Frozen Heart - Amor e Ódio!

1 Capítulo 1 - Eu sou Augustus McKnight!


Notas iniciais
Bem pessoal, espero de coração que vocês gostem desse prólogo e que acompanhem os próximos capítulos. A inspiração dessa Fanfic veio quando conversei com minha namorada: Como seria se tivéssemos nos conhecido na mesma escola? Então terá muito romance e guerra, discussão e personagens, acredito eu, bem envolventes.

Meus olhos se abriram, o som de Master of Puppets entrava de forma louca na minha cabeça. Respirei fundo, apesar de amar aquela banda e aquela musica, eu já estava ficando irritado em acordar com um solo de guitarra tão chamativo. Desliguei o despertador do Moto X e me espreguicei. — Tudo bem J, todos sabemos o quanto você é importante. — Disse, irônico, me levantando e indo em direção ao banheiro.

Muito bem, hora da apresentação! Sou Augustus Owen McKnight, britânico, 17 anos, e me mudei na metade do ano passado para a Califórnia. Meus pais haviam se separado e eu estava nos Estados Unidos por conta própria, já havia sido emancipado por causa de progenitores preocupados só com o dinheiro e vivia longe das brigas e discussões pela impressa que eles haviam criado. Tudo isso aconteceu entre: Meus dezesseis anos e o fim de um relacionamento ruim com uma garota. Quando tudo começou a ruir, e o fim do primeiro ano do ensino médio chegou, resolvi que deixaria meu país e começaria a viver por conta em outro lugar.

Já haviam se passado um ano desde que me mudei para Los Angeles e não me arrependi, fiz amizades, inimizades e passei os momentos mais felizes na cidade onde eu estou. Claro que o aparatamento, o carro, o dinheiro, ainda vinham dos meus pais, mas afinal, eles me fizeram e só aceitaram a minha saída de Londres com essa condição: "Cuidar de mim". Esse seria o último dia de verão, a poucas semanas havia completado 17 anos e não me arrependia de não ter dado festa alguma, mesmo tendo dinheiro, pois passar o dia com os melhores amigos não tinha preço e no final... bem, o final é outro assunto, e como minha cama não fala, vocês dificilmente irão saber.

O único problema, não tão problemático assim, que havia encontrado no meu novo lar era simples: Desde que havia deixado meus pais, meu país, a ex-namorada e toda minha vida pra trás, não conseguia me apaixonar. Sim, parece um problema, mas aquela altura não considerava tal como um. Eu me sentia bem sem me apaixonar, não tinha problemas com isso, eu havia sim me tornado frio, e tinha sim uma pedra de gelo no coração, mas não me fazia mal e eu estava bem. Simplesmente não acreditava no amor, pra mim aquilo era uma invenção humana para que pessoas tivessem em pose pessoas que desejavam, afeto era outro assunto, mas nem isso eu sentia, estava seguindo o puro instinto das mulheres que me atraíssem e não me envolvia com ninguém.

Depois de sair do banho me dirigi ao armário. Não, eu não tinha só roupas pretas, coturnos e sobretudos como você deve estar imaginando, eu era eclético, apesar de tudo, e tinha roupas de um eclético: Camisetas, calças, bermudas, acessórios, bonés, lenços e todo tipo de roupa e estilo que um gênero musical pudesse passar. Pra cada determinado lugar eu usava uma roupa, mas na maioria das vezes saia com roupas mais "Punks". Depois de vestir uma bermuda e um moletom, quase favorito, de um Shaman indígena em formato de caveira, amarrei os cabelos num coque samurai e me olhei no espelho. Aquela era a aparência mais comum que eu poderia ter, estava quase sempre assim, ainda mais com a barba por fazer, que me dava uma aparência mais velha, coisa que eu costumava gostar. Peguei as chaves e sai de casa, iria encontrar Adam e Victoria, meus melhores amigos, num cafe que quase sempre frequentamos.

