Notas iniciais
Capa nova, também por autoria da Barw. Obrigada, flor! Divirtam-se com o o capítulo!

POV. Caspian.

Miraz foi ao chão. A raiva que eu sentia fizera-me forte o suficiente para ignorar os ferimentos. Ele sangrava e quanto mais o olhava mais raiva eu sentia. Mais sangue lhe tirava. Ele não aguentaria muito mais tempo e eu estava pronto para finalizá-lo, na verdade, estava pronto para isso há muito mais tempo do que imaginava.

Ele tentou fugir, mas cravei um punhal em seu pé. Ele urrou de dor e caiu novamente. Ergui a espada para matá-lo quando fui interrompido. Raios cortaram os céus ao som de trovões poderosos, atingindo nossos inimigos. De algum ponto atrás de mim veio uma luz forte e branca. Todos pararam e viravam-se para ver.

Da tenda da enfermaria, vinha Lilliandil. Brilhando. À ordem dela, os raios caíam por toda Nárnia, concentrado na batalha, o fogo aumentava, mas consumia apenas os inimigos. Estes, recuaram, correndo para o bosque. Ao virar-me, Miraz havia sumido. Fugiu para a floresta como todos os outros. Respirei fundo, sentindo pingos de chuva em meu rosto e ombros. A fumaça que subia intensificou-se por causa do fogo que era apagado. Respirei fundo. Miraz nunca mudaria. Seria sempre o mesmo covarde, mas eu sabia que nosso acerto de contas ainda chegaria.

POV. Pedro.

–Vivas! Vivas! — comemoravam todos. Lilliandil diminuíra seu brilho e sorria tímida para os que a parabenizavam. Fui ao encontro dela e vi todos fazendo o mesmo. Tirian saiu da tenda atrás dela.

–Bom, acho que já sabemos quem vai vestir cota de malha na sua casa, Tirian. — brincou Caspian.

–É – concordei. — Não esqueça de nos convidar para o chá quando fizer bolinhos. — brinquei. Ele rolou os olhos.

Lilliandil partira imediatamente para ajudar os feridos, deixando Tirian em nossas mãos e já íamos recomeçar as brincadeiras quando um grito chamou nossa atenção.

–Lilliandil! Ajude aqui! — era Rillian. Ele estava ajoelhado ao chão, com Amanda, ferida, em seus braços.

Corremos para lá e os rodeamos. Ele tentava mantê-la acordada, contendo-se para não cair em lágrimas. Mas ela estava pálida, sofrera inúmeras queimaduras.

–Eu não entendo... — dizia ele, para ela.

–O que houve com ela? — perguntou Lilliandil, ajoelhando-se à frente de Rillian.

Os ferimentos eram gravíssimos, ela estava partindo.

–Jadis... — sussurrou a moça. — Ela jurou fazer isso...

–O que? Do que você está falando? — perguntava ele, desesperado.

–Ela jurou que... Se... — sua respiração acelerou. — Se... Se eu a traísse... Ela me queimaria...

–O que disse?! — perguntou Pedro, furioso. Segurei seu pulso para que ele parasse.

–Me perdoe, Rillian... Me perdoe... — ela chorava.

–Pelo que? — perguntou o mesmo, sem entender.

–Eu não tive escolha... Ela tinha a vida de meus irmãos... Jadis disse que se eu não fizesse o que ela queria, ela os mataria... Me perdoe, Rillian... — as lágrimas vinham cada vez mais abundantes, deixando-nos mais chocados a cada nova palavra dita. — Eu tive que concordar... Mas não consegui atender às vontades dela... Eu matei a Dama... E Jadis me queimou viva diante de seus olhos para que além de morrer, eu levasse para o túmulo o seu ódio...

–O que... O que ela queria? — perguntou Rillian, com o rosto banhado em lágrimas, tentando secar as dela. Amanda chorou mais. — Vamos, me diga... — ele voltou a pedir. — O que ela queria?

A respiração da moça acelerou, ela estava próxima do fim. As queimaduras eram horríveis e sangravam sem parar. Alguns segundos depois, ela finalmente conseguiu dizer.

–Matar você... — chorou. — Voltem para o palácio... — disse ela. — Ele será o próximo alvo.

Foram suas últimas palavras.

[…]

Além de Amanda, perdemos Sr. Tumnus e Sr. Noel naquela batalha. Eles, assim como todos que morreram, foram sepultados com toda honra que pudemos oferecer. Naquele mesmo dia, voltamos à Cair Parável o mais rápido que podíamos. Devíamos chegar a tempo de evitar qualquer tragédia.

POV. Jay.

Os raios pararam, mas a fumaça se intensificou quando a chuva começou a cair, deixando-nos aliviados. Susana estava uma pilha de nervos e teve que ser levada para seu quarto por Rany e Helena, Lúcia foi logo em seguida, dizendo ir procurar meu irmão. Edmundo baixou a cabeça com as mãos apoiadas no parapeito, como se tivesse um peso enorme tirado de suas costas.

–“Treinos, treinos, recrutamentos, recrutamentos... Só. Nada mais acontece” — cruzei os braços e ele ergueu o olhar para mim. — Nada acontece, não é mesmo? — desafiei.

–Não começa, Jay. — pediu, rindo.

POV. Lúcia.

Alguns já haviam voltado aos seus aposentos e eu pedi informações aos poucos que encontrei vagando pelos corredores. Ninguém sabia de Julian. Eu já havia procurado no quarto dele quando chamei por Edmundo, e todos me garantiam que não havia ninguém nas torres que caíram no mar, derrubadas pelos raios.

Sem saber onde mais procurar, voltei ao quarto dele.

–Julian? — chamei, mas não obtive resposta. — Julian? — bati na porta de novo. Respirei fundo, desistindo. Girei a maçaneta devagar abrindo a porta. Senti meu coração parar e o chão desmoronar debaixo dos meus pés, senti que afogava.

Não... Não podia ser...

POV. Susana.

–Eu estou bem, não preciso de babá. — falei, tentando parecer divertida.

–Você está pálida, querida. — disse Helena, paciente, fazendo-me deitar na cama, colocando a mão em minha testa em seguida.

–Acho que foi só o momento. — respirei fundo. — Estou preocupada.

–Todos estamos, Su, mas você precisa não estar, pelo bebê. — disse Rany, entregando-me o cálice com água. Bebi.

Ouvimos uma batida na porta.

–Podemos entrar? — perguntou Edmundo, por trás da porta entreaberta.

–Claro. — falei, sentando na cama. Ele e Jay entraram. — Precisamos de notícias, Ed.

–Sim, mas não tem como obtê-las. — disse e tratou logo de explicar quando viu o sangue sumir de meu rosto. — Não sabemos a localização deles ou o que realmente aconteceu. Está completamente fora de questão desproteger o castelo para lançar os soldados sem rumo no bosque e...

–SAIA DE PERTO DE MIM! — Edmundo foi interrompido pelos gritos que ecoavam do lado de fora.

Notas finais
Que tal o capítulo? E a capa? Mais uma vez obrigada, Barw, e à você que está acompanhando a fanfic! Reviews! Beijokas!!