Frozen: A aventura recomeça
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Amanheceu em Skavir e a rainha de Arendelle já estava de pé. Dispôs em seu corpo um ajustado vestido que ela julgou apropriado para encontrar-se com o rei, contudo, notou que chamaria muita atenção a longa capa, e tudo o que não precisava agora era era de atenção.
– Fica mais legal com a capa, Elsa — bocejou Corin esfregando um dos olhos
– Você acordou! — exclamou Elsa recobrando-se do susto
– Você também — retrucou a menina abrindo e fechando a boca
– Corin, eu preciso muito, mas muito, que você preste atenção noque eu vou falar. — Pediu Elsa sentando-se na ponta da cama — está me ouvindo?
– Uhum
– Olhe bem para mim. Eu preciso que você não saia daqui. Está bem?
– Tá bom — confirmou Corin assustada
– Isso é muito importante, Corin. Você tem que ficar bem quietinha aqui, até eu voltar, está entendendo?
– Sim... Só porque acordei agora não quer dizer que não entendo. — resmungou a garota já desperta
Elsa não conteve o riso
– Eu sempre demoro um pouco para acordar depois que levanto — explicou-se sorrindo
– Sério? Eu acordo quando abro os olhos — afirmou a garota confusa — Mas agora eu estou com fome! Eu vou poder comer agora ou vou ter que ficar esperando até voltar?
– Pode comer agora — consentiu Elsa rindo — Eu também quero comer. Mas também preciso encontrar...
– Encontrar...? — insistiu Corin observando o sorriso da amiga, obviamente Elsa havia tido uma ideia.
– Corin, vá escovar os dentes! Vamos sair para comer — ordenou Elsa empurrando a pequena para o banheiro
– Mas com que escova?!
– Eu vou avisar o guard... o Vince que vamos sair. — informou Elsa sem dar atenção à pergunta de Corin — Volto em um instantinho
Elsa saiu de seu quarto e bateu no quarto ao lado e esperou que a porta fosse aberta.
– Posso entrar? — Ela esfregou as mãos um tanto receosa de fazer o pedido.
– Claro, Majestade — abrindo mais a porta
– Shhhhh! — repreendeu Elsa
– Perdão, havia esquecido — sussurrou ele
– Não importa, vamos sair daqui a pouco. Nenhum de nós tem noção de onde é o palácio de Skavir,
– Não podemos simplesmente perguntar, os soldados de Gamel ficaríam logo sabendo, tem dois deles em todas as hospedagem daqui — interrompeu Vince
– Eu sei. Por isso vamos com a desculpa de comer em algum outro lugar.
– Vão perguntar por que não comemos aqui
– Diremos que Corin não quer comer, eu não sei! — irritou-se Elsa, já estava difícil e ele ainda bloqueava mais?! — O fato é: Vamos sair e descobrir onde é o palácio. Assim que eu chegar lá, você volta com Corin para o barco.
– Mas, Majestade, minha função é protegê-la...
– Não tem condições da Corin ficar em uma negociação como essas. Ela é só uma criança, pode falar para qualquer um. E... nem eu sei do que se trata.
– Mas, Majestade, e a sua proteção?
– Posso me cuidar sozinha. — afirmou Elsa assumindo uma pose altiva — Só preciso controlar e tudo fica bem — sussurrou ela com um sorriso comprimido, mas cheio de confiança
– M...
– É a minha ordem — interrompeu a rainha impondo-se
– Como quiser, Majestade — cedeu afinal Vince em uma reverência
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– Princesa? — chamou Hana receosa batendo na porta do quarto de Anna
– Hm... — gemeu Anna ainda dormindo
– Princesa? Vou entrar tudo bem? — pediu Hana e, sem nenhuma resposta, resolveu entrar — Estou entrando, ok? Estou aqui
– Ahn? O quê? — perguntou Anna erguendo seu tronco ainda de olhos fechados — Só mais cinco minutos, Elsa — pediu a princesa de Arendelle deitando novamente na cama
Hana sorriu vendo a princesa desgrenhada. Imaginava que ela acordava radiante, do jeito que era durante o dia.
– Princesa, acorde... — chamou Hana novamente agora aproximando-se — É hora do café, e como a rainha não está...
– Café? Rainha? — despertou Anna bruscamente assustando Hana
A mulher ainda tentou segurar seu corpo após o susto, entretanto, tudo o que conseguiu foi tropeçar no criado-mudo da princesa e derrubar a coroa que a rainha deixara a seu encargo.
– Elsa... — soltou Anna vendo a coroa de gelo caida no chão e partida ao meio
– M-me desculpe eu... eu não queria — Hana tentava unir os pedaços da coroa. Estava muito angustiada, havia quebrado o presente da irmã de Anna
A ruiva atônita então pegou, sem dizer uma palavra, a coroa de gelo e a observou em suas mãos.
– Anna... me perdoa... — Hana interrompeu-se ao perceber uma movimentação na coroa
Anna também notou, sentiu o frio enconstando em suas mãos e largou a coroa sobre sua cama em um ato reflexo. Ambas assustadas, afastaram-se um passo. Anna resolveu aproximar-se novamente, empurrou as duas metades com a ponta dos dedos até se tocarem. Novamente assustaram-se ao ver o gelo reconstituindo-se e deixando a escultura gelada intacta novamente.
Hana suspirou aliviada assim como Anna.
– Que susto, achei que ia me odiar para sempre — brincou Hana com um sorriso nervoso.
– Achei que ia perder a Elsa para sempre — confessou Anna buscando a coroa na cama — Mas se essa coroa fez... — ela girou a coroa para observá-la por completo — isso, é sinal de que a minha irmã está bem.