Meu Chevelle SS 1970 parecia sorrir quando me viu, passei a mão sobre as faixas brancas e admirei a coloração preta que o carro tinha. A minha vaga ficava bem em frente ao meu prédio, o que era bom, sempre conseguia avistar ele logo de cara, daquela vez não havia sido diferente, rapidamente estava atravessando as ruas com "Chilie", um apelido que eu e Adam havíamos inventando para o carro, já que lá dentro já havia rolado coisas quentes, tanto quando eu levava uma garota, quanto ele pegava o carro para dar "uma volta", que sempre acabava em um canto reservado para pegação. Quinze minutos depois estava no café, não havia quase ninguém, eram seis horas de um dia de verão, mas havíamos marcado bem cedo, não íamos perder tempo no último dia de verão.

...

Sorri ao ver os dois entrando na lanchonete, um segurando a mão do outro. Não acreditava como estranhamente aquilo chegou a acontecer, mas agora, meus dois melhores amigos estavam quase namorando. Achavam que eu não estava vendo, afinal estava numa mesa diferente da usual, mas assim que se sentaram algumas mesas a frente e ficaram conversando eu notei como estavam dando duro em esconder de mim que iriam começar, se já não haviam começado, um namoro. Caminhei até os dois e puxei a cadeira, eles me olharam assustados, já tinha me sentado, Adam olhou para a porta para se certificar que não estava louco e Vic sorriu, mordendo o lábio, intrigada. — Da onde você veio? — Questionou ela, surpresa.

Eu ri com a cara que Adam fez, repensando os poucos momentos que passaram na cafeteria. Se bem o conhecia, estava pensando: "Não, eu não estou louco, ele já estava aqui antes, não faz nem dois minutos que entramos e ninguém mais chegou", eu ri com a ideia, e um divertimento tomou meus lábios. Logo em seguida, poucos instantes depois da pergunta de Victoria, respondi. — Estava em Narnia, é claro, não está vendo o armário, ali? — Apontei, usando o tom de habitual sarcasmo. — Bobby me deu as chaves. — Completei, olhando pros dois e revirando os olhos. — É claro que já estava aqui, vim do banheiro. — Menti, para ver suas reações, eles trocaram olhares nervosos, como se falassem: "Será que ele viu?", eu quis falar, mas me esforcei para completar somente na minha cabeça "Claro que eu vi, vi desde o primeiro dia que vocês tavam se catando", pensei.

Adam, ajeitou o penteado. Ele era vaidoso ao extremo, parecia quase uma garota, se um fio de cabelo estivesse fora do lugar, então ele teria que voltar e arrumar tudo outra vez, quem, antes, não o visse com várias garotas diferentes, como eu, não acreditaria que ele era hétero, agora ele havia deixado a "vibe" de mulherengo, esse foi o primeiro vestígio de que algo estava errado. Victoria ficou observando o gesto do garoto, fitando seus olhos azuis. — Se não soubesse quem você é, Augustus McKnight, diria que esses lindos olhos âmbar dourado são irônicos por falta de amor. — Disse Tória, se pronunciando outra vez, uma vez que já havia se virado pra mim e tinha começado a rir.

Antes que a garota pudesse acrescentar qualquer outra coisa, o menino de olhos azuis abriu a boca em um sorriso, era vez de Damantium falar, pela primeira vez no dia havia olhado diretamente em meus olhos: — Exato Bombom! Mas estamos falando com o Sr. Coração de pedra! Se um filhote de cachorrinho estivesse sido estripado ele não iria se importar. — Disse, por fim, arrancando risos de todos, incluindo eu.

