Fuckin' Perfect

20 Promessa cumprida. No hospital


Notas iniciais
Heeey, pessoas! Quero agradecer por cada comentário, foram tão lindos! Deem play na música Give me love, do Ed Sheeran, vou deixar o link no começo do capítulo... Espero que gostem desse capítulo, boa leitura e até embaixo :3

(Give me love — Ed Sheeran)

Deixei meu celular cair no chão depois que ouvi a mensagem. Apenas sei que eu não conseguia processar direito, não conseguia chegar a uma conclusão do por quê aquilo estar acontecendo, até que percebi que não tinha uma, além da lógica: Jenn estava doente, o resto era injustiça. Pensei em invadir a casa dela, para leva-la ao hospital mais próximo, para salva-la enquanto ainda havia tempo, daí do nada eu soube que com certeza o pai dela já tinha feito isso.

O hospital mais próximo da casa de Jenn era há 15 minutos dali. Correndo, entrei no carro de mamãe e dei partida.

~~~ // ~~~

Os cheiros costumeiros de antissépticos e álcool dançavam pelo ar, o que particularmente me deixa enjoado. Me apressei a ir na recepção, onde uma mulher de cabelos escuros atendia uma longa fila de pessoas. Bufei, exasperado, sabendo que no mínimo eu teria que esperar uns 10 minutos até que chegasse minha vez.

–- Logan, filho -- ouvi uma voz atrás de mim.

Me virei e o pai de Jenn me fitava.

–- Sr. Winters, a Jenn... só... me diga que ela está bem, por favor.

Ele fitou os pés, seus olhos lacrimejavam, profundas olheiras delineavam seus olhos.

Eu já sabia que ela não estava, eu sabia que talvez tudo estivesse o pior impossível, mas também sabia que eu precisava me agarrar a alguma coisa, e essa coisa seria a ponta de uma esperança, mesmo que ela parecesse tão distante.

Ele crispou os lábios, então afundou o rosto nas mãos, soluçando e chorando como uma criança longe do aconchego, longe da mãe.

O abracei com força, sentindo o meu mundo desmoronar e o peso na minhas costas diminuir um pouco.

–- É que... é tão difícil... eu faço absolutamente tudo por ela, eu a amo tanto, tanto. Simplesmente é tudo pra mim, é tudo que eu tenho e ainda assim está me sendo tomada. É injusto, sabe? Eu a amo tanto -- falou ele, com a voz embargada, quando finalmente me soltou.

Assenti com a cabeça, trêmulo.

–- Você a ama, Logan? -- sussurrou.

–- Amo sim, senhor -- respondi baixinho.

Ele balançou a cabeça, concordando.

–- Então para o seu próprio bem.... fuja.

Franzi a testa, achando que não tinha ouvido direito.

–- Como? Fugir?

Sr. Winters balançou a cabeça, afirmativamente.

–- Sim. Você mal sabe o que é a vida. É novo, e vai superar. Deixe-a ir. Se deixa-la agora, vai doer menos depois.

Pestanejei, boquiaberto. Ele estava ouvindo o que falava?!

–- Está dizendo que eu devo... largá-la? Deixá-la morrer sozinha?

–- O tempo dela é menor do que pensa que é -- respondeu.

Fechei os olhos, uma tonteira invadindo meu corpo.

–- Quanto tempo? -- sussurrei.

–- Pouco.

–- Me diga o quanto, caralho! -- exclamei, um pouco alto demais.

Ele suspirou.

–- Um mês.

Fechei os olhos, apertando-os com força, tanto que até chegou a doer. Eu só queria que tudo fosse embora, aquela merda toda que indicava que o tempo de Jenn era mínimo e de indicava que não duraríamos para sempre.

Praticamente me arrastando, eu me sentei num canto do hospital, um tanto escuro e vazio. Abracei meu joelhos e fiquei lá, encolhido, pensando no quanto tudo era ruim.

–- Se você deixa-la, vai doer menos, confie em mim -- sussurrou.

–- Eu não vou deixa-la, jamais. Eu a amo -- respondi involuntariamente e deixei que as lágrimas escorressem. -- Por que quer que a abandone?

O sr. Winters suspirou.

