Notas iniciais
Enjoy it.

A primeira vez que seus olhares se encontraram, o menor sentiu pela primeira, e talvez única vez, borboletas voarem em seu estômago e o outro rapaz sentira quase o mesmo, mas com o adicional de pernas bambas e arritmia cardíaca... {...}

-...

-Kyoooooooooo...?

-...

-Kyooooooooooooo...?

-...?

-....KYO, CARALHO!

O loiro deu um pulo, ouvindo risadas vindas do guitarrista como resposta.

-Onde cê tava? Marte? — Die disse, com um sorriso zombeteiro no rosto.

-...Eu só tava pensando. — Kyo disse, virando o rosto e bufando.

-Okkei, okkei... — o guitarrista deu de ombros. — O Kaoru só mandou avisar que vai demorar um pouco e disse que provavelmente vai chover canivete por você ter chegado cedo.

Kyo soltou um riso e acendeu um cigarro, talvez o quinto só naquela manhã.

Realmente poderia chover canivete naquele dia.

Nem era 10 da manhã e o loiro já estava no estúdio, surpreedendo até Die.

{...}\"...E se eu me aproximar e ele me rachaçar?\" pensara um dos jovens, observando o outro, extasiado...

Mal sabia ele que o outro estava ansioso por qualquer ação vinda dele...{...}

-Ah! Gomen, gomen, o trânsito estava horrível e eu quase atropelei um ciclista e... — Toshiya tomou fôlego, ainda apegado a maçaneta da porta, a qual ele escancarara sem nenhuma cerimônia. — Cadê o Kaoru-san?

-Ohayou, Toshiya. — Die riu, largado no sofá existente no estúdio, de forma preguiçosa.

-Ah! Ohayou, Die-kun! — ele sorriu sem jeito, exibindo o aparelho recém colocado em seus dentes. — O Kao não está, nee?

-Nah!

-Ufa! — o baixista suspirou aliviado, adentrando o local e apoiando o estojo de seu baixo na parede, logo em seguida arrumando a touca. — Ohayou, Kyo-san...?

-Ohayou. — disse sem se virar.

O loiro permaneceu estático, observando a cidade através da janela.

O dia amanhecera frio, logo a neve agraciando a paisagem cinzenta da cidade, dando um tom tristonho ao lugar.

-E que história é essa de que você quase atropelou um ciclista?! — o guitarrista, agora moreno, ria, puxando assunto com o baixista.

-Ah, meu, sei lá, do nada apareceu um cara de bicicleta na minha frente! Ele só não me bateu porque me reconheceu! — Toshiya riu divertido, se sentando no sofá enquanto tirava o casaco pesado de malha.

-Uaaau! — Die riu divertido.

Kyo apenas ouvia a conversa, não dando muita atenção.

Só estranhara que o baterista ainda não havia chegado.

-Sumi masen...? — ouviu a porta ranger, se abrindo e um rostinho corado aparecendo na fresta da porta.

-Ah! Shinya-chan! Também quase atropelou um ciclista?! — o baixista ergueu os braços, rindo.

O baterista riu, mesmo não entendendo a piada.

Entrou tranquilamente, fechando a porta com cuidado.

-Ohayou, Die-san. — o loiro sorria, tirando a jaqueta revestida de pelúcia. — Ohayou, Totchi...

-Ohayou, Shin-chan! — Die acenou para o baterista enquanto Toshiya sorria em resposta.

-Ohayou...Kyo-san. — disse meio temeroso, erguendo uma sobrancelha enquanto observava o vocalista apoiado na janela, mesmo com uns 6°C abaixo de zero.

-Ohayou, Shinya. — ouviu a resposta calma vinda do menor.

Os três restantes na sala se entreolharam, Die dando de ombros.

{...} O mais velho decidira tomar a iniciativa.

Deu a última tragada em seu cigarro e o último gole em sua lata de Coca-Cola.

Lutou contra as pernas bambas e atravessou o local, indo de encontro ao outro rapaz, sem quebrar o contato visual.

