Frozen 1/2 - Let It Go
17 Enfim DUAS Famílias, TRÊS Irmãs
Notas iniciais
Semanas se passaram, e Marina melhorava seu desempenho de ser uma princesa. É claro que contaram toda a história da menina ave para toda a Arendelle. Elsa e Anna a educaram, desde as aulas de Etiqueta até os estudos de Política e História, para a menina ave ser uma princesa autêntica, enquanto convivia com o povo de Arendelle, onde Marina sempre diz ser um lugar com pessoas leais e gentis.
Na cerimônia de "coroação" de Marina, estava o padre no altar da sala de coroação, ao lado da rainha, a pessoa que entregará a coroa de princesa para a mais nova integrante da família real. Todo o povo de Arendelle compareceu a cerimônia, até mesmo Kristoff e Sven. Porém faltava uma pessoa... DUAS, para falar a verdade!
...
–Princesa Anna, eu não sei se realmente consigo ser uma princesa...- Disse Marina meio tristonha, no local onde seria seu novo quarto, se sentindo incomodada com toda a situação e com o coque feito no seu cabelo. -...Eu só faço besteiras, como anteontem, quando queimei o livro do "Bobby Vood"!
–É "Robin Hood", Marina...- Disse Anna, enquanto arrumava o vestido e o cabelo da nova irmã, que estava parada no espelho. -...E não se preocupe com isso. Eu sei que será uma princesa incrível e boa com todos!- Afastou para observá-la.
Marina sorriu.
–Como a senhorita, Anna?
–É... Como eu!- Riu com isso, e foi acompanhada com a menina ave.
Mas as risadas foram desaparecendo, quando viu que o vestido foi lentamente sumindo, de baixo para cima, dando o lugar ao vestido normal de Marina, que surge do fogo que ela mesma produz, e que some quando remove o vestido.
–Marina!...- Disse rigidamente. -...É a vigésima vez que queima seus vestidos.
–Não dá para evitar, Anna...- Se defendeu. -...Não aprendi a me controlar!
Anna se mostrou desesperada.
–O PIOR É QUE PRECISAMOS DE UM VESTIDO AGORA E NÃO MAIS NENHUM QUE...- Marina interrompeu.
–Tubo bem, Anna...- Tentou disfarçar a risada por ver Anna desesperada. -... Eu posso usar o vestido de minha mãe...- Apontou para a cama, onde estava o mesmo vestido laranja que usou na festa de coroação de Elsa. -...Esse vestido serve para isso mesmo.
–NÃO! NEM PENSAR! ESSE VESTIDO JÁ FOI USADO, E VOCÊ PRECISA DE UM NOVO!
–Mas não tem nenhum vestido para mim. Esse é único!- Marina esperou esperançosa pela resposta de Anna.
Anna, vendo a situação, suspirou e se rendeu.
–Tudo bem...- Viu Marina se alegrar, e sorriu também. -...Mas se arrume logo! Todos devem estar esperando por você!- Saiu do quarto, deixando Marina sozinha.
Marina então foi até a cama pegar o vestido, mas quando pegou, o vestido começou a brilhar, com um brilho tanto forte quanto o Sol. Ela se surpreendeu, e iria largar o vestido, mas logo ouviu uma voz saindo do vestido.
–Nunca se esqueça, Marina...- Marina reconheceu a voz. Era a sua mãe! -...Você sempre pode contar comigo, pois sempre estarei ao seu lado!
O vestido parou de brilhar, mas Marina estranhou algo. O vestido não estava mais do mesmo jeito. Tinha detalhes bem diferentes, e eram bonitos.
"Ai Meu Pas! Que vestido lindo!", pensou, e logo se vestiu.
...
–Ela está vindo?- Elsa perguntou a Anna, assim que a irmã se pôs ao lado dela.
–Sim, mas...- Anna ficou nervosa.
–O que houve?- Elsa ficou preocupada.
–Bem...- Anna não achava as palavras certas.
Neste momento, Marina aparece na porta, com o vestido de sua mãe. Todos se surpreenderam com o vestido, até Elsa e o padre. Seu vestido tinha detalhes de brilhantes na parte do ombro, uma faixa vermelho-fogo em volta da cintura, e a saia era vermelha, mas o tom ficava mais forte assim que "descia" o vestido. Todos que estavam sentados se levantaram, e Marina caminhava até o altar.
