Frozen Flame: Jóias Sedentas

1 Giovanna: Conselheira de bordo.


Notas iniciais
Depois de um ano sem postar nada, voltei negada o/
Essa história é uma junção de duas redações minhas da escola. Eu acho que vai ser um pouquinho grande, mas eu vou tentar deixar o mais compacto e compreensível possível. Desculpem a sinopse fecal (pra não falar outra coisa), mas é que eu não consegui pensar em nada melhor e-e E a capa eu fiz no paint, não liguem e-e

Sobre o andamento da história: como são dois personagens, digamos, principais, eu colocarei os capítulos com o nome de quem está narrando e o título do cap. Que nem esse: Giovanna: Conselheira de bordo. Sacas?

Espero realmente que gostem, sei que parece confuso, mas por favor, deem uma chance :) PS: não deixei especificado no texto, mas a Gi é brasileira o/
Na parte onde ela está digitando, há emoticons, como ":)". Eu sei que não pode escrever isso no corpo do texto, mas é uma descrição do que ela está escrevendo no notebook dela. Então pra mim é válido.

Desculpem essa bíblia e boa leitura :) Se encontrarem algum erro ou sugestões, ou algo assim, me avisem ^-^

– Tchau. – Disse a minha mãe, após abraça-la, e segui ao portão de embarque.

Eu não consigo dizer se estou feliz ou triste. É sim um fato triste ter de deixar toda uma vida “para trás”. Mas ter a oportunidade de concluir o ensino médio fazendo intercâmbio para a França... Não tem como perder isso. É praticamente uma mina de ouro para o meu currículo.

Após entrar no avião, sentei-me em minha poltrona, apertei os cintos, peguei meu notebook, e fiquei a espera do avião decolar e se estabilizar no céu. Assim eu poderia começar a escrever para o meu Tumblr.

Nunca achei que fosse essa coisa toda. Talvez não seja. Talvez seja só para mim que um blog pessoal seja extremamente prazeroso e beneficente para minha auto estima, saúde psicológica, e afins. Acho que deve posso ter passado a impressão de que sou louca, ou de que tenho algum tipo de distúrbio, mas não. É que realmente me faz bem.

Depois da inclinação quase íngreme casual, o avião começou a se manter no ar. O sinal de “coloquem os cintos” foi desligado, e as comissárias de bordo começaram a servir os passageiros.

Sem mais delongas, fiz questão de ligar meu notebook rapidamente, e abri o editor de texto.

Comecei a pensar. Eu sabia o que eu queria escrever, mas... É sempre assim: você sabe o que quer escrever, mas não sabe como. Eu nem estranho mais. Já tenho o blog há uns seis meses, e até hoje continuo com esse problema. Acho que agora sei como escritores profissionais se sentem.

A barra preta piscava infinitamente sobre a tela branca do editor. Apenas me aguardando. Continuei pensando. E de um súbito, parei de pensar, e comecei a escrever, mas um tanto quanto distraída. Mas eu não estava distraída. Não consigo explicar.

“Bem pessoal... eu realmente não sei direito o que escrever. Nunca soube. Mas agora... Ah... Desculpem, minha mente está invadida por tantos pensamentos... Ter que deixar a enorme e querida São Paulo, todos os meus amigos, família, tudo. Para poder concluir meu último ano em Paris. Sim, é só um ano. Mas mesmo assim, por mais que um ano, as pessoas mudam. A todo instante. Podem tanto se aproximar quanto se distanciar. E geralmente, a segunda alternativa é a que mais acontece.

Agora que eu percebi: não contei que consegui meu intercâmbio para Paris. Hahaha desculpem-me ^-^’ . Mas é isso aí: Giovanna Ônix rumo a Paris! Fiquei tão alegre quando soube. Mas aí começou a aparecer todos os pensamentos de ficar ausente, fazer amigos lá... me separar deles depois que eu terminar... Mas o pior: e se eu me apaixonar lá? Aí é que ferrou tudo de vez :(

Pra ser exata, não vou deixar TODA a minha família. Existe somente duas pessoas que moram lá: meus avós. Resolveram se mudar para lá há uns dez anos. Melhor pra mim. Não vou ter trabalho em arrumar um lugar para ficar. E pra fechar, a casa deles é perto da escola em que vou estudar. Bingo! (Mesmo sabendo que um ônibus passará todo santo dia pra me buscar. Assim como busca todos os alunos.)

