Frozen: A aventura recomeça
9 Capítulo 9
Notas iniciais
– Está atrasada — lembra vovô Pabie
– Eu sei, me desculpe. Eu acabei esquecendo. Foi tanta coisa hoje. Primeiro o rei de Arisen aparece aqui e Anna tem aquela ideia maluca de casamento. Depois eu descubro que ele controla o fogo e... — despeja Elsa descendo do cavalo
– Controla o fogo? Desculpe, estou confuso — interrompe vovô Pabie surpreso
– Sim! E-eu fiquei bastante surpresa, afinal, não é todo dia que se encontra alguém que controla o fogo e... — Elsa para para respirar, gesticulava muito e isso exigia fôlego — e te entende.
Vovô Pabie parece sair de um transe ao ouvir que Juan entendia a rainha de Arendelle.
– Entende? — perguntou o rei dos trolls com um sorriso sugestivo
– O quê? — rebateu Elsa franzindo a testa — Por favor, não vai começar com as maluquices da Anna — pede ela cruzando os braços
– Do que está falando?
Elsa ficou corada e descruzou os braços. Sabia que era tolice se incomodar com aquelas palavras de Anna e mesmo assim... desviou os olhos para encobrir a vergonha que sentia
– Ainda não me respondeu, Elsa.
– Bem... Anna pensou que Juan fosse me pedir em casamento
– É isso? — perguntou vovô Pabie desfazendo-se em risos — Então a rainha de Arendelle possui um pretendente.
– Já não perdemos tempo demais com o meu atraso? Deveríamos começar a aula — Elsa desviou o assunto
– Tem razão. Mas antes... conte-me sobre o fato dele controlar o fogo.
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– Ainda faltam 3 meses para o casamento. — suspirou Anna cansada.
– Já esteve mais longe. Vem cá — consolou-a Kristoff a puxando para si — Pensa pelo lado bom, daqui a três meses nós vamos estar casados e não vamos precisar nos preocupar com nada disso.
– Se até lá não tiverem arrancado minha alma — retrucou Anna
– Não fala isso. Vamos ter uma lua-de-mel muito legal e depois vamos ser felizes para sempre. Mesmo tendo que morar no castelo.
– Não gosta do castelo? — perguntou Anna desvencilhando-se dele lentamente
– Eu gosto. Não me importo de ficar lá. Só não acho necessário morarmos lá.
– Por que não?
Kristoff não queria contar à Anna, não queria magoá-la com um "Porque é muita frescura" entào resolveu manter-se quieto.
– Por nada. Se você quer morar lá, nós vamos morar. — encerrou ele a abraçando novamente
Os dois se manteram em silêncio novamente, apenas apreciando a vista das montanhas que tinham do pequeno lago distante do castelo.
– Acho melhor avisar eu ir. — lembrou-se Anna — Já passou da hora da Elsa ir na floresta com o vovô Pabie, sempre vou com ela.
– Elsa já foi — informou Kristoff confuso
– O quê? Como assim já foi?
– Pensei que soubesse. Perguntei do carinha que fica com os cavalos se você estava, ele disse que sim, perguntei se você tinha ido com a Elsa e ele disse que não.
– Ela foi sem mim? — perguntou-se Anna
– Ele disse que a rainha saiu atrasada. Foi até em um dos cavalos. — Anna permaneceu em silêncio conflitando os pensamentos — Fica aqui, ela deve ter saído apressada e não quis incomodar você.
– Tem razão — concordou Anna sentando-se novamente — Mas eu preciso falar com ela assim que ela voltar.
– Pedir desculpas pelo que disse sobre casamento?
– Também — sorriu Anna — Mas queria perguntar sobre uma coisa que aconteceu no salão hoje a tarde.
– O quê?
– Deixa para lá. Vamos aproveitar agora antes que apareça alguém perguntando sobre as flores na igreja.
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Elsa estava passeando lentamente montada em seu cavalo. Não queria chegar ao palácio e encarar o maliciosos olhares de Juan. Ele parecia ser interessante, ainda mais depois de descobrir que controlava o fogo, talvez a entendesse, talvez a ajudasse, talvez.
Já estava em frente aos portões do pálacio e por isso parou um instante. Suspirou exausta e decidiu enfrentar de vez.
– Anna? Corin? Olaf? — chamou Elsa pelo salão
– Corin está dormindo; Anna com o noivo faz algumas horas, já devem estar voltando. — respondeu Hana surgindo — E... bem, não tenho ideia de onde está aquele boneco de neve — acrescentou com um sorriso nervoso
– Oi, tudo bem? Corin ainda está dormindo? — surpreendeu-se Elsa
– Ainda bem, não é? Ontem passou a noite acordada depois de ter comido um pouco de neve
– Eu avisei para não comer — disse Elsa após o riso — E Juan?
– o rei? Ele saiu correndo. Um outro mensageiro de Arisen chegou dizendo que o conselheiro precisava dele com urgência em Arisen
Hana ouviu o suspiro aliviado de Elsa. A rainha estava buscando uma desculpa para evitar o rei de Arisen e não a encontrava. Contudo, Arisen estava com problemas. Só podia estar, para enviar um mensageiro com tanta urgência assim.
– O que será que aconteceu? — Elsa verbalizou sua preocupação
– Eu não sei. Mas deve ser sério, ele saiu correndo.
