Notas iniciais
Bem, uma certa pessoa pediu esse capítulo então... Aqui está. Essa semana acho que lhes darei capítulo um dia sim e outro não.

-Aconteça o que acontecer, não me siga até minha casa.

-Mas por quê?

-É perigoso.

-E daí? Eu sou imortal. –Sorri ante a preocupação dela. –Não tem risco nenhum.

-Tem sim, Jack.

-Vou me apresentar para seus pais.

-Não!

-Por quê? É o que os caras normais fazem, certo? Tenho certeza de que seus pais já passaram por isso várias vezes, devem estar acostumados.

-E porque diabos você acha isso?

-Ora, minha amada Merida. –Me inclino para sussurrar em seu ouvido a fazendo corar de leve. –Você é a ruiva mais linda que já tive o prazer de colocar meus olhos.

-Hã... –Ela leva um pequeno intervalo de tempo para processar meu elogio. –De qualquer modo, não estão acostumados coisa nenhuma. Você não pode fazer isso.

Qual o problema? Não tem nenhum risco. Sou bem capaz de me mostrar um cara decente se eu quiser e se me esforçar um pouco. Não existe perigo eu falhar ao tentar dar uma boa impressão.

-Mas Merida...

-E se eles não te verem, Jack? –Já zangada, ela agarra meu agasalho e me sacode com certa força. –E se não o verem, droga?!

De repente um bom bocado da minha empolgação parece ter sido soprada para longe junto com o vento. Claro, que estupidez a minha ter me esquecido disso. Eu me deixei levar e ignorei o fato de que as pessoas não me vêem se não acreditam em mim. Jack Frost não pode simplesmente chegar na casa de uma garota, se sentar e ter uma conversa amigável com os pais dela.

-Tudo bem, eu entendo.

No passado já passei por isso de ser o namorado invisível. É desconfortável para elas. Geralmente é o motivo de as coisas terminarem rápido. Relacionamentos curtos, divertidos no começo, com um fim deveras chato. Nunca era algo normal. Isso se as garotas não ficarem achando que era tudo imaginação delas.

-Não fique chateado. Por favor.

A ruiva estende a mão para me confortar. Puxo-a para mim e a abraço por trás. Inalo profundamente seu cheiro inebriante. Sopro contra seu pescoço lhe provocando um arrepio.

-Isso é gelado. Você é frio, Jack.

-E você é quente. –Murmuro, beijando-a atrás da orelha.

-Quente... Em que sentido?

-Todos.

Merida fica vermelha. Essa ruiva cora muito. Eu gosto disso. Me coloco de frente para ela e seguro seu rosto com as duas mãos antes de beijar sua boca. Lábios quentes e macios. Uma mão pequena, mas firme, me puxando para si. Dedos hábeis enlaçados em meus cabelos. Devagar, pressiono meus lábios contra os dela, provando de seu gosto doce. Isso é bom. Isso sim é algo perigoso. Não quero soltá-la. Não quero a deixar ir para casa. Quero que a ruiva arrogante e irritante fique comigo e que ela seja minha por toda a eternidade.

Para sempre. Sempre, sempre e sempre. Porque ela é especial. Nunca a deixarei fugir de mim. Nunca irei embora sem tê-la.

Notas finais
Isso aqui é um +18, certo? Eu espero que todos tenham consciência disso. Vamos começar com um pouco de ecchi nos próximos capítulos.