Notas iniciais
Perdão pelo atraso, hoje foi um dia cheio, embora tambem tenha sido chato, exceto pela parte de ver anime. Tenho de escrever o capítulo 11...

As coisas parecem-me muito boas até eu senti-la socando meu peito. Logo que me afasto vem uma ardência forte em um dos lados do meu rosto. Nossa, ela tem bastante força. Acho que aquele tapa deixou a marca da mão dela.

-Idiota! O que você pensa que está fazendo? Acha que pode chegar e... e fazer essas coisas comigo?

-Merida, espera!

Seguro o pulso dela quando ela está prestes a se virar e sair correndo. Deixo que ela esperneie e me xingue até cansar. Suas mãos seguram meus braços, que a envolvem, e sinto o corpo quente dela junto ao meu. Só com essa proximidade já me sinto aquecido, como se algo me preenchesse por dentro.

-O que é, Frost? Por que você voltou?

-Eu acho que... gosto de você. Não consegui ir embora.

O rosto dela fica vermelho. Incessantemente me pergunto o que se passa na cabeça dela enquanto tento ver sua expressão, oculta pelos cachos ruivos. Curioso, me aproximo para olhar seu rosto de perto.

-M-mas... o inverno acabou. –Ela tropeçou nas palavras, se afastando de mim, tendo as costas contra uma árvore.

-Vou ficar aqui com você. Quero dizer, se você quiser que eu fique, claro. Esse não parece ser o caso. Devo parar de intervir na sua vida mortal e desaparecer?

-Pode fazer o que quiser. –Tenta se manter firme.

-Então vou...

-Não! Não, não. –Foi a vez dela me segurar. –Pode fazer o que quiser desde que seja aqui.

-Posso te...

-Não.

-Eu nem disse nada.

-Mas não pode.

É engraçado vê-la tentando estabelecer limites para mim. Isso não adiantaria de muito. Merida está tentando ficar séria mas cada vez que me aproximo dela, ela cora e recua. Me questiono se devo parar de brincar, se devo avançar e fazer o que quero. Ou se faço a pergunta.

Devagar vou chegando perto dela. Um passo meu á frente, uma passo dela para trás. Até não haver mais para onde ela ir. Coloco meus braços ao redor dela para impedi-la de escapar pelos lados. Posso sentir sua respiração quente e o calor que o corpo dela emana, tamanha nossa proximidade.

Seus olhos azuis me encaram antes de se desviarem para o chão. Enxergo um misto de emoções ali, mas não consigo identificar quais com clareza. Medo? Receio? Confusão? Porque ela teria medo de mim? A última coisa que quero é lhe fazer mal. O rosto dela está vermelho de novo. Estendo a mão para levantar seu queixo e a acaricio com o polegar. Encosto minha testa na dela.

Um pouco mais perto e eu poderia sentir seu coração batendo, forte e rápido. Tenho de ser paciente e esperar, e isso é irritante. Tenho de esperar alguma atitude dela, afinal não posso decidir tudo sozinho. Merida pode acabar com o momento, dizer algo, me afastar, são tantas opções ruins. Quanto á opção que eu quero...

-O-o que está esperando, Frost?

-Ahn... –Respondo confuso.

-Eu disse. Você pode fazer o que quiser. O que está esperando?

-Então posso...?

-Pode.

-E você quer isso?

-Quero.

Incrivelmente ela consegue ficar ainda mais corada. Essa pequena resposta me deixa tão feliz e satisfeito. Agora vou beijá-la e ser correspondido. Agora vamos ficar juntos. Por muito, muito tempo. E eu nunca vou me cansar dela.

Notas finais
Este é o último dia dessa semana, isso quer dizer que chega de mimar vocês com capítulo todo dia. É isso aí mesmo, sinto muito por vocês. Não me matem, ainda não terminei de escrever a história!