Frozen: A aventura recomeça

12 Capítulo... perdi as contas


Notas iniciais
Eu sei, demorei. Diga isso à prof de citologia, ao de Anatomia, a cordenadora do projeto de musica, ao instrutor da autoescola e à presidente do CACEN. Tá curto, deve ter alguns erros ortográficos, mas é de coração. 😘

Hana estava realmente desesperada. Tentava conter as lágrimas para se concentrar em procurar sua filha e não conseguia. Anna sentiu a aflição da amiga e tentou acalmá-la, assim como Gordon. Kristoff havia saido em busca da desaparecida em torno do castelo e, se necessário, iria buscar na floresta.

– Hana, por favor, fique calma — pediu Anna

– Eu sabia que tinha alguma coisa errada. Eu sabia, ela não tinha aparecido o dia todo. Não devia ter deixado ela no quarto, não devia ter deixado ela de castigo. Devia ter ido olhar ela durante o dia. — repreendia-se Hana

– Querida, não foi culpa sua — consolou Gordon

– Foi sim, Gordon. Foi! Eu fiz a besteira de permitir que ela viesse para cá, fui eu que me despreocupei com ela aqui pelo castelo, mesmo conhecendo a minha menininha. — Chorou Hana irritada consigo mesma — Por que eu deixei ela sozinha? Por que eu não fiquei olhando ela?

– Hana, olhe para mim — Pediu Anna segurando os braços da mãe assustada — nós vamos achar a Corin

– Eu quero a minha filha — sussurrou Hana abraçando a princesa de Arendelle para sufocar o choro

– Nós vamos achá-la — prometeu Anna — Agora você precisa se acalmar. É melhor fica com o Ferdinando enquanto nós procuramos por ela.

– Não. Não, eu quero ajudar.

– É melhor assim, Hana. — concordou Gordon — Para você e Ferdinando. Para o menino não perceber a falta da irmã.

Hana pensou um pouco e concordou relutante. Seu filho também precisava dela, não podia deixá-lo. Ela meneou a cabeça em sinal de concordância e foi guiada pelo marido até seu filho.

– Onde essa menina se meteu? — perguntou-se Anna pondo a mão no queixo — Hm... se eu fosse uma danandinha de sete anos, onde eu me esconderia?... — Anna pensou um pouco, buscou resposta sem sucesso. Será mesmo essa a pergunta, Anna? — Corin não é qualquer danadinha de oito anos. Deus, ela não podia sumir depois dr eu conhecê-la melhor? Seria mais fácil encontrá-la. Onde a danadinha Corin se meteria?

Anna não encontrou resposta. Resolveu então ir pelo meio mais longo: Chamou o chefe da guarda e mandou que buscassem pelo castelo e ao redor; chamou Damian e pediu que vaculhasse o estábulo e as carruagens; ordenou às cozinheiras que ficassem atentas à qualquer sinal da menina, uma hora ela sentiria fome.

A noite já cobria o reino e toda Arendelle estava exausta de buscar por Corin. Hana havia dormido de tanto chorar e Kristoff voltou com alguns trolls para informar que na floresta ela não estava. Os guardas disseram que não teriam mais como procurar por Corin, somente no dia seguinte. Anna não sabia mais o que fazer. Até mesmo os arranjadores contratados para o seu casamento ajudaram na procura pela desaparecida. A princesa de Arendelle subiu para o seu quarto e passou em frente ao da rainha.

– Você saberia o que fazer agora, não é? — suspirou ela passando a mão na porta do quarto

Anna empurrou levemente a porta e percebeu que estava aberta. Resolveu entrar e entrou, observou o quarto de Elsa com os pequenos detalhes em cristais e outros em azul. Por quanto tempo ela quis entrar ali e a porta sempre esteve trancada para ela e agora o único esforço que ela precisou fazer foi empurrar a porta. Talvez por isso Elsa não trancou o quarto quando viajou, estava cansada de trancar aquela porta. Onde a rainha estaria agora?

Anna respirou fundo e pôs a mão no coração. Sua irmã estava em alto-mar, a léguas de distância, talvez no mesmo lugar em que seus pais naufragaram.

– Cadê você, Elsa? — perguntou Anna fechando os olhos

A princesa se sentou na cama da irmã e dobrou-se sobre seus joelhos cobrindo o rosto com suas mãos. Ficou assim alguns segundo e então suspirou e apoiou a cabeça nas suas mãos virando o rosto para a lateral da cama.

