Frozen Heart

15 Frozen Heart - Capítulo 15


Notas iniciais
Preciso dizer que por vezes desisti de escrever a história, mas sempre que leio os comentários da Kurai chan e Nayara Diniz, me dá uma vontade de escrever mais.
Mas mesmo assim, decidi finalizar antes do tempo, então provavelmente só mais uns 3 ou 4 capítulos dependendo da minha animação.

Nico Robin estava sentada nas escadas da varanda. Seu olhar era perdido, ela sequer notou a chegada de Chopper que trazia uma mochila cheia de ervas raras. Trafalgar Law conduziu o médico até a cozinha da casa. Após algumas perguntas serem respondidas, os dois médicos ajudaram o anfitrião a preparar o jantar. Quando tudo estava pronto, Law foi até a varanda, mas Robin não estava mais lá. Já escurecia quando ele caminhou pelo campo de flores das mais variadas espécies, mas a rosa de Ohara era a que mais se destacava.

Law encontrou a arqueóloga atrás de algumas árvores. Havia ali uma espécie de altar com lápide de pedra, escrito o nome de Olvia, sua data de nascimento e algumas estrelas no local onde deveria estar a data de falecimento, já que não havia certeza de quando isso ocorreu. Mesmo Robin havia apagado da lembrança o número correto no calendário.

Sentada na grama, Robin tocava a lápide com uma das mãos, como se estivesse fazendo carinho em alguém, tamanha era sua delicadeza. Na outra mão, estava uma rosa amarela, ela então a depositou sobre a lápide e juntou as mãos, num breve silêncio, de olhos fechados.

Naquele dia, Robin aprendeu mais sobre sua mãe. Conheceu a mulher antes da arqueóloga, e se sentia bem por saber que Olvia foi feliz. Agora, queria apenas honrar sua memória.

Trafalgar estendeu a mão para ajudá-la a se levantar. Robin agradeceu a gentileza ao ficar de pé. Eles caminharam em silêncio de voltar a casa, chegando lá, a morena sentiu o cheiro da comida, despertando a fome.

Durante o jantar ela não falou muito. Foi mais uma ouvinte. Chopper estava fascinado com o trabalho de Rider pelo mundo e o conhecimento abundante que ele possuía sobre tudo. Vez ou outra a rena olhava para Robin, e pensava como Robin era sortuda de ter tido pais tão incríveis, mesmo com toda aquela tragédia.

Falaram sobre diversos outros assuntos, principalmente sobre o bando do Chapéu de Palha e como Rider se surpreendeu quando soube que a filha havia partido com os piratas em Alabasta.

– Eu estava lá. – Kriger confidenciou, terminando de beber o vinho. – Mas não cheguei a tempo de encontrá-la.

– Você me procurou?

– Sim. – Ele apoiou o queixo na mão, olhando sério para a filha. – Nossos caminhos se cruzaram algumas vezes. É uma pena que não tivemos oportunidades para conversar. Infelizmente eu não encontrei uma brecha para me aproximar. E quando Dragon me informou que você estava segura com os revolucionários, eu me senti mais tranquilo.

Robin deixou o garfo cair. Ela aguentou firme todas as histórias, mas a mais importante não foi revelada.

– Porque agora? Porque me procurou agora? – Seu olhar duro foi de Rider para Law, a arqueóloga tinha certeza que de os dois sabiam perfeitamente o que estavam fazendo ali.

– Muito bem, vamos pular a sobremesa e falar de coisas sérias. – Rider falou, deixando todos ansiosos. – Alguns anos atrás, quando Law ainda era um aspirante a capitão pirata, nós nos encontramos. Após eu salvar sua vida, em um ataque ao qual não é importante agora, ele ficou me devendo. Nunca desejei cobrar a dívida, pelo menos não até saber mais sobre você e o que fazia.

Law cruzou os braços, ele não desviou o olhar sobre Robin.

– Finalmente um dia eu precisei de sua ajuda. Quando consegui reunir mais informações sobre você, logo depois que partiu para reencontrar seus amigos. Dragon me forneceu todas as informações possíveis.

– Que tipo de informações são essas? – A morena perguntou, querendo a resposta imediatamente.

– Antes, precisa saber algo importante. A última vez que encontrei sua mãe, quando ela fugia da marinha. – Rider balançou a cabeça, afastando as lembranças. – Ela estava doente e sabia que não havia muito tempo de vida. Por isso Olvia decidiu retornar para Ohara.