–Bem...- Anna continuou. -...Ela está ali!
–Estou vendo...- Elsa disse, com um sorriso. -...E está muito bonita!
–Sim!
"Onde ela arrumou esse vestido?", Anna pensou, interrogando para si própria.
Marina, assim que chegar até o altar, se agachou para quando receber a coroa.
Enquanto o padre falava algumas palavras antes de oficializar a cerimônia (Autora: Até parece casamento!), Marina se sentia cada vez mais preocupada.
"Se eu fizer besteiras como sempre faço?...", pensou, sem ouvir o que o padre dizia. "...E se acontecer algo pior? Rainha Elsa e Anna não merecem algo como eu!", lágrimas saíram dos seus olhos espontaneamente, enquanto suas mãos ficavam quentes e formigando.
Então, novamente, ouviu a voz de sua mãe.
–Você nunca estará sozinha. Eu sempre estarei aqui.
Marina respirou confiante e sorriu, pois afinal tinha razão. Assim que o padre terminou, Elsa pegou a coroa para foi lentamente colocando na cabeça da menina ave.
–Princesa Marina Pássaro de Arendelle!- Finalizou as palavras do padre, mesmo a menina não saber o que ele tinha dito.
Assim, se virou, e viu todos aplaudirem para ela. Marina ficou encantada com tudo isso. Se virou de volta para Elsa, que sorria, e ainda mantinha seu vestido de gelo.
–Está muito bonita, Marina!- Elsa elogiou.
–Obrigada, majestade!- Respondeu lisonjeada.
–Marina, você pode me chamar só de "Elsa".
Marina pareceu pensar.
–Não!...- Contraiu as palavras da rainha, deixando todos chocados. -...Me desculpe, mas eu me sinto muito mais importante conversando com uma uma pessoa importante como uma rainha...- Pensou. -...Que é a minha irmã!- Sorriu loucamente e riu.
Elsa riu do jeito que a menina estava sorrindo. Sua risada sumiu assim que viu algo brilhante como o Sol aparecendo no portão. Todos viraram para ver, e ficaram surpresos. Parecia uma enorme fênix, bem maior que Marina quando se transforma em ave, tinha "olhos de fogo", belas penas brilhantes e uma cauda de pavão com desenho de "olhos flamejantes". Era O Pássaro de Fogo!
–AI MEU PÁS!- Marina se surpreendeu.
Todos se mantinham calados. A grande ave encarava Marina com um sorriso.
–Olá, minha neta!...- Cumprimentou. -...Eu não tive oportunidade de conhecer em minha vida. Mas pude conhecer em minha eternidade!
Marina continuava surpresa.
–V-vovô Pas!? Mas co-como?
–Vim ver a moça que se tornou. A última vez que a vi, estava com 6 anos e estava com o cabelo branco.
Marina se surpreendeu mais ainda. Lembrou quando conheceu Elsa e que, sem querer, perdeu uma pena e caiu da varanda. Porém, não se lembrava como ter acordado em sua antiga casa. Então ela percebeu.
–Fo-foi você que-que me-me levou até mi-minha casa?- Marina tinha ficado pálida, pela primeira vez.
Apesar de ninguém compreender o que a menina estava falando, todos continuavam calados, surpresos. A grande ave assentiu.
–Eu trouxe algumas pessoas vê-la!
Atrás da grande ave, apareceu 7 pessoas, sendo 3 homens e 4 mulheres. Marina ficou mais surpresa, porém mais feliz também. Eram seus pais e seus 5 irmãos mais velhos, e todos estavam cobertos por um brilho, mas conseguia ver os traços do rosto e a cor do cabelo e dos olhos.
Marina correu até os pais e os irmãos e abraçou. Eram os abraços quentinhos que tanto sentiu falta. Lágrimas de alegria saíram de seu rosto.
Elsa e Anna entrelaçaram seus braços e sorriram emocionadas com a cena, assim como todos. A grande ave olhou para elas e sorriu.
–Altezas...- Chamou, reverenciando. -...Têm algumas pessoas que também querem vê-las!
Saiu, também atrás da grande ave, duas pessoas cobertas de luz, mas de dava para ver seus rostos. Todos ficaram surpresos e felizes, principalmente Elsa e Anna.
