Fry Quartz

3 Dia dos Namorados


Notas iniciais
Pessoal, esse é o ultimo capitulo, para comemorar o dia dos namorados, fiquem com o termino de Fry Quartz!

As lagrimas continuavam a escorrer sobre o rosto de Peedee, mas naquele momento, ele sentia muitas outras cosas para se importar com simples lagrimas, afinal, aquele era seu primeiro beijo, com seu primeiro amor.

Com os braços enrolados no pescoço de Steven em um abraço, ele mantinha sua boca na de Steven, esse era o objetivo, um beijo rápido, e depois correr novamente, sem nada dizer, afinal essa era a melhor ideia que ele teve depois da briga intensa com o pai, não conseguia mais se segurar, não se importava com a reação de Steven, ele só queria tentar, mas algo saiu fora de planos, o beijo estava demorando demais...

Não por culpa de Peedee, pois ele não reparou que pouco tempo depois, as mãos de Steven estavam envoltas em sua cintura, não ele não havia rejeitado o beijo, isso não estava em nenhum dos planos de Peedee, sentia o calor de seu corpo em contraste ao ar gelado da noite fria, ele tremia, mas não sentia medo algum do que fosse acontecer, ele apenas avançou, andando com Steven para dentro de casa, e então ele afastou deu rosto um pouco, Peedee apoiou a testa sobre a de Steven, e ficou olhando em seus olhos.

–Pee... Dee...

As lagrimas começaram a voltar, Peedee estava muito instável naquela hora, seu coração estava completamente dividido, ele simplesmente soltou-se de Steven e correu para dentro da casa, com vergonha de olhar no rosto de Steven, se sentou na borda do teleportador e ficou lá com a cabeça apoiada sobre os braços, ainda sem falar nenhuma única palavra, Steven fechou a porta, entrou e foi lentamente em direção a ele, se encostou na porta do templo, de frente para o garoto deprimido que estava sentado em prantos, muito diferente do Peedee que sempre gostou de ver, que sempre foi seu amigo

–Eu... eu...

–Peedee, você... gosta de mim? certo?

–Eu... certo...

–mas...

Peedee ainda chorava, suas lagrimas molhavam sua regata, que estava sendo comprimida machucando os dedos dele, mas aos soluços falou:

–Eu sei... eu sou outro garoto... mas eu sempre gostei de você, desde muito tempo atrás eu sabia que sentia algo por você! Mas agora... meu pai descobriu isso, eu e ele... brigamos...

–Você brigou com seu pai... mas vocês nunca brigam...

–Por que eu sempre fiquei calado, mas eu não aguentei o que ele falou sobre mim, o que falou sobre nós...

–nós...

Peedee levantou seu rosto para olhar Steven,

–você... gosta de mim?

–eu... acho que sim... sabe é... muito complicado... sempre foi... meus sentimentos são muito confusos, eles parecem mudar sempre que eu acho que começo a entende-los, sim eu sinto algo forte por você, algo diferente... acho que meu lado gem tem sentimentos diferentes do meu lado humano... isso é muito complicado mas... eu sei que... eu quero ficar perto de você... eu gosto de você Peedee, mas mesmo assim é confuso.

Peedee soltou uma risadinha, sentia muita ironia naquilo, afinal Steven parece que gostava dele, mesmo assim Peedee ficou escondendo seu coração durante todo esse tempo.

–Peedee... eu não quero fazer você sofrer... eu não queria nada disso, eu nunca falei nada para você pois eu sabia que... eu poderia de machucar...

–Steven não... você não está me machucando... esse tempo todo acho que eu me machuquei tanto...

Peedee se levanta, avança até Steven enquanto fala.

–Eu mesmo me mantive longe do você, isso me machucou, eu tive medo Steven, eu tenho medo... eu não quero ficar longe de você... eu quero ficar com você!...

Peedee se aproxima e beija Steven pela segunda vez, contra a porta, e depois se solta, abraçando o peito de Steven, esfregando seu rosto contra ela, Steven o abraçou de forma reconfortante.

–Você está muito gelado Peedee... seus braços, venha comigo!

–Steven... eu... não é melhor eu ir...