–- Quero leva-la de volta ao Texas.

–- Não pode fazer isso -- respondi. Eu queria aproveitar ao máximo, queria tê-la comigo para sempre, eu jamais deixaria ela ir. Jamais. Jamais! -- Ela está acordada?

–- Não. Está dormindo. O médico falou que ela vai fazer isso cada vez mais e mais...

–- Dormir parece bom quando se está morrendo -- sussurrei com amargura, voltando a afundar a cara nos meus joelhos.

–- Vem, vamos subir até o quarto dela -- falou.

Me levantei.

Pegamos um elevador e o silêncio era acolhedor. Eu não sentia vontade de falar, apenas queria me deitar ao lado de Jenn e tê-la para sempre ao meu lado, sussurrando no ouvido dela o quanto a amava.

O elevador parou no 2° andar. O sr. Winters me levou até o quarto e abriu a porta.

Jennifer dormia em sua cama, ligada a vários aparelhos.

Seus fios caiam esparramados pelo travesseiro. Sua pele pálida parecia fria e morta, as sardinhas eram os únicos pontos de vida ali, além de seus lábios que estavam avermelhados de forma desnatural. Será que mesmo dormindo ela sentia dor?

O sr. Winters continuou falando e cada vez que ele abria a boca, eu sentia algo subir dentro de mim. Algo que fazia meu coração bater mais forte, meus pensamentos se amontoarem e principalmente meu rosto ferver.

–- Vai ter dias que ela não vai nem acordar para você. Cada hora ela vai definhar mais e mais. Deixe-me sozinho com ela. Sou capaz de aguentar.

Então eu soltei. A raiva. A vontade de berrar o quanto aquilo era ridículo criou vida em mim, principalmente a ânsia de soca-lo, de dizer que ele era um idiota e babaca, se achando auto-suficiente para ela, quando eu sabia que Jenn também precisava de mim. Sendo egoísta e egocêntrico. Tudo junto, eu sentia as lágrimas caírem, me sufocarem. Cerrei os maxilares e comecei a despejar tudo para fora.

–- Não! Eu a amo! Eu não vou fugir! Eu a amo, porra! Coloque isso na merda da sua cabeça: Eu. Não. Vou. Deixá-la! E quer saber? Se só são quatro semanas, quero fazer tudo que eu faria com ela minha vida inteira! Eu a amo! E nessas quatro semanas quero me casar com ela! Porque eu não tenho tempo de fazer isso mais tarde! Porque ela está morrendo, porque eu nunca vou poder entrar numa faculdade com ela e ela não vai mais entrar na minha casa pela janela a noite, e não vai mais me chamar de idiota e ao mesmo tempo eu nunca vou poder ter um filho com ela para chamarmos de "nosso" e... e... -- minha voz falhava, meus joelhos estavam moles e minha vista embaçada pelas lágrimas. Ao mesmo tempo, era bom colocar pra fora -- quando ela se for, eu não sei o que vou fazer da minha vida, mas sei que fugir não é a saída. Já a amo de todas as maneiras possíveis, fugir seria o mesmo que arrancar flores da terra porque de um jeito ou de outro, cedo ou tarde, elas vão murchar. E eu a amo, senhor, e vou me casar com ela, e não, não estou pedindo sua benção.

Ele me fitava. Eu fitei ele e ninguém disse mais nada, pelo menos nenhum de nós dois.

–- É, hã... eu aceito -- sussurrou um fio de voz atrás de mim.

Jenn piscava com dificuldade, tinha a testa levemente franzida mas um sorriso doce nos lábios.

Soltei o ar com força, sentindo um alívio grande, ao mesmo tempo que eu sentia vontade de gritar de alegria.

Porque ela havia acordado.

Porque íamos nos casar.

O pai de Jenn se encostou na porta, com uma carranca enorme.

–- Sejam rápidos -- grunhiu. -- Vou ver se consigo alugar um terno bom para mim.

Ele deu um suspiro e saiu do quarto pisando duro.

Fiquei no meu canto sem conseguir desgrudar os olhos da garota deitada na cama. Dei uma risadinha. Eu a admirava, admirava sua força, seu carisma e por conseguir ser tão perfeita. Eu seria capaz de ama-la eternamente.

