Fugir Não é Mais Uma Opção
25 Nico
Notas iniciais
Em meu sonho eu estava em um galpão velho sustentado por vigas enferrujadas e que parecia que ia desmoronar a qualquer segundo. Olhei ao meu redor, varias Dracaenaes dormindo no local, um arrepio passou por minha espinha, o numero de monstros ali era enorme.
Eu não entendo o que estou fazendo aqui, corri ate a porta e essa foi escancarada e dei de cara com Castiel, ele sorria em expectativa, ao seu lado Camile sorria como quando ia lutar. Então eu entendi o que estou fazendo ali, essa é a missão dos gêmeos, mas ao mesmo tempo entendi que isso quer dizer que algo importante irá acontecer, se é bom ou ruim eu não sei, mas isso me afeta.
Os monstros la dentro acordaram, não sei se foi pelo barulho da porta se abrindo ou pelo cheiro de semideus atiçando seus estômagos, o importante é que começaram a sibilar e se preparar para o ataque. Eu sei que mesmo querendo não posso fazer nada, e mesmo acreditando na força deles fiquei apreensivo. Uma voz retinol em minha mente em tom grave
– Meus filhos, a tarefa para provar seus valores e eliminar esses monstros e me trazerem a espada que eles roubaram de um de meus filhos deuses. Em troca se tornarão centuriões.
– Ai você ta falando a minha língua pai! – Disse Castiel sorrindo, nem parecia com medo. Marte riu, me surpreendi.
– Darei a vocês a benção e somente isso, nenhum monstro desse lugar deve sobreviver. Adeus. – A voz desapareceu e as Dracaenaes começaram a se aproximar dos gêmeos.
– Filhotes de deus, vieram para o lanchinho da madrugada? – Disse a que estava mais perto armada com uma espada, Camile correu ate ela em uma velocidade incrível dando um salto giratório e cortando fora sua cabeça com uma espada.
– Viemos fazer uma festa do pijama.- Disse correndo em direção a um grupo maior no canto do lugar.
Castiel correu para o outro canto empunhando as duas adagas douradas, como um psicopata rindo ele cortou vários dos monstros. Os ataques das mulheres com perna de cobra não surtiam efeito muito grande nos gemeos, os golpes de espada que deviam cortar um membro fora não deixavam mais que um corte mais profundo na pele. Aos poucos as Dracaenaes perceberam que estavam em desvantagem e começaram a correr para a porta, Camile se pôs ali e a trancou fazendo sinal negativo com o dedo.
– Não, não, a festa ainda não terminou...
– Malditos!- Sibilaram os monstros, então elas passaram a correr para o teto do galpão escalando as vigas.
Castiel correu ate la e começou a jogar suas adagas nas que estavam mais em cima, fazendo-as explodirem em pó, as que ainda tentavam subir correram em sua direção e conseguiram arrancar a espada e as adagas de sua mão, Castiel então passou a dar chutes e desmembrar os monstros com as próprias mãos enquanto Camile atacava com suas adagas as que estavam prestes a sair pelo teto.
Não sei quanto tempo de luta eu fiquei assistindo, eles eram incríveis mesmo, o sol já estava nascendo quando sobrou apenas cinco Dracaenaes. Eram as mais velhas e as mais inteligentes pois aproveitaram todo o tumulto para se esconderem entre as sombras das vigas que sustentavam o teto. Parece que Castiel não as viu ali pois passou direto e foi de encontro a irmã batendo o pó do corpo.
– Acabou? – Disse arfando, estavam cansados.
– Onde esta a espada?- Camile gritou para as mulheres e nenhuma respondeu. Castiel olhou para elas.
– Prometo que não matarei vocês se disserem. – Disse ele.
– Jure! – Disseram sibilando receosas.
– Juro pelo rio estige que eu não as matarei. – As mulheres se olharam.
–Esta na caixa ali no canto, embaixo do piso. – Disseram mais aliviadas, apontando para o fundo do galpão, Castiel foi ate la e abriu uma caixa preta, de dentro ele tirou uma espada prateada de dois gumes.
– Obrigado. – Ele olhou para a irmã enquanto embainhava a espada.- Camile...- Ela sorriu e correu ate a viga acertando-a com uma força descomunal. As Dracaenaes caíram no chão, três delas se desfizeram em pó e as outras duas correram ate os lados do galpão.
– Mentiroso! – Gritou uma delas.
– Eu disse EU não as mataria, nunca disse que minha irmã não faria isso.- Disse sorrindo e caminhando ate metade do galpão. Camile estava quase na porta rindo.
– Ótimo, então experimente isso... Eu irei renascer em pouco tempo... Já vocês...- A Dracaenae apertou um botão e o lugar começou a tremer, a vigas começaram a explodir e o teto a cair. – Dinamite é ótimo para emboscadas sabiam?
