Fugitiva

1 Colégio, Rick Riordan e Artes


Notas iniciais
Tudo que eu tinha que falar foi nas notas iniciais ><

Caro espreitador.

As pessoas julgam o mundo como cruel, e eu por inúmeras razões concordo claramente com este julgamento. O nosso mundo está infestado com pessoas falsas, traiçoeiras e fora por este o motivo que eu peguei um caderno velho e empoeirado com as folhas amareladas, porém, sem nada escrito, para contra contar os meus segredos já que neste mundo sequer posso confiar em alguém.

Eu me mudei recentemente para este cidade pacata, o que o nome é tão difícil de escrever quanto de pronunciar. Me mudei sozinha já que eu fugi da casa da mãe de minha antiga madrasta, era tanto cruel como a madrasta, tal mãe tal filha. A velha cismava que tinha sido eu que matei a filha dela, mas, eu não faria isso já que eu estava em férias com os meus amigos em um acampamento. Me mantendo aprisionada num pequeno quarto eu tive que me mudar, fugindo de lá.

A minha madrasta era tão cruel como a madrasta de Cinderela, mas, ao invés de meu pai morrer simplesmente de algo natural ele morreu nas mãos da mesma. Ele a amava, ela fingia que amava ele, e deu o bote quando ele estava mais precisando de sua ajuda. "Eu nunca mataria o Sr. Hofferson" ela falava para os policiais e eles bestas acreditaram, mas, eu vi ela matando o meu pai e em consequência ela deveria mesmo morrer.

Agora, aqui estou eu segurando firmemente a pasta contra o meu corpo enquanto encarava o velho e enferrujado portão de meu novo colégio. Comecei a se aproximar do portão com um suspiro e passos singelos, segurei a pasta agora somente com uma mão e empurrei o portão dando aquele barulho nauseante. Ajeitei a minha mochila e continuei a caminhar.

O papel que estava as aulas tinha voado a caminho para a escola, e eu me culpava seriamente por isso, pois, este labirinto parecia ser maior do que qualquer outro. Acho que foi aqui que Rick Riordan teve a ideia de fazer "A batalha do labirinto", porque céus. Entrei na primeira porta que eu vi, e por pura sorte ninguém ficou me encarando, a não ser o professor.

– Você deve ser a senhorita Hofferson. Atrasada faz sete minutos– ele me alertou e eu assenti com a cabeça.– Pode se sentar atrás do Rider– apontou para um rapaz de corpo grande e musculoso, dei de ombros deveria ser só mais alguém que se achava por participar do time de qualquer esporte que este colégio pratica.– Mas antes gostaria de se apresentar?

– Não, obrigada, passo a vez– ia me sentar, mas, o professor me puxou pelo braço como se fosse uma ordem se apresentar e eu não pudera opinar.– Me chamo Astrid Hofferson, não quero ninguém criando apelido de mim e é isso. Não tenho pais nem responsáveis. Perguntas?

– Como você se matriculou no colégio sem responsável?– um aluno de cabelos marrons ergueu a mão. Droga, eu esperava que ninguém perguntasse nada.

– Na minha cidade com dezesseis anos é considerável de maior. Como sou habituada lá recebi uma legalização nesta cidade de eu também ser considerada de maior– o respondi seca ao lembrar de o tanto desespero eu fiz na policia por aquilo.– Enfim, posso me sentar professor?

O professor assentiu com a cabeça e eu pus-me a andar, sentei atrás do tal Flynn e comecei a prestar atenção na aula. Pelo que eu saiba eu já tinha perdido a primeira semana de aula e agora precisava dar o meu máximo aos estudos. Bateu o sinal eu fechei o caderno e me direcionei ao refeitório, que por obra do destino não tinha absolutamente nenhum lugar para eu me sentar.

– Senta aqui com a gente– um garoto com olhos esmeraldas gritou. Ele estava sentado com o Flynn, uma ruiva de cabelos encaracolados que parecia devorar com os olhos o sanduíche que um garoto de cabelos brancos tinha, e do lado do Flynn havia uma garota cabisbaixa de belos cabelos loiros.

– Obrigada– agradeci em murmuro e sentei-me ao lado do moreno o qual ainda não sabia o nome.– Qual é o nome de vocês?– perguntei curiosa, mas, não deixando aparecer a curiosidade em minha fala.– O do tal Flynn já sei por culpa do professor– lembrei-me.

