Frozen 1/2 - Let It Go
9 Sempre Uma Confusão
Notas iniciais
Elsa não entendia tal mudança de humor na Marina quando a mesma viu o homem barbudo junto a uma carruagem. Uma coisa Elsa tinha certeza: Era mais problemas para ela, que só queria ficar em seu palácio de isolamento.
Marina caminhou até o homem e a carruagem, que se localizavam em frente a uma loja de aves.
–Sr. Benny?- Chamou a atenção do homem, mostrando sua voz rigidamente.
O homem, assim que viu a imagem da menina, mostrou seu pior olhar.
"Parece que não são amigos.", Elsa pensou, e caminhou junto a Marina até onde estava.
Um homem careca saiu da loja, e assim que viu Marina, a olhou do mesmo modo que o barbudo.
–É aquela esquisita!- Comentou o careca.
–Olá, Sr. Joerd!- Marina cumprimentou ironicamente.
–É Jorde!
Elsa foi até o ouvido de Marina.
–Quem são eles?- Sussurrou.
–São dois homens desleais que adoram matar as aves por diversão. Caçam toda hora, sem deixar nenhum livre.- Respondeu, mas de alto e bom som, para os homens escutarem.
–E você...- O barbudo, de nome Benny, chamou a atenção de Elsa. -...Conhece essa ladra?
–Ladra?
–Sim...- O careca, de nome Jorde, respondeu. -...Essa pirralha que está do seu lado. Ela só rouba nossas aves.
–SUAS AVES?...- Marina perguntou incrédula, chamando a atenção do povo de Corona, o que deixou Elsa mais insegura. -...ESSAS AVES PERTENCEM A VIDA!
–É?...- Benny perguntou com um sorriso malicioso em seus lábios pouco visíveis por conta da barba. -...E a vida nos deu elas para fazer isso!
Na carruagem, Benny tirou uma águia, que estava engaiolada, e ameaçou de cortar o pescoço com a faca que estava na sua mão.
–NÃO!...- Marina gritou. -...DEIXE ELA EM PAZ!
Ao isso, Marina balançou suas mãos para negar a ameaça. Porém, ao fazer isso, grandes faíscas saíram de suas mãos e foram parar na loja e na carruagem. Por pouco que acerta Benny, algo que Marina queria muito.
Marina encarou assustada, e manteve os olhos arregalados como Elsa, Jorde, Benny e todo o povo que assistia o ocorrido.
–Marina...- Elsa olhou para Marina assustada, pelo feito dela, apesar de sem querer. -...Você...- Foi interrompida pelo Benny.
–UM MONSTRO!
–NÃO!- Elsa gritou, entrando na frente de Marina. Apesar de poder morrer, Elsa estava fazendo por uma bom motivo, e Marina sorriu com isso.
–O QUÊ? VOCÊ TAMBÉM É UM MONSTRO?
Elsa ficou sem reação com isso. De fato ela considerava que seja um monstro depois de machucar Anna, e não tinha como negar.
Enquanto todos mantinham a atenção em Elsa, Marina aproveitou e correu até a carruagem sem ninguém ver. Com o fogo, ela tinha que tiraras aves engaioladas dali. Com sua força, conseguiu carregar, mas ao pegar todas, Benny voltou a atenção para Marina se aproximando dela e, com uma faca na sua mão, a ameaçou de morte.
–VOCÊ NÃO PERTENCE AQUI, MONSTRO!
Elsa não podia deixar acontecer com uma menina que não tem culpa, e que só quer as aves livres. Tinha que evitar.
–NÃO!
Sem querer, Elsa jorrou gelo com as mãos em direção ao Benny, mas não acertou, e sim raspou pela parte da cintura da roupa de vendedor dele, que rasgou. Ele olhou para a cintura e depois olhou para Elsa, atras dele.
–MONSTROS! PEGUEM-NAS!
Todos os habitantes reagiram ao grito de Benny e caminharam até Elsa.
–Corre!- Alertou Marina, que estava ao lado da carruagem.
Marina correu para longe do reino, e Elsa a seguiu, junto com o povo de Corona atras delas, com armas e frigideiras nas mãos. Foram até a floresta, onde Elsa e Marina estavam antes.
Elas correram até parar em uma estrutura de árvores enormes que tampavam o caminho, e o povo de Corona as seguiu, onde ficaram cercadas.
–O que nós vamos fazer?- Elsa sussurrou assustada para Marina.
–Eu não...- Marina pensou, e logo seu rosto se iluminou. -...EU JÁ SEI!
–Está perdida, pirralha...- Benny esticou a faca.
Marina então soltou um grito, mas não um grito qualquer, e sim um grito que as aves, principalmente águas e falcões, produzem. Benny ficou boquiaberto com o grito.
