Fuga para liberdade

8 Não sou obrigado a odiar...


Notas iniciais
Olá meu fantasminhas, hoje eu lhes trago o Percy Mito, com o seu modo mais Fandangos de Presunto possível. Espero que gostem! BEIJOCAS E BOA LEITURA !

POV: Bad Boy

Sua mãe parecia não entender, ou simplesmente fingia não entender.

Ele, Percy Jackson não queria conhecer seu irmão, o causador da destruição de sua família, mas mesmo assim lá estava ele: na nova casa do seu pai e da sua nova família perfeita, ele estava no lugar que por meses tentou evitar, o lugar que por muito tempo odiou e agora odiaria mais ainda junto com todas aquelas decorações que mostravam como eram uma ótima família. Por que ele não teve isso? Por que seu irmão teria?

— Fico feliz que finalmente tenha vindo nos visitar Percy! – a mulher loira falou sorridente enquanto tentava acariciar a cabeleira negra do garoto que habilmente desviou da caricia.

— Não fique tão feliz, estou sendo obrigado a isso, Atenas! – ao proferir o nome da mulher a voz do menino saiu ressentida acompanhada de um olhar cheio de amargura para um menino tão jovem.

O pai do garoto estava prestes a lhe da um sermão, mas o mesmo fora esquecido quando um choro juvenil preencheu o ambiente, Atenas logo se pós a subir as escadas para acudir seu filho deixando Percy com seu pai.

— Não deveria agir assim, Atenas é da família agora! – a voz grossa de Poseidon reverberou pela sala como um trovão fazendo com que seu filho mais velho encolhesse, mas não recuasse.

— Sua família, não a minha!

— Veja só quem acordou mal humorado. – novamente a voz musical de Atenas preencheu a sala e em seus braços trazia um pequeno pacote que se mexia preguiçosamente.

Percy pode ver os olhos de seu pai brilharem como nunca e mais uma vez odiou seu irmão por isso. Ele teria tudo o que Percy não teve do pai, carinho.

— Chegue mais perto Percy, conheça o seu irmão! – Poseidon disse empurrando o garoto relutante para mais perto de sua madrasta. – Filho esse é Tyson, Tyson esse é o seu irmão Percy.

O coração de Percy acelerou e o mesmo parou de respirar no momento que ás orbes castanhas de seu irmão o miraram, naquele instante Percy descobriu que não poderia odiar seu irmão.

***

Era sábado, um sábado quente e ensolarado, digno de crianças correndo na rua; sorveteiros passando com seus carros musicais e senhoras se juntando para fofocar. Era um belo sábado, mas confesso que seria mais belo se eu não estivesse andando nesse sol quente impossibilitado de ficar no ar condicionado só porque hoje seria o dia de ficar com o papai. Eu não queria ir, afinal meu próprio pai tinha viajado se esquecendo desse fim de semana de pai e filho, mas tente convencer Sally Jackson tudo isso era uma completa baboseira e o máximo que eu faria na casa de Poseidon seria me fundir ao sofá ou brincar com Tyson.

E é por isso que estou torrando no sol, Sally Jackson me obrigara a isso, mais uma vez!

Fiquei torrando mais uns minutos no sol até chegar na casa da inimiga, sua cria, o cafajeste largador de família e meu irmão, enfiei o dedo na campainha sabendo que tanta mãe como filha me odiariam mais um pouquinho, era muito bom acabar com a paz delas, mas infelizmente Annabeth resolveu baixar o Bolt no corpo e abriu a porta me fazendo parar de apertar aquele minúsculo botão.

— Ainda bem que você chegou!

Confesso que fiquei surpreso, eu infernizava o mundo cor de rosa da Chase nos fins de semana, ser recebido desse jeito não era muito constante, mas mesmo assim resolvi não averiguar se a loira estava doente.

— Legal, agora me deixa entrar que o sol resolveu me castigar. – meio que dei um leve empurrão nela e quase me ajoelhei por sentir o frio do ar condicionado no meu corpo.