– O que é isso? — perguntou-se Anna ao observar uma pequena mala entre a cama e o criado-mudo

A princesa esticou a sua mão e puxou a mala para cima da cama e a abriu

– M-mas... — gaguejou ela observando o conteúdo da mala — Como? Mas são as roupas da Elsa. E-ela devia ter levado... -Anna percebeu o que acontecia e soltou um gemido compreensivo — Corin, sua danadinha... Hana — ela assustou-se ao lembrar da amiga e correu até ela

– Oi, princesa — cumprimentou Gordon à porta do quarto onde a esposa dormia

– Cadê a Hana? Preciso falar com ela

– Ela está dormindo. É melhor assim, ela estava muito preocupada — informou Gordon com pesar

– Acho que eu sei onde está a Corin

– Sabe?! Onde?! Cadê minha filha? — disparou Gordon olhando ao redor na esperança de ver sua filha

– Acho que ela foi no navio com a Elsa.

– O QUÊ?! — Exclamou Gordon

– Acorde Hana. Eu vou explicar tudinho.

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– Mas e se voltarmos para Arendelle? — perguntou Elsa ao capitão

– Majestade, estamos a poucos minutos de Skavir. É sua escolha se voltamos ou não.

Elsa ficou pensativa. Estava angustiada, Corin contou-lhe como se escondeu no navio e sabia que, assim que notassem sua ausencia, Arendelle ficaria de pernas para o ar. Em compensação, não podia voltar. Estava claro a importância de sua chegada em Skavir, e foi trabalhoso manter tanto sigilo.

– Vamos continuar a viagem. Quando atracarmos, Corin fica no navio.

– Nem pensar! — objetou o capitão. Elsa surpreendeu-se com essa reação — Majestade, ela é muito... agitada. Me perdoe, mas minha idade não permite ficar com crianças.

– Tudo bem... ela vai comigo. Mas, nesse caso. É melhor falar com o rei de Skavir somente amanhã, descansar essa noite e ver como vou fazer com a Corin de manhã.

– Sim. Não dá é para levá-la para o castelo de Skavir. Vossa Majestade já está evitando levar os guardas para que os soldados de Gamel não desconfiem... a menina pode por tudo a perder.

– Eu sei — suspirou Elsa — E o pior: Eu não tenho ideia de como chegar ao palácio — confessou ela mordendo o lábio inferior

– M-mas... Majestade!

– Eu sei! É que o Damian é quem sempre guia a carruagem! Não tenho nem noção de sentido.

– Os guardas vão com Vossa Majestade. Não dá para ariscar que se perca pelo reino!

– Não. Nada de guardas

– Ao menos um, Majestade. Um guarda, vestido com roupas normais — sugeriu i capitão — E-e ele vai em um segundo cavalo, como se lhe acompanhasse.

– Está bem. — concordou Elsa

– Já estou vendo o porto de Skavir. Mais um pouco e vamos desembarcar — informou o capitão

– Vou avisar Corin.

– E um dos dois guardas. — acrescentou o capitão.

Elsa concordou com a cabeça e desceu as escadas. Chamou um dos guardas e ordenou que se vestisse à paisana, buscou Corin e também a sua mala. Quando retornou, o porto do reino já estava nítido e muito próximo. Era possível ver as pessoas andando por ele, mesmo já sendo noite.

O porto possuía uma fraca iluminação que só permitia ver os vultos. Contudo, possuía uma forte segurança. Homem fardados e com longa espadas embainhadas vigiavam cada milímetro do porto e também a cidade. Nenhum deles era soldado de Skavir e sim, de Gamel, reino que oprimia a pequena ilha.

– Como chego ao palácio sem que nenhum desse homens saiba quem eu sou? — perguntou-se Elsa em um desabafo aflito

– O que está acontecendo, Elsa? Por que não podem saber quem é você? — indagou Corin confusa e um pouco assustada

– Querida, eu não posso te contar agora, está bem?

A pequenina concordou enrolando-se na barra do vestido de Elsa.

O barco atracou no porto. Imediatamente dois soldados de Gamel ficaram alerta e se aproximaram da embarcação.

– Seu nome, de onde vem e o que vieram fazer, por favor — pediu um dos soldados.

– Por que tudo isso? — questionou Elsa

– Apenas responda — ordenou o outro

– E se eu não quiser? — retrucou a rainha pondo-se firme.

O soldado pôs sua mão sobre a espada na intenção de desembainhá-la. O guarda de Arendelle, trajado comumente, pôs-se à frente de sua rainha instintivamente

– Nem ouse, rapaz — avisou o protetor de Elsa

– Calma — disse o primeiro soldado segurando o parceiro — Não precisa se preocupar, senhor, meu amigo não machucará sua esposa — afirmou ele ao guarda de Elsa

Elsa e seu guarda se entreolharam, não era essa a ideia, entretanto, as circunstâncias estavam levando à isso.

