Frozen Bravery

13 Capítulo 13


Notas iniciais
So, esse é o último capítulo dessa semana.

O vento me sopra as vozes de Merida e sua mãe enquanto observo, do alto da mesma árvore, revezando entre fitar a Lua e a janela do quarto. Ouço tudo, atento, preocupado e apreensivo. Elas se sentam e conversam. Vejo a ruiva ficar vermelha, o rosto de Elinor sério e para minha surpresa tudo termina com sorrisos e abraços. Sério, que tipo de fim é esse? Elinor disse que apenas quer que a filha fique bem, ela está de acordo se Merida estiver feliz, mas tem de falar com Fergus e avisou que devo fazer uma visita.

As luzes se apagam e minha ruiva se deita satisfeita. Logo estou batendo na janela e entrando no quarto. Hoje, juro, irei embora rápido e esperarei pela manhã, então assim que ela permitir, voltarei a esta casa e desta vez entrarei pela porta da frente como uma pessoa de direito.

-Você está bem com isso? –Questiono, acariciando seu rosto.

-Não precisa se preocupar. As coisas vão dar certo.

Esta noite apenas me sento aos pés da cama dela e observo seu rosto, cada detalhe dele. Me controlo para não permitir que meus desejos tomem conta de mim, porque se eu pudesse... Ela ficaria corada sempre, o tempo todo, cada segundo que passássemos juntos e eu faria tudo o que quero, absolutamente tudo.

-Posso ficar aqui até você dormir?

-Você não fará nada comigo?

-Não.

-Hum... Então acho que pode.

-Lembre-se da sua parte do acordo amanhã.

-C-certo.

-Boa noite, ruiva. –Me curvo para beija-la uma última vez hoje. –Se não se cobrir direito, vou ficar olhando suas lindas pernas a noite toda.

-Sem assédio, Frost.

-Não posso nem tocar?

-Boa noite, Jack.

Sorri. Aquela é a resposta definitiva dela. Foi um dia divertido. Todos os dias são bons quando os passo com ela. As noites são boas também, embora pudessem ser melhores, mas penso que seria muito desconfortável, tanto para ela quanto para as outras pessoas na casa, fazer o que eu gostaria aqui. Sem contar que precisaríamos de uma porta bem resistente para sobreviver ao Fergus. Umas horas á sós, assim que eu conseguisse despertar malícia nela, e as coisas poderiam correr bem do jeito que eu gostaria.

Estou ansioso por amanhã. Será um dia ótimo. Vou me certificar de aproveitar cada segundo e explorar cada centímetro que eu possa ver do corpo dela. Mas... e se Elinor não deixa-la sair do jeito que quero por presumir que ela está indo se encontrar comigo? Isso pode ser um problema. Imagino Fergus urrando para a filha “Onde você pensa que vai vestida dessa maneira indecente?! Volte para o quarto e troque de roupa!”

Problemas á parte, eu posso resolvê-los para que tudo dê certo. Merida já dorme tranquila e suavemente, com o mesmo pequeno sorriso em seus lábios, como se ela estivesse sonhando com algo muito bom. Será que ela sonha comigo? Eu gostaria de poder saber.

Acho que é melhor ir. Saio e fecho a janela, meio frustrado por não ter feito nada. Quando estou um pouco afastado da casa, olho em volta e avisto uma figura robusta fitando a janela dela. O que diabo alguém pode estar fazendo ali essa hora da noite? Ainda mais olhando exatamente para onde minha garota está. Observo-o caminhar e entrar na casa ao lado. Quem quer que seja, me parece suspeito. Não gosto disso. Sinto que algo ruim vai acontecer em breve. Tenho de proteger minha ruiva...

Notas finais
Esse capítulo me levou a tomar algumas atitudes na história e agora cheguei em uma parte e travei. Isso é uma droga. Rezem para eu conseguir continuar logo ou os capítulos adiantados vão acabar e daí estamos todos ferrados (ou eu sou assassinada).