As duas se mantiveram em silêncio alguns segundos.
– Eu devia procurar por Anna. Não tive tempo de levá-la comigo até o vovô Pabie — sugeriu Elsa rompendo o silêncio.
– A princesa comentou algo sobre esse vovô Pabie. E-eu... posso saber quem é? Se isso não for nenhuma intromissão
– Não — sorriu Elsa — é o rei dos Trolls
Hana expressou confusão. A realeza de Arendelle tem tantos reis ao seu redor!
– Rei dos Trolls?
– Sim. Acho que você já viu alguns deles por aqui — Elsa mexeu os dedos imitando passos — são aquelas pedrinhas rolantes. Como aquela que Corin prendeu no banheiro.
– Ah, sim. Eu, bem, eu estranhei. Mas confesso que nunca estive em um palácio, pense que fosse algo comum. — confessou Hana — Se tem algo de comum nesse lugar — sussurrou ela com um sorriso confuso
– É melhor eu ir, estou cansada. — E realmente estava, deu mais trabalho descongelar a floresta que congelá-la — Amanhã explico para Anna. Boa noite
– Boa noite, Majestade — retribuiu Hana com uma suave reverência.
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– Elsa? — chamou Anna batendo na porta
Elsa pediu que esperasse e então levantou-se para receber a irmão em seu quarto.
– Hana disse que estaria aqui. Podemos conversar? — pede Anna entrando
– Claro, o que foi?
– É sobre o rei de Arisen.
– Anna, eu mal lembro a cara dele — interrompeu Elsa — Por favor, não venha querer me convencer de nada.
– Ei, calma. Não vim convencer você de nada. Nem perguntar o que vocês estavam fazendo para se atrasarem para o almoço. — disse Anna curiosa — Embora eu queira muito saber. O que foi atrasou vocês?
Elsa arregalou os olhos e tentou conter a vermelhidão em seu rosto resultado da vergonha e da raiva. Anna percebeu a reaçao da irmã e arranhou a garganta dando seriedade ao seu rosto.
– Não foi sobre isso que eu vim falar. Elsa, você sabia sobre ele e o fogo?
Então era só isso. Que alívio Elsa sentiu.
– Soube em Arendelle
– E-e então? — perguntou Anna confusa
– E então o quê?
– Eu não sei, o que acontece? E agora? Quer dizer, bem, agora que me acostumei com você congelando as coisas. Acho que não estou psicologicamente preparada para alguém QUEIMANDO as coisas
Anna estava agitada, gesticulava muito e falava nervosamente. Elsa não entendia o porquê, Juan passou um dia em Arendelle e, com sorte, não voltaria mais.
– Anna, qual o problema?
– Eu não sei. Você sabe?
– Não! Você que está andando em circulos só porque o Juan também tem poderes.
– SÓ? Só por quê? Bem, eu sei lá. Vocês se entenderam pelo menos?
– Anna, onde quer chegar?
Anna parou por um instante com um olhar intrigado. Ela via todos os problemas possíveis à sua frente e Elsa parecia calma como água. A não ser que... é, só pode ser isso. Elsa não deu importância à Juan.
– Em lugar nenhum — respondeu Anna sorrindo levemente — Onde está o rei de Arisen?
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– Espero que seja algo muito importante, Sebastian. Seja lá por qual motivo, faltava isso aqui para me aproximar da rainha — reclamou Juan representando o mínimo com os dedos
– Desculpe, senhor. Mas o conselheiro não sabia o que fazer.
– O que aconteceu de tão grave? Não podia esperar mais um dia? A rainha Elsa estava começando a se abrir... mas aí saiu correndo à cavalo — Juan revirou os olhos — É verdade que ela fala mais do que eu pensava, e em certos momentos parecia uma criança. E por falar em criança... — ele mudou seu tom — aquela garotinha já estava me deixando maluco.
– Ahn... senhor...
– Emanei calor nela para que se cansasse logo, mas aquela coisinha demorou a dormir!
– continuou Juan sem atentar à Sebastian — tive que aturar ela mais tempo do que queria.
– Senhor?
– E a princesa? Acho que está meio que do meu lado. Mas é um pouco bobinha. — prosseguiu ele pensativo — Se assustou quando soube que eu controlava o fogo. Aliás, a melhor coisa que fiz foi me fingir de "vítima dos meus poderes", a rainha logo logo ficou cheia de pena de mim
– SENHOR! — gritou Sebastian desesperado por atenção — P-perdão, mas... — retratou-se Sebastian ao observar o olhar mortal que recebia de Juan
O rei seguiu os olhos castanhos de Sebastian que guiavam até um homem alto, esguio, vestido em roupas dignas de um rei, ou de um leal servo do rei.
– Conte-me o que me fez correr até aqui — pediu Juan ao homem
– Isso aqui, meu senhor — acatou o conselheiro real entregando a Juan uma carta
– De Gamel? — perguntou o rei de Arisen ao ler o nome do remetente
– Sim, senhor. E sugiro que leia atentamente.
– Com certeza vou. — concordou Juan abrindo o envelope — Não dá para irritar Gamel agora, não com Arisen quebrada.
Juan leu e releu a curta carta. Engoliu um nó em sua garganta com o ar sóbrio, não poderia negar nada ao reino que, no momento, era seu pilar de sustentação.
– Então, Majestade, sugiro que prepare seu exército — aconselhou o homem
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