Fuga

1 Prólogo


Notas iniciais
Agradeço pelo carinho de todas que leram e recomendaram a drabble, vocês me impulsionaram a escrever mais de Fuga ♥ E obrigada à Brenda por ser minha pré-leitora e me ajudar com a capinha. E minha beta Dandara, como sempre! A história dessa Bella e desse Edward merece ser contada na integridade, por isso decidi começar do começo. Aguentem a ansiedade, o final (e o depois do final) valerá muito a pena!

Prólogo

As escadas voaram sob meus pés até o quarto. Corpo quente, mãos trêmulas carregando o que incriminava.

Corpo quente.

Aquele estirado agora na sala.

O dele sobre o meu na tarde de verão.

“Só sinta, se permita...” Dissera entre minhas pernas, prestes a chocar-me pondo a boca onde ele desbravaria em pouco. “Você vai gostar. Prometo.” E beijava e sorria e eu gostava. Amava.

Foi o primeiro de muitos.

No fundo, eu sabia que jamais haveria de dar pé para nós dois. Era minha sina.

“Faz aquilo…?” Eu pedia bis, sempre.

“O quê?” Aproximava-se, a mão percorrendo meu corpo. “Aquilo o quê? Fala no meu ouvido?” Sua mão encontrava meu sexo. Olhos fixos nos meus, eu era hipnotizada a dizer, sem fechá-los.

Edward gostava de me ver corar, me fazer contorcer. Gostava de me ver livre.

Todas as tardes do bendito verão secreto. Prazer interminável e proibido. Culpa que excitava.

O choro não vinha agora, preso em algum lugar. Apesar do choque, tive rapidez.

Desfiz minha mala. Sonhos e desejos, minhas esperanças. Tudo de volta ao lugar de origem, casa vazia e arruinada. Em breve, tudo mudaria, e dessa vez não sabia para onde correr.

Escondi minha herança na caixinha. Eles estavam chegando. Custei a respirar. Eu queria chorar. Por quê não conseguia chorar?

Como filme defeituoso, o passado recente repetia-se, tentando distrair o presente pesado demais.

O primeiro olhar, friíssimo na barriga.

Seu beijo e a música que compôs para mim.

Umbigos colados, pelos arrepiados na sua cama de viúva, a vitrolinha tocando Sinatra. Ele me arrancava gemidos e inibições.

Sabia dos meus segredos e dores. Eu, os dele. Tínhamos alguns em comum.

A fuga.

Estava feito. Não dava para apagar, nem esquecer, como as cicatrizes na minha pele. Como os gritos de um casamento triste e o cheiro da bebida.

Memórias embaralhadas que serviam de impulso para agir no agora. Serviam de escape.

Mas haveria escape?

Notas finais
Se gostou, me ajude a espalhar a fic? Comente, compartilhe, indique pras amigas. Quanto mais gente lendo, mais animada eu fico pra escrever e postar. Até terça!