Eu sinto que esse ano será um ano ótimo para mim. Espero que para vocês também. E agora meus queridos, vou aproveitar o voo um pouco. Quem sabe eu escreva mais... só que mais tarde. Quando eu chegar em Paris, eu posto isso e digo como foi meu voo e meu primeiro dia lá.”

E pronto. Acho que consegui escrever um pouco do que eu queria dizer.

– Com licença, senhora. Gostaria de algo para beber? – Uma aeromoça me surpreendeu. Caramba! Elas são ninjas!

– Umm... Eu gostaria de... – Coca ou suco de laranja. Sempre a mesma coisa em todos os voos. Mas pra não ser mal educada e nem causar constrangimento para a simpática moça, que só estava fazendo seu serviço, tive que fingir estar indecisa diante de tantas opções deliciosas – Coca. Por favor.

– Aqui está. Mais tarde serviremos os lanches. – A comissária me deu o copo com a bebida, e continuou a servir os outros passageiros.

Não havia ninguém do meu lado. O voo estava até que vazio. Estranho para um voo de janeiro, e ainda por cima indo para Paris.

Peguei meu fone que estava na minha mochila e o conectei na estrada que havia no braço da minha poltrona. Enquanto observava a janela, fiquei ouvindo música.

Permaneci observando a maravilhosa vista de um monte de nuvens tampando a terra lá em baixo, até que senti a natureza humana me chamando. Levantei-me e fui ao banheiro.

Após responder ao chamado urgente, voltei a minha poltrona, mas assim que cheguei, deparei-me com uma comissária de bordo chorando, sentada no meu lugar.

Sentei-me na poltrona do lado e encostei em seu obro. Ela olhou para mim. Era a mesma comissária simpática que havia me oferecido o leque de opções de bebidas.

– Desculpe. Sinto muito mesmo por ter sentado em seu lugar. É que eu não aguentava mais ficar na sala das comissárias, e assim que eu vi que aqui estava vazio, sentei. Desculpe, não me lembrava que sua poltrona era aqui. – Ela dizia soluçando e secando suas lágrimas. Seu rosto estava bem vermelho.

– Tudo bem, não tem problema. Pode ficar aqui. Quer me contar o que aconteceu?

Ela terminou de enxugar sua lagrimas, se acalmou um pouco e começou a me explicar o que aconteceu:

– Sabe... Eu estou na Dorino Airlines faz pouco tempo, e desde o dia em que pus o pé na sala onde fiz minha entrevista, nenhum outro funcionário foi com a minha cara. Ninguém gostou de mim. Sempre fizeram piada com minha aparência, fizeram piada com meu jeito de andar, falar, e incrivelmente fizeram piada do jeito de vestir. Sendo que usamos uniforme. Elas me maltratam tanto... Mas eu amo ser comissária, e não vou desistir do meu sonho de voar por causa delas. Só consegui emprego nessa companhia, e me colocaram justamente nessa equipe. Eu não aguento mais mossa. Mas eu ainda não quero desistir dos meus sonhos.

– Eu realmente não sei direito como te ajudar, mas uma coisa eu posso dizer: você é corajosa e forte. Muito. Aguentar essa “equipe” por tantos voos, aguentar o inferno que eles fazem na sua vida... É preciso ser forte para aguentar isso tudo. E você é. Eu nem te conheci direito, mas isso é uma coisa que eu admiro em você. Muito... – Ela espantada, se emocionou de novo e me abraçou forte. E na minha mente, completei – E que não só admiro. Invejo.

Notas finais
Espero que essa aeromoça fique bem :/ kkkk O que acharam? Comentem :D