– Só espero que a minha pimentinha também — soltou Hana aflita e com uma pequena lágrima marejando seus olhos
– Tenho certeza que está bem — afirmou Anna sorrindo e pondo os cabelos para trás — Vamos tomar café?!
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– Mas eu não quero café! — reclamou Corin na frente dos soldados de Gamel
– Então nós vamos procurar alguma coisa pela cidade que você queira — afirmou Elsa pegando Corin no colo
– Não devia fazer as vontades dela, senhora. — alertou um dos soldados com um sorriso — Tenho uma dessas em casa, minha mulher não deixa ela pisar fora da linha.
– Está ensinando a minha mulher a educar minha filha, meu senhor — encarou Vince imponente
– Continue assim e sua filha nunca mais vai ver o pai dela — intrometeu-se o segundo guarda — circulando. E você — disse dirigindo-se ao seu colega — não se intromete na vida dos turistas, estamos aqui para pegar dinheiro e cuidar dos que não querem pagar, pegar dinheiro e cuidar dos que não querem pagar. Entendeu?
– Vocês não...
– Vamos andando — interrompeu Vince à Elsa, que obviamente encontraria problemas sérios se terminasse a frase — Majestade, precisa se conter — sussurrou ele passanda uma certa distância
– Mas como? Isso é muito injusto! — retrucou Elsa sussurrando também
– Eu sei, mas é pela sua segurança, minha rainha.
– Eles que venham me atacar, vão ter queimaduras de gelo em lugares que nem sabiam que tinham — afirmou enfurecida e cerrando os punhos
– Elsa... — chamou Corin delicadamente, assustada com a expressãoda amiga
– O que foi, querida?
– Eu queria o café...
Elsa e Vince riram da menina, obedecera o pedido da rainha mesmo com fome
– Vamos atrás de comida para você
A criança abriu um sorriso e conteve um saltinho.
– Mas primeiro tenho que descobrir uma coisa, tudo bem?
Corin deixou os ombros cairem e percebeu que não comeria agora ao mesmo tempo que Elsa voltava-se para Vince
– Agora entendo o porquê do pedido do rei de sigílo. Temos que ajudar
– Como queira, Majestade — concordou Vince — O que minha rainha quer que eu faça?
– Primeiro, temos que encontrar o palácio, vamos perguntar DISCRETAMENTE para alguém. Depois você leva a Corin para comer volta à hospedagem, leve as bagagens para o navio. Do palácio vou direto para lá.
– Sim, Majestade.
– Corin, você... Corin?
Elsa buscou à sua volta e não viu nada.
– CORIN!! — gritou a rainha de Arendelle
Sem resposta
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– Deve ter alguma coisa para comer aqui! — resmungou a garota em meio as àrvores — Uhhh... — suspirou ela ao ver uma bela maça na próxima àrvore
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– E-ela estava bem aqui, e-eu... cadê ela? — Dizia Elsa desesperada
– Majes... Mas ela vai aparecer, Elsa — tentou Vince consolá-la
– Senhora, se acalme. — pediu um homem que tentava ajudar
– Aquela menininha está perdida em um lugar que ela nunca viu, sem ninguém para ajudá-la e cheia de brutamontes fardados! Como quer qie eu me acalme?! — gritou Elsa
O homem realmente se assustou, encolheu a cabeça ao nível dos ombros e desviou o olhar. Elsa percebeu que fora impaciente com ele e sentiu a culpa pesar em suas costas
– Me perdoe... é que... temos que achar a Corin
– Eu entendo, senhora. Só tentei ajudar. Vamos fazer assim, vamos procurá-la, não deve ter ido longe.
– Tem razão. — concordou Vince — venha, minha ra... esposa, vamos pelo caminho da hospedagem, talvez ela esteja por lá. O senhor pode procurar pelos arredores? — pediu ele ao homem
– Sim, sim. Claro. No que eu puder ajudar. Vão, vão
– Não — interrompeu Elsa com o olhar perdido — Você vai Vince, aqui é muito amplo, procuro de um lado e o senhor....
– Barry — completou o homem
– Barry do outro.
– Mas e sua proteção? — protestou Vince em um sussurro
– Eu já disse que posso me cuidar — respondeu Elsa no mesmo tom de voz
– Vou procurar aqui também — negou-se Vince recobrando o tom de voz.
– Não. Você. Volta. — ordenou Elsa imperial — Sem discussões.
– Se encontrá-la volto com ela aqui — concordou Vince a contra gosto
– Obrigada — agradeceu Elsa ternamente, desmanchando sua postura real — Por favor, vamos atrás da Corin — pediu ela a Barry
– Vou pelo mercado, você não conhece a cidade, pode se perder também. É melhor ir pela floresta, tem trilhas e é só seguir de volta. — aconselhou Barry
– Pela floresta, sozinha?! — retrucou Vince preocupado, definitivamente deveria ter escolhido ser soldado ao invés de guarda real — Majes... Elsa! — corrigiu-se irritado com seu costume servil — Elsa, não posso permitir isso.
Um olhar fuzilante de Elsa fez Vince suspirar angustiado. Sabia que não havia discussão, apenas obedeceu com um novo protesto.
– Apenas não morra, sabe que muitas coisas... — ele aproximou-se e iniciou um sussurro — e pessoas, dependem de vossa majestade. Lembre-se que ainda é rainha.
– Vai. — ordenou Elsa com um sorriso compreensivo enquanto dirigia-se à trilha da floresta.
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