–- Então... acho que você levou sua promessa um pouco sério demais -- sussurrou Jenn, rindo.

Ri pelo nariz.

–- Ah sim, de te pedir em namoro. É -- caminhei até a cama, enfiando as mãos nos bolsos, apalpando a pequena caixinha. -- Acho que não tem porque adiar mais. Pelo menos por hoje você vai ser minha namorada. Amanha já vai ser minha noiva.

Jenn que antes estava totalmente deitada, se sentou, encostando na cabeceira da cama.

–- Isso vai ser interessante -- murmurou, alegre.

Ri, me ajoelhando no chão, mas antes disso dei uma escorregada, caindo sentado, depois me ajoelhei novamente, gargalhando, nervoso.

Jenn riu, aquela risada alta e gostosa, do tipo que se era boa para ouvir todos os dias, para sempre.

–- Ai, meu Deus, você é patético -- disse ela, recuperando o fôlego.

–- E daqui uns dias você vai ser tonar a Sra. Patética Grey, então calada! -- zombei. Tirei a caixinha do bolso a abrindo delicadamente, enquanto sorria. -- Jennifer Winters, quer ser minha namorada?

Ela sorriu, mas não falou nada, arqueou a sobrancelha. Fez um sinal de zíper fechado em frente a boca.

–- Tá, pode falar -- revirei os olhos.

Ela riu.

–- Aceito, óbvio -- falou. Ri, me levantei e segurei sua mão, encaixando a aliança de prata em seu dedo.

Jenn ficou só alguns segundos fitando-a, depois sorriu.

–- Amanha eu providencio as nossas alianças de noivado -- avisei baixinho.

–- Um dia eu começo um namoro. No outro já estou noiva. E esse é o século XXI -- falou rindo e deu um espaço para mim na cama. -- Vem, deite aqui. Minha vez de cumprir minha promessa.

Ela se sentou na cama, por cima das pernas, e jogou os cabelos para trás do ombro. Seu calor, seu cheiro doce, seu corpo me faziam arrepiar inteiro. Jenn pegou minha mão e colocou no primeiro botão do seu pijama. Abri-o delicadamente, e depois o outro, e depois o outro, e o outro e mais outro.

–- Jenn, não precisa fazer isso. Tem certeza que se sente bem? -- falei com a voz falha. A verdade é que eu sentia o negócio endurecer, mas minha preocupação era maior que qualquer tesão.

Ela riu.

–- Sabe qual é o seu problema, Logan? -- indagou ela, provocativa. -- Você se preocupa demais.

Jenn pegou na barra da minha camiseta, arrancando-a. Alisou meu peitoral, mordendo o lábio inferior.

Ri.

–- Me diga se alguma coisa der errado -- avisei.

Tirei o pijama dela. Daí Jenn tirou meu jeans. Então eu tirei o sutiã dela. Dai Jenn tirou minha boxer. Afinal, tirei sua calcinha. A cada peça arrancada, uma checada.

Deitei-a na cama, suavemente. Subi em cima dela, atacando seus lábios. Jenn arranhava minhas costas, depois alisava-as. Desci o beijo para o pescoço, chupando, beijando, mordendo com força, deixando marcas.

–- Oh, Deus. Isso é bom -- sussurrou, gemendo baixinho.

Desci mais a boca, focando-a agora em seu peito, enquanto apertava o outro.

–- Logan -- falou ela, de repente.

–- Hm? -- indaguei, sem querer esvaziar a boca.

–- Você já fez isso antes? -- perguntou, tensa. -- Quero dizer, eu nunca fiz isso antes e se você já fez isso antes, talvez eu não seja boa e... Ai, meu Deus, acho que os remédios que me deram estão perdendo o efeito. É sério, de repente me deu medo e eu quero que seja tudo perfeito. E se doer? Vai ser muito forte? Isso que você tem aí é bem grandão e se me... Ai, minha nossa, desculpe.

Já com a boca longe de seus peitos, a abracei, deitando a cabeça em seu ombro.

–- Jenn, não quero que faça isso sem estar pronta -- falei suavemente.

Ela suspirou.