–você não vai a lugar nenhum... eu nunca me perdoaria se você saísse daqui nesse frio... venha comigo!

–Steven puxa o braço gélido de Peedee, sobe as pequenas escadas até sua cama, a luz da lua passava pela janela, iluminado o colchão fofo com sua luz branca, Peedee se senta na cama como Steven instruiu esfregando nos braços em uma tentativa falha de se aquecer, seu rosto queimava, tanto pelo frio, tanto pelo rubor que os momentos com Steven causaram, ele ainda estava lento demais para se mover dali, Steven então estica seu braço, mostrando um pijama amarelo e branco.

–vista isso... afinal... nosso combinado era você dormir aqui...

Peedee hesitou, ele não tinha certeza se podia dormir lá, ficou apenas olhando para Steven novamente, se olhar sempre fazia isso com ele, seu rosto sorria para ele, tentando incentiva-lo, ele não tinha certeza de nada, então pegou o pijama, o abriu em sua frente, e pediu para Steven se virar, o vestiu rapidamente, mas o processo o esfriou ainda mais, assim que ele terminou de vestir, se sentou na cama, e Steven o cobriu com um cobertor espesso, do outro lado, lá estava Steven, também coberto, sentado bem ao lado dele, muito próximo, ele segurou na mão se Peedee, que retribuiu o aperto, e novamente eles se beijaram, e em caricias se lançaram na cama, e sem sequer percebeu, eles dormiram, na mesma cama debaixo do mesmo cobertor, em um único abraço.

A luz da lua que iluminava o quarto durante a noite foi substituída pelo sol claro, a iluminação batia no rosto de Peedee, ele abriu lentamente os olhos, a manha continuava fria, mas não havia nenhuma nuvem no céu, Peedee não entendeu em principio o por que de não conseguir levantar, depois reparou que braços o prendiam, era uma sensação extremamente confortável, a respiração pesada de Steven batia em seu rosto enquanto o rapaz olhava para o rosto adormecido de seu amado, sentia poder ficar ali para sempre, observando suas bochechas coradas pela brisa da manha, sequer quis pensar sobre os acontecimentos daquela noite, ele estava completamente satisfeito com apenas o agora, o futuro também não lhe interessava, se pudesse paralisaria o tempo para que pudesse se manter abraçado com Steven para todo o sempre, mas é claro Steven devia acordar, e isso não tardou, seus olhos se mexeram, e ele soltou um longo bocejo, olhou para Peedee e disse.

–Bom dia...

Peedee apertou Steven um pouco mais, como se tentasse conferir se era tudo realidade, Steven então fez o mesmo, depois acariciou o rosto do loirinho a sua frente, sua pele era macia, Steven sempre gostou da textura de sua pele, mas nunca disse isso a Peedee, talvez essa historia poderia ter sido diferente se não tivesse omitido esse fato, ambos ficaram lá por mais um tempo, o sol se tornou mais forte, o relógio de Steven bateu as oito, ambos resolveram que já era hora de acordar, Steven dobrou as Cobertas, Peedee se manteve meio embaraçado sentado na cama, tentando relacionar as coisas que acabaram de acontecer, e tentar traçar algum plano, o passado começou a perturba-lo novamente, e o futuro a assusta-lo, de repente a barriga de Steven ronca, ele fica extremamente vermelho, coloca as mãos apertando o estomago e diz gaguejando.

–Eu... acho que eu... deve ser forma... acho melhor tomarmos café...

Tomar café, uma tarefa simples, Steven desceu, pegou uma caixa de waffles no congelador, mas estava tudo perdido, ele procurou pela casa, mas não havia nada que ele soubesse prepara, Peedee notou sua frenética procura por comida, desceu as escadas e disse.

–Se quiser eu posso cozinhar... sabe eu sei bastante sobre culinária e...

–Steven se lança no corpo de Peedee e o abraça, depois olha para ele com os olhos brilhando de animação.

– namore comigo!

–o... oque?

–NAMORE COMIGO!!! EU PRECISO DE VOCÊ COMIGO! Você sabe tantas coisas que eu não sei... você é ótimo em cozinha, sabe como cuidar de organização, é inteligente! POR FAVOR ACEITE!!!

