Frozen Heart
18 Frozen Heart - Capítulo 18
Notas iniciais
Robin não dormiu aquela noite, e duvidava que conseguiria dormir nas próximas noites que viriam. A falta de sono não era novidade. Em toda sua vida, desde muito pequena, quando perambulou solitária no mundo, Robin aprendeu que sua segurança dependia apenas dela. Por isso, fechar os dois olhos estava fora de cogitação.
A primeira vez que ela dormiu bem, sem preocupações ou medo, foi quando entrou para o Bando dos Chapéus de Palha. Mesmo assim, isso levou algumas semanas para acontecer. Robin lembrava-se muito bem de ler um livro para Chopper e Nami, em seguida, observando os dois dormirem com a cabeça em seu colo, ela finalmente sentiu-se a vontade para fazer o mesmo.
Robin não se sentia insegura dentro do submarino, ao contrário disso, estava certa, mais do que nunca, de que aquele lugar era especial. O que tirou seu sono foi a conversa que teve com Trafalgar Law.
Ela mentiu quando disse que nunca havia pensado no assunto de ter filhos. Mas concordava que um navio pirata não era lugar para uma criança. Pensando em sua própria experiência. Não era como se ela desejasse casar e ter filhos, talvez isso nunca tenha passado por sua cabeça. Mas Robin já cogitou ter uma criança, passar por todos aqueles passos de mãe e filha que lhe fora tirado de viver. Queria ter a oportunidade de fazer a coisa certa um dia.
Mas isso também lhe foi tirado.
Ela deitou na cama, sentindo-se sozinha. Estava ansiosa por reencontrar Nami. Sentia-se tão bem dividindo o mesmo quarto com a navegadora. Nami sempre muito comunicativa, deixava o ambiente mais animado.
Chopper bateu à porta e entrou, carregando uma bandeja. Robin se ajeitou na cama, escondendo seus anseios, não queria que a rena se preocupasse com mais nada.
— Trouxe o seu remédio. Logo mais trarei seu almoço. Law me disse que precisa fazer um último procedimento médico, então achamos melhor que seja depois do almoço.
— Poderia ser agora? Eu não estou com fome.
Chopper pensou rapidamente.
— É, não vejo porque não. Mas você não pode ficar sem se alimentar, Robin-chan, é importante.
— Eu prometo que vou comer depois. Só não estou com vontade para fazer isso agora.
— Hmm. Ok! Acho que não tem problema. Mas eu prometi que ajudaria o pessoal na cozinha.
— Não se preocupe, eu posso ir sozinha até o laboratório.
Chopper deu o remédio para Robin e logo depois deixou a cabine com a bandeja. Ela aguardou que o médico estivesse longe o suficiente para se levantar da cama e vestir algo mais apropriado para um último exame.
Robin percorreu os corredores do submarino, sorrindo amigavelmente para os tripulantes que encontrava no caminho. Ela chegou até a sala de exames em poucos minutos. A porta fechou-se automaticamente assim que entrou.
Law estava sentado em um banco alto, usava um jaleco branco e estava sem o seu habitual chapéu. Seus cabelos negros um emaranhado bagunçado na cabeça e, quando ele ergueu o rosto para fitá-la, Robin notou as olheiras mais salientes.
— Já almoçou? — ele perguntou, voltando sua atenção para o microscópio.
— Não tenho fome. Mas prometi ao Chopper que comeria algo mais tarde. Ele me disse que deseja fazer um último exame.
— Sim. Isso mesmo. — Trafalgar se levantou e tirou as luvas de borracha — Só uma avaliação para arquivar sua ficha. — ele pegou uma caneta e escreveu algo em um papel.
— Estamos chegando? — Robin permaneceu parada ao lado da esteira ergométrica que usou uma vez em um dos testes de Law.
— Sim.
A resposta seca do capitão deixou Robin desconfortável, embora ela não estivesse esperando algo mais amigável do que um simples contato direto entre médico e paciente.
Law pediu para que ela se sentasse e relaxasse. Robin atendeu prontamente o pedido. Ele iniciou o exame ouvindo seu coração. Fez uma série de perguntas e foi anotando as respostas.
— Muito bem, é só isso. — Trafalgar Law guardou os papéis em uma pasta e arquivou-a no armário que ficava no cantinho da sala.