–Mas...
–Você não me conhece, Benny.
Marina, apesar de conter milhares de aves em suas mãos, esticou seu corpo, que brilhou como o Sol, deixando as aves e o povo de Corona de ohos arregalados. Marina se fez em o Pássaro de Fogo, e Elsa pulou em cima dela, com as aves em cima dela.
Marina bateu as asas e levantou voo.
–Adeus, Benny e Joerd!- Despediu ironicamente, enquanto distanciava do povo de Corona.
Elsa teve a visão de Corona e os habitantes, até perdê-los de vista com a distância. Desceram perto da Montanha do Norte, onde tinha gelo e neve. Mas ao pousar, Marina derreteu a neve, por falta de controle de seus poderes.
Marina tirou Elsa e as aves presas nas costas, e voltou a forma humana.
–Me ajuda, majestade, a libertar as aves.- Marina pediu.
Elsa assintiu e abriu as gaiolas, junto com Marina, e libertou toda as aves. As aves fizeram gestos e sons que elas produziam.
–Sim, eu sou a herdeira...- Marina estava conversando com elas. -...Não foi nada!...- Marina corava e coçava a cabeça. -...A Rainha Elsa ajudou muito também. -Apontou para Elsa.
Elsa imaginava que as aves estavam agradecendo, mesmo que ela não possa entender. As aves se aproximaram de Elsa, o que causou espanto para a mesma. As aves não paravam de piar.
–Majestade...- Chamou Marina. -...Eles estão reverenciando Vossa Grandeza.
Elsa sorriu.
–Muito obrigada...- Agradeceu as aves. -...Mas...- Marina interrompeu.
–Você não os compreende?
–Não.
–Hum...- Marina se lembrou. -...Tem uma técnica com os meus poderes, que sem querer usei em um menino, e ele acabou escutando as aves temporariamente. Espere...
Marina balançou as mãos, e surgiu pequenas bolinhas de fogo nas orelhas de Elsa.
–Por favor não toque nelas com a mão, majestade...- Pediu Marina. -...O menino ficou só um tempo escutando as aves porque ele mexeu no ouvido e desfez isso, e acabou queimando a mão por isso.- Virou os olhos para o lado, se lembrando do momento.
Elsa riu. Depois pôde ouvir um falcão falando.
–Realmente funcionou, alteza?
–Por favor, me chame de Marina apenas.- Marina respondeu.
Elsa arregalou os olhos. Primeiro não imaginava que o Pássaro de Fogo existia, e que tinha herdeira. Depois jamais iria acreditar que ouviria aves pela primeira vez.
–Eu... Escutei...
–É mesmo?- Marina perguntou esperançosa pelo seu plano ter dado certo.
Elsa assentiu calada e surpresa.
–Ele... Te... Chamou...- Foi interrompida.
–De "alteza'? Sim...- Confirmou. -...O vovô Pas é um rei para eles, e todos os descendentes dele, as aves chamam de "alteza".
Elsa sorriu. Marina, apesar de estranha e atrapalhada, tem um certo modo que pode realmente ser comparada a uma princesa. Seria uma bela princesa das aves.
–Mas é melhor voltarmos...- Marina prosseguiu, enquanto caminha de costas para Elsa. -...Depois damos mais um passeio.
Elsa mal podia esperar para voltar para seu palácio. Estava mais que pronta para isso.
–EI...- Um pardal apareceu ao lado de Elsa, deixando-a surpresa. -...Poderia fazer uma coisa...
Elsa escutou atentamente ao que o pardal disse. Ao terminar, Elsa sorriu maliciosamente para Marina, virada de costa. Em seguida, Marina sentiu algo como uma bola extremamente gelada a acertando. Balançou para não cair.
–QUE FRIO!...- Exclamou cobrindo o seu corpo com os seus braços. -...Mas o quê...
Então Marina vira de costas e vê Elsa segurando uma bola de neve e rindo.
–Então é isso?...- Marina perguntou rindo também. -...Então você...
Marina se agachou para pegar um pouco de neve e brincar, mas ao fazer isso, a neve derreteu nas mãos e todo o gelo envolta também. Marina entristeceu por lembrar desse defeito que tem. Elsa se sentiu culpada e soltou a bola de neve feita nas mãos dela.
–Vamos?...- Marina perguntou tentando esquecer desse pequeno incidente, e já se preparando para virar ave e se despedir dos amigos leais.
–Sim.- Elsa respondeu.
Depois, Marina se transformou em ave para levar Elsa de volta ao palácio.
–Adeus, pessoal!- Marina se despediu, enquanto levantava voo.
–Adeus!- As aves se despediram.
E assim elas partiram de volta ao castelo de gelo de Elsa.
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