Frozen: A aventura recomeça
18 Capítulo 18
Notas iniciais
— Finalmente você voltou! — Gritou Corin pulando em cima de Elsa a ponto de liberar um pouco de ar dos pulmões da rainha com o impacto.
— Majestade, está tudo bem? Aconteceu alguma coisa com Vossa Alteza? — questionou Vince preocupado e iria começar a procurar ferimentos na rainha quando ela recuou dois passos.
— Eu estou bem — respondeu ela fechando os braços à sua frente.
— Perdão, Majestade, não tive intenção...
— Não se preocupe, vamos sair daqui o mais rápido possível — afirmou ela sorridente e tomando Corin nos braços.
— Você parece bem feliz para quem odiou o lugar — afirmou Corin confusa.
— E quem disse que eu odiei o lugar?!
— Você disse que queria sair o mais rápido possível! — rebateu a garotinha — além do mais, eu também odiei — acrescentou ela cruzando os braços — e ele também — apontou ela com o polegar.
— Odiou é? — Elsa perguntou ao guarda real com um sorriso sapeca nos lábios.
— Meus perdões, Majestade, mas mais algumas horas nesse reino e todos os anos treinando para manter a paciência será jogado fora com esses guardas de Gamel — afirmou Vince emburrado.
— "Majestade, precisa se conter" — Disse Elsa imitando as palavras de seu guardião de mais cedo. Ele apenas sorriu contrariado.
— Vamos! Se sairmos antes do pôr-do-sol chegaremos em Arendelle ao amanhecer! — exclamou Elsa largando Corin e preparando suas malas (Que por sinal Estavam praticamente feitas ainda) — Além do mais, Corin, você precisa de um banho e roupas limpas. — Brincou ela erguendo uma sobrancelha
— Ei! — contrariou a menina — Da próxima vez eu vou lembrar de trazer roupas — murmurou ela concordando com a rainha.
— Não haverá próxima vez, mocinha. Você não está vindo quando eu disser para não vir, entendeu? — Reprovou Elsa pondo as mãos na cintura.
— Você não disse que não podia vir! — Reclamou a menina — E não disse que era para eu ficar.
— Acho que — Elsa abaixou-se para fechar a mala — deveria ter ficado subentendido quando eu disse "viagem pelo reino". Vamos, Anna está me esperando — disse ela com a mala em mãos soprando um fio solto em seu rosto.
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Anna se remexeu na cama, estava tão quentinha a maior parte do tempo... Mas tinha uma pequena parte fria, úmida. Ela abriu os olhos rapidamente e se assustou com a área úmida em seu cobertor.
— O quê?! Mas como? Eu não faço xixi na cama desde os 6 anos! — Ela berrou confusa — Espera... A coroa, eu dormi com ela — Anna havia observado a coroa antes de dormir, tentando imaginar onde Elsa estaria, e agora ela era apenas uma mancha de água — Derreteu... Elsa!!
A princesa ergou-se o mais rápido que pode e passou pelo biombo como um raio ao trocar de roupa e correu em direção aos estábulos. O porto era perto, mas um cavalo a levaria mais rápido que suas pernas. Ela nem sequer esperou seu próprio cavalo ficar pronto, montou no primeiro animal selado que viu e correu em direção ao porto.
— Desculpe, Damian! Elsa está no porto! — Gritou ela já longe deixando sua voz baixa pela distância.
Elsa estava se recompondo na estabilidade do porto. Uma última náusea ainda persistia levemente. Corin estava ao seu lado, sentada na mala com as pernas balançando enquanto o guarda real mantinha-se estático do outro lado. Vince havia sido encarregado de avisar ao castelo do retorno da rainha.
—Elsa! — gritou Anna chegando a cavalo, desceu o mais rápido que pôde enquanto a rainha se erguia com a mesma rapidez para abraçá-la — Que bom que voltou! Como você está? Está inteira? O que aconteceu em Skavir? Porque sua cara parece tão abatida? Ficou doente? — Anna despejava perguntas enquanto revistava a irmã por todos os ângulos.
