Frozen 1/2 - Let It Go
1 Era Uma Vez...
Notas iniciais
Ao anoitecer, as princesas Elsa e Anna (8 e 5 anos, respectivamente) voltaram para seu castelo depois de um dia de neve divertido que fizeram no pátio do palácio, apesar de verão. Tudo graças à Elsa.
Elsa, com sua pele pálida; grandes e lindos olhos azul-safiras; bochechas rosadas; e cabelos louro-platinados envolvidos em uma trança, possui o incrível poder de criar neve e gelo, que faz sua irmã caçula, Anna, rir sempre que vão brincar juntas. Anna, diferente de sua irmã, não possui poderes, mas é muito animada e sempre deixa sua irmã contente com tal animação, além de possuir grandes e belos olhos azul-oceanos; cabelos ruivos brilhantes envolvidos em dois "rabos de cavalo", sendo que cada uma fica de um lado da cabeça de pele clara dela; e tem bochechas bem mais rosadas que Elsa, além de ter sardas nela.
Como toda noite, as irmãs escolhem livros ilustrados para que seus pais, o rei e a rainha de Arendelle, leem para elas, antes de dormir.
Já com a roupas de dormir, as irmãs estavam no salão, com o livro escolhido para ler nas mãos de Anna, enquanto Elsa se sentava no carpete do chão da sala. Quando seus pais chegam até a sala e sentam em duas cadeiras de madeiras com almofadas, a caçula entrega o livro para a mãe.
–Anna, nós já lemos esse livro.- Disse a mãe, assim que viu a capa do livro em suas mãos.
–Mas esse livro é o melhor de todos!- Anna disse com todo seu entusiasmo.
–Filha, você realmente quer que lemos esse livro de novo?...- Perguntou o pai, desta vez para Elsa.-...Já lemos mais de cem vezes.
–Pai, nós adoramos essa história.- Foi tudo o que a princesa do gelo declarou.
Seu pai riu com isso, pois também adora essa história. Faz ter belas lembranças, e fica contente em ver que as filhas gostam também.
–Tudo bem.- Disse a rainha.
Anna se põe em seu lado, ao lado de Elsa. Sua mãe começa a relatar a história.
–"O Pássaro de Fogo..."-A rainha lê a capa do livro, e assim abre, para continuar.-"...Há muito tempo, em algum lugar, dois jovens reinos, Alladância e Corina, viviam em guerra, trazendo caos para seus povos. Os reis de seus reinos sempre foram eternos rivais, para decidiram então fazer uma aliança, que seria o casamento entre seus filhos: filho único do rei de Alladância com a filha mais velha do rei de Corina. Porém, o filho do rei de Alladância estava apaixonado pela filha mais nova do rei de Corina, que era correspondido. Como seus pais não aceitavam essa união, o casal fugiu para longe de seus reinos, e seguiram até a montanha, para poderem viver felizes juntos..."
A rainha parou a leitura, para olhar para seu marido, sentado no seu lado. Ambos continham sorrisos em seus rostos. O rei aproximou seu rosto para o de sua esposa, e fechou os olhos, com a intenção de beijá-lá. A rainha fez a mesma coisa.
Quando estavam a ponto de beijar um ao outro, o casal imobilizou-se, com 5 centímetros de distância dos rostos, assim que ouviram risadas baixas vindo de suas filhas.
Vendo que estavam fazendo isso na frente de suas filhas, os dois coraram e riram juntos. A rainha prosseguiu com a história.
–"...Mas sabiam que não podiam fugir e abandonar suas responsabilidades. Então, quando realmente precisavam de ajuda, surgiu da montanha O Pássaro de Fogo..."
A rainha parou de ler para mostrar a imagem do Pássaro de Fogo e o príncipe e a princesa, na montanha, para Elsa e Anna. As irmãs arregalaram os olhos de admiração, como fazem toda vez que olham para tal imagem. Elas decidiram se levantarem para ir ao colo da mãe para observar melhor a imagem. A rainha continuou com a história.
–...O Pássaro de Fogo, com seus olhos vermelhos, que tinham chamas amarelas e laranjas em cada contorno da pupila de cada olho; suas penas brilhavam tanto quanto o Sol, que seguia com sua linda cauda brilhante de 'olhos flamejantes'. O Pássaro de Fogo veio conversar com os jovens príncipes, com o intuito de ajudá-los a voltar para seus reinos e estabelecer a paz entre eles. Ele arrancou, com o seu grande bico, três de suas penas brilhantes. O Pássaro de Fogo disse que eram mágicas, e concediam um desejo cada pena ..."
A rainha parou a leitura novamente (Autora: Dá pra parar de parar?!), para perguntar para as meninas.