–mas... mas...

Peedee estava como um pimentão, seu rosto estava queimando de rubor, Steven segurou em suas mãos, se ajoelhou, e declarou.

–vou fazer da forma certa então... Peedee.. você quer namorar comigo

Peedee ficou parado... ele não previa que aquilo fosse acontecer... ele não conseguiria lidar com isso, ele definitivamente não lidaria bem com isso, com tanta confusão aquele pedido não veio na hora mais correta, ele estava quase explodindo, mas tido que saiu foi um som baixo, que mesmo baixo se sobrepôs ao silencio que se formou

–sim...

–SERIO!!!

–SIM!!!

Eles então se abraçaram, e sorrindo Peedee chorava novamente, mas mais alegre do que nunca, ele não esperava por aquilo, mas não podia dizer não, em nenhuma situação que vinha em mente um não era possível, então a barriga de Steven ronca novamente, Peedee passa os dedos entre os cabelos de Steven, e fala

–Então... acho melhor eu fazer esse café se não você vai acabar morrendo...

Peedee analisa por alguns segundos os ingredientes, acenando com a cabeça e pegando vários deles, farinha, açúcar, ovos, leite, batedeira, panelas, e uma variedade de coisas e utensílios, colocou com cuidado sobre a mesa, e começou a preparar uma massa. Steven estava praticamente em cima dele, olhando cada passo, Peedee então rodou a cadeira dele para traz dizendo que seria uma surpresa, Steven então saiu da cadeira, e ficou ansioso esperando no sofá, 15 minutos depois Peedee retira o avental, e traz para a mesa um prato, com uma pilha de panquecas cobertas de calda de chocolate e avelãs, cheirava incrivelmente, Steven olhou surpreso, como se não conseguisse entender como Peedee havia feito aquilo, aos olhos de Steven, uma obra de arte, ele tratou logo de pegar o prato e comer uma colherada, exclamando um “ummmmmmm”, Peedee também comeu uma colher, tendo uma reação parecia, eles compartilham as panquecas, até o ultimo pedaço, parecia estar tudo perfeito, Peedee nem sequer lembrava de seu pai, não se importava em ficar para sempre morando com Steven, mas isso não iria acontecer, quando uma voz chamou pelo nome de Peedee, ele gelou, um tremelique subiu por sua espinha, vinha de fora da casa, uma voz inconfundível para ele, olhando pelo canto da janela confirmou, de fora da casa estava Sr. Fryman

Peedee observou e observou, enquanto seu pai chamava por seu nome, Steven reparou, chegou sorrateiramente e perguntou em cochicho

–quem é...

–meu pai... ele veio... o que eu faço...

–você não pode se esconder para sempre...

–mas... mas...

Peedee começou a lacrimejar novamente, lembranças ruins do dia anterior o vieram em mente, ele devia ser capaz de fazer aquilo, mas ele nunca gostou de tomar decisões, Steven o beijou então, e o confortou

–está tudo bem... vai...ele é seu pai... você também tem o direito de opinar... não vai ficar em paz com si mesmo se não fizer isso... vá!

Peedee então se recompôs, lentamente girou a maçaneta, a porta se abriu e ele encarou seu pai, Sr. Fryman não disse nada, nem Peedee, ele desceu da escadaria de madeira, e se aproximou até ficar frente a frente com seu pai, tentando não expressar nenhuma emoção, e enfim falou

–Pai.

–Peedee.

–Olha,, eu não sei o que você vai falar... eu NÃO vou mais aceitar tudo que você falar de mão beijada... eu quero poder...

–Peedee, deixe eu falar... ontem você fugiu, eu liguei para seu irmão... para falar com le esobre o que você fez... e ele...

Sr. Fryman parou de falar, de repente algo que Peedee nunca esperou ver, seu pai abaixou a cabeça, com a face triste, o vento e o mar faziam os únicos sons ouvidos, então ele levantou a cabeça, e com os olhos cheios de lagrimas falou:

–Ele... me corrigiu...

–Ronaldo???

