Sabia que este era astuto e já sentia confiança no velho arqueiro de cabelo desgrenhado. Começava a sentir confiança em Will, mas sabia que quem poderia a ajudar era Halt.

-- Diga o que quer saber.

-- As joias? – Halt perguntou de forma clara, ele ainda tomava café e não levantou o rosto para fazer a pergunta.

Laura se espantou com a pergunta determinada, clara e exata do arqueiro, ele não demonstrou nenhuma expressão, não sabia como ele sabia das joias provavelmente mexera em sua bolça, estava farta de fugir estava se desgastando de forma surpreendente, precisava de ajuda e era com ele que ela contaria.

-- São minhas, na verdade eram da minha mãe, ela se chamava Ágata e as joias contêm pedras de ágata, meu pai deu a ela um colar antes de morrer, com essa pedra e ela começou a colecionar, dizia que a cada joia que encontrava com essa pedra era como se meu pai tivesse dado a ela.

-- Sua mãe também morreu?

-- Sim. Ela e meu pai eram barão e baronesa de Del Frolyth é... Por favor, me ajude não tenho culpa de nada, fugi para que não me jugassem por algo que não cometi, na verdade nem sei de que me acusam e...

-- Você não sabe. Calma conte- me quem te acusa já que, de quê, você não sabe.

-- Bom... Isso também eu não sei, me disseram que o rei queria falar comigo, que me queria viva... Estava em choque, pois a pouco perdera minha mãe para uma morte desafortunada.

-- O rei Dilam? Porque no reino de Araluen nunca tinha ouvido falar de seus pais.

Foi ai que “Laura” fraquejou em sua confiança, parecia que Halt estava tentando desvendar um mistério próprio, como se alguém já o tivesse procurado com tal história, seria mesmo confiável este homem, que a cada esclarecimento de sua historia, se interessava mais.

Notas finais
Se conter erros avisem, se tiver bom ou ruim também... obrigada por acompanhar a fic =)