–Mamãe!...- Disseram ao mesmo tempo, sem acreditar no que estavam vendo. -...Papai!
Os reis ficaram felizes.
–Olá, Anna!- Disse a mãe.
–Olá, Elsa!- Disse o pai.
Elsa e Anna, de braços ainda entrelaçados, correram até a forte e brilhante alma dos pais, e abraçaram, e foram retribuídas. Lágrimas de emoção saíram de seus olhos.
–Pensamos que não voltariam!- Elsa disse, olhando para os pais.
–Sim...- Anna concordou. -...Que seríamos só nós duas.
Os reis as encararam.
–Filhas...- Disse a mãe, acariciando seus cabelos. -...Nós nunca as deixamos. Sempre estivemos ao lado de vocês, mesmo sem saberem.
Elsa e Anna sorriram e apertaram mais o abraço. A família real olhou para a família Pássaro, que encaravam com sorrisos de compaixão.
–Marina...- Disse o antigo rei de Arendelle -...Obrigado por ajudar minha filha!
Marina balançou a cabeça, concordando. A grande ave olhou para Elsa.
–Rainha Elsa...- Chamou a Elsa, que encarou a ave. -...Obrigado por ajudar minha neta!...- Viu Elsa sorrir em resposta. -...Agora, Arendelle têm DUAS famílias reais, e TRÊS princesas!
As três princesas sorriram com isso e separaram de seus abraços para abraçarem a si próprias, e sendo aplaudidas por todos. Isso durou pouco tempo, assim que todos ouviram uma voz.
–MENINA PÁSSARO!
As três irmãs se separaram do abraço, e todos olharam surpresos para o portão, vendo um pequeno menino, aparentemente de 4 anos, com roupas de camponês rasgados e velhos, sorrindo para a menina ave. Têm olhos amarelados e cabelo branco como os irmãos de Marina. Pensando bem, era muito parecido com os irmãos da menina.
–JAKE!- Elsa e Marina responderam a voz, contentes.
–Jake?- Os irmãos de Marina pareciam surpresos com o nome do menino.
Anna também pareceu surpresa.
–Como conhece esse menino, Elsa?- Perguntou para a irmã.
–É uma longa história!- Sorriu em resposta.
Jake correu até a menina ave, que o pegou até colocar em seu ombro, fazendo cavalinho.
–Esse menino tem o mesmo nome que você, Jake...- Disse para o irmão mais velho, que estava mais surpreso entre todos os irmãos. -...E vocês se parecem muito, tanto de aparência quanto no jeito de agir.
Jake Pássaro, se separando dos irmãos, foi caminhando até o pequeno Jake, e depois acariciou a bochecha rosada dele.
–Olá, meu filho!- Disse sorrindo.
Elsa e Marina ficaram surpresas com as palavras. O pequeno Jake encarava o irmão Pássaro confuso, e ia perguntar, mas Marina interrompe.
–Como assim, Jake?- Perguntou.
Jake sorriu para a irmã caçula.
–Ele é meu filho, seu sobrinho!- Respondeu.
Marina compreendeu, mas ainda se mantinha surpresa. Lembrou de algo, e assim tirou o pequeno Jake do seu ombro. Então ela começou a mexer no corpo dele, parecendo procurar algo.
–Onde está?- Sussurrou.
Todos os convidados estranharam.
–O quê, Marina?- Elsa foi a primeira a perguntar.
–A a...- Parou de falar, assim que achou algo na parte de trás do pescoço do pequeno Jake. Tinha um desenho que uma fênix vermelha, e estava com as asas abertos, como se estivesse voando. -...A ave!...- Arregalou os olhos assim que viu, e depois sorriu loucamente. Virou o pequeno Jake para seu rosto e o encarou. -...Você é meu sobrinho!- Abraçou o pequeno Jake.
Elsa e Anna aproximaram para ver a marca da ave no menino. Se surpreenderam quando viram.
–Mas...
Marina separou do abraço e virou para encarar as novas irmãs.
–Todo descendente do Pássaro de Fogo...- Começou a explicar. -...Nasce com a marca de nascença em forma do vovô Pas.
Assim, todos os membros da família de Marina, exceto a sua mãe, começaram a mostrar suas marcas. Seu pai tinha embaixo do queixo; Jake tinha na testa, que estava escondida pela sua franja; Kate tinha uma pequena marca atrás da orelha; Gary tinha na palma da mão direita, da qual deixou fechada até então; as gêmes tinham suas marcas no braço, sendo que Coral tinha no braço direito e Corali no braço esquerdo. Todos tinham o mesmo desenho.
