Frozen Bravery
26 Capítulo 26
Notas iniciais
No fim do dia, eu estou totalmente feliz e com certeza satisfeito, voltando para a casa da minha ruiva apenas para que ela possa ver como as coisas seriam de agora para frente. Eu já lhe expliquei o funcionamento de tudo. Foi bom ter lhe dado um dia longo e prazeroso, para que no fim ela não fique tão triste. Não quero que ela chore nunca mais.
Por algum motivo, nada aparente precisou ser feito para que os efeitos da imortalidade começassem a aparecer. Agora concluo que ela vez de diferentes modos para cada um. Mas se ela tem os “sintomas”, então isso significa que ela foi escolhida. Lua, pelo menos uma vez na minha existência, me concedeu o que lhe pedi.
–A realidade se adequa á sua ausência. Nesse momento, tudo passa a ser como se você nunca tivesse existido.
–Não me veem ou ouvem. Eu sou invisível.
–Merida, eu sei que não tem como não ficar triste com isso, afinal você não tem mais família, só que... Eu estou com você, e sempre estarei. A partir de hoje ficaremos juntos por toda a eternidade. –É uma droga que eu soe tão egoísta. Mas é a verdade. Não me orgulho por ter acabado com a vida feliz e normal que ela poderia ter, mas eu me culparia por tê-la deixado ir. Eu não conseguiria seguir em frente depois dela.
A abraço por trás enquanto melancolicamente observamos Fergus e sua família seguirem suas vidas como se Merida não fosse nada.
Tínhamos de vir aqui, ao menos uma última vez. Não passei por isso, então não sei o que ela está sentindo. Quando eu descobri que tive uma família, todos já estavam mortos a muito, muito tempo atrás. Só posso ficar ao seu lado e lhe apoiar do jeito que consigo. Deve ser doloroso... Perdão por lhe infligir tamanha dor, ruiva.
–Jack. –Segura minha mão, se virando para me fitar. Os olhos azuis dela parecem levemente vazios, como se uma parte dela tivesse sido esquecida junto com as memórias de todos ao seu respeito. –O que vamos fazer agora? Para onde iremos?
–Não sei, ruiva.
Só sei que esse parece um começo deveras deprimente até. É como recomeçar tudo do zero, iniciar nosso relacionamento de um ponto diferente, com outras circunstâncias. Mas a imortalidade tem dessas coisas chatas. Embora as vantagens também existam, claro. E ei, eu definitivamente sei me divertir mais que qualquer pessoa que se encontre por aí. Um fanfarrão com uma vida agitada não chega nem aos pés de tudo que já fiz e provei nessa existência.
É, eu posso mostrar o mundo á Merida. Posso experimentar tudo de novo junto dela e abrir ainda mais possibilidades que não se tem quando se está sozinho. Agora tenho ela e ela tem a mim. Vamos nos aventurar como dois jovens inconsequentes como se o amanhã fosse nosso último dia e ao mesmo tempo sabendo que o amanhã virá para sempre de encontro a nós.
Vou ama-la cada segundo e nunca deixarei de apreciar seus pequenos detalhes, peculiaridades e sua beleza estonteante. Ficarei eternamente extasiado com sua presença que renova minha vontade idiota de fazer tudo que puder com ela. Me deleitarei com a visão de seu corpo, sucumbirei ante ao seu sorriso, cumprirei seus caprichos, verei seus cabelos vermelhos pegarem fogo com cada pôr do sol, rirei com seu riso melodioso e seus olhos azuis vão sempre me fazer derreter por dentro.
–Então Jack. –Minha Merida diz, suspirando, enquanto caminhamos de mãos dadas. –Qual parte de mim você mais gosta?
–Gosto de todas.
–Mas eu ainda não lhe mostrei todos meus lados. –Ela fica um pouco confusa.
–Ah, pensei que estivesse falando de outra coisa...
–Hum... –Me lança um perigoso olhar de lado.
–Ai! –Sou acertado com um tapa que quase não vi chegar.
–Você pensou que eu estivesse falando do meu corpo não é?! Seu pedófilo pervertido e idiota! Quantas garotas você assediou antes de mim?
–Longa história, ruiva.
–Temos todo o tempo do mundo. Sou toda ouvidos.
–Pressinto que ainda vou me ferrar muito daqui para frente.
A ruiva ri, um pouco corada, com o sorriso que amo. Puxo-a para mim, lhe dando um beijo longo. Meu nome é Jack Frost e quem permitiu que eu a tivesse foi a Lua.
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