— Só isso mesmo? — Robin perguntou, parecendo decepcionada. Law virou-se para olhá-la. Ele aproximou-se com passos lentos e uma expressão vazia no rosto.
— É só isso mesmo.
— Então, até mais, capitão. — Robin rumou em direção a saída, mas a porta do laboratório não abriu. Ela deu um passo para trás, e depois avançou, e mesmo assim o sensor não captou seu movimento e a porta não abriu.
Robin não olhou para trás, nem era preciso, ela sentiu a aproximação de Law. Ele estava em pé, atrás dela. Era possível ouvir a baixa respiração do capitão.
Ele ergueu a mão, estavam próximos o suficiente para que o movimento não fosse longo. Alcançou os cabelos negros de Robin, fazendo um carinho pelos longos fios.
Nico Robin fechou os olhos por alguns instantes, arrepiada pela leveza do toque. Ela girou o corpo devagar, ficando de frente um para o outro.
— Em algumas horas você já não vai mais fazer parte desse bando. — ele falou, em um tom depressivo — Logos voltaremos a ser adversários. Cada um seguindo um rumo diferente, embora o desejo de triunfar nesses mares seja o mesmo.
Law se atreveu a levar suas mãos até o rosto de Robin, aproximando-se mais dela.
— O que você sugere, capitão? — ela o encarava, pacientemente. Mas não obteve uma resposta. Pelo menos não uma falada.
Law a beijou.
Da maneira que fantasiavam todas as noites. Beijaram-se com desejo, em meio ao abraço cúmplice e carícias feitas por toques gentis. Law segurou Robin pela cintura, era forte o suficiente para conduzir o corpo esbelto da arqueóloga pela sala, até a mesa mais próxima, onde a colocou sentada. Beijando seu rosto, descendo pelo pescoço, lambendo a pele quente. Seu cheiro e textura eram satisfatórios para o capitão. Apertar os seios volumosos contra o fino tecido da camisa, sugar a língua dela em um beijo de puro êxtase. Comprovando sua total rendição para aquela mulher.
Robin era mais prática, puxou o jaleco de Law, causando interferência em suas investidas. Ele puxou o ar que lhe faltava nos pulmões de maneira ruidosa. Calmamente, Robin enlaçou suas pernas em volta do corpo do capitão, erguendo a camisa dele. Law acompanhou os movimentos e tirou a peça. Depois ela quem tirou a própria blusa.
Trafalgar tocou os seios ainda presos no sutiã. Sem paciência, ele puxou a alça para os lados, revelando os mamilos. Beijou ambos com a mesma intensidade e cobiça. Robin arqueou o corpo, jogando a cabeça para trás, seus cabelos bateram em algum vidro. Eles só ouviram o objeto rolar pela mesa, até cair no chão e quebrar.
As roupas foram removidas, não posso dizer que de maneira tranquila. Robin cravou suas unhas, não muito pontudas, nas costas de Law, numa clara demonstração do prazer que sentia.
Law enfiou uma das mãos nos cabelos dela, a maciez, leveza. Ele se deixou levar pela voz feminina, exigindo mais, os gemidos generosos e os movimentos corporais no mesmo ritmo.
Eles se beijaram, várias, e várias vezes mais. Eles se enroscaram em um emaranhado de abraços e posições. Trafalgar não estava pronto para deixá-la partir, e o sentimento era mútuo.
Ele a beijou nos cabelos, segurando-a fortemente para que não caísse na mesa. Estavam ali, pertinho do ápice, quando o alarme soou.
— O que foi isso? — Robin perguntou, recuperando o fôlego. Law ajudou-a pegando suas roupas do chão. Era visível a insatisfação estampada em seu rosto, mas também havia preocupação.
— É um alarme que dispara quando a sonda captura a aproximação de algo muito grande.
— Um barco? — Robin vestiu suas roupas, deixando os botões da camisa ainda abertos. Law olhou para os seios descobertos e, depois de vestir as próprias calças e a camisa, ajudou-a a abotoar a dela.
— Na sorte, uma baleia gigante.
Robin moveu os lábios, num sorriso divertido.
— A julgar pela nossa sorte, não tenho certeza de que seja uma baleia.
— É… a gente não tá com muita sorte. — Law ainda a olhava com cobiça, mas agora não era hora para isso.
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