Elsa e Anna encararam Marina, que não havia mostrado sua marca. Marina retirou o saltinho do pé esquerdo, e revelou o mesmo desenho na parte de fora do pé dela. Elsa e Anna ficaram surpresas, mas sorriram. Depois, Marina pôs o saltinho de volta e voltou a encarar o sobrinho, sorrindo.
Porém, deu para escutar uma voz em seguida, e era uma voz nem um pouco agradável.
–MONSTROS! Todos voltaram a encarar o portão, e viram um homem baixinho e careca.
–Duque de Weaseltown!- Marina exclamou.
–É Wesenton!- Corrigiu.
Elsa pareceu se sentir incomodada com a presença dele.
–Pensei que não tivéssemos mais aliança, duque!- Disse.
–Eu vim aqui para exterminar esses MONSTROS!- Disse, sem medo.
Marina, no início, pareceu sentir raiva, mas logo sorriu, como se tivesse uma ideia brilhante em sua cabeça. Elsa continuava a falar.
–O senhor não é mais bem-vindo aqui! Guar...- Foi interrompida.
–Não, majestade...- Marina disse, deixando todos chocados. -...Eu tenho uma ideia melhor...- Virou para o duque. -...Senhor, essa é a minha família...- Apontou para a grande família brilhante e uma enorme fênix, que o encaravam feio, e isso deixou o duque intimidado. -...E eles não gostam de pessoas DESLEAIS!
A família Pássaro deu um passo, se aproximando do duque, que se atrapalhou e caiu com o susto. Se levantou e tentou correr, mas a grande ave foi mais rápida e pegou o duque nas vestes com seu longo bico. Todos os membros da família, até mesmo os pais de Elsa e Anna, correram até a ave brilhante e se juntaram a sua luz, formando uma grande bola brilhante, e foram saindo do palácio. Todos os presentes no local, até Olaf e Sven, foram até o pátio do castelo. Todos viram a grande bola brilhante levando o Duque de Wesenton no céu, em plena dia.
Marina sorriu com aquilo. Ficou tão contente por tudo ter dado certo no final, e assim gritou, mas com som de uma águia, como se estivesse chamando alguém. Assim, milhares de aves apareceram no horizonte, podendo ver os pássaros surgindo do fiorde.
Marina ficou contente, e logo virou para o povo de Arendelle. Mexeu seus braços e pequenas bolas de fogo surgiram nas orelhas de todos. Tomou bastante cuidado com o Olaf, mas mesmo assim não aconteceu nada, e isso a acalmou.
–Por favor, não mexam!- Pediu.
Anna já ia tocar na pequena bola em sua orelha, mas Elsa abaixou seu braço antes disso.
As aves começaram a falar, e isso deixou toda a Arendelle surpresa (Autora: Só vai ter surpresa nesse capítulo. Por favor, não estranhem!), mas todos estavam felizes.
"Acho que Arendelle será um lugar perfeito para mim!", Marina pensou, vendo um sorriso estampado em cada rosto de cada cidadão.
Olaf e Svem foram conversar com uma águia, que quase iria arrancar o nariz de cenoura do boneco de neve. Anna e Kristoff foram até uma família de patinhos, conversando sobre como formar uma família, e isso deixou Kristoff assustado. Elsa estava sozinha, vendo seus súditos conversando com os pequenos súditos da menina ave. Bem... Isso até Marina surgir do seu lado, e entrelaçando seu braço com o da rainha.
–Majestade!- Chamou.
–Sim!- Elsa respondeu, olhando para a menina ave.
Ficou um tempo em silêncio, até Marina começar.
–Livre Estou. Livre Estou...– Cantarolou. -...Não posso mais segurar...
Elsa sorriu, e continuou.
–...Livre Estou. Livre Estou. Eu saí pra não voltar...
As duas cantaram juntas.
–...Aqui estou eu. E vou ficar...
Marina cantou sozinha.
–...Livre Estou...
–...Livre Estou...– Elsa cantou a outra parte.
As duas finalizaram a canção.
–...O frio não vai mesmo me incomodar!
As duas riram, como quando se conheceram.
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