–Filhas...- Chamou a rainha, e as irmãs a encararam. -...Se vocês tivessem uma penas do Pássaro de Fogo, o que pediriam?
–Eu pediria para ter poderes de gelo, como a Elsa.- Anna respondeu animada, deixando todos felizes, principalmente Elsa.
–E você, Elsa?- O pai perguntou, olhando para a filha mais velha.
–Bem...- Elsa pensou, mas logo olhou para o pai-...Que eu pudesse voar, como o Pássaro de Fogo.
Os dos governantes de Arendelle sorriram muito com a resposta. Anna estava contente, mas cansada.
–Continua, mamãe.- Anna pediu, coçando o olho.
–Tudo bem.- Sua mãe assentiu.
A rainha continuou a leitura.
–"...O casal aceitou as belas e brilhantes penas mágicas, e voltaram para seus reinos, deixando a montanha e a ave de fogo lá. Os reinos encontravam-se em ruínas. A primeira pena mágica a ser usada foi para pedir ajuda ao Pássaro de Fogo, que logo veio em seu relutante brilho. A guerra não havia terminado, mas verem o Pássaro de Fogo erguido ali, se saberem o que seria aquilo, acreditaram ser um monstro para matá-los. Juntando as armas, atacaram o Pássaro de Fogo, que não tinha como fugir. Estava amarrado e preso. O casal tentou usar uma outra pena, mas perderam, ao verem que as penas brilhantes foram levadas pelo vento. Eles decidiram então interferir no morte do Pássaro de Fogo. Pegaram armas, e combateram com todos, até mesmo com seus pais, para proteger e libertar o Pássaro de Fogo. Ao libertar a ave do fogo, o casal foi amarrado pelos reis, sentindo-se traídos com tal atitude. O Pássaro de Fogo, feliz com a liberdade dada pelo casal, decidiu ajudar, afastando os reis de seus filho. Pôde enfim explicar tudo o que o príncipe e a princesa queriam para seus pais, de forma que conseguiram entender, com a ajuda da ave do fogo. Todos enfim estavam em paz. Alladância e Corina enfim eram aliadas, com o casamento do filho único do rei Alladância com a filha mais nova do rei de Corina, que compreenderam a felicidade dos filhos. O Pássaro de Fogo decidiu ir embora, mas antes deu mais cincos penas para o casal real. Eles não entenderam tal feito da ave, já que ele os salvou e não precisavam mais de penas mágicas. O Pássaro de Fogo apenas disse:
–Essas penas são lembranças, são sonhos, são lealdades, algo que vocês fizeram por mim. Nunca encontrei pessoas mais leais que vocês. São minha honra, minha lealdade.
O príncipe e a princesa sorriram com as palavras ditas pela ave. O príncipe disse:
–Não somos sua honra. Somos sua família!
Nessas palavras, o príncipe desejou para a pena mágica em suas mãos, que o Pássaro de Fogo fossem, agora, da família do casal. Era algo que o Pássaro de Fogo sempre quis: uma família!"
Terminada a leitura (Autora: Até que enfim!), a rainha tirou o livro de sua vista, para da o lugar para ver suas filhas. Elas haviam adormecido. Os reis levantaram, com Anna nos braços da mãe e Elsa nos braços do pai, e seguiram até o quarto das meninas. Assim que entraram no quarto, puseram Anna em sua cama primeiro, e ainda dormindo.
No momento, Elsa havia acordado.
–Elsa, acordou!- Seu pai disse.
–Sim papai!- Elsa sorriu, sonolenta.
–Dê "Boa Noite" para sua irmã.
O rei debruçou, com Elsa no colo, para aproximar da Anna.
–Boa Noite, Anna!- Elsa disse.
–Elsa...- Anna disse, dormindo -...Você quer brincar na neve?
–Eu quero!- Elsa se animou.
–Elsa!- Seu pai a repreendeu.
–Desculpe!...- Elsa se desculpou, e voltar para Anna -...Amanhã, Anna. Amanhã eu brinco na neve com você.
Anna não respondeu, mas sorriu. O rei levou sua filha até sua cama.
–Boa noite, querida!- Sua mãe disse, e beijou a testa da filha.
–Boa noite, mamãe!
–Elsa, é verdade que você quer voar como o Pássaro de Fogo?- Seu pai perguntou.
–Sim, e também adoraria poder conhecer ele. Ele é muito legal e leal!
–Sim, Elsa...- Sua mãe assentiu -...Mas você deve ser leal, pois o Pássaro de Fogo é leal a aquele que é leal.
–Sim, mamãe. Eu vou ser leal.
Seus pais sorriram.
–Boa noite, filha.- Seus pais se despediram e saíram do quarto.
Elsa adormeceu novamente.
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