– Psiu — chamou Corin puxando a barra do vestido de Elsa — Tô com medo — sussurrou ela

– Está tudo bem, querida. Shhh — fez Elsa pondo o dedo indicador sobre a boca em sinal de silêncio e teve a confirmação da criança

– Imagino que seja sua filha, estou certo? — perguntou o soldado

– O quê?! — gritou a pequenina

– Sim — confirmou o guarda de Elsa — Ela se chama Corin, minha esposa, Elsa, e eu, Vince. Viemos de Arendelle. Estamos aqui apenas para visitar o reino

O soldado o observou algum tempo enquanto anotava em uma espécie de prontuário, tudo o que era dito

– Nesse caso... terão que pagar uma taxa de 100 moedas de ouro.

– O QUÊ?! — exclamou Vince — Isso é um absurdo!

– Vince! — Chamou Elsa — Eh... ahm...

Elsa havia travado, mal se acostumar a chamar seu guarda real pelo nome.

– É o imposto à Gamel, senhor. Se pretende ficar, terá que pagar. Se não, terá que pagar apenas 30 moedas, pelo atracamento no porto.

– Isso é abusivo! — soltou Elsa — Eh... me desculpe. Vamos pagar. Espere apenas que o capitão venha até nós.

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Impostos pagos e hospedagem feita, Elsa estava deitada em seu quarto com Corin. Ficou muito feliz que a pequena havia vindo, do contrario, seu guarda pessoal dormiria no mesmo quarto que ela. Tremeu de vergonha ao relembrar essa possibilidade. Ao sair do porto, foram acompanhados por outros dois guardas até a hospedagem e lá foram registrados. A hospedagem não tinha quartos para três pessoas e então Vince disse que suas "esposa e filha" dormiriam juntas e ele no quarto ao lado. Uma segunda taxa foi aplicada aos dois e assim dirigiram-se aos seus cômodos.

– Elsa, por que aqueles homens disseram que você é minha mãe? — questionou Corin

– Corin, eu preciso que você guarde esse segredo, está bem?

– Que segredo? Você é mesmo minha mãe?! — perguntou a menina assustada? — Mas e a mamãe?!

Elsa não conseguiu conter o riso, é provável que todo o estabelecimento tenha ouvido sua gargalhada.

– Não, querida. É que... olha, tem uma coisa muito, mas muito séria acontecendo. E caso saibam quem eu sou, coisas ruins podem acontecer. Você pode manter esse segredo?

Corin parecia confusa, seus olhos demonstravam um ligeiro medo. O que estava acontecendo que Elsa não podia lhe contar?

– Tá bom.

– Ótimo, vamos dormir. Amanhã eu preciso sair e...

– Posso ir com você?! — interrompeu a garota

– Não. — negou Elsa gentilmente

– Aaaah!

– "Aaaah" nada. Você nem deveria estar aqui. Sua mãe deve estar muito preocupada, sabia?

Corin espantou-se. Não pensava nessa possibilidade. Sentiu uma aflição enorme e pôs as mãos na boca para conter um grito

– Mamãe... — soltou Corin

– Isso mesmo. Ela deve estar muito preocupada. Por isso é melhor ir dormir. — afirmou Elsa fazendo em si um outro vestido delicado — Se tudo de certo, amanhã mesmo voltamos para Arendelle.

– M-mas... eu não tô com sono.

– Quanto mais cedo dormir, mais cedo chega amanhã — argumentou Elsa deitando-se

Corin correu e jogou-se na cama e deitou-se apertando os olhos com força.

– Não deu certo, Elsa.

– Se continuar tentando... — disse a rainha sorrindo

– Mamãe canta para eu dormir... — lembrou-se a pequena com saudades

Elsa sentiu pena da criança, quem sabe essa fosse a primeira noite que passasse longe da mãe.

– Eu não vou cantar, mas posso fazer isso — afirmou Elsa fazendo brotar de sua mão três flocos de neve que giravam em rotas opostas lentamente. Corin maravilhou-se e sorriu. Elsa pôs os flocos bem à frente da pequena e deitou-se de bruços.

– Boa noite, Corin. — desejou a rainha

– Boa noite, Elsa — retribuiu a menina tocando delicadamente nos flocos de neve

"Boa noite, Anna" pensou Elsa suspirando e fechando os olhos. A rainha adormeceu, assim como a princesa de Arendelle.

Notas finais
Sem coments do filme hj. Tenho q estudar pra Bioestatística huehehueheu. Mas bem que a Elsa podia controlar todas as estações neh? Tipo, com medo ela fez o inverno, com amor ela trouxe de volta o verao, sera q com um pouquinho de esforço ela traz a primavera?... kkk enfim, tomara q não, ou vai estragar o resto da historia pq nao vou ter como encaixar a Skadi em Arendelle