— Anna! Calma — Elsa segurou a irmã pelos ombros e sorriu levemente — Respira, isso. De novo. Isso. Viu? Estou bem, é apenas uma náusea marítima. Senti sua falta.
— Também senti — Anna sorriu de volta.
— Cadê a mamãe? — Corin perguntou timidamente. Sentia falta da mãe, nunca passara tanto tempo longe dela.
Anna soltou um leve grito, esquecera de Hana. A surpresa matinal não a deixara pensar direito e simplesmente correu para o porto sem ao menos lembrar da pobre mãe que nem sequer tinha notícias da filha.
— Você fez uma coisa muito má, mocinha — repreendeu Anna — Tem ideia de como sua mãe ficou? Ela está desesperada.
— E-eu... eu não sabia, me desculpe. Eu quero a mamãe — respondeu Corin entristecida com as mão cruzadas.
Anna suspirou e pegou a pequena.
— Não faça isso de novo, está bem?
— Ela já aprendeu a lição, não foi Corin? — reforçou Elsa.
— Sim, nunca mais vou fazer isso.
Vince voltara com a carruagem — com o cavalo de Anna selado à ela, visto que a princesa tomara um dos cavalos que estavam sendo preparados para trazer a rainha de volta ao castelo.
— Ótimo. Mas ainda sim, vai ficar de castigo — acrescentou Elsa se encaminhando para a carruagem — Sem brincar na neve pelo resto do dia — decretou a rainha com o pé direito na carruagem.
— O quê?! Mas não é justo. — reclamou a menininha descendo colo de Anna — Nós nem brincamos naquele reino chato e eu fiquei trancada naquele quarto com o grandalhão ali — continuou ela apontando para Vince — e ele é não sabe brincar de nada!
— Considere como o castigo pelo que nos fez passar em Skavir — Treplicou Elsa com indiferença — Fique feliz por não deixar você brincar na neve até ir embora. Não fiz isso porque não sou sua mãe, é ela quem vai dizer seu castigo de verdade.
— O Quê?! Mais castigo?! — Berrou a menina se jogando dramaticamente no fundo da carruagem.
Anna apenas sorriu enquanto sentava-se ao lado de sua irmã após entregar o cavalo que viera à Vince.
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— Hora, vamos, Marcel. Skavir não tem em quem se apoiar. Não há como se rebelarem — Debochou Juan esticado na cadeira de prata do rei de Gamel
— Meu pai lutou muito para manter esse reino submisso, Juan. E isso foi antes do seu príncipe ser uma aberração — retrucou rispidamente o homem de pele dourada e cabelos salpicados de branco aqui e ali.
Juan torceu o rosto ao ouvir o adjetivo dado ao príncipe Dimitri, afinal, Juan também se encaixaria nessa descrição se concordasse com isso. Contudo, ele poderia ser vingativo e um pouco bruto, mas não era imprudente. Sabia que precisava de Gamel, seu reino fora construído distante dos fiordes, longe da floresta e longe de montanhas. Não era um lugar com muitos recursos e os seus moradores ainda se perguntavam como seus antepassados escolheram justo esse lugar para se estabelecerem. Ainda assim era o seu reino, e seu dever defendê-lo, como seu pai fez.
— Poderes ou não, o príncipe não pode ser um exército de um homem só.
— E é por isso que Skavir está atrás de apoio. — Juan se endireitou na cadeira, estava curioso — Sim, alguns guardas ouviram conversas secretas sobre uma carta a um reino, feita na calada da noite. Aquele velho balofo está conspirando contra mim, Juan, eu sei disso — afirmou Marcel apoiando as duas mãos na cadeira a frente de seu amigo.
— Que reino? O que quer que eu faça? Sabe que não estou exatamente em condições de abrir guerra contra grandes reinos, Marcel. Posso ajudar com alguns soldados mas eles comem e sentem frio.
— Pare de chorar miséria, Juan. — Rebateu Marcel irritado — Sei muito bem onde Arisen se encontra e não vou pedir mais do que aquilo que você pode dar e estou ciente que seu apoio tem um preço. — Ele começou a andar pela sala ampla — Eu ainda não sei qual é o reino, mas seja qual for, se aceitar apoiar Skavir, não hesitarei em destruir.
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