–Ele disse que eu fui irresponsável, que em vez de tentar ouvir o próprio filho eu deixei você furioso ao ponto de fugir, que eu deveria reparar o que fiz, olhe, eu nunca esperei que você gostasse de Steven, é demais pra mim entende? Eu não tenho nada contra sua opção... mas eu nunca cheguei a pensar nisso... como sendo parte de você...

–Pai...

–por favor Peedee, volte para casa, perder sua mãe já foi o suficiente em minha vida, não quero que aconteça o mesmo com você...

Sr. Fryman começa a chorar, Peedee também, então ambos se abraçam, enquanto Steven observava de longe de dentro da casa, sorrindo por ver a cena, finalmente Peedee e seu pai se deram bem de novo, quando um pequeno cristal de comunicação surgiu na frente de Steven, e uma voz saiu de dentro dele, era a voz de Pearl

–Steven... você está sozinho? Precisamos conversar!...

Enquanto Pearl conversava com Steven, Peedee e seu pai conversavam na praia, sobre o que eles iriam fazer

–então... você está namorando ele...

–sim... ele me pediu hoje...

–você dormiu bem?

–sim... nós dormimos juntos...

–OQUE?

–não não... não, nããão... não pense nisso pai... só dormimos... eu não faria isso, não no memso dia do primeiro beijo...

–então aconteceu beijo...

–beijo-s... Steven é animado... bem pai... você acieta tudo isso certo... eu planejo morar com Steven um dia, e poder ter uma vida com ele... sei que não é o que você planejou para minha vida mas...

–você planeja sua vida de hoje em diante Peedee, você já tem 15, acho que eu fiz isso por que seu irmão era muito desregrado, acabou escoando tudo para você, me desculpa mais uma vez...

–ok pai... e sabe... eu posso ter o meu emprego de volta...

–eu me pergunto pra que... você tem tantas economias... muito provavelmente mais do que as minhas!

–eu... gosto do meu trabalho sabe... foi minha vida nos últimos cinco anos...

–claro! Você é o herdeiro da Fryman Brothers CO. seria uma pena você ficar sem trabalhar! E eu também não tenho mas nenhum substituto.

Sr. Fryman termina, e abraça seu filho novamente, então Steven desce as escadas, se aproxima e fala embaraçado.

–Sr. Fryman... eh... bom dia... seu filho... ele é ótimo... eh... sabe... a gente tem que conversar... sabe uma DR... então vou pegar ele... DIGO vou conversar com ele a sós agora... se você permitir...

–Ok! Tudo bem... eu tenho que ir então, espero que vocês fiquem bem! até mais Steven, tchau filho!

Sr. Fryman se despede, e vai embora, Steven segura na mão de Peedee, e de cabeça baixa fala

–Peedee, isso não vai ser fácil, mas eu vou ter que ir...

–ir? o que você quer dizer com ir?...

–pro espaço, acabei de falar com a Pearl, eu vou ter que deixar Beach City...

–Mas quando? E quanto tempo?

–Hoje, ou melhor, agora, Lapis chegará daqui a meia hora para me buscar, e eu vou ficar um mês no espaço.

–um mês... mas justo agora? Por que?

–olha Peedee, você é muito fofo e eu quero muito ficar com você mas você deve ficar aqui onde é seguro, e eu devo fazer isso... espero que entenda... eu amo você Peedee

As palavras ecoaram em Peedee, seus olhos que começaram a ficar húmidos cessaram, inundados agora de felicidade, ele não teve outra resposta

–Eu também te amo... e eu vou estar te esperando!

E num abraço final, eles se beijam, sobre a praia, sem se importar se alguém veria, pois eles estão juntos agora, e que venha o que vier, eles se despediram, e Peedee voltou para sua casa, sua rotina, sua vida, no balcão da loja observando o pilar de água se elevar no oceano até se desfazer, com o pequeno projetil de agua que levava Steven para longe dele, mesmo distante, mesmo sozinho, Peedee estava feliz, feliz por ter seu amor retribuído, feliz com tudo, e contaria cada segundo até a chegada de Steven, pois seu amor finalmente tomou uma forma, seu amor por Steven...

Continua...

Notas finais
Pegadinha do malandro! pessoal, vou prolongar a fic! assim que Steven voltar as aventuras continuam! eba! comentem pessoal e deem ideias!