Annabeth passou por mim resmungando alguma coisa de eu ser um completo brutamonte, mas nem dei muita importância, já que caçar algo pra comer era muito melhor do que dar importância para o que a sabe tudo falava.

Com passos rápidos foi para a cozinha, preparado para atacar a geladeira, mas tive que agir como gente no momento que vi Atenas no mesmo cômodo que eu.

— Percy, que bom que você chegou. – ok, a doença da Chase mais nova é contagiosa. – Hoje terei que ir trabalhar e buscar seu pai no aeroporto, Annabeth ira fazer um trabalho na casa de uma amiga e depois vai para sua aula de balé. Você vai ter que ficar com o Tyson o dia inteiro, tudo bem? – enquanto falava Atenas remexia em sua bolsa a procura de algo e eu apenas a encarava com tédio enquanto mordia uma maça que estava na fruteira.

— Cinquenta pratas! – falei e na mesma hora minha madrasta parou de mexer na bolsa pra me olhar de modo incrédulo.

— Como? – perguntou.

— Cinquenta pratas, pra minha pessoa ficar de olho no Tyson. – repeti.

— Ele é seu irmão! – exclamou com a voz um pouco alterada.

— Eu sei! Gosto do moleque, mas isso não significa que eu deixarei de ganhar uma grana fácil, ainda mais com você pagando. – quanto mais ela fechava a cara, mas meu sorriso aumentava. – Cinquenta pratas, pega ou larga. Sabe muito bem que eu posso voltar pra casa e atrapalhar todos os seus planos pra hoje.

— Ok, mas vou te dar o dinheiro só depois que eu voltar. – aceitou emburrada ainda me encarando.

— Sorria dona Atenas, eu até que estou bonzinho hoje!

***

Meus passos eram calculados e minha respiração era pesada, eu sabia que o inimigo estava á espreita; preparado para atacar a qualquer momento e um único passo errado era derrota na certa.

Suspirei satisfeito, o local estava limpo, sentei-me na grama e deixei o cansaço me tomar completamente, juro que só foi por alguns segundos que fechei meus olhos, mas foram esses segundos que meu inimigo apareceu e descarregou toda sua arma no meu rosto.

— Eu ganhei! – Escutei a voz infantil de Tyson gritar enquanto a água gelada escorria pela minha cara e pingava no meu peito me fazendo ter pequenos arrepios.

— Eu que deixei! – retruquei enquanto me levantava e entrava na casa novamente.

— Deixou nada, você que é ruim! – ignorei o comentário do meu irmão e só me preocupei em vestir minha camiseta novamente.

— Não vou discutir com você só porque eu estou com fome, então vai calçar alguma coisa e vamos comer hambúrguer. – falei enquanto colocava minha carteira na bermuda e procurava as chaves de casa.

— Mamãe não me deixa comer essas coisas, ela fala que faz mal! – disse enquanto já se sentava no sofá e ligava a televisão.

— E sua mãe esta aqui? Anda moleque, desgruda do sofá e vai calçar algo. – ralhei chateado, qual é! Eu estava com desejo, e não seriam regras da mamãe jararaca que me impediria de comer um hambúrguer cheio de besteira acompanhado de uma coca gelada e batatas gordurosas.

Tyson olhou pra mim indeciso, mas mesmo assim desligou a tv e subiu para o seu quarto.

Sentei-me no sofá o esperando. Aquele lugar não tinha mudado nada, continuava a ter o estilo de decoração que dizia: olha somos uma família feliz, morra de inveja.

Eu com toda certeza continuava a odiar a casa do meu pai, continuava a odiar Atenas, odiava meu pai e confesso que até Annabeth por ser tão perfeita, mas a única pessoa que eu não odiava era Tyson!

