Fuckin' Perfect
2 Capítulo 2
Notas iniciais
~Toby
Mary e Missy estão já me enchendo a porra do saco, as duas não calam a boca, e só sabem falar o quanto eu fiz bem em não está mais com Jenna.
A cidade toda sabe essa história, pelo menos é a que ela contou pra todos.
Jenna é minha meia irmã, ela me seduziu, e me ameaçou dizendo se eu não namorasse ela, ela iria contar aos nossos pais, que eu a molestei, então fiz a única coisa que poderia fazer, aceitei a chantagem, e isso durou anos, mais quando realmente cansei, terminei tudo. A vaca disse a todos que a conquistei e prometi mundos e fundos a ela, e depois a troquei por outra e como resultado meu pai me expulsou de casa agora estou morando num motel horrível e procurando um serviço. Minha vida está uma bagunça e todos desta cidade de merda acham que eu sou um desgraçado de deflorou uma garota linda e inocente, mas eles não imaginam o quanto piranha Jenna é.
Passeio meus olhos pelo pátio, e então meus olhos se fixam na mesa da Prettys, apelido carinhoso meu para as quatro mais gatas do colégio. Hanna, que é uma loira de tirar o folego, mas ao mesmo tempo muito doidinha pro meu gosto. Ari, uma baixinha que eu sinto que tem medo de mim, mais é muito bonita também, e aqueles olhos grandes de redondos dela são ao mesmo tempo sexy e fofos. Emily, que é uma linda morena, parece um índia de tão linda, mais desconfio que não faço o tipo dela. E por último, mais não menos importante temos Spencer, que no meu gosto é a mais linda e irritante do grupo, ela é alta alguns centímetros mais baixa que eu, tem o cabelo longo, e está sempre muito arrumada. E pra minha surpresa ela está neste exato momento vindo em minha direção.
Missy e Mary também percebem, mais ao invés de saírem elas vem cada uma do meu lado, como se fosse minhas seguranças e Spencer a grande bandida.
– Hey, preciso falar com você. — Spencer diz diretamente pra mim, ela tem o jeito tão mandão.
– E quem disse que quero falar com você. — eu respondo, as meninas dão risadinhas histéricas.
– Eu quero falar com você sozinha. — ela repete, e então encara as meninas. — Então você duas poderiam por favor, tipo, não estarem aqui.
– Nós não queremos sair. — Missy diz, e Mary concorda.
– Sim, vocês querem. — Spencer diz, e então se senta na mesa e fica me encarando.
– Ok! Meninas, me deixem a sós com a senhorita mandona, por favor.
Elas reclamam mais depois de muito insistir, elas saem, então me viro pra Spencer e me sento de frente pra ela.
– Então o que você quer? — eu pergunto.
– Eu quero que você saia comigo. — ela diz, curta e grossa. E eu me assusto completamente, Spencer é linda e tal, mais não faz meu tipo.
– Hey, antes que você comece a se sentir, a gente vai sair de mentirinha.
– E como você tem tanta certeza que eu aceitarei, ou se estou solteiro. — eu digo, então ela fica vermelha e abaixa a cabeça.
– Desculpe, todos na cidade estão falando que você terminou com a Jenna. — Spencer diz, já se levantando. — Desculpe incomodar, já estou saindo.
Então ela já está quase passando por mim, eu a seguro pelo braço, uma corrente elétrica passa por nós, ela rapidamente puxa o braço, então percebo que não foi só eu que senti.
– O que eu ganho se eu aceitar? — eu pergunto, nem sei por que estou considerando essa ideia maluca.
– Você terminou mesmo com a Jenna? — ela pergunta, e então se senta de novo.
– Sim. Mais vamos esquecer a Jenna, o negócio é: O que ganho se aceitar sair com você?
– Ahh! Não sei, você quer dinheiro, isso eu posso te dá. — ela diz.
– Espere antes de chegar nesta parte, pra que você precisaria pagar alguém pra sair com você?
Então ela me contou toda sua história, e eu comecei a gargalhar, uma menina tão inteligente, mais ao mesmo tempo tão dependente dos pais.
– Porque você não sai com o cara, você disse que ele é nerd, mais você também .. — eu me paro, eu sei o que ia dizer, e ela também sabe.
– Olha eu sei que todos me chamam de nerd, ou sabichona, e eu realmente sou isso. Mais não quero sair com Ryan, ele não faz meu tipo.
– Então quer dizer, que eu faço seu tipo. — eu falo, e ele fica sem graça.
– Não você não faz, e é exatamente por isso que você é perfeito, eu tenho que mostrar aos meus pais, que nem tudo é do jeito deles. — ela explica.
– E aonde eu entro nisso. — eu pergunto.
– Meus pais nunca te aceitariam, você é o oposto de cara que eles acham que eu mereço.
Assim que ela fala isso, ela logo pede desculpa e diz que não quis ofender, mais eu me sinto ofendido, eu sei que Spencer e eu nunca seriamos um casal, mais me deixa chateado saber que isso não tem um pingo de possibilidade mesmo.
– Então, se você aceitar eu posso te ajudar em o que for. — ela diz, e eu sei que ela precisa da resposta, e eu sei exatamente o que eu quero.
– Faz o seguinte: você me ajuda a encontrar um emprego, e me ajuda em algumas matérias, que eu aceito fazer o que você quiser.
– Serio? — ela pergunta, feliz. — Mais você é do último ano, e eu do segundo, porque acha que conseguira te ajudar em algo relacionado ao colégio?
– Fácil! — eu digo, e eu sei exatamente o que ela quer escutar. — Você é muito inteligente, e apesar de ter notas muito boas, eu não me dou bem em duas matérias.
O sinal bate, e então eu me levanto e ela também, suas amigas estão olhando pra nós e a chamando.
– Então, depois você me avisa como quer que eu te ajude, e me avise. — eu digo, então me viro e vou em direção à sala, e nem espero a resposta dela.
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