As duas se transformaram em pó, um pedaço grande do teto caiu sobre elas as esmagando. Camile gritava desesperada na porta para Castiel corresse e ele gritava para que ela saísse, coisa que ela não fez. Uma viga se desprendeu do teto e caia em direção de Camile que olhou horrorizada para cima, eu gritei como louco para que eles corressem, mas eu estava ai como um fantasma, não podiam me ouvir, as paredes finalmente cederam e tudo se transformou em uma grande e espessa nuvem de poeira e destroços. Meu corpo foi empurrado para o lado de Camile em meio ao desmoronamento, então tudo aconteceu em câmera lenta. Castiel correu mais que eu achei possível e empurrou Camile para fora do galpão com muita força a fazendo voar pelos ares e bater com força as costas no concreto perdendo o ar dos pulmões, olhei para Castiel, aquilo não podia estar acontecendo, a viga que ia cair sobre Camile o atravessou no peito, ele caiu de costas e o galpão caiu por cima dele. Camile ficou desacordada por uns dois minutos eu cai de joelhos olhando para o galpão.
– Cas-Castiel...- Senti lagrimas escorrerem pelo meu rosto, comecei a gritar como louco em agonia. Então ouvi Camile gritar o nome do irmão, olhei ela levantar cambaleando com a mão sobre a barriga e correr ate pouco adiante de onde eu estava.
–Castiel! Castiel!- Ela gritava em desespero, olhando para os lados em busca de respostas, nenhuma voz ou barulho foi ouvido, a poeira não ajudava em nada para enxergar.
Soluçando Camile correu ate la e começou a jogar entulho para os lados no local onde antes era a porta. Me forcei a levantar e ir ate ela. A poeira abaixou e dava para ver agora, Camile tirou um pedaço grande e pesado de metal que era do teto e o jogou longe, em baixo a mão de Castiel estava esmagada e ensanguentada, prendi um grito na garganta e fiquei de frente ara Camile, seu rosto estava determinado, mesmo com as mãos sangrando ela tirou outros entulhos ate podermos ver a parte de cima do corpo de Castiel, fora seu braço parecia que nada da cintura para cima do lado esquerdo havia sido esmagado, mas o metal grande e enferrujado atravessado em sua barriga mostrava que era impossível ele sobreviver, seu outro braço estava sobre os olhos e de seus lábios saia muito sangue, ele começou a tossir. Meu coração se apertou e uma dor lacerante tomou conta do meu peito, Camile começou a chorar e soluçar mais quando segurou a mão do irmão entre as suas, Castiel abriu os olhos e quando focou no rosto da irmã sorriu, seus dentes estavam vermelhos pelo sangue que ainda escorria.
– Me desculpe Castiel! Me perdoe! – Camile dizia entre lagrimas. Queria que ela soubesse que eu estava ali, queria confortá-la.
– Não se desculpe Camile. – Ele tossiu. — Fiz isso para te proteger irmãzinha.
– Por isso mesmo seu idiota! – Ela o olhou com dor e tristeza. – Não era para fazer isso! Era para você correr ate a porta e me deixar ser acertada por esse ferro! — Castiel levantou a mão tremula, cheia de sangue e tocou o rosto da irmã.
– Eu te amo Camile...- Camile fechou os olhos os apertando e contendo soluços, seus ombros tremiam. – Mas nos nunca poderemos ficar juntos, somos irmãos, mas quem sabe em um a outra vida certo? – Ele sorriu de novo, olhei espantado para ele. Camile começou a chorar com mais intensidade e Castiel acariciou seu rosto deixando um rastro de sangue. — Não chore princesa, eu vou ficar bem. Quando eu renascer ficaremos juntos, irei te procurar...
– Não me deixe Castiel!- Disse ela levantando um pouco a voz e abaixando a cabeça.- Você e a única família que eu tenho! — Ele passou os dedos sobre os lábios da irmã com uma expressão de pesar.
– Você terá Nico, Percy, os dois acampamentos, suas amigas, eles serão sua família... Você vai sobreviver, um de nos tem que sobreviver...- Ele sorriu e virou o rosto de Camile para que ela o olhasse. — E eu não poderia viver em um mundo sem você maninha... Me desculpe por ser tão egoísta... – Camile sorriu amargamente.
–Você egoísta? Você me salvou Castiel e agora esta morrendo por e mim!- Disse engasgada com os soluços, eu tentava conter os meus.