–- Não... não é isso. É que de repente essas perguntas surgiram. Mas eu confio em você -- falou baixinho. -- E... sinto uma coisa molhada aí embaixo. Acho que estou com tesão.

Ri, pensando que não era só eu que me preocupava demais.

–- Olha, vou bem devagar, está bem? Se sentir dor, me diga, eu paro e aí tentamos de novo. É normal sentir medo e pra confessar, eu estou. Porque é impossível você ser ruim. Você é perfeita -- sussurrei em seu ouvido. -- Antes, preliminares, o.k?

Beijei-a e deixei que minhas mãos escorregassem por seu quadril, sentindo o calor de sua pele. Daí eu desci meus lábios pelo corpo de Jenn, com calma, delicadamente, sentindo o cheiro doce de sua pele, a textura macia, saboreando o calor. E desci e desci, parando entre suas pernas, foquei a boca ali e conforme eu passava a língua, Jenn gemia.

Depois de um tempo, subi de volta, ficando da altura do rosto dela. Jenn apertou mais nossos corpos, segurou em meu queixo, tocou nossos lábios e nos beijamos demoradamente.

–- Vai lá, garanhão -- brincou. Colei nossas testas, prendendo seus olhos verdes nos meus olhos azuis, vendo toda a apreensão dela desenhada em suas orbes e eu soube que eu tinha que fazer ser perfeito, sabendo que seria poucas vezes que eu a teria de novo.

Seu coração batia forte, chocando-se com o meu, que também batia descompassadamente. Sua boca a menos de centímetros da minha. Sentia sua respiração saindo desordenada, meus cabelos caindo na testa, os cabelos dela emaranhados, dando-a um ar puramente selvagem. Nossos corpos quentes grudados. E eu estava disposto a não apenas a continuarmos grudados, e sim a uni-los.

Afastei suas pernas. Sorri, e me ajeitei ali.

Jenn cravou as unhas em minhas costas, fechou os olhos, mas segurei em seu rosto, em suas bochechas rosadas e ela voltou a abri-los, me encarando fixamente. Me movimentava devagar, mordendo o lábio para não gemer alto demais.

–- Ai meu Deus, estamos transando em um hospital -- falou ela, soltando um gemido alto. Percebi o quanto ela havia se empolgado, tanto que começava a se movimentar também.

–- É, estamos -- soltei um gemido e acelerei um pouco mais. -- Tá doendo?!

Ela riu, pegando em minha bunda, abrindo mais as pernas.

–- Não -- ela gemeu alto, provocando. -- Você é um desgraçado, Grey. Me corrompeu.

Eu gargalhei e a beijei, nossas línguas fazendo movimentos quentes.

–- Vou te contar uma novidade, ruiva: você me corrompeu primeiro. Isso aqui são só os efeitos disso -- aumentei os movimentos, sentindo um calor começar a ferver dentro de mim.

–- Oh, Meu Deus -- gemeu ela. Jenn inverteu as posições, me deixando surpreso com a rapidez. Começou a se movimentar em cima de mim, com toda a sua força, toda a agilidade, quicando. Abracei sua cintura, descendo minhas mãos dos seus seios até seus quadris. Jenn ficou se mexendo durante vários e vários minutos, então aumentou os movimentos, indo com extrema rapidez, enquanto gemia alto e sem vergonha. Senti que era meu instante, o meu orgasmo e me permiti gemer alto e gostosamente. Até que em fim, Jenn também parou, se remexeu ainda em mim, com movimentos circulares da cintura, e aí se jogou ao meu lado, me abraçando.

–- Foi bom. Muito bom -- murmurou ela, ofegante, bocejando, fechando os olhos. -- Me avisem se nos virem dormindo pelados, diga que fodemos gostoso e que eu não morri virgem. Agora vou dormir. Te amo.

E ela apagou.

Fiquei brincando com seus cabelos, acariciando-os durante longos minutos. Abracei-a pela cintura, repousando a cabeça dela em meus ombros. Sabia que Jenn estava cansada e já tinha sido um milagre ela ter tido aquela disposição. Ela dormiria cada vez mais e mais.

Antes de Jenn, eu havia dormido com duas ou três garotas.