A novidade caiu como uma bomba sobre a mesa. Robin levantou, sentiu uma leve tontura quando o fez. Segurou as mãos no respaldo da cadeira até conseguir raciocinar com clareza.

– Que tipo de doença era essa? – Robin perguntou para o pai.

– Uma rara doença cardiovascular. Eu soube apenas no dia que ela partiu. Deixou-me uma carta com todas as informações da doença e suas suspeitas de que ela fosse hereditária. Já que sua avó, mãe de Olvia, faleceu quando ela ainda era uma criança.

– Onde está essa carta? – A arqueóloga sentia o ar faltar em seus pulmões.

– Lembra-se de que eu disse que perdi tudo no mar? A carta foi uma das coisas perdidas. Sinto muito. Mas após ler tantas vezes aquela carta, eu a decorei. – Rider queria aproximar-se da filha, mas achou que seria cedo demais para um momento mais íntimo com ela. Então decidiu continuar falando, enquanto caminhava em volta da mesa. – Soube dos acontecimentos em Marineford e como ele salvou o seu capitão naquela guerra. Alguns meses atrás encontrei-me com ele, e foi aí que eu pedi sua ajuda. Expliquei tudo o que havia na carta, e ele decidiu me ajudar.

– Isso mesmo. – Law descruzou os braços. – Mas eu não esperava encontrá-los em Punk Hazard. Embora soubesse que mais cedo ou mais tarde nossos bandos iriam se encontrar.

Robin manteve-se em silêncio, enquanto isso, Chopper queria mais detalhes da doença e também prometeu para a companheira que iria fazer de tudo para ajudá-la. A arqueóloga moveu a cabela, num fraco sorriso, como agradecimento.

– Então todos aqueles exames que fizemos no submarino foi uma preliminar do tratamento? O que vem em seguida? – Chopper batia as patinhas sobre a mesa.

– Uma cirurgia pode resolver. Mas não temos certeza. – Law parecia confiante, mas Robin podia sentir que algo não estava bem. – Minha pesquisa sobre os usuários consiste principalmente na forma com que o corpo de cada um se molda a partir da fruta digerida. A força, vitalidade e regeneração podem crescer de acordo com cada um, mas também existem efeitos colaterais. Não somente o fato de não poderem nadar, mas em casos como o seu, algumas doenças raras podem não ser regeneradas como por exemplo um ferimento de batalha.

– Você quer dizer que eu ainda não morri porque comi a hana hana no mi?

– Basicamente, sim.

Robin precisou sentar novamente, o mundo girava mais rápido ao seu redor.

– Vamos cuidar de você. – Chopper falou animado. – Não é mesmo Traf?

– Sim. Iremos cuidar. – Law levantou-se. – O submarino esta sendo preparado para a cirurgia, pretendo fazer isso o mais rápido possível. E Rider, precisarei tirar amostras de seu sangue, para saber se é compatível com a transfusão.

Toda aquela conversa estava deixando Robin com dor de cabeça. Percebendo seu desconforto, Rider ofereceu o quarto para ela descansar.

Após fechar a porta do quarto, Robin deu uma boa olhada no quarto. A cama era grande, mas o que chamava mais a atenção ali era um quadro pintado a mão, com a figura de sua mãe. Robin não conseguiu dormir, passou a noite admirando o quarto preso a parede de frente a cama.

Pela madrugada, a porta foi aberta, uma luz amarelada invadiu o quarto, mas logo ela foi bloqueada pela porta fechada.

Robin girou na cama, ela esperava que em algum momento Law fosse vê-la ali.

Trafalgar sentou ao pé da cama, permanecendo em silêncio acreditando que ela estava dormindo. Mas assim que Robin sentou-se na cama, ajeitando as cobertas sobre suas pernas, ele se levantou.

– Como se sente?

– Estranha. – ela respondeu. Era verdade, sentia-se deslocada. – Antes tudo era apenas um buraco negro sem respostas. Minha mente fantasiava mil e uma histórias diferentes, até que cresci e decidi não pensar mais nisso. Agora... o buraco negro foi completado com todas as histórias. – ela suspirou, sua voz baixa, parecia cansada. – Eu me sinto perdida no meio disso tudo.

Nico Robin estendeu a mão e Law a segurou quase que instantaneamente. Ele a abraçou, acariciando seus cabelos negros. Depositou um beijo quente sobre seu rosto, pedindo para que descansasse.

– Fica comigo, por favor. – O pedido da arqueóloga era irresistível. Ela deitou na cama, dando espaço para o capitão deitar ao seu lado.

Notas finais
Até mais