Frozen Love, Melted Heart

13 For the First time in Forever


Notas iniciais
Se preparem para um capítulo cheio de revelações :3 muahahah

Dor.

Era a única coisa que Anna conseguia sentir naquele momento. Tudo doía. Foi apenas uma queda do cavalo, pensava. Mas sabia que não era tão simples. Sua cabeça doía, seus braços, suas costelas, suas pernas e... sua barriga. Que dor era aquela?

– Está tudo bem, Anna. Você vai ficar bem. Vocês vão ficar bem, o Kristoff está a caminho.

Ao ouvir sua irmã dizer aquilo, teve uma vaga lembrança. Não conseguia lembrar muito, era como um vagão na sua cabeça, mas lembrou-se de estar inconsciente. Ela era criança, e sua cabeça doía como estava doendo. Elsa havia dito aquelas mesmas palavras – sem mencionar Kristoff, claro.

De repente, Anna teve uma idéia. Seu corpo doía, mas podia conviver com aquilo. Já tinha dezessete anos. Podia sobreviver. Mas seu filho não. Ainda não tinha nascido, nem estava totalmente formado. Precisava mantê-lo a salvo.

– Elsa.

– Sim, Anna?

– Preciso que você congele meu útero. Assim meu filho pode sobreviver.

– Congelar...? Não, Anna. É muito perigoso. Você quase morreu da última vez... E era só você. Agora são duas vidas em risco, a sua e de uma criança.

– Mas agora você sabe controlar. Por favor, Elsa. Eu preciso que faça isso. Como você mesma disse, vai ficar tudo bem.

Ela voltou a chorar. Suas lágrimas eram geladas.

– Tudo bem. Mas eu... eu nunca fiz isso antes.

– Para tudo há uma primeira vez. Não pense em coisas ruins. Não pense nas conseqüências. Pense apenas no amor. Assim você conseguirá controlar.

E assim o fez. Elsa fechou os olhos e colocou as mãos delicadamente sobre sua barriga já um pouco crescida. Uma luz azul brilhante surgiu e Anna sentiu o gelo dominando. Aquilo doía, mas ela deveria ser forte. Os trolls iriam tirar logo aquilo e tudo ficaria bem.

Ela não sabia quanto tempo havia passado. Não sabia se tinha chegado a dormir. Só viu uma silhueta entre as árvores. Cabelos brancos se aproximavam das duas.

– Jack! – gritou Elsa

Jack Frost. Era ele. Anna se sentiu culpada por não ter acreditado na irmã, mas ao mesmo tempo aliviada por conseguir vê-lo, por agora conseguir acreditar.

– Onde está Kristoff? – perguntou

– Ele está a caminho. Disse para eu levá-la aos trolls voando.

Frost olhou para Elsa. Era totalmente perceptível o amor entre aqueles dois. Como ela não tinha notado antes?

– Tudo bem, eu espero aqui até Kristoff chegar com Sven.

– E pra você, Anna? Está tudo bem?

Ela balançou a cabeça em aprovação. Sabia que tudo iria ficar bem, de uma forma ou de outra. Só precisava ter fé. Sem que percebesse, estava nos braços de uma figura fictícia no ar. Não demorou para que chegassem aos trolls.

– Tem certeza que é aqui? São apenas pedras.

– Não são pedras. São trolls.

O primeiro troll se mostrou. Era a “mãe” de Kristoff.

– Anna, querida! O que houve? Você está bem? Onde está Kristoff? – ela olhou para Jack – E quem é esse que ousa segurar minha nora nos braços?

Anna abriu a boca para falar, mas Jack foi mais rápido.

– Estou aqui a desejo de Kristoff. Anna levou uma queda no cavalo e precisa de vocês. Eu tentei chamá-lo, mas ele disse que era para eu trazê-la.

– Mas e o bebê?

– Eu... pedi para Elsa congelar meu útero. Era a única forma de... ele ficar bem...

O chefe dos trolls, que ouvira tudo, decidira se aproximar.

– Querida, você sabe que o que fez foi um grande risco, certo?

– Sim, eu sei. Mas eu conheço Elsa. Ela nunca me machucaria novamente.

Jack a deitou no chão e o troll começou pela magia em sua barriga. A dor desapareceu e ela sentiu um chute. Aquilo a fez sorrir. Significava que o bebê estava vivo. Logo depois Elsa chegou junto a Kristoff, Sven e Olaf. O troll logo passou a magia para o resto do corpo.

– Anna! – Olaf foi o primeiro a gritar e a correr – Você está bem?

– Eu ainda não. Mas o bebê está.

Kristoff correu e abraçou Anna. Elsa abraçou Jack e se aproximou da irmã e do troll.

– E então?

– Ela havia quebrado vários ossos, mas já estão se regenerando. Quanto ao bebê... O que vocês fizeram foi de grande risco. Ele nascerá com os mesmos poderes que Elsa, e precisará controlá-los.

– Então... Foi por isso que eu nasci com poderes? – perguntou Elsa – Minha mãe...

– Sim, ela congelou o útero. Mas foi uma outra pessoa com poderes iguais aos seus. Mas ela sabia as conseqüências.

Lágrimas se formavam nos olhos das irmãs ao lembrarem da mãe. Ambas tinham lembranças terríveis da morte dos pais, pois tiveram que passar por isso completamente sozinhas. De repente, Anna não sentia mais nenhuma dor e se sentou.

– Ele ainda vive? O homem que congelou o útero da nossa mãe?

– Infelizmente não. Morreu há alguns anos. Sua mãe estava muito doente e seu pai me perguntou o que fazer para manter o bebê a salvo. Eu já conhecia Dylan, mas avisei-o das consequências.

Tudo começava a fazer sentido. Elsa não poderia ter nascido com poderes por sorte ou azar.

A mãe de Kristoff interrompeu.

– Então quer dizer que agora nosso pequeno neto vai nascer bem?

– Sim – respondeu Anna – Obrigada. Vamos agora?

Elsa assentiu, sorrindo, mas ainda com lágrimas nos olhos.

– Vamos.

Então todos entraram na carruagem. Olaf ficou entre Elsa e Jack.

– Elsa, você é melhor em escolher amor verdadeiro do que a Anna – disse ele em sua tentativa de “sussurrar”, mas, obviamente, todos ouviram.

– Ei! – protestou Kristoff – Eu posso não voar e não ter poderes de gelo, mas...

– E não ter cabelos brancos, e não ter olhos claros... – continuou Anna

– De que lado você está?

Todos na carruagem riram.

– Estou brincando, querido. Você tem suas qualidades. Por exemplo... Será um ótimo pai.

– Você acha?

Ela assentiu.

– Espero que saiba trocar fraldas.

Kristoff ficou sem palavras. Aquilo não acontecia muito, e Anna adorava vê-lo assim.

– Bom – começou – Eu sei. Mas duvido que o cara do gelo aí também saiba.

Foi a vez de Elsa falar:

– Acho que é meio cedo para falarmos disso.

Todos riram novamente. Era bom estar assim, num clima descontraído, mesmo depois de tudo o que aconteceu. Pela primeira vez na eternidade, tudo estava bem. O corpo de Anna ainda doía um pouco, mas se sentia bem sabendo que logo tudo acabaria. Provavelmente aquele era o “felizes para sempre”.

Ou não. Ela ainda não sabia o que estava por vir.

Notas finais
Acham que acaba aí? Sabem de naaada, inocentes :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.