Minutos depois a cafeteria começou a lotar, passamos mais duas horas no estabelecimento e conversamos bastante, na hora de ir embora cada um deu vinte dólares e nosso café estava pago. Me levantei e pedi pra eles irem pro carro, dei a chave pro Adam e fui pagar a conta, a cafeteria estava bem cheia aquele horário, o que significava que não tinha ninguém que pudesse levar a conta até a mesa. No meio do caminho, e entre tanta gente, acabou que uma pessoa distraída esbarrou em mim, ela tinha um café e algo embrulho nas mãos, caracterizando alguém que passou ali e comprou algo pra viagem. A bebida caiu no chão, e o embrulho amaçou, certamente a culpa era dela e eu nem reclamaria, não se ela não tivesse começado, sequer olhou pra mim, ainda fitava o café espalhado no chão. — Seu idiota... — Pronunciou com o tom de voz irritado, olhando a meleca por mais uns segundos então se virando pra mim. A forma com que nós nos olhamos fez minha pele formigar. Seus olhos castanhos esverdeados encontraram os meus e ficamos congelados por alguns segundos, uma sensação até então desconhecida percorreu meu corpo. Nosso encontro de olhares durou pouco menos que alguns instantes, e então sua voz de raiva voltou a falar. — SEU IDIOTA! — Exclamou ela, seu olhar assumiu uma superioridade que fez meu sangue ferver. — Você não olha pra onde anda não? — Questionou, ajeitando a postura e empinando o nariz, como se falasse: "Não vale perder tempo com alguém como você!".

Eu sou rebelde demais para que qualquer insulto passasse despercebido. Sorri irônico pra ela, a tentação de simplesmente ignora-la era menor do que a vontade de revidar, deixa-la irritada por ficar sequer sem resposta não superaria a vontade de falar pra ela que ela não era ninguém. — Retardada... Você quem não olha pra onde anda! Inútil do caralho! — Disse, disparando palavrões pra ela. A garota realmente pareceu ofendida, me olhava com descrença, como se ninguém nunca revidasse. — Ah! Está explicado, a princesa dos retardados não costuma ouvir ninguém respondendo, não é? — Continuei, deixando a raiva fluir. — EU VOU CONTAR UMA COISA QUE VOCÊ JÁ SABE. — Comentei, agora meu tom de voz estava a beira de um grito, as pessoas olhavam pra gente, assustados. Eu respirei fundo, não iria me descontrolar por uma pessoa assim, me acalmei e completei. — Você não é o centro do universo, muito pelo contrario, você é só mais uma entre sete bilhões de outros seres humanos, e só pra te lembrar, dançar num jogo de futebol americano e gritar "Go!Go!" não é nenhuma contribuição mundial! — Finalizei, ela estava atônita, não sabia o que responder, definitivamente não estava nem um pouco acostumada com aquilo. — Agora sai da minha frente que eu tenho mais o que fazer. — Falei, uma última vez. Antes que ela pudesse ter qualquer reação eu sai da frente da garota, mas assim que passei ao lado dela, ela me puxou, segurando meu pulso, fazendo o toque dela eriçar os pelos de meu braço. Seus olhos estavam marejados, como se alguém falando daquela maneira com ela não acontecesse a muito tempo. Meu coração apertou e seu olhar de algum tipo de lembrança triste passou a demonstrar raiva.

Mesmo com uma guerra silenciosa entre aquele encontro de olhares que durou apenas dois segundos, eu pude ter aquela sensação outra vez, minha pele formigou e nada que eu havia sentido antes equiparou-se alguma vez a isso. Ela cerrou os dentes e me olhou de cima a baixo, deu um sorriso de deboche. Em apenas um encontro havia encontrado seu ponto fraco e ela descoberto como me irritar. — Isso não vai ficar assim. — Disse ela e me soltou, nem exitei em abrir a boca para continuar a discussão, mas ela já havia deixado o lugar, sem nem mesmo ter pedido pra alguém limpar o que ela havia derrubado. Me dirigi até a fila de pagamento e fiquei esperando.

...