Ele poderia ser, e era a única razão pra mim vim aqui depois de todos esses anos; a única pessoa que eu não considerava culpada pelo o fim da minha antiga família, a única depois de minha mãe que eu considerava minha nova família, e confesso que mesmo odiando aquela suposta família feliz e sua decoração de merda eu achava que Tyson merecia todo carinho e amor que eu não tive e aparentemente nunca terei do meu pai.

Eu não era obrigado a odiar meu irmão, não queria odiar e nem fazia questão disso.

***

Ao abrir á porta eu e meu irmão nos deparamos com quatro pessoas na sala, mas especificamente: meu pai, Atenas, Annabeth e uma completa desconhecida.

Os três primeiros ao se derem conta de nossa chega me encararam sérios, enquanto a desconhecida se manteve indiferente ao drama familiar que iria acontecer ali.

— Onde vocês estavam? Annabeth me ligou e disse que vocês não estavam em casa, isso às três horas, já são quase sete. Onde você meteu meu filho Percy? – só faltava Atenas se jogar no meu pescoço de tão desesperada e brava que estava.

— Relaxa, só o levei num bar e o ensinei jogatinas ilegais! – o que recebi foram três pares de olhos esbugalhados na minha direção e uma tentativa inútil de segurar o riso da visitante, acabei sorrindo pra ela. — Quem é ela? – indaguei curioso.

— Percy, esta é Clarisse La Rue, eu e o pai dela fomos muito amigos. Sou padrinho dela e á partir de agora ela morara aqui! – inflei as bochechas apenas para soltar o ar logo em seguida.

— Olá! — Clarisse proferiu, deixando sua voz rouca preencher a sala. – Seu pai me falou de você. Percy, né? – ela mente bem, mas de qualquer forma apenas assenti. – Você deve ser o Tyson, estou muito encantada em conhecê-lo, sua irmã não mentira quando disse que tinha um irmão bonito!

Não é que a malandra sabia bajular, até meu fiel companheiro sorriu de modo sonhador pra La Rue. Bufei, cansado de tanta bajulação.

Fiquei mais uns minutos na sala ouvindo a La Rue bajular e encantar os trouxas, fazendo que eles dessem risadas e a bajulassem de volta, mas por incrível que pareça Atenas foi minha salvação de tanta adulação, a mesma me chamara para cozinha.

— Aqui esta sua cinquenta pratas! – impressão minha ou quando ela falou “pratas” foi com asco? – Agora me diga pra onde levou meu filho.

— Foi levar ele pra ter uma vida, aliás, você sabia que crianças da idade dele tem isso? Vida! – falei irônico.

— Não estou pra brincadeira hoje Percy!

— Só o levei pra brincar fora, não pode?! – indaguei de modo incrédulo.

Atenas apenas suspirou e passou a mão pelos cabelos, logo assentiu e se preparou para dizer algo, mas a buzina do carro da minha mãe atrapalhou sua fala, mas não atrapalhou o que eu queria dizer, eu estava me coçando pra falar desde o momento que vi Clarisse na sala.

— Sabe Atenas, se eu fosse você tomava cuidado com Clarisse. Meu pai largou minha mãe por alguém mais nova, ele pode fazer isso novamente. O perigo vai dormi ao lado do seu quarto, durma de olhos abertos! – lancei um sorrio estilo filha da putagem nível hard e foi-me embora feliz da vida por inferniza minha “querida” madrasta.

Mas alegria de pobre dura pouco. No momento que atravessei o corredor dei de cara com Clarisse La Rue, sua face não era mais sorridente como antes e seu corpo se encontrava rígido e defensivo, ela escutara.

— Sabe, acho que Atenas não tem nada a temer, mas você, isso já é outra historia Percy Jackson!

O sorriso macabro e vingativo da La Rue foi a ultima coisa que me lembrei naquela noite.

Notas finais
Que comece os jogos!!!!!! Nossa La Rue resolvera aparecer, mas a desgraça já foi feita, Percy fez besteira e o inferno já reina! Ps: Próxima sera a La Rue