Ele simplesmente não conseguia quebrar o contato visual.{...}

-Olha, olha...O Shinya tá parecendo aquela rena lá...De nariz vermelho... — Die riu divertido, acendendo um cigarro.

-Rudolf! — o baixista ria, jogando a cabeça para trás, a apoiando no encosto do sofá.

Shinya corou mais ainda, coçando o nariz, tentando disfarçar a cor avermelhada adquirida em consequência do frio vestiginoso do lado de fora.

-Mas Rudolf não era manco! — o guitarrista disse, dando de ombros.

-Verdade, nee? — Toshiya coçou a cabeça, com cuidado para não desarrumar a touca preta que usava.

-Daisuke! — Shinya disse, impaciente e enfezado.

-Calma, to brincando! — o moreno começara a rir novamente, soltando a fumaça do cigarro.

Toshiya só...Ria.

Sexto...Sétimo...?

Certo, talvez fosse o oitavo cigarro que Kyo acendia, permanecendo no mesmo local, sentindo o vento gelado lhe tocar a face, mas sem se mover.

Estreitou a vista quando observou um carro conhecido adentrar o estacionamento do prédio da gravadora.

Saiu do estúdio com passos rápidos e decididos, sem cuidado ao fechar a porta, provocando um ruído bem alto.

-O que deu nele? — Shinya disse, se sentando na banqueta da bateria e brincando com as baquetas.

-Sei lá, deve ser a nicotina corroendo o cérebro dele... — o baixista sorriu, fazendo Shinya rir. — Que foi?!

-Cê ficou engraçado de aparelho...! — o loiro continuou rindo. Um riso baixinho, com a boca coberta por sua mão magra.

-Ah, Shinya! Não enche! — Toshiya revirou os olhos, enfezado.

O vocalista não esperou o elevador.

Ansiedade demais.

Desceu os seis andares pela escada de emergência, em passos largos, pulando alguns degraus.

Chegou ao subsolo, onde havia a garagem.

Caminhava rapidamente, procurando o carro visto antes.

Ouviu um -bip- proveniente de um alarme sonoro de carro.

Deu meia volta sobre os calcanhares.

{...} \"E-ele tá vindo...\" o menor pensou, tenso.

Sentiu as mãos suando excessivamente.

Tentou recuperar a respiração normal, em vão...O outro já estava próximo demais. {...}

-Ah, Kyo-kun... — o moreno disse, tirando os óculos escuros e arrumando o cabelo, com o estojo da guitarra no ombro. — Que cê tá fazendo aqui?

Kyo sorriu.

Um sorriso tímido, imperceptível.

O vocalista voltou a caminhar, dessa vez, de encontro ao Líder.

-Tudo bem, Tooru? — Kaoru disse, franzindo o cenho, em tom preocupado.

-Uhum. — parou de frente ao maior, o olhando nos olhos.

Os dois mantiveram o silêncio, se olhando nos olhos.

Nenhum deles quebrava o contato visual, um analisando o outro.

Niikura sorriu, pondo a guitarra no chão, apoiada no pára-choque do carro e se aproximou do outro, o abraçando e lhe dando um beijo terno nos lábios, que fora correspondido prontamente.

{...} O rapaz mantinha os passos decididos, embora inseguro, uma harmoniosa contradição.

O outro garoto o olhava enquanto saboreava o cigarro recém aceso. Estava curioso e excitado em relação ao jovem caminhando em sua direção. Não devia passar dos dezessete e seu cabelo cumprido e loiro lhe dava um ar interessante.

\"O-oi...Meu nome é Kaoru...Será que podíamos conversar?\" o jovem dissera, inseguro, com um sorriso tímido nos lábios.

Obteve uma resposta afirmativa do outro garoto, que sorriu singelo.

\"Meu nome é Tooru, mas pode me chamar de Kyo...\".

Kaoru sorriu mais abertamente agora, \"prazer, Kyo-kun.”

“Prazer, Kaoru-san.”

Notas finais
Ahh, well...
Meu primeiro KxK, espero que tenham gostado '-'
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!