Notas iniciais
Bem, eu sei que demorei um tiquinho. Enfim, aqui era para ter uma musiquinha, mas como não tem som kk espero que tenha ficado bom. Ps: Corin ainda aprontará muito.

Anna estava deitada em sua cama mas não conseguia dormir. Fechava os olhos e passavam inúmeras dúvidas sobre o casamento. Será que Kristoff realmente a amava? Ele fez tanto por ela, devia amar, ele demonstrava isso todos os dias, certo? Ultimamente começou a ficar diferente, distante, triste; sorria com ela, mesmo assim mantinha um olhar cansado, parecia que queria desistir. Talvez seja porque o casamento está chegando.
Anna sentou-se na cama e olhou a janela, o brilho da lua invade seu quarto. Ela resolveu caminhar até lá, olhou pela janela e viu a calmaria noturna do reino, fazia tempo que ela não olhava pela janela. Desde que Elsa havia voltado e seu namoro com Kristoff começado, não tinha tempo sobrando para só ficar olhando pela janela, a vida oferecia muita coisa boa além disso. Talvez devesse perguntar a Kristoff se ele ainda quer se casar, talvez ela, uma menina tola que acreditou em um príncipe traidor que tentou matar sua irmã, uma garota que passou anos trancada em um castelo e ainda está descobrindo o que acontece fora daqueles muros, talvez essa garota não merecesse o Kristoff. Justo o Kristoff que cresceu na floresta e sabia de tudo.
Contudo, no reino de Arendelle, não era só Anna que não conseguia dormir com dúvidas. Kristoff passava pelo mesmo problema: mereço Anna? Ela era uma princesa, tinha tudo! E tinha muito o que fazer. Com certeza havia reis muito mais inteligentes e cultos querendo a mão dela, por que ele deveria ficar com Anna? Justo ele, aquele bruto que viveu em uma floresta e detestava toda aquela pompa de palácio? Ele a amava, isso é certo, mas deveria ser tão egoísta ao ponto de querer que ela o ame ao invés de alguém do nível dela?
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Em Arisen, o sono também passava longe, ao menos do rei Juan. Sebastian sentia o sono pesar nas pálpebras, entretanto o rei não o deixava se entregar a Morfeu.
– Acorde, Sebastian! — ordenou Juan sacolejando-o
– Ahn? Eu estou acordado
– Me ajude, Sebastian. O que eu faço para falar com ela? Por que não me disse que ela era bonita? Do jeito que você falou parecia que era uma velha feiticeira que fazia nevar e congelar tudo
– Como eu iria saber, meu rei? Arendelle fica distante, o que sabemos é só o que a nobreza de Weseltown nos contou.
– Ah! Seria unir o útil ao agradável... Mas ela nem sequer demonstrou interesse. Queria conquistá-la
Juan andava de um lado o outro de olhos fechados e sem perceber começou a queimar a madeira do assoalho. Sebastian correu desastrosamente com um balde de água e apagou o fogo
– Majestade, precisa se acalmar. Precisa se acalmar!
– Então me diga! — gritou ele — O que eu faço? — acrescentou mais baixo
– Faça como fez com as outras: " Você vem sempre aqui?" — Sebastian tentou imitar Juan, porém tudo que conseguiu foi andar desengonçado e fazer uma careta com biquinho.
– Acho que não vai funcionar. Ela tem... um ar místico que faz dela diferente. Nunca vi igual.
– Talvez seja por que não há mais ninguém que controle o gelo? — Perguntou ironicamente — Assim como não há mais ninguém que controle o fogo
– Eu não sei... preciso conhecê-la, saber do que gosta, o que ela ama. Mulheres gostam de homens que se interessam pelos seus gostos. Depois eu a faço casar-se comigo.
– E se os gostos dela não lhe agradarem, Majestade?
– Como? — pergunta Juan confuso
– Digo, se mão gostar de como é a rainha de Arendelle?
– Nunca mais repita isso Sebastian — repreendeu Juan elevando a voz grave — Ela é perfeita — continuou mansamente — com certeza deve ser a rainha dos meus sonhos: esperta, calada, linda, calada, inteligente, calada, uma mulher de verdade, como uma rainha deve ser. E ainda por cima renderá uma união lucrativa para Arisen! Mas como conquistá-la é um problema. O jeito que recusou o convite para se hospedar no castelo... — ele parou um pouco e sorriu malicioso — ela não vai ser fácil de domar.
– Não sei mais, senhor. Talvez deva desisitir, ela controla o gelo, Vossa Majestade, o fogo. Não combinam!
– Os opostos se atraem, meu caro Sebatian.


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No dia seguinte Elsa levantou cedo, antes do sol se levantar, queria ver o romper da aurora. Tratou de se arrumar e desceu para tomar café com os outros hóspedes. Ficou contente por ver que havia uma família com duas crianças hospedadas ali. Havia também um casal e um viajante solitário, entretanto, Elsa sentou-se ao lado da família, após a menina pedir mil desculpas por derrubá-la enquanto corria pelo salão.
– Corin, não passe manteiga no seu irmão — repreendeu a mulher calmamente
– Mas ele ta gostando, mamãe — retrucou a menina
– Eles são uma graça — afirmou Elsa observando serena a ambos
– São sim, mas são teimosos. Corin, já disse para parar com isso!
– Obedeça sua mãe, Corin — ordenou o pai
– Desculpe, mamãe
– Tudo bem, querida. Então, Elsa, o que trás você aqui?
– E-eu? — perguntou tímida
– Sim, você. Aqueles dois estão em lua de mel — disse apontando para o casal — E aquele esquisitão com a viola só está dando uma volta
– Você sabe disso só olhando? — perguntou Elsa surpresa
– Não. Eu perguntei, como estou fazendo com você. O que trás você aqui?
Elsa não sabia como responder, não conseguia mentir com muita facilidade, perdeu a prática. Depois de um ano sem motivos para mentiras e nem segredos, não precisava mais disso.
– Estamos resolvendo negócios. Madame é muito ocupada, herdou os negócios do pai e precisa viajar para cuidar deles — respondeu o cocheiro, salvando Elsa
–Ah sim, que negócios?
– Ela serve ao reino — respondeu novamente Damian
– Elsa, um gato comeu sua língua? — riu Hana
– Não, imagina. É que me lembrei que preciso renovar um acordo agora de manhã. — Elsa se levanta da mesa e dá um leve sorriso ao ver que somente Damian se levantou para se curvar, o que ela impediu — Seus filhos são lindos, me distrai olhando-os
– Ah, que graça! — suspirou Hana com a gentileza de Elsa — Até mais, então. Crianças, deem tchau para a Elsa.
– Tchau, Elsa — disse Corin enquanto seu irmão balbuciava algo semelhante a uma despedida — Você vai voltar?
– Sim
– Então você brinca comigo quando voltar? — indagou entusiasmada
– Corin! — repreendeu Hana
– Não tem problema — respondeu Elsa rindo — Eu adoraria brincar com você, Corin. Mas agora preciso ir
– Até mais, Elsa.

Notas finais
Como disse aqui vai ser paraq comentários do Filme. Geeeente, só eu fiquei esperando a Elsa quebrar depois de ter feito o outro vestido? kkk Nossa, rebolou mais que uma cobra, tava vendo a hora quebrar kkk