Havia anoitecido. Já eram quase nove horas e eu ainda estava num parque com Adam, Vic e Katherine. Ah sim, já ia me esquecendo, o principal objetivo daquele dia seria a despedida de Kath, ela iria viajar a noite para outro estado, a família já tinha se mudado e ela iria no final das férias, estava dormindo na casa da Victoria esses dias e era sua melhor amiga. Kath e eu havíamos ficado algumas vezes, como naquele dia, ela sabia do meu problema com se apegar e por isso era algo completamente casual, gostoso, sim, mas sem compromisso nenhum. Ficamos o dia todo no parque, conversando, cantando, tocando, e pela primeira vez nas férias estava mais pensativo, não parava de pensar na garota da cafeteria e a sensação de que eu a conhecia de algum lugar, supus que, pela forma com que ela havia falado comigo, nós eramos da mesma escola. Respirei fundo. — Está na hora Gus. — Disse Kath, se referindo ao horário, eu tinha que deixa-la no aeroporto as dez, ela se levantou, assim como Adam e Vic. A garota segurou meu pulso de forma carinhosa e me ajudou a levantar, soltei os cabelos e olhei para ela, sorrindo. — Vamos, eu tenho que me preparar para essa despedida. — Disse ela, quase chorando. Só eu e ela iriamos para o aeroporto, enquanto Adam ficaria de levar Vic para casa, para que ela não chorasse tanto. Tória e Katherine eram melhores amigas desde que eram pequenas, enquanto eu e Adam mal tínhamos um ano de amizade, mas já parecia um século.

Kath me arrastava em direção a Chilie, enquanto meus melhores amigos iam em direção ao metrô, que ficava próximo ao parque. Guardei o violão no "hot point" do carro, ou seja no banco de trás do mesmo. Domingo, aquela hora, a rua estava vazia. Abri a porta para a loira de olhos verde mar e sorri, mesmo não sendo um cara que se apaixonava, ainda vinha da Inglaterra e minha família formava cavalheiros. Entrei na parte do motorista e dei a partida no Muscle Car, com todas as coisas de Kat no porta-malas. Dirigi alguns metros e acelerei o veículo. Tempo depois estávamos chegando no Aeroporto.

...

O primeiro tempo na McBlury era no ginásio. Lá todos se sentavam nas espaçosas arquibancadas e escutavam os anúncios de começo de ano, aquele ritual era repetido cada vez que um ano letivo se iniciava e não tinha como fugir daquilo, geralmente eram anunciados o pessoal que saiu e deixou cargos vagos, os grupos, e todo tipo de coisa que se podia imaginar, se havia uma coisa para definir a McBlury High School, essa coisa era: Organização. A diretora deu seu discurso de inicio de reunião e começou a anunciar, no primeiro anuncio meu estomago gelou, soube que aquele seria definitivamente um ano turbulento. — E a mais nova eleita líder do grêmio estudantil da McBlury e a mais nova Líder das Animadores de Torcida foram escolhidas. — Disse ela, lendo o papel, mesmo de longe pude ver, uma garota que estava próxima ao pessoal da direção deu um passo a frente. — Olha só! Elas são a mesma pessoa! — Exclamou a mulher de salto alto. — Deem meus parabéns a Cassandra di'Salvatore. — Pediu alegremente, Cassandra deu um sorriso de orelha a orelha e mordeu o lábio. — Ela assumiu todas as tarefas de Annie. — Completou e eu sabia por que a conhecia, Annie era a veterana "rainha" do colégio, aquela que comandava e participava de tudo, a garota lá em baixo vivia junto a ela. — Obrigado, agora vamos a outros avisos... — Continuou a diretora e eu passei a mão nos cabelos. Eu sabia que a conhecia de algum lugar, Cassandra era menina da cafeteria.

Notas finais
Meu povo amado! O que vocês acharam? Gostaram ou odiaram? Devo continuar? Qualquer critica e opinião é bem vinda, Bjks do tio Gustus ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.