– Sim e é por e isso mesmo. – Ele pegou uma mecha do cabelo da irmã e a levou ate o nariz a cheirando. — Estou te deixando sozinha por eu não saber viver sem você ... — O sangue começou a jorrar de sua barriga, ele gemeu de dor e eu e Camile prendemos a respiração, eu toquei seu rosto, apesar de ele não me sentir. — Camile diga ao Nico que meu diário esta na arvore aonde ele vai para fugir do mundo e pensar, de a ele a pagina que esta em meu bolso e as que você roubou.- Camile corou e arregalou os olhos.
– Como você sabe que fui eu que roubou? – Ela sorriu sem graça entre as lagrimas e ele sorriu também. – Vou entregar. – Com um gesto ele pediu que ela aproximasse o rosto do seu e então eles se beijaram com carinho, era triste ver aquilo, logo me vi chorando e soluçando. Camile colocou a mão no bolso da jaqueta do irmão e tirou um papel amassado, mas sem nenhuma gota de sangue, bem ate ela pegar já que seus mãos estavam ensopadas. Castiel sorriu mais um a vez e Camile segurou sua mão e eu segurei também. Esperamos pelo fim. Ele olhou para ela depois de alguns minutos que pareceram horas.
– Eu te amo minha princesa...- Sussurrou.
– eu também te amo meu cavaleiro... — A luz dos olhos dele se apagaram e ele se foi com um sorriso lindo nos lábios. Camile se debruçou sobre seu corpo e começou a chorar desesperada de novo. Senti meu corpo sendo arrastado.
– Nico! Nico! – Percy gritou quando eu abri os olhos, eu estava sem ar e soluçando, meu corpo esta sem forças e ele me tinha nos braços. Senti lagrimas quentes descerem por meu rosto, me agarrei ao pescoço de Percy começando a chorar como uma criança, ele me apertou contra seu corpo e esfregou minhas costas me acalmando. – Calma...Calma...Foi só um pesadelo. – Balancei a cabeça negativamente.
– Na- não... O Castiel...Castiel esta morto Percy! – Ele gelou por um segundo e depois me abraçou forte.
– Shiiiii...- Percy me pegou no colo passando minhas pernas por sua cintura, me agarrei em seus ombros ainda chorando e ele se sentou na cama. – Ele vai ficar bem, era um herói, vai direto para os campos Elísios...
– Esse não é o problema! – Então me lembrei do estado que Camile estava. Me soltei de Percy e pulei da cama secando as lagrimas, posso sofrer pela morte de Castiel depois, nesse momento Camile que precisa de mim. Peguei minha espada de ferro negro.
– Onde você vai Nico? – Percy me perguntou preocupado.
– Vou atrás de Camile. – Eu disse fungando, mas serio. – Ela esta desolada e pode fazer uma loucura.
– Eu vou com você. — Desse se levantando, colocando uma camiseta e pegando contra corrente. Eu ia discutir, mas ele não permitiu. – Não vou permitir que você vá sozinho, fora que eu também estou preocupado... – Admito que fiquei feliz. Vesti a minha jaqueta de aviador e peguei a mão de Percy entrando na sombra da parede.
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Sai da sobra de um carro ao lado do galpão desmoronado, estava chovendo e eu estava meio cansado, não sabia que era tão longe. Percy me ajudou a ir ate Camile enquanto eu me recuperava.
Camile estava olhando para o céu, mas seu rosto não demonstrava nenhuma emoção, o corpo de Castiel ainda estava debaixo dos destroços, mas o sangue havia sido limpo pela água. Corri ate Camile, mas parei quando fiquei de frente para ela, ela não se mexeu nem olhou para mim, estava em um estado de torpor. Olhei para Castiel e seu rosto ainda tinha o sorriso, seus lhos estavam abertos e encaravam o céu, mas não tinha luz alguma. Me abaixei e os fechei.
– Estou procurando o que ele tanto encara sorrindo. – Me assustei e olhei para Camile. Ela sorria triste e passou a me olhar deixando a cabeça tombar para o lado. – O que será que é tão divertido que ele tanto olha?
–Camile...- Eu disse preocupado.
– De onde eu venho, acreditam que quando se morre vai para o lado do Criador la no céu...- Ela voltou a olhar para as nuvens e fechou os olhos. – Mas hoje eu sei que vamos pra debaixo da terra para sermos julgados...
– É assim que as coisas funcionam... — Meu coração se apertou, eu sei como é a dor de perder um irmão, sei a dor de perder a única família e a de perder a pessoa que ama... Mas Camile estava experimentando todas essas dores ao mesmo tempo, se sozinhas são dilacerantes, juntas devem destruir. – Ele esta entrando no mundo inferior agora... Logo será julgado...
– Queria me juntar a ele...- Disse soluçando. Me coloquei ao seu lado e a abracei, ela passou os braços por minha cintura e começou a chorar, não resisti e passeia chorar também.