– Eu me chamo Soluço, prazer– estendeu a mão com um sorriso gentil, retribui o sorriso e apertei a mão dele.– A outra loira é a Rapunzel, ela é das líderes de torcida mas ao contrário do que todos pensam ela é a segunda mais inteligente do grupo. A Merida é essa ruivinha, não estranhe ela adora comida. O Jack é esse que fica encarando a Rapunzel e o Flynn é esse que tá tentando estrangular Jack e você deve ser Astrid.

Eu comecei a comer o meu lanche recém-comprado da cantina, era um suco de caixinha com sabor de uva "natural" entre aspas, além de ter também uma barra de cereal de chocolate com morango. As pessoas em minha volta tagarelavam qualquer assunto aleatório, eu mal estava prestando atenção, na realidade estava vidrada escrevendo. Eu ouvi algum negócio entre dinheiro e felicidade, então resolvi abrir a boca– e só depois me arrependi de verdade– sobre este assunto.

– As pessoas falam que dinheiro não compra felicidade– comecei pausadamente.– Se eu fosse bilionário pegaria os direitos autorais de Ano Hana e iria fazer outro episódio em que Menma reaparecia para todos, já imaginou alguém triste depois desse episódio? Não. Tá, deixa quieto.

E então todos me olharam como "o que ela está falando?" e uma cor bem forte de vermelho deve ter invadido a minha face, por obra do destino o sinal tocou e era aula de Artes segundo o novo papel de horário que eu tinha ganho. Fui com eles até a sala de Artes, ao contrário das outra salas tinha mesas do tamanho das mesas dos refeitórios e seis cadeiras para cada mesa, acho que no máximo quatro mesas ou seis estavam instaladas naquela sala.

A professora era já idosa, aparentemente. Usava um óculos redondo daqueles óculos que o olho aumenta quando coloca. As suas roupas eram lindas e em estilo vintage, um coque mal-feito segurava os seus cabelos e suas mãos estavam sujas de tinta vermelha e verde.

– Olá alunos, vamos começar com um desenho individual– ela alertou e todos os alunos fizeram com a boca "ah" em coro.– Vocês irão fazer algo que expresse seus sentimentos, e em consequência deixar em preto e branco.

Eu nunca tive aula de desenho ou uma professora de educação artística particular, mas, gabando-me eu era ótima em desenhos, pois eu tinha os meus motivos: Ficava presa num quarto com um lápis e uma folha, e a minha única saída era desenhar. Eu desenhei uma garota de tranças iguais as minhas sentada em uma parede, abraçando as próprias pernas e derramando lágrimas. Esfumacei o desenho.

– Terminei– exclamei para o grupo.

– Ficou péssimo, tá mais feio que a dona– Flynn que agora estava sentado do meu lado falou. Eu dei um leve soco no braço dele e deitei a língua de fora.– Não sei qual é pior, o soco que me fez cócegas ou o desenho, ou a dona. Acho que a dona ganha.

– Porque você não participa do concurso com a Rapunzel?– Merida falou sorridente.– Rapunzel ganhou três anos consecutivo, é claro, ela é uma artista. Mas, se você participar pode chegar em segundo lugar facilmente!– se animou mais do que o normal.– Vai, por favor.

– O que? Não– neguei com a cabeça.– Eu desenho apenas quando tenho vontades, e não gosto de me expor em concursos– continuei.– Ah, a propósito não falta alunos nesta sala? É que a maioria das cadeiras estão vazias.

– Falta, a Elsa você iria adorar ela é tão gentil, a Anna é tão animada, o Kristoff é tão engraçado e o Hans... Ah, o Hans...– Rapunzel falou e Merida e a mesma soltaram um suspiro. – Ele é tão alto, elegante... Bonito.

Quando bateu o sinal guardei as minhas coisas e continuei as conversas com o grupo, eles me convidaram para passar um tempo hoje na casa do Jack, porém, eu optei para passarem na minha já que eu morava sozinha e tinha mais espaço. Por sorte, concordaram. Abri o guarda roupa rapidamente para escolher uma roupa e me livrar do uniforme, e que droga amanhã teremos aula de manhã e de tarde, infelizmente. Peguei um shorts pelo calor infernal e uma blusa mais solta e fui me vestir no banheiro.

A campainha tocou e eu escorrei no corrimão, abri a porta alegremente, atrás das pessoas que eu já conhecia havia uma garota de cabelos num tom loiros, não, não era loiro era mais pra branco, do lado dela uma garota que se parecia muito com a mesma com cabelos loiros com umas madeixas ruivas, e dois rapazes.

– Bem-vindos a minha casa.

Notas finais
Quem comentar ganhará um suco de uva do Soluço /o