Não vou dizer que eu não era do tipinho que não pegava qualquer uma que se oferecia para mim, não vou dizer porque seria uma imagem errada que você teria. Afinal, eu não era tão diferente assim da maioria dos garotos idiotas da face da terra. Eu costumava sair e ficar com qualquer uma e aquelas que aceitavam mais do que isso, tinham o meu aceite também.

Mas era coisa de momento. Eu não amava aquelas garotas. Eu gostava de foder com elas.

Mas aí teve Christin e eu realmente gostei dela. Ela me ensinou como era fazer aquilo com alguém por quem eu alimentava sentimentos. E era bom. Era muito bom. Era uma coisa nova.

Porém, Jenn e eu... era outra coisa. Era de verdade, era real. Eu amava Jenn e quando você ama alguém, foder com essa pessoa se torna a coisa mais bela existente. Qualquer tipo de safadeza, se torna maravilhoso. É único, lindo, é bom e... eterno.

Eu esqueceria todo o meu passado só para ter mil outros momentos com Jenn. Eu deixaria de lado qualquer coisa que antes tinha parecido bom, mas que eram apenas ilusões, apenas para ter outros reais com Jenn.

Eu a amava mais do que tudo. Eu morreria por ela. Sabe-se lá como em pouco menos de dois meses eu havia criado tanto sentimento por uma pessoa, a ponto de ama-la mais do que qualquer coisa, mais do que a mim próprio, mais do que tudo. Eu não sabia como eu me encontraria novamente quando ela partisse, mas eu estava tentando não pensar, não entrar em desespero.

Éramos nós e para mim duraria para sempre e um pouco mais. Por ela, eu faria tudo para conquistar sua felicidade, tudo se isso lhe desse pelo menos um dia a mais de vida, mas era impossível. O fim já estava escrito, estava desenhado. E se o mesmo filho da puta que tinha escrito o nosso fim havia escrito o quanto eu a amaria, eu sinceramente o abraçaria e depois o socaria até perder o fôlego. Eu o abraçaria por colocar a melhor coisa em minha vida, por me trazer algo tão bom, algo que havia me tornado em uma pessoa melhor, algo que deixava tudo melhor. E o socaria por estar tirando-a de mim, da forma mais cruel e brusca que eu conseguia imaginar. Era como se estivesse escrito que ela havia entrado no meu mundo para me desidiotar, para me levar ao paraíso e num retorno rude, me jogar ao inferno em que eu estaria para sempre sem ela.

Jenn simplesmente me dava os melhores momentos de minha vida e eu sentia pena de todo mundo que se sentia feliz sem tê-la ao lado, porque nem de longe era uma felicidade tão grande quanto a de tê-la por perto. Porque Jenn era perfeita e era capaz de trazer felicidade a quem quer que tivesse ao lado. Eu havia sido o escolhido. Mas também o condenado. E eu sabia que se tentasse tirar o lado que iria me punir, ia acabar arrancando o lado que havia me presenteado. Por isso, eu jamais a deixaria ou fugiria como o Sr. Winters queria.

Eu apenas sabia que fazendo 1 dia, 1 ano, 10 anos ou 100, eu continuaria amando-a, mesmo ela estando ali ou não.

Saí da cama. Vesti minha boxer e por uma questão de bom senso, coloquei o pijama de Jenn nela, com delicadeza. Com certeza não seria muito legal se nos encontrassem dormindo despidos. A cobri com um edredom e fiquei alguns segundos olhando o mundo lá fora pela janela. A lua estava cheia, bonita.

Deitei no chão e tirei um cigarro, acendi ele e traguei.

Fiquei pensando um pouco, enquanto soltava a fumaça para o teto. pensava sobre O depois e decidi que talvez fosse bom só dormir um pouco. Apaguei o cigarro e voltei a deitar na cama, me cobrindo também e comprimindo meu corpo com o dela, afagando seus braços, sentindo seu corpo quente no meu. Dei um beijinho em seu rosto.

–- Eu também amo você -- murmurei. -- Obrigado por tudo.

Fechei os olhos e tudo ficou escuro.

Notas finais
Lugar super legal para ter a primeira vez, né? Seria engraçado, se não fosse deprimente. Bom gente, esse já é o capítulo 20... Falta tipo, uns 5, 6 capítulo para o final! Preparem o coração :3 Deixem reviews, adoro vocês, tchau! :3