O único que não chorava era Percy, ele tirava os destroços de cima de Castiel eu observava e quando pude ver todo seu corpo virei Camile de costas para ele. Toda a parte direita de seu corpo foi esmagada por uma parede, Percy respirou fundo e tirou o corpo de meu amigo dali o colocando com cuidado longe dos olhos de Camile.
–Vocês se verão de novo...- Eu disse e ela assistiu. Passou mais um tempo e Camile acabou dormindo depois de tanto chorar. A peguei no colo e fui ate Percy. – Tinha uma espada com ele? – Percy concordou com a cabeça e me mostrou a espada prateada, concordei com a cabeça e ele a colocou ao lado do corpo de Castiel.
– Você esta bem? – Ele perguntou tocando meu rosto e fazendo círculos na minha bochecha com o dedão. Não, eu não estava bem, na verdade nem sei como to conseguindo fazer isso. Olhei para Percy e ele beijou minha testa. – Vamos para casa? – Ele perguntou preocupado – Tem certeza que ainda tem força para isso?
Acenei que sim e ele pegou Camile de meus braços, ficamos ao lado do corpo de Castiel, segurei sua mão fria deixando uma lagrima cair e Percy colocou a mão em meu ombro, entramos na sombra e reaparecemos no acampamento júpiter.
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– Obrigada Nico....- Camile disse ao meu lado. Estávamos ao lado do tumulo de Castiel em nova Roma. O enterro foi hoje de manha e eu e Camile continuamos ali depois que todos foram embora.
– Não tem que agradecer, alem de ser minha melhor amiga, Castiel pediu que eu cuidasse de você. – Eu disse apertando sua mão. Ela sorriu triste e colocou uma rosa na frente da lapide. – O que fará agora?
– Eu deveria ficar e me tornar centurian. Mas eu não conseguiria por muito tempo, ficar sem ele vai ser dilacerante e ficar em um lugar onde seu corpo está vai ser doloroso...
– Vá para o acampamento grego, fique comigo e com Percy então...- Ela sorriu.
– Artemis veio em sonho e me fez a proposta... Entrarei para a caçada quando Thalia chegar com as outras...
– Você será uma das melhores caçadoras então... – Beijei sua testa. – Você vai ser feliz Camile... Você merece.
– Você também merece Nico. – Ela olhou para o tumulo mais uma vez. – Mas nunca serei feliz de verdade sem ele. – Eu queria dizer que ela acabaria superando esse sentimento, mas estaria mentindo, eu mesmo nunca superei os meus por Percy quando eu queria e sofria. A única coisa que eu podia fazer nesse momento era abraçá-la e deixar que ela chore, mas acho que choramos juntos tanto ontem que não será necessário limpar suas lagrimas hoje. Ficamos um tempo que eu não vi passar ali, então Percy apareceu.
– Thalia chegou Camile.- Ele disse e ela o olhou sorrindo, me deu um beijo de despedida.
–Toma Nico. – Ela me estendeu algumas folhas corada, então eu entendi que eram do tal diário, peguei as folhas e as guardei dentro do sobretudo. -Nos vemos depois então certo? — Acenei que sim e coloquei as mãos nos bolsos para ela não ver que tremiam.
Ela sorriu e correu para Percy o abraçando, ele sorriu e retribuiu o carinho depositando um beijo em sua cabeça. Camile saiu andando ate os portões do cemitério onde Thalia esperava e no final deu um ultimo aceno, dei um sorriso, Thalia fez um aceno para Percy e guiou Camile ate as outras caçadoras. Fiquei olhando ela se afastar e senti ser abraçado por Percy.
– Ele esta nos campos Elísios agora... Seu julgamento foi rápido, fora que meu pai deu uma moral para ele. – Sorri e Percy beijou o topo de minha cabeça.
– Agora tudo vai ficar bem... Camile esta em boas mãos e tem um motivo para Continuar vivendo...
– Eu sei, mas ela ficará afastada de mim...- Percy riu.
– Vocês ainda vão se ver muito, não se preocupe.- Ele pegou meu rosto, beijou onde descia uma lagrima e depois beijou meus lábios com carinho. – Fora que sempre me terá ao seu lado, como seu namorado...- Olhei para ele e sorri.
– Estamos namorando oficialmente agora? – Ele sorriu e me beijou de novo.
– Estamos quase noivos já...- Eu ri e o abracei. Quando nos separamos Percy tirou uma flor brilhante e azul do bolso e a plantou no tumulo. – É uma flor da ilha de Calipso. — Ele derramou um liquido que deve ser néctar e a flor cresceu. – Vai cuidar dele... – Eu sei que é só um modo de dizer, mas me deixou feliz esse ato de Percy. Peguei sua mão e fomos nos despedir para voltar para casa.
*****Dracaenaes: Uma raça de humanóides de monstros com duas